Marotos - Uma Nova História escrita por Sara_McGonagall


Capítulo 9
Ações e Consequências


Notas iniciais do capítulo

Bem, como disse antes estava com certos "bloqueios literários" MAS, aqui está mais um dos capítulos da história, ou no caso da trama da minha personagem no fórum o qual eu participei por 10 anos. Como já disse... não esperem James e Lily pois não vai existir isso nessa fic kkkk como diria minha melhor amiga, irmã de todas as horas e player de Olivia Hornby MY WORLD MY RULES!"



Quando se levantou no dia seguinte, Sarah sentia ainda suas pernas tremerem. O motivo? Bem, o garoto mais popular da escola havia lhe beijado. E o pior é que não era só isso... Ela nunca tinha se quer tido um encontro com algum garoto, ou seja, OBVIAMENTE sempre se deixou levar por contos apaixonantes e como Lily vivia contando “príncipes cavalheiros e atenciosos”, tecnicamente se alguma vez tinha se quer imaginado como seria seu primeiro beijo, o mais provável é que fosse com alguém que conhecesse. Mas ninguém a conhecia tão bem quanto Olivia, e cá entre nós, Sarah não era tão liberal a sim a ponto de gostar de meninas, QUE FIQUE CLARO, que não tinha nada contra afinal, cada um poderia ser feliz do jeito que quisesse mas ELA, se sentia atraída por garotos, isso já era fato.

“Como é que eu fui deixar isso acontecer...” – pensava ela enquanto penteava os cabelos. Por mais que tentasse lembrava-se de cada mínimo detalhe do acontecido. Fora o seu primeiro beijo, digo, beijo de verdade. E só de lembrar sentia um arrepio percorrer o seu corpo inteiro.

— Ah pelas ceroulas  de Dumbledore! – disse jogando seu pente sobre a cama fazendo Floofy (gato danado de Emmeline) saltar da cama revoltado -  O beijo nem foi lá essas coisas!

Bem, em sua cabeça talvez ela até poderia estar achando isso. Mas mesmo assim, não podia negar que seu coração havia acelerado tanto que lutou com todas as forças para não desmaiar nos braços do garoto. Talvez em um sonho maluco ela quem sabe poderia ter imaginado algo do gênero. Digamos com Sírius? Sim, não podia negar que adorava sua companhia, ele também sempre lhe tratou super bem, e o fato dele sempre parecer tomar conta dos amigos, isso lhe tornava (aos olhos da garota) alguém especial. Ele se importava com as pessoas que de alguma forma significavam ou eram importante para ele. Mas e agora? Se não bastasse Potter ter lhe beijado, ela caíra em si tão drasticamente que a única coisa que pensou foi.... - Por que é que está com essa cara? – ouviu a voz de Olivia assim que desceu as escadarias rumo ao salão principal. Não se dera conta de que já havia saído do quarto, inclusive da torre da grifinória e percorrido os 7 andares.

— Ãh.. – começou ela voltando de seus pensamentos. Então se dera conta de que se não agisse normalmente, com certeza se encrencaria ainda mais, afinal, tinha “fugido” por assim dizer de sua detenção e isso queria dizer que teria de compensar isso com no mínimo mais duas noites aturando Filch. – Er... nada não, só estou cansada – respondeu ela fingindo massagear o braço como se estivesse dolorido.

— Mas você chegou cedo ontem não foi? – falou Alice encontrando elas no caminho, Sarah então tentou disfarçar mas tinha certeza de que Olivia suspeitava de alguma coisa. Contudo, acompanhou as amigas até a mesa da Grifinória onde assim que se sentaram apareceu um monte de guloseimas e mais do que depressa Alice atacara os pães de mel.

— Você está esquisita... – ouviu Olivia e então sorriu um tanto sem graça. Tinham aula de Defesa contra Artes das Trevas dali a alguns minutos e não queria de jeito nenhum que o professor Lorigan lhe repreendesse por isso. Foi então que um fato inédito lhe chamou atenção.

— Ei... para onde foi Alicia Cyrus? – perguntou ela as meninas enquanto pegava um pão de mel da bandeja. Alicia sempre andava com algumas meninas da Corvinal como Berta Jorkins e Annyta Blackmoon, o trio havia se formado para desenterrar digamos assim o passado o presente e é claro o futuro dos alunos da escola com o INFORMATIVO HOGWARTS o qual jornalzinho vivia postando notícias e porque não dizer fofocas.

— Vocês não sabem não? – Sarah ouviu então a voz de Emmeline Vance que se sentava ao lado de Alice e colocava um jornal sobre a bancada. – Parece que ela “anoiteceu” em Hogwarts mas não amanheceu....

— Ué.. como assim? – perguntou Alice colocando um belo pedaço de empadão no prato – Ela foi seqüestrada foi?

— Nahhh Alicia... – fez Olivia fazendo uma careta - ... isso quer dizer que ela estava no castelo a noite mas algo aconteceu e ela foi embora. Só isso.

— Então... continuando... – falou Emmeline agora se aproximando mais e abaixando o tom de voz - ... Ouvi por acaso enquanto estava no banheiro, Berta e Anny Conversando, parece que o pai de Cyrus ou alguém que ele mandou apareceu no meio da noite e a tirou da escola.

— Ela não vai mais estudar em Hogwarts? – perguntou Olivia e Emme balançou a cabeça afirmativamente.

— Ué...ela sempre pareceu gostar tanto daqui... – agora era Sarah quem fazia a observação. Conhecia Alicia de vista, tinham aulas de Aritmância com os alunos da Corvinal e ela sempre lhe pareceu ser uma boa pessoa. OBVIO quando o assunto não fosse algo relacionado ao informativo, pois se chegassem a criticar, o trio voava em defesa quase que instantaneamente. Foi então que Lily, a monitora da Grifinória apareceu. Vinha conversando com outro monitor da casa azul e então assim que se sentou Emmeline já foi logo a bombardeando com perguntas.

— Então ruiva? Sabe alguma coisa sobre a Cyrus? – perguntou Emme e Sarah pode perceber um certo desconforto de Lilian.

— Por que o interesse? – perguntou ela pigarreando e disfarçadamente colocando duas torradas dentro do seu prato e cobrindo-as com melaço.

— Ahhh qual é... sabemos que você sabe de alguma coisa... – respondeu Emme cruzando os braços e se chegando mais perto da jovem - ... anda... abre o bico... somos ou não suas amigas?

Sarah pode notar que Lily ficara um pouco insegura a esse respeito. Não sabia dizer o que era ao certo e até pensou em dizer a Emme parar de encher com essas fofocas MAS por fim Lily deixou cair o garfo sobre as torradas por estar com as mãos tremendo. Preocupadas todas foram prestar ajuda.

— Viu o que você fez Emme... – ralhou Alice com a amiga amparando Lily que fez sinal de que estava tudo bem.

— Emme não tem nada haver com isso... – disse ela finalmente e então se aproximou ainda mais do grupo e fez sinal para que Sarah também se aproximasse. Esta então obedeceu.

— Olha... preciso que me prometam... que jurem por toda a vida de vocês de que o que eu disser aqui. – Todas meio que se aproximaram mais  (o quanto foi possível) e então a Ruiva respirou fundo.

— Eu não tenho certeza do que aconteceu ao certo... – disse ela finalmente. E Sarah pode ver em seu rosto que o assunto era muito mais grave. - ... pelo que parece o pai de Cyrus veio buscá-la durante a noite. Aconteceu alguma coisa que os fez mudarem de país.

— Só isso? – disse Alice voltando a comer seu empadão – Achei que fosse algo mais grave.

— Deixa de ser besta Alice... – retrucou Olivia – É óbvio que tem mais coisa ai.

— Sim... – respondeu Lily - ... não sei se vocês perceberam, mas vários alunos tem deixado a escola...

— Bem... eu não conheço tanta gente assim... – começou Sarah mas Lily a ignorou.

— Principalmente nascidos trouxas... – e então meio que sua voz ficou chorosa - ... pessoas como eu,  eles estão com medo.

— Medo? – agora era Emmeline quem parecia perdida na conversa – Medo de quê? Hogwarts é o lugar mais seguro do mundo!

— Não esse tipo de medo Emme... – falou Sarah por fim entendendo o que a sua Monitora estava tentando dizer - ... alguma coisa fora de Hogwarts está deixando todos apreensivos, eu não sei o que é, mas agora que Lily tocou nesse assunto, eu acho que tem algo realmente grave acontecendo mas os professores não estão querendo nos dizer...

— Eu tentei perguntar para a professora Minerva hoje.. – falou ela no meio de um engasgar – Ela confirmou... existe um bruxo tão mal quanto Grindewald mostrando suas forças. Se não pior... e trouxas... – então ela olhou para Sarah e para as outras meninas - ... digo, bruxos como eu, são o tipo de caça que ele mais gosta. Dizendo isso, Lily caiu sobre os braços e começou a chorar. Tanto Sarah quanto Olivia viram alguns olhos começarem a olhar para a mesa da Grifinória. Se não era para chamar atenção sobre o assunto, bem...

— Escuta Lily... – agora Sarah tentava manter a calma afinal, querendo ou não era descendente de trouxas. Sua mãe era uma. – Sei o que está sentindo mas é exatamente por esse receito que você tem que ser forte. Erga essa cabeça e mostre que é trouxa sim, e doa a quem doer vai honrar esse sangue mesmo que morra.

Emmeline e Olivia a repreenderam com o olhar, mas o que elas queriam que ela fizesse? Amenizar as coisas? A vida era dura sim, não era um mar de rosas e adoradores das trevas e preconceitos com o sangue, bem Sarah estava cansada de lidar com isso. -  O quê?  - perguntou ela agora olhando para as amigas – Estou falando a verdade, o que me faz ser forte diante desse bando de gente ignorante e ridículo, é o fato de eu ser sim meio trouxa, e mesmo assim ser uma bruxa melhor do que eles que se gabam de ter o sangue puro.

— Sarah está certíssima... -  agora era Alice quem estava encarando as meninas, Lily havia erguido a cabeça e já não soluçava - ... Você é quem você é, uma bruxa notável, uma pessoa incrível....

— Um pouco chata quando banca a monitora... – disse Emmeline provocando um riso de todas.

— É exatamente isso que eu quero dizer... – disse Sarah - ... o temor que os puro sangue tem de nós é porque podemos não ter o mesmo sangue bruxo... mas podemos ser tão boas... se não, melhores do que eles.

Lily meneou a cabeça afirmativamente com um sorriso. Sarah não era “intima” da ruiva, mas também não era sua inimiga, afinal eram da mesma casa. E embora Lily fosse fã de Severo Snape, ela não era ruim.

— Acho melhor irmos ou vamos nos atrasar para a aula de Defesa contra as artes das Trevas. – Alertou Olivia e então as meninas se levantaram e seguiam caminho.

— Como posso explicar para vocês em uma linguagem a que possam entender... – Sarah ouvia a voz retumbante do seu professor de DCAT, Lorigan Bruce. De todos era sem a menor sobra de dúvidas (obviamente depois de McGonagall) o seu professor favorito. Não que não se desse bem com os outros, e os admirava, cada um do seu jeito e qualidades MAS Professor Bruce era o único que falava a língua dos adolescentes - ... Se usarem as maldições imperdoáveis em qualquer tipo de situação  - então ela o viu encarar a sala de aula e dar um sorrisinho sapeca - ... quando digo situação, pode ser até mesmo de risco de vida faz vocês irem direto – e fez um assovio longo com um gesto mais longo ainda - ... direto, e quando digo direto... é direto MESMO – frisou a última palavra -  para Azkaban.

— Mas mesmo a gente estando em uma situação de vida ou morte? – Sarah pode perceber que Steven Hollins, um aluno da sonserina não estava muito convencido.

— Sim meu caro – professor Lorigan falou com a maior calma do mundo como se estivesse explicando para os alunos do primeiro ano - ... primeira coisa que vocês tem que ter em mente, é que para um bruxo conjurar tais maldições... ele deve principalmente querer MUITO... mas muito mesmo... fazer mal a alguém – então apoiou-se com os dois braços sobre a mesa encarando a turma de sonserinos. Sarah pode perceber que ele até poderia ser um professor mas com certeza tinha alguns da trupe de FB’s (Filhotes de Basilisco) que não o convenciam. A jovem leoa sabia (e como) quem da Sonserina era o perigo, Malfoy, Bellatrix, Lastrange, Carter e até mesmo Mayfair. Todos, é claro sonserinos e do pior tipo.  Por mais que adorasse a aula de DCAT, Sarah ainda assim estava distraída. Bem, distraída não seria bem a palavra, a jovem grifinória não estava prestando atenção em absolutamente nada do que estava acontecendo. Tanto é que Olivia parou de copiar o que estava no quadro e ficou a lhe encarar por mais de meia hora e ela nem se quer percebeu.

— Tá... – disse ela então dando um tapa no braço de Sarah que fez a garota dar um salto. - ... Vamos lá e desembucha....

— Aiiiiii  - respondeu a garota massageando o braço dolorido e olhando para a amiga com uma cara feia.

— Não me venha com essa de “Ai” – respondeu Olivia e então viu o professor Lorigan virar para elas e apenas murmurou um “desculpe” mas Olivia não se deu por vencida. Tratou de puxá-la para um canto da sala para que tivessem mais privacidade e novamente lhe perguntou o que estava acontecendo.

— Já te disse Olivia... – falou ela fazendo uma careta - ... eu estou bem.

— Não... não está... – retorquiu a menina e isso fez com que Sarah visse os olhos dela faiscando – Durante todo o trajeto de Hogsmeade você não abriu a boca, cumpriu a detenção sem a gente, e se não bastasse, está tão distraída como se...

Sara a encarou com os olhos arregalados e então a jovem Olivia lhe encarou com a boca um tanto aberta.

— Não... – disse ela sorrindo como se o que tinha pensado era uma piada das mais engraçadas - ... não pode ser isso.

— Não pode ser o que? – ouviu-se uma voz atrás de si então as duas levaram um susto. Remus Lupin estava ali as encarando com um sorriso no rosto. Sarah não precisava dizer que Olivia meio que ficara sem resposta. Mas até ela mesmo queria saber o que a amiga estava pensando.

— Nada não... – respondeu Olivia com um sorriso falso perceptível até mesmo da lua. - ... coisa de garotas.

Sarah pode ver que Remus encarou de uma a outra com aquele olhar analisador que ele sempre tinha então sorriu. Sarah por outro lado, mesmo a contra gosto sorriu e olhou por sobre o ombro do maroto, além de Peter, não havia mais nenhum outro maroto. Não que ela estivesse procurando James, mas... ou estaria?

— Cadê Potter e Black? – perguntou Olívia agora olhando para Sarah. Esta então fingiu não ligar para a pergunta e voltou a fazer anotações. Remus no entanto sorriu – Bem, quanto a Sírius deve estar em algum armário de vassouras por ai.... já James... -  então ele olhou para Sarah e sorriu marotamente - ... acho que algo o acertou ontem a noite sabe....

Sarah havia entendido perfeitamente a indireta, ou nesse caso “direta” para ela mas fingiu não entender do que ele estava falando. No entanto o garoto continuou. – Foi por pouco que não tivemos de levar James para Ala hospitalar.

— Mas onde foi que o Potter se enfiou para ter se ferido tão gravemente a ponto de ir para o Hospital? – falou Olivia agora preocupada e então percebeu que os olhos de Lupin não saíam de cima de Sarah.

— Bem...- disse ele agora voltando seus olhos para Olivia e sorrindo docemente - ... eu acho que o ferimento dele é mais o Orgulho do que um ferimento físico se é que me entende... – dizendo isso ele piscou para Sarah que tentou segurar o riso sem sucesso - ... mas não vim aqui por isso, gostaria de saber como vocês duas estavam afinal, depois do que houve ontem, pensei que poderiam ter pegado algum resfriado.

— Estamos bem... – respondeu Sarah, e então ouviu a voz de Peter chamando Remus. Este então fizera uma reverencia, beijara a mão de Olivia que por alguns instantes (Sarah notou) ficara em estado de encantamento, e então foi em direção ao amigo.

O relógio então entoou o fim da aula e assim que saíram pela porta, Sarah sentiu alguém puxando o seu braço com força. Era Olivia a carregando para um corredor deserto próximo ao armário de vassouras.

— Agora você, Srta Perks vai me contar exatamente o que Remus quis dizer com aquilo que disse lá dentro! – Nunca vira Olivia tão nervosa o que lhe deixou ainda mais.

— Ué... você o ouviu... – tentou dizer ela mas Olivia a cortou.

— Não me venha com essa Perks! – Sarah sabia que quando sua amiga lhe chamava pelo sobrenome é que a coisa estava feia. Então cansada de ter de guardar esse turbilhão de coisas sozinha se deixou cair sentada no degrau da longa escada que levava para o terceiro andar.

— Ok Olivia...  – disse ela puxando a amiga para sentar-se também e pegara um livro para disfarçar  - ... mas me prometa, por tudo que é mais sagrado que você não vai contar a ninguém, em hipótese alguma... nem sobre um Cruccio!

— Tá Tá Tá... – respondeu a garota e então Sarah respirou fundo e começou lhe contar tudinho, sem deixar um mísero detalhe para trás.

— Você está tentando me dizer... – começou a dizer Olivia e então se levantou e encarou Sarah que estava sentada. E então Sarah deu um enorme suspiro e assim como ela levantou-se e encarou a amiga desolada.

— Exatamente... James Potter me beijou... – respondeu Sarah e então vira Olivia lhe encarando e depois vindo pra cima dela e a pegando pelos ombros e lhe chacoalhando o que deixou a garota um tanto chocada.

— Você deu uma joelhada nas "JOIAS" DE JAMES POTTER????



Notas finais do capítulo

Espero poder terminar a fic, e peço desde já perdão aos meus colegas do Malfeito-Feito pois tive de fazer algumas adaptações em ações e acontecimentos para poder fazer uma fic coerente.



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Marotos - Uma Nova História" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.