Os Marotos escrita por TenYearsAfter, JustMe


Capítulo 18
Manhã de Natal


Notas iniciais do capítulo

Os capitulos de natal acabaram gente! O proximo é especial de ano novo e depois voltamos a Hogwarts ok? Espero que gostem!



~~Lily~~

Abri os olhos, me acostumando com a luminosidade do quarto, olhei para os lados e estranhei onde eu estava, até me lembrar que estava na casa do James e que todos nós tínhamos dormido aqui. Olhei para a cama ao meu lado e não encontrei a Lene, será que ela já acordou?

Olhei para o relógio na cabeceira e vi que era umas nove horas, então ela não estava acordada. Onde será que se meteu? Coloquei os pés para fora da cama e fui sonolenta até o bainheiro me trocar.

Coloquei uma blusa branca, junto com um cardigã de lã creme, calças jeans normais e botas quentinhas (n/a: tipo as uggs). Quentinha e quase completamente acordada, desci as escadas calmamente. Fui até a cozinha e comecei a preparar meu café da manhã, um chocolate quente primeiro.

Comecei a toma-lo encostada em uma das bancadas da cozinha, tudo estava quieto, acho que todos ainda estavam dormindo, mas comecei a ouvir uma voz cantarolar baixinho, junto com um som de violão, que tocava poucas notas.

Eu tentei ficar calmo

Mas quando olho para você

Não consigo ser corajoso

Por que você faz meu coração disparar

Quem quer que estivesse cantando, canta muito bem. A voz era bem melodiosa e a letra, bom, quem quer que estivesse cantando estava apaixonado. Fui caminhando até o som, que vinha lá de fora e parei na porta que dava acesso ao jardins e a pequena varanda que tinha atrás da casa.

~~James~~

Acordei cedo e fui tomar meu café, como acabei a tarefa cedo e estava entediado, fiquei pensando no que fazer, até ter a ideia de tentar ver as antigas musica que eu e o Sirius escrevíamos quando éramos mais novos.

O Sirius me ensinou a tocar violão com 12 anos, ele tocava faz tempo e eu pedi para ele me ensinar, na época não ligávamos muito para garotas e as canções que compúnhamos, geralmente era para torcer pros nossos times de quadribol.

Quando eu fui crescendo e consequentemente me apaixonando pela Lily, sempre que eu ia escrever algo, ela vinha direto na minha mente, e saiu muitas canções com letras sobre amor, paixão.

Comecei a mexer nas minhas partituras e achei uma em especial que eu tinha feito no final do ano passado, quando eu admiti para mim mesmo que amava a Lily. Peguei a partitura, meu violão e desci as escadas, indo para a sacada de fora.

Me sentei em um dos pequenos bancos que tinha lá, me encostando na pilastra atrás de mim, fechei meus olhos e comecei de dedilhar levemente, só para me acostumar com as notas. Depois li a partitura, em silencio e finalmente fechei meus olhos e comecei a tocar e a cantar.

A musica saia com a mesma naturalidade que meses atrás. Ouvi passos se aproximando e fiquei atento, porque se fosse um dos marotos, ia falar que eu pareço um “veadinho apaixonado”, por marotos, leia-se Sirius. Apesar de eu saber que ele também compõe ainda e musicas para a Lene dessa vez.

Mas os passos eram muito leves para ser de qualquer um dos marotos, então era uma das meninas, continuei a tocar de olhos fechados.

Alguém vai ter que ceder

Por que estou morrendo para fazer você ver

Que eu preciso de você aqui agora

Pois você tem aquela coisa!

Era exatamente isso que eu pensava quando via a Lily ano passado, sorrindo para outros caras, caras que não eram eu. Eu a queria ao meu lado, naquele momento, como estou com ela agora. A única coisa que eu me arrependo e de não ter percebido ela antes, de não ter notado que eu sou completamente apaixonado por ela e ter me declarado para ela.

Então saia, saia, saia da minha cabeça

E em vez disso caia nos meus braços

Eu não, eu não, não sei o que é isso

Mas eu preciso daquela coisa

Você tem aquela coisa..

Ela era perfeita, todo o conjunto de coisas que a formava, eu amava, era o que a tornava tão especial. Na época, o que eu mais desejava era que tudo que eu imaginava, como ela me beijando, ela sendo minha namorada, nós andando abraçados por Hogwarts, tudo isso, eu queria que isso saísse da minha mente e se tornasse realidade.

Agora estou escalando os muros

Mas você não nota

Que eu estou pirando

Todo dia e toda noite

Eu ficava louco, dia e noite, pensando nela. Pads dizia que eu estava agindo exatamente como um “veadinho apaixonado” mas eu não importava. Eu só queria ter ela comigo e finalmente eu consegui.

Então saia, saia, saia da minha mente

E entre na minha vida

Eu não,eu não,não sei o que é isso

Mas eu preciso daquela coisa

E você tem aquela coisa!

Terminei a musica, com os olhos ainda fechado e só abri quando ouvi um soluço. Abri os olhos e vi que a pessoa que estava lá, esse tempo todo era a Lily, uma Lily chorando emocionada, as vezes me esqueço de como a ruiva durona, pode ser sensível as vezes.

-Lily! Você está ai há quanto tempo?

-Desde que você começou a musica – Ela disse com a voz entrecortada e eu me levantei, indo abraça-la.

-Ei meu amor, por que você está chorando? – Ela tinha a cabeça encostada no meu peito e eu senti as lagrimas dela caindo.

-Essa musica é tão linda James! – Ela disse ainda chorando e depois riu – Eu devo ser bipolar, em um momento estou chorando e no outro rindo.

Eu ri, já tinha me acostumado com as mudanças de humor dela.

-Fiz ela pra você – Murmurei escondendo minha cabeça entre seus cabelos. Ela retirou a cabeça do meu peito e a levantou, para poder me fitar, com os olhos, que banhados pelas lagrimas, ficavam mais verdes ainda.

-Serio? Quando?

-Ano passado, foi quando eu finalmente me toquei que amava você. Alias eu escrevi muitas musicas nos últimos anos, mas sempre que eu escrevia, era você que aparecia na minha mente.

Ela sorriu para mim e se inclinou para me beijar. É o dia começou bem...

-Já terminou de tomar seu café da manhã? – Perguntei.

-Ah, na verdade só tomei uma xicara de leite...

-Então, que tal ir numa padaria que tem aqui perto e tomar café da manhã comigo? – Perguntei pegando suas duas mãos e entrelaçando nossos dedos, a olhando diretamente.

-Hmm, acho uma ótima ideia. Vamos? – Ela perguntou e eu concordei, soltei uma de suas mãos e a puxei pela outra.

Deixei um bilhete para minha mãe e fui caminhando com a Lily até a padaria. Decidimos ir pelo caminho mais longo, porem mais bonito, porque tinha um parque no meio do caminho, que a essa hora deveria estar vazio, pena que eu estava enganado.

Andando calmamente pelas ruas, de mãos dadas com a minha ruiva, ouvimos uma voz do nada.

-Se não é o casal Potter! – Disse uma voz debochada.

Nos viramos e encontramos ninguém mais ninguém menos que, ranhoso, ops, Snape.

-O que faz aqui Ranhoso? – Perguntei, abraçando a Lily contra meu peito, a protegendo do que sabe se lá o que esse cara possa fazer.

-A praça é publica Potter. Olha, devo dizer Evans que esperava mais de você, do que namorar esse traidor de sangue, se bem que, a sangue ruim só poderia namorar um traídos d...

Não deixei ele terminar, me esqueci por um momento que era bruxo e avancei nele, com a mão em punho, logo dando um belo de um soco no nariz dele.

-James!

-Você pense bem antes de falar da Lily, ela é mil vezes melhor que você! E... – Eu ia continuar meu discurso, quando uma mão me puxou para trás, me virei e vi a Lily que estava brava.

-Não precisa me defender James!

-M-mas Lily... – Eu disse embasbacado enquanto o Snape sorria de um jeito que dizia “viu? Ela está me defendo!”

-Deixa que eu mesma falo umas verdades para esse garoto! – Ela me puxou para trás e apontou o dedo na cara do Snape, que logo foi para trás, assustado – Olha só Snape, eu não acredito que um dia já fomos amigos, ainda bem que quando eu entrei em Hogwarts, nos logo nos afastamos e eu me tornei amiga dos marotos e das meninas, porque você sinceramente me decepcionou! O que aconteceu com aquele menino que sempre me ajudava Severus? Ele morreu ai dentro por acaso? Você não era assim, mas foi só começar a andar com aquelas cobras que tudo mudou. Francamente, julgar alguém pelo seu nascimento é uma burrice, até porque você nem sangue puro é, então antes de julgar uma pessoa por de onde ela vem, julgue-a pelo que ela é. Ah, e só para acrescentar, não se aproxime mais de mim ou de meus amigos, ruivas podem ser extremamente bravas quando querem sabia? – Tanto eu e ele olhávamos embasbacados para a ruiva, eles já foram amigos, como assim? – Vamos James – Ela me puxou pela mão e fomos sem olhar novamente para o Snape, mas eu sabia que as palavras da Lily tinham feito algum efeito nele, só espero que um bom efeito e ele mude seus conceitos.

Puxei ela de encontro ao meu corpo e abracei fortemente.

-Tenho muito orgulho de você sabia? Só alguém com muita coragem poderia falar isso tudo da forma como você falou.

-Obrigado James – Ela disse sorrindo para mim.

-Mas me diga, como assim vocês eram amigos?

-Bom – Ela suspirou e voltamos a caminhar – Quando completei dez anos, eu já sabia que poderia fazer coisas que outras crianças não sabiam fazer e comecei a treinar por conta própria. Um dia fui mostrar para a minha irmã o que podia fazer e ela me chamou de “aberração” e saiu correndo. Eu me senti muito triste, afinal, era minha irmã. Então comecei a chorar e quem me encontrou foi o Snape, ele me ajudou, me explicou o que eu era e me disse que eu era especial, que minha irmã estava com ciúmes. Nós éramos muito amigos e quando chegou a carta de Hogwarts, ficamos animados. Porem no dia do embarque eu e minha irmã brigamos e eu fiquei chateada, porem ele disse que eu não deveria ligar para o que ela pensa, e aquilo me magoou, acabamos brigando e eu achei a sua cabine. Também acabei parando na grifinoria e ele no meio das cobras, ele começou a se afastar, a me tratar mal, até que parei de falar com ele e virei amiga de vocês.

-Uau Lily! Eu não sabia de tudo isso! E... ele é mais idiota que eu pensava! Quem dispensaria sua amizade por conta daquelas cobras? – A esse ponto já tínhamos chegado na padaria e nos sentado.

Ela riu e logo a garçonete chegou, e anotou nossos pedidos. Nos não tocamos no assunto “Snape” mas eu sabia que isso ainda a magoava. Começamos a comer e logo estávamos satisfeitos e voltamos para a casa.

-O resto do pessoal sabe dessa sua amizade com o Snape?

-Só a Lene, porque ele era mais minha amiga naquela época.

-Ah! Bom, mas mudando de assunto, vai almoçar com seus pais certo?

-Sim

-Mas você vem no ano novo para cá certo? Com seus pais dessa vez?

-Eu tenho escolha?

-Ei! Assim você me ofende, como se fosse uma opção terrível.

-Oh meu amor, não fica assim! – Ela disse e passou os braços no meu pescoço, fiz cara de magoado e virei o rosto.

O que eu não esperava, era que ela começasse a beijar meu pescoço.

-Não provoque Evans – Sussurrei baixo e ela riu, e logo me beijou. Foi um beijo, longo, intenso e muito, muito bom. Nos separamos por falta de ar.

Logo depois voltamos a caminhar e chegamos em casa e apesar de ter demorado, ninguém tinha acordado além de meus pais.

-Bom dia!

-Bom dia! – eles disseram juntos, meio sonolentos – James, vai chamar os meninos, ninguém acordou.

-Claro. Lily? – Chamei ela para vir comigo, que concordou.

-James, a Lene não estava na cama hoje de manhã, onde será que ela dormiu?

Dei um sorriso maroto para ela que logo corou, entendendo. Fomos até o quarto do Pads e ambos estavam lá, deitados abraçados, eu sabia que ela estaria aqui.

-Que pouca vergonha viu! Se mamãe visse isso! – Falei alto, para ambos acordarem e ainda dar o troco no Pads por me zoar.

Ambos abriram os olhos devagar e assim que Sirius me focalizou com a visão, me tacou uma almofada na cara. As almofadas ficavam em cima da cama dele, quando ele não estava dormindo, mas agora estavam no chão.

-Calado Veado e me deixa dormir – Ele abraçou de novo a Lene que tinha acordado e estava meio corada.

-Tudo bem, mas minha mãe mandou acordar e você sabe que ela não gosta de atrasos, portanto, não diga que não avisei...

Saímos do quarto e fomos chamar o resto do pessoal. Todos acordaram, tomaram café e depois ficamos juntos. Um após um foram indo embora, e eu fiquei com dó de me despedir da minha ruiva, só a veria no ano novo agora, parece que terei que aguentar até lá.






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