Marotos - Uma Nova História escrita por Sara_McGonagall


Capítulo 22
Uma Nova Ordem




Não era preciso dizer que nem bem Dumbledore estava fora de Hogwarts que as cobrinhas começaram a ficar terrivelmente ouriçadas. No dia seguinte a confusão causada pelo Ministério que praticamente invadira o castelo para prender ou afastar o diretor sem ter tido êxito, bem... pelo menos não em humilhá-lo e levá-lo preso, um “representante do Ministro” fora nomeado no lugar. Sarah sentiu um aperto horrendo no seu estomago quando chegou para o café da manhã com Olivia e via o mesmo rosto cruel sentado na cadeira principal na mesa dos professores. Na verdade nenhum professor, além é claro de Filch, parecia estar feliz com isso. Se aproximou de Olivia que já estava sentada a mesa ao lado de Remus e Alice.

— Bom dia... – disse Olivia com um sorriso.

— Nem tão bom... – respondeu lançando um olhar para a cadeira central da mesa dos professores mas Remus a advertiu. - Acho melhor controlar sua língua Sah, ou as detenções de Filch não serão nada comparadas as que o nosso novo diretor tem em mente.

— Novo diretor? – perguntou ela e Olivia meneou a cabeça.

— McGonagall acabou de fazer os anúncios... – disse ela. – pelo jeito, ela não gostou nada de ter de dizer isso. Sarah voltou os olhos para a mesa dos professores, era a primeira vez que todos estavam ali. Lorigan sentado ao lado de Minerva parecia desconfortável.

— Parece que Lorigan está prestes a azarar o novo diretor... – disse ela baixinho, todos cochichavam, ninguém parecia ter coragem para falar alto. A não ser é claro os sonserinos. No entanto o murmúrio ficou bastante alto quando James e Sírius apontaram na entrada para o salão principal. Os dois apenas encararam o novo diretor enquanto se sentavam a mesa. Este pareceu se mexer na cadeira de Dumbledore quando o viu. James por sua vez sentou-se ao lado de Remus e Peter, já Sírius com o maior sorriso, sentou-se entre Sarah e Olivia.

— Bom dia minhas leoas.... – disse ele dando um beijo estalado na bochecha de Sarah e quando foi dar em Olivia encontrou o olhar de Remus e James o fuzilando. Disfarçadamente fizera uma careta para os garotos e começou a se servir. – Eu não sei qual é o problema de eu beijar o rosto da Leoa Perks? Já que ontem nosso grau de intimidade passou para um novo nível.... – então ele olhou para a garota e logo para James que só faltava lhe jogar a tigela de pão de ló - ...ela viu mais de mim do que qualquer uma nesse castelo!

Sarah praticamente afogou-se com o gole de suco de laranja que estava bebendo, não tinha contado “detalhes” de sua invasão ao dormitório dos meninos, apenas havia dito a Olivia que Minerva havia mandado dar um recado. Ela olhou de Remus a Sarah com um olhar cerrado que praticamente fez Sarah murmurar um “Depois eu te conto”. Talvez percebendo que finalmente todos os alunos tinham chegado, Amycus Carrow I se levantou de sua cadeira, pigarreou e então começou com um discurso. Entre palavras como “O ministério” e “Direção desleixada”, Sarah pode notar que o olhar de professora Minerva e Lorigan ficaram bastante perigosos. Era visível em todo o corpo de professores de que as palavras do diretor não eram exatamente o que uma pessoa na posição de “novo diretor” devia dizer. Contudo também pode notar que James encarava o diretor com um sorrisinho no rosto que chegava a passar arrepios.

— Tenho a mais absoluta certeza de que todos ainda estão empolgados com o torneio de duelos e... irei mantê-lo... – então abrira um pequeno sorriso e encarou a mesa dos leões - ... pelo menos até que o Ministro... tenha uma idéia melhor. Também tenho em mãos um documento assinado pelo próprio Ministro da magia... – então ele abriu um pedaço de pergaminho e começou a falar novamente - Como medida de precaução, e visando a segurança dos alunos... – ele prestou atenção aos movimentos de cada uma das crianças e adolescentes que ali estavam - ... a direção da escola e o corpo docente, decidiu em nome do bem maior de que um horário fosse imposto para o recolhimento dos seus alunos a suas salas comunais. . – Ouve um burburinho – O horário..... – levantou um pouco mais a voz para se fazer ouvido já sabendo que teria várias reclamações - ... O horário será as 20h. Sem exceções para monitores ou chefe de monitores a não ser que este seja recrutado pelo diretor pessoalmente. .– Os alunos irromperam em protestos, principalmente porque a maioria dos clubes e grupos de estudo, se reuniam depois do jantar. – Atenção... não adianta protestos, isso já foi aprovado e carimbado pelo Sr. Ministro da Magia, e essa alternativa é irrevogável. Portanto

Qualquer professor ou funcionário que não esteja de acordo com as novas regras pode assinar sua dispensa, e aqueles que forem pegos acobertando ou ajudando infratores... – novamente seu olhar recaiu sobre James que o correspondeu com sua melhor cara de inocente - .... serão entregues ao Ministro como traidores! Então, certo de que estamos todos entendidos, creio que não irão querer se atrasar para sua primeira aula do dia.

Sarah apenas piscou os olhos tentando absorver o que tinha acabado de ouvir, estava realmente tentando entender como Hogwarts poderia ter se tornado um campo de concentração. Amycus saiu pela porta lateral enquanto alguns professores ainda atordoados olhavam uns para os outros. James então chamou atenção de todos que estavam ali.

— Vamos ter de começar a nos reunir no intervalo das aulas...- disse ele para Remus, Peter, Sarah, Olivia e Frank que estavam mais perto.  – Com toda certeza estaremos sendo vigiados, preciso falar com todos, então depois da aula do Slugh todos na sala comunal. – Ele então se levantou – Wormitail, Padfoot... Moony... venham comigo, temos um trabalho a fazer.

— OBA... – disse Sírius se levantando rapidamente após dar outro beijo estalado no rosto de Sarah e agora no de Olivia (aproveitando que Remus estava de costas). - ... isso quer dizer diversão!

Sarah estava se levantando para sair quando Olivia parou a sua frente com os braços cruzados.

— Você poderia me explicar exatamente o que foi que houve quando você invadiu o quarto dos meninos?

— Ahhh qual é Olivia... – disse Sarah começando a andar, mas a amiga estava irredutível - ... Sírius estava saindo do banho só de toalhas... satisfeita?

— Aham... sei... – respondeu Olivia.

— Pergunte ao Remus! – disse Sarah sentindo o rosto esquentar, porque ela queria tanto saber o que tinha acontecido?

— Eu perguntei! – respondeu Olivia – Ele só me disse para perguntar para você.

— Pois eu te respondi não foi? – disse ela calmamente. Não achava que era preciso contar a amiga que vira... bem, que vira Sírius Black por trás como veio ao mundo. Se bem que James fora tão rápido que ela já não tinha certeza se realmente tinha visto isso ou sua mente fora mais rápida que a visão e tinha imaginado as conseqüências antes de acontecer. Sim, também vira James “meio nu” isso queria dizer que apenas vira o garoto sem camisa o que ele pareceu não se importar nenhum pouco. Bem esse detalhe Olivia não precisava saber, conseguiu ver James parado no acesso a escadaria de do primeiro andar e conversava com Remus. Estavam no saguão de entrada indo para a sala de poções quando ouviu alguém lhe chamar.

— Srta. Perks... - Sarah sentiu seu corpo enrijecer ao ver que se tratava da diretora da Gryffindor.

"Essa não... que foi que eu fiz..." - pensou ela virando-se lentamente para encarar a professora fazendo a melhor cara de inocente que conseguiu. - Sim... professora McGonagall..

Pode notar que o semblante da professora era teoricamente diferente do normal. Parecia menos "rigida" o que deixou a garota extremamente preocupada.

— Bem, não sei como dizer-lhe isso mas... tentei entrar em contato com seus avós em Falmonth... – começou a professora a dizer.

Ao tocar no nome de seus avós, Sarah sentiu o coração despencar, queria perguntar algo mas a voz parecia  morrer antes mesmo de chegar a sua boca.

— ... um Auror, amigo de seu avô, Alastor Moody acabou de me enviar uma carta. A passagem de um tornado destruiu parcialmente a casa deles... e... Bom, seus avós não estavam, na verdade... eles desapareceram... – disse Minerva por fim.

Ouvir isso foi como se tivessem lhe dado um balaço no estomago. Sarah não conseguiu respirar e suas pernas amoleceram, como isso tinha acontecido? Seus avós não iam ao portão sem dar-lhe noticias! Sarah procurou a parede tentando achar algum apoio mas parecia que não a encontrava.

— Professora McGonagall!!!! Professora McGonagall... - ouviu chamarem, alguém precisava dela no salão principal.

— Lamento... o que seja que pudermos fazer, quero que saiba que faremos... – a professora visivelmente não sabia o que fazer. Se lhe socorria ou ajudava o garoto que a chamava.

Lamentar??? Como alguém poderia saber o que era lamentar??? Sarah sentia o coração doer incondicionalmente. As lágrimas se formando em seus olhos a fez desviar os olhos das pessoas que ali passavam, não queria falar com ninguém, nem ao menos, dar satisfação a alguém começara a andar em linha reta, não sabia como conseguia pois não sentia suas pernas se moverem, apenas o coração acelerado, lagrimas correndo pelo seu rosto e a pergunta que martelava em sua mente "E agora?". Tinha a impressão de alguém chamar seu nome mas não dera importância. Tinha perdido tudo praticamente. O orgulho, o amor de James e, agora isso? Que raios tinha feito a Merlin para lhe castigar tanto? Passava a mão pela maçaneta de uma porta quando essa se abriu involuntariamente. Sarah precipitou-se por ela, seja lá que lugar era, pelo menos poderia ficar sozinha tentando organizar as seus pensamentos. A sala não era muito grande. Mas também não tinha absolutamente nada como as outras. As janelas eram praticamente todas de vidro e o sol agora banhava os jardins e consequentemente entrava pela janela iluminando parcialmente o local. O coração estava dilacerado, precisava de ar, estava sufocando. Abrira a janela deixando o ar tomar o lugar, a luz do sol tocou seu rosto,  enquanto apoiava-se no parapeito da janela em busca de alguma explicação, algum motivo para que a vida estivesse sendo tão cruel assim.

"Levante essa cabeça!" - ouvia a vozinha em sua mente, mas a dor que sentia era muito maior do que qualquer outra coisa. As lagrimas começaram a rolar pelo seu rosto, mas nenhum som ela emitiu apenas respirava com dificuldade olhando a imensidão verde sem nem ao menos ver alguma coisa. As palavras ditas pela professora ainda eram ecos em sua mente. A dor que sentia pareceu por um momento neutralizar qualquer outra dor que tivesse. Tudo o que havia passado até ali, angustias, decepções, mágoas. Tudo parecia ter diminuído de tamanho se comparado ao enorme buraco negro que nascia dentro dela. E cada vez mais ia lhe corroendo. Primeiro foram os seus pais, e agora, seus avós, mas porquê? Havia feito algo de muito errado a Merlin para ficar assim? As lembranças passavam como um flash em sua mente, o primeiro vôo na vassoura, a primeira vez que havia ido a um campo de quadribol. O sorriso de seu avô quando rebatera o primeiro balaço. Porque essas lembranças tinham de ser interrompidas? Porque em nome de Merlin alguém tinha de ter cruzado com sua família? Porque motivo seus avós? Eles não tinham nada de valor, não tinham nenhum inimigo...

— Ou será que teriam?— disse baixinho tentando acalmar-se e pensar coordenadamente. A professora Minerva havia dito que um tornado havia passado por Falmonth, e seus avós não estavam lá. Mas já havia mais de um mês que não tinha noticias deles. Suas correspondências estavam voltando, antes mesmo desse súbito tornado aparecer. - Não.... não... não... isso... tem... - tornou a balbuciar enquanto sentia-se ser observada. Rezava com todas as forças que não fosse quem achava que fosse. Tudo o que menos queria naquele momento era ter de mostrar o quanto estava vulnerável..

— Sah... – ouviu a voz baixa de Remus e sentiu o coração em pedaços novamente.

Fechara os olhos tentando amaldiçoar Merlin e outros deuses por não lhe darem ouvidos. O toque em seu ombro parecia ter derretido o suporte o qual se mantinha firme. Apoiara suas mãos no parapeito da janela, podia ver sua silhueta refletida atrás de si. O coração gritando enquanto tentava pensar em algo para dizer que não fosse um monte de impropérios ou injustiças.

— Quando entrei em Hogwarts... meu único objetivo era orgulhar meus avós... ver o mesmo sorriso que eles tinham em seus rostos quando me deixaram na estação no primeiro dia. Senti que tinha a chance de ser uma grande bruxa, e não ia deixar essa chance escapar. - Sarah fizera uma pausa e respirou fundo, a voz começando a embargar - Então... cresci sabendo que meu pai for morto em um acidente. O que ele fazia? Ninguém soube dizer até hoje, alguns anos depois a casa onde morávamos explode com minha mãe junto e... - engolira em seco - ... enfim... nada de extraordinário, apenas... vazamento de gás... anos se passam e... um "tornado" passa assim, criado do nada, justamente pela fazenda dos meus avós, leva metade da casa e seus corpos não são encontrados... - então se virou para encara-lo - ... faz semanas que tenho tentado falar com eles... e a semanas todas as correspondências que mandei voltaram sem nem mesmo a carta ser aberta... não Remus, não foi apenas um tornado... sei que Moody é amigo do vovô e o time de quadribol deve te-lo mandado investigar, mas a professora Minerva não contou tudo o que ele disse... - dera um passo a frente encarando o garoto, a raiva embargando as palavras enquanto os olhos enchiam-se de lágrimas, as quais ela tentava não deixa-las rolar - ... Voldemort está lá fora... e está de algum modo aqui dentro também... eu o avisei a James que a saidinha de Bellatrix a Hosgmeade era suspeita e ninguém me tira da cabeça que o comportamento de Ralph tenha o veneno dela... - respirara fundo - ... eu a vi durante o torneio tentando se esconder....- Fizera uma pausa - -... tenho certeza de que bruxos como ela mataram meu pai, em minha mente, eu sei que bruxos como ela mataram minha mãe, e tenho absoluta certeza que bruxos como ela estão com meus avós... não sei o motivo, mas Merlin que me dê paciência para conseguir controlar minha força , porque vou fazer de tudo... darei minha própria vida... se for preciso... pra impedi-los seja lá o que estejam planejando.

Não importava o que James Potter fosse lhe dizer, que tentasse tirar-lhe da cabeça o sentimento de vingança, não conseguiria, não tinha como arrancar-lhe a dor que estava em seu peito, como se tivesse sido gravada a ferro. E sabia também que ele, lhe conhecendo como conhecia não poderia fazer nada para impedir. Estava decidida a sair da sala quando Remus segurou seu braço e a abraçou.

— Não precisa ser de pedra na minha frente... – disse o garoto delicadamente - ... não agora pelo menos...

A garota então praticamente desmoronou. Não esperava uma atitude dessas, principalmente de Remus que certamente não era tão íntimo dela. Bem, tinham um laço de confiança e amizade que estavam construindo, mas... não conseguiu mais controlar as lagrimas que começaram a rolar incontroláveis. Suas pernas começaram a tremer, e sentia que elas não iam mais suportar seu peso. Logo mais um par de mãos tocou suas costas e sentiu o perfume floral de Olivia e por fim desabou.

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O poder do Lorde das Trevas crescia consideravelmente a cada dia, a cada hora e a cada segundo. Ministério da Magia, Hogwarts, Inglaterra, Reino Unido e logo o Mundo estaria sobre controle dos puros. Amycus Carrow I, fora designado pelo lorde a assumir um novo papel e (ele acreditava nisso) mais importante para seu amo do que ficar controlando um departamento do Ministério ou como conselheiro do primeiro Ministro, aliás esse já está por completo nas mãos do seu amo. Uma nova ordem, sem Dumbledore os padrões de Hogwarts voltariam a ser os mais altos. Somente os puros é quem mereciam estar ali.  Aos poucos os alunos perceberiam a mudança, isso se já não haviam percebido. Uma nova regra, uma ordem de cima para baixo, passada por cima do conselho da escola e dos professores, um toque de recolher, depois da décima quinta volta do maior ponteiro do relógio da escola após o jantar, todos os alunos deveriam obrigatoriamente voltar para suas respectivas salas comunais. Qualquer aluno fora delas sem autorização por escrito do diretor seria interrogado por violação de regras e conspiração contra a ordem da escola. Tudo muito bem arquitetado para que não fosse descoberto os seus planos. Todos os alunos agora seriam testados e respostas para as fraudes recentes na escola seriam solucionadas. Claro que isso tudo não seria possível com o velho Dumbly por perto. Mas com a ajuda do Ministro por assim dizer, tinha certeza de que esse “afastamento” e o fato de agora o velhote ser um foragido perigoso e imprevisível, fariam dele o segundo maior procurado no mundo bruxo. Pegá-lo? Bem, ele tinha lá suas dúvidas que conseguiriam. Mas teriam tempo para procurar o pergaminho que havia sido tirado de Carter por Potter. Sim, que lugar seria mais seguro do que Hogwarts para guardar um tesouro desses? Ele só precisava era ter acesso livre, acesso esse, que todo diretor conseguiria. Claro que uma pequena resistência dos professores surgiu, mas nada que as palavras frias e ásperas do novo diretor não resolvessem o caso – não que eles aceitaram com prazer – "Qualquer professor ou funcionário que não esteja de acordo com as novas regras pode assinar sua dispensa, e aqueles que forem pegos acobertando ou ajudando infratores serão entregues ao Ministro como traidores!". Palavras essas que repetiu durante o anúncio daquela manhã, cada cartada agora tem que ser bem calculada, afinal varias escolas internacionais estariam nas terras de Hogwarts em pouco tempo. " Precisamos de um reforço na segurança!" Pensou Amycus olhando pela Janela de sua nova morada "Vou pedir a mylord um destacamento de comensais e alguns dementadores..." O diretor desviou seu olhar dos jardins para uma pasta em sua mão, grossa e cheia de relatórios, um prontuário de um de seus mais odiados alunos.

— De um único passo fora da linha... – sua voz ecoou pela sala oval com muita frieza, já olhara e tornara a olhar aquela ficha – Com tantas detenções e violações já deveria ter sido expulso... – Fez uma pausa enquanto olhava uma longa lista de condecorações e com um sorriso nos lábios jogou as duas folhas nas chamas de sua lareira – Agora, dê um único passo fora da linha que verás que não há mais ninguém para te proteger... – Um brilho de prazer surgiu em seus olhos e suas últimas palavras sairão mudas – Nem Dumbledore e nem seu papaizinho vai poder impedir o que farei com você agora...

Amycus apontou sua varinha em direção a porta e essa se escancarou, tinha filhos de pessoas de confiança ali. Famílias inteiras que eram dignas e puras, e principalmente leais aos objetivos e aspirações pelas quais estavam lutando. Olhou para o pedaço de pergaminho chamuscado. Havia recebido um pequeno aviso, talvez dos seus próprios pupilos da Slytherin sobre um “grupo secreto” que estaria se formando. O bilhete não estava assinado, e também não tinha como verificar os fatos tão rapidamente quanto gostaria MAS, a medida do toque de recolher com toda certeza tornara mais difícil esses encontros. Olhou a aproximação elegante de um membros das mais conceituadas e puras famílias a qual compartilhava das idealidades de seu amo. Black, um nome tão escuro quanto as artes que praticavam. Bellatrix Black, uma nobre serva do mais puro e longínqua família de bruxos adentrará na sala. Os olhos do Comensal analisaram os da garota, nova, porém com um ar frio e segundo o mestre uma peça de confiança.

— Mandou me chamar senhor diretor... – disse Bellatrix Black enquanto entrava e a porta era fechada magicamente pelo bruxo.

— - Obrigado por atender rapidamente meu chamado senhorita Black – respondeu ele jogando a pasta que tinha em suas mãos sobre a mesa e fazendo sinal para que ela se sentasse. - ... recebi um pequeno recado, e devo presumir de que esse tenha vindo de alguém que conhecesse...

— Recado? – perguntou ela curiosa.

— Sim... – respondeu o bruxo entregando o pequeno pedaço de pergaminho chamuscado. Nele a garota pode ver uma letra tortuosa e nada caprichosa. Não reconheceu, mas soube identificar duas coisas “grupo de resistência”. Por alguns segundos, ainda ela ficou a observar o bilhete, e então devolveu para o diretor.

— Oh sim... devo dizer que nosso grupo já tinha certas suspeitas sobre alguma ação secreta de Potter e seus amigos. – disse ela com firmeza na voz.

— Então devo presumir de que esse pequeno aviso... – respondeu ele - ...tenha partido de vocês. – ele dera um pequeno sorriso – Excelente. Meu mestre ficará feliz em saber que sua lealdade é prioritária.

— Devo acrescentar... – disse ela escolhendo bem as palavras - ... partindo de que Potter estivesse formando um grupo de desordeiros... nós mesmos, Lucius Malfoy, Severo Snape, Julien Mayfair e Ken Carter e eu... também nos reunimos para confrontar esse grupo. Obviamente temos mais membros do que ele no nosso pequeno exército que como o senhor, queremos combater a desordem causada por eles.

Carrow caminhou até sua mesa e se sentou, seus olhos examinavam a audácia e porque não dizer paixão insana que exalavam dos olhos daquela aluna. Sorriu ao ouvir os seus planos e então cruzou os dedos das mãos postas na mesa enquanto dizia – Chamei-a aqui para obter informações, para dar informações e  - então olhou para a jovem a sua frente com um sorriso docemente insano – aproveitarmos melhor esse pequeno exército para traçarmos uma nova função... Primeiramente, esse grupo devemos chama-lo de algo que viria bem a calhar... -  levou a mão ao queixo o massageando de leve enquanto pensava – Porque não chamá-lo de Morsmordre? – Novamente o brilho insano e cruel apareceu nos olhos da menina. – Vou delegar funções e espero que esse serviço seja bem feito... assim... poderei quem sabe conseguir que venham a servir pessoalmente o nosso lord... – Sorriu novamente ao ver que a menina tinha gostado do que acabava de ouvir -  a espionagem será uma das novas funções, fora é claro que vocês devem manter e continuar com os planos do mestre para a organização; porém agora ele me ordenou para usar da Morsmordre para descobrir traidores dentro da escola, precisamos que vocês espionem os professores e alunos, funcionários...até mesmo aquela gata do zelador se for preciso. Para isso quero um relatório completo dos alunos que vocês possuem certeza que são leais ao lorde das trevas, para que eu possa criar um novo decreto; é de nosso interesse atribuir a Morsmordre poderes de monitorias e outros mais,  que ainda devemos conversar. O que me diz, acha que podem cumprir os desejos do lorde das trevas Bellatrix Black?

— Se eu apenas achasse que poderia cumprir os desejos de meu Lord, jamais teria me aliado, se me aliei é porque tenho total certeza de que posso e irei cumprir todos os desejos dele, e estar junto de nossos aliados na gloria da vitoria e limpeza é claro. – Falou ela sarcasticamente em seus olhos era visível o brilho da crueldade e frieza. Ela era uma mulher sem limites para a maldade. Pois ela apreciava fazer parte de sua vida, era como se as trevas fossem sua alma. Isso se ela a tivesse alguma - E tais traidores serão punidos? –Perguntou com um sorriso que deixava claro aonde ela queria chegar. – Nos os puniremos? –Continuou olhando ao redor.

— Cada traidor será devidamente castigado senhorita Black... – disse calmo, frio e sem expressão nenhuma na fase o novo diretor - E como puniremos. Cada traidor ao seu tempo e de forma única. Serão exemplos! -  abriu um sorrisinho de quem mal podia esperar para começar os ataques, sim as mortes só começaram, pausadas e nas horas certas. - Entretanto para tal preciso de sua lista.

— Me dê um tempo e farei a lista com os demais, detalhada se quiser. Mas quero a chance de participar das possíveis punições, ou as assisti-las de perto, muito perto.- Murmurou ela em seu tom frio e sem vida.

O diretor mirou detalhadamente a garota examinando-a por completo, em sua mente analisava com muito cuidado todo o potencial que a pequena garota possuia, e é claro que seus dotes poderiam ser bem empenhados, tudo pelo Lord e aqueles que tem próximo ele.

— Minha cara poderás não só estar presente e assisti-las de muito perto, você terá seus momentos de castigar... – com um sorriso interesseiro levantou dando as costas a garota. O homem alto, de ombros largos caminhou até uma estante onde o velho Dumbly possuia vários livros e analisando algo disse. – Ainda há muito o que tirar daqui para mylord... – disse pensativo voltando sua atenção para os livros. Há algo de errado ali, livros infantis, de magia simples, muitos contos e até literatura trouxa; Carrow já tentará de tudo e ainda não alcançara a biblioteca pessoal do diretor. A voz de Bellatrix soou longe em seus ouvidos tirando-o de seus pensamentos profundos e fazendo-o se virar novamente para a bela, e como uma bela garotinha má em sua frente. Os olhos atentos de Carrow analisam cada expressão que a garota fazia, Amycus estava prestes a dar tantos poderes aos futuros comensais da Morsmordre que geraria muito desagrado, porém isto asseguraria o controle total da escola. - Está dispensada Bellatrix, espero vê-la na hora do almoço com essa lista pronta. – disse sorrindo até cordialmente – Podes me entregar no próprio salão principal. Está dispensada. – e na mesma hora se voltou para os livros.

Bellatrix como qualquer aprendiz fez uma reverência, assim como fazia para sua nobre mãe e pai, e então saiu elegantemente da sala. Andou atenciosa e cautelosamente pelo corredor até chegar a escadaria principal que a levaria as masmorras, fingir que já haviam formado um grupo para combater Potter, e tomar de posse de tal informação que fora passada ao novo diretor e considerado um dos melhores comensais do Lord, bem, fora arriscado. Precisava se reunir com seus companheiros. E ter certeza sobre tal informação. Talvez Severus tivesse conseguido tirar algo da sua desprezível ruivinha.

— Reze para que tenha sido isso... – disse ela quase como um sibilar enquanto se esgueirava para dentro da sala comunal. Como de costume seus companheiros ali, Malfoy com Snape com as caras (e narizes) enfiados em um livro. Carter e Mayfair em uma concentrada partida de xadrez bruxo. Após ver ela praticamente “explodir” pela entrada da sala comunal, todos os quatro discretamente saíram de suas mesas e a encontraram perto da lareira.

— Bem... – ouviu a voz de Mayfair com seu costumeiro ar de monotonia. – E qual era o assunto que nosso novo diretor queria tratar?

— Oras meu caro Mayfair... – disse Bella com um belo sorriso insano em seu rosto - ... o que mais se não instruções... -  então seus olhos cerraram e encararam Snape. – Você! Foi sua “amiguinha” quem te contou sobre uma “resistência” que o Potter está formando aqui dentro?

— Não tenho idéia do que você se refere... – respondeu ele sem expressão alguma. – E mesmo que ela suspeitasse ou soubesse, com certeza se tratando de Potter ela não me contaria...

— E você? – perguntou a Malfoy que apenas cruzou os braços meneando a cabeça negativamente.

— Porque está perguntando isso? – disse Carter com seu olhar acusador.

— Simplesmente nosso diretor recebeu um “bilhetinho” – disse ela andando entre os meninos sedutoramente - ... onde dizia que Potter estava formando um grupo de desajustados secretamente aqui dentro.

— Não é preciso ser gênio para saber que ele faria isso... – disse Snape novamente sem expressar emoção alguma. - ... conhecem ele, isso era bastante previsível.

— Pois bem Severinho... – respondeu Bella cerrando os olhos, parando em sua frente - ... se não foi nenhum de nós... isso quer dizer que temos um “aliado” que prefere se manter em segredo, porém... – então seus olhos viraram para os outros garotos - ... não sabendo quem é, também não sabemos se podemos contar com ele.

— E por que motivo iríamos querer mais alguém? – perguntou Ken agora cruzando os braços  - Somos filhos de seguidores dele, temos berço...

— Mas esse desconhecido meu caro... – agora era Malfoy quem tomava a palavra - ... teve mais êxito em azarar trouxas do que nós....

— E pegou nossa querida Black aqui... também... – disse Severus enfrentando um olhar mortífero vir de Bellatrix - ... ou vai me dizer que ainda afirma que foi Potter quem azarou você?

— Não... eu não tenho idéia... – disse ela por fim -  apenas me aproveitei do momento para incitar o caos... mas vi o feitiço que ele usava naquela trouxa idiota...reconheço um feitiço das trevas quando vejo um.

— Então... – disse Malfoy - ... se ele conhece mesmo artes das trevas como diz... o mais provável é que não irá gostar de você ter levado crédito por uma ação dele.

— E é ai... meu caro Lucinho... – disse Bella com um olhar mordaz - ... que descobriremos quem é nosso misterioso bem feitor.

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Não era difícil ver a indignação nos rostos dos alunos (exceto é claro os Slytherins) que acabaram se tornando os maiores beneficiados nesse novo regime adotado por Amycus Carrow l. Obviamente por mais que sua vice diretora não aprovasse, Carrow como “medida” de segurança, colocou seus “pupilos” como alunos de confiança. Isso queria dizer que tirou os privilégios de Remus e Lily por exemplo, raramente saíam para monitorar alguma coisa após o toque de recolher, e somente quando a professora McGonagall é quem lhes pedia para fazer algo a ela sair era permitido. Se ter de ficar encarcerada na sala comunal todas as noites já não era o bastante, ter de topar com James também não estava sendo muito bom. Não que a garota estivesse irritada com ele, bem, ela estava era a um nível de irritabilidade fora do normal. Por vezes teve de se controlar para não azarar Mandy, e acabara ganhando uma advertência na aula de Herbologia por colocar uma urtiga dentro das vestes da menina quando esta não estava usando. O fato de James nem se quer ter ido conversar com ela a fazia sentir-se terrivelmente tola. Não que estivesse esperando por isso, mas... bem era uma confusão de sentimentos que, nem era preciso dizer como estava sua cabeça. Moody não havia lhe dado o retorno sobre seus avós ou como estava sua investigação, e mesmo a professora advertiu-a que de nada adiantaria mandar alguma coruja afinal, todas estavam sendo vigiadas e vistoriadas. Nenhuma carta sem aprovação do Sr. Conselheiro e agora Diretor Carrow podia sair. Tomou um banho rápido a fim de pelo menos tentar esfriar sua cabeça e então desceu para a sala comunal onde ficou sentada ao lado da velha e conhecida janela olhando o vazio do lado de fora. Não fora comer pois não conseguia engolir nada a dias. Passou pelos pequenos grupinhos espalhados, desviando aqui e ali de alguém que cruzava seu caminho. Sentia os olhares na sua nuca mas fingia não ver, estava cansada, exausta... se fazia uma pergunta que ela mesmo respondia no fim. Porque ela mesmo não tinha jogado tudo para o alto e ido atrás dos seus avós? E a resposta caía como que um caldeirão de ferro em cima do seu pé. Porque queria que seus avós se orgulhassem dela, que todo aquela luta e trabalho para mandar ela para Hogwarts não fosse em vão.

— Mas eles não podem se orgulhar agora de onde estão não é? – disse cruelmente para si sentindo novamente seus olhos se encherem de lágrimas. Fechou os olhos e respirou fundo. Uma vez, duas, e mais outra vez... já tinha tido tantas conversas com a professora Minerva sobre esse seu temperamento explosivo que já estava cansada. Foi quando Mandy apareceu.

— Omg... pobrezinha da Perksinha... – ouviu a voz anasalada e fanhosa de Mandy mas fingiu não ouvir.  - ... perdeu os velhinhos que cuidavam dela...

— Cala a boca Wilson... – ouviu a voz de Alice mas também ignorou.

— Me calar porque? Essa zinha vem me dando dor de cabeça... – e então afinou a voz fazendo voz de criança - ... é a nova “Miss popularidade”... queridinha da McGonagall...

Sarah respirou fundo, e tentou não ouvir o que vinha a seguir. De um jeito ou de outro a garota iria falar sobre James e se isso acontecesse. Bem, a mandaria para a Ala hospitalar.

— Já foi avisada... – disse Olivia – Cala essa maldita boca Mandy ou...

— Ou O QUÊ HORNBY??? – gritou a garota – Seu namoradinho monitor não tem mais poderes com esse novo diretor! Além disso, nem Potter agüentou Perks muito tempo... Lupin provavelmente vai se cansar de você também... sendo da mesma laia....

Bem meus caros amigos, não preciso dizer que a jovem Wilson não conseguiu terminar a frase pois novamente, Sarah voou literalmente sobre a garota com o punho cerrado acertando-lhe o nariz.

— NÃO ME SEGURA BLACK! – disse Sarah praticamente gritando quando sentiu os braços de Sírius lhe segurando – ESTOU FARTA DESSA... DESSA... – e então não achando palavra horrível o suficiente – DESSA COISA AI... FICAR IMPLICANDO COM QUALQUER UM SÓ PORQUE ESTA ENTEDIADA...

— VOXÊ QUEBROU MEU NARIZ! – berrava Mandy com o rosto ensangüentado

— Teve sorte pois eu queria era quebrar seu pescoço! – respondeu Sarah pegando um palito sobre a mesa e o partindo ao meio. – Mexa comigo ou com meus amigos mais uma vez Mandy... só mais uma... e seus pais vão ter de ir ao St. Mungus reconhecer seus restos!

Sarah então se desvencilhou dos braços de Sírius e tornou a subir o dormitório das garotas. Não sem antes é claro bater a porta do dormitório com toda a sua força fazendo voar estilhaços de madeira e poeira por todo lado. Sabia que agir dessa forma era perigoso agora, sabia que tinha de se controlar mas era praticamente impossível! Nem ao menos voar, que era o que mais gostava de fazer estava sendo permitido. Por isso ficou extremamente espantada quando recebeu um comunicado de James dizendo que iria fazer um treino com o time naquele sábado de manhã. O duelo entre ele e Julien estava marcado para o Domingo, porque motivo ele iria se arriscar a cair da vassoura antes do combate? Não questionou, estava realmente começando a sentir-se incomodada com todos os olhares “penosos” por assim dizer. Por mais que Olivia e Remus estivessem o tempo todo agindo como se nada tivesse acontecido e realmente ela estava agradecida por isso, ainda assim as coisas não mudariam. A convivência “Pacífica” com James também não era das melhores, ele novamente ficava tomando rumos diferentes sempre que estava por perto. Isso chegou a um ponto dela pensar realmente em sair da AG, algo que Remus ficou realmente zangado. Só ela não sabia dizer se era por conta do que sentia por ele ou por estar farta de tantos olhares caridosos para cima dela. Ela já tinha fama de pavio curto, então agora... bem não é preciso dizer como estava. Logo após o almoço daquele sábado, ela então vestiu suas vestes e se dirigiu para o campo com Olivia. Encontraram Remus e Peter na entrada do vestiário e então seguiram rumo ao seu interior. Sarah surpreendeu-se ao ver Lily ali, nas duas últimas reuniões a monitora não estava presente. Na verdade somente a viu no dia em que Dumbledore fora afastado depois disso, ela praticamente sumiu outra vez. Ou no caso ela mesmo não notara a presença da garota na sala comunal, estava tão preocupada com seus próprios problemas que ignorava praticamente tudo ao redor. Por isso talvez voar lhe fizesse bem. Sempre se sentia livre quando o vento batia em seu rosto. Nem bem chegou fora rapidamente para seu armário onde guardava seus pertences, não que estivesse com algum no momento mas pelo menos prenderia o cabelo. Havia sim alguns murmurinhos, olhou em volta e viu Frank com um sorriso afinal tinha entrado na vaga de Lene. Estariam sim com o time desfalcado, afinal não tinham mais reservas o que queria dizer que os testes teriam de ser feitos mas com Amycus no comando ela duvidava que ele permitisse isso.

— Creio que já tenham uma vaga idéia do porque lhes chamei aqui... – disse James sério. – As coisas estão cada vez piores... – então olhou para cada um e seus olhos pousaram em Sarah que desviara o olhar na hora - ... confio nesse grupo, o meu grupo e acho que a partir desse momento, não somos só um time de quadribol invicto e perfeito...

— Não mais invicto... – falou Peter sem pensar.

— Cala esse focinho... – ralhou Sarah, não estava atribuindo a derrota para os lufanos por ter ficado de fora, mas sabia que podia ter feito a diferença e a teimosia de James a deixara de fora. Isso com certeza acrescentou mais uma porcentagem em seu mau humor.

— Bem lembrado... – disse James com um sorriso - ... por uma falha minha, eu devo reconhecer... não devia ter me precipitado em algumas decisões mas no momento para mim... – então novamente Sarah sentiu o olhar dele recair sobre ela - ... pareceram certas. – O capitão então começou a andar entre eles - ... Não sou perfeito, e muitas vezes posso tomar decisões as quais realmente eu não gostaria, mas sou responsável por todos aqui, e nesse momento, carrego o peso do nome Potter em meus ombros.  Nome que fora difamado, e que com toda certeza mesmo com toda história e índole da família através dos anos vou conseguir limpar. – Então novamente encarou a equipe vermelho e dourada – Tenho meus motivos e meus assuntos a resolver, preferia estar lá fora, lutando como meus pais tem feito até agora, mas relutantemente me fizeram prometer que caso acontecesse de Voldemort, se infiltrasse no castelo, eu seria a melhor opção aqui dentro.

Nessa hora Sarah pode ouvir que a maioria parou de respirar só em ouvir o nome do Bruxo das Trevas que estava torturando e matando pessoas do lado de fora.

— Como ficaram sabendo... – continuou James - ... Voldinho deve estar muito frustrado... – ele então dera um sorriso maroto - ... afinal, tentou em vão atentar contra meu pai em um momento difícil que foi a morte da minha madrinha Charlotte, pensaram em encurralar ele mas... ele é mais mordaz que qualquer um... – novamente mais um sorriso – enfim, não foi somente por isso que reuni vocês aqui. Estamos vivendo em um momento crítico... Carrow não vai descansar até mandar o último que resistir a Azkaban, ele é um Comensal da Morte, um dos mais perigosos e por isso não podemos brincar com ele. Se formos pegos, nem McGonagall poderá nos ajudar. Porém, também não acho justo, ver ele dar plenos poderes a alunos como nossos queridos Slytherins e bem, será mais difícil conseguirmos nos reunir outra vez.. - James caminhou até seu armário e de lá tirou uma caixa de madeira e chumbo colocou-a em um dos bancos, apontou seu dedo indicador para a caixa e essa se abriu como se sobre ela algum feitiço decaísse. - Moony quero que lidere a AG na proteção de nossos membros. – James apontou para a caixa novamente – Ai dentro há nossas novas armas. Há nela para cada membro da AG um pingente com o feitiço proteus. Presentinho do senhor Potter – abriu um sorriso largo, Sarah no entanto achou tudo aquilo mais uma despedida do que qualquer outra coisa – Esses pingentes apenas receberão ou enviarão mensagens se seu portador assinou de livre vontade o pergaminho da Armada de Gryffindor. Wormitail fique com nosso mapa em local seguro passando informações se assim for necessário através dos pingentes. Quero que fique de olho nos lacaios de Malfoy, Black e Ranhoso... Qualquer cobra que sigam esses três precisam ficar sob vigilância. Se for necessário agir, façam isso, porém mantenham a defensiva, não podemos dar desculpas para Amycus nos torturar.. - Potter parou de falar olhando um a um que ia pegando o pingente em formato de meia lua.

Quando Remus lhe entregou o seu, Sarah sentiu o coração acelerar e o ar se extinguir de seus pulmões por alguns segundos. Não conseguia acreditar. Sim, James replicara o pingente que ela o deu. A surpresa em seus olhos com certeza foi perceptível. Era a cópia exata da única lembrança que tinha de seu pai. O cordão de couro cru que prendia uma pedra azul em forma de meia lua, a qual ela havia encontrado dentro do pomo de ouro que seu pai havia guardado em suas coisas. Num impulso levantara os olhos confusa, o que se passava na mente daquele maroto afinal? Encontrara seu olhar e parecendo adivinhar o que ela pensava mostrou-lhe o pendente original do qual ele tirara o modelo para as peças. Sarah desviara os olhos ainda mais confusa. Pensara em tomar-lhe algumas respostas mas...

— Sinto muito Potter – era a voz da professora McGonagall que entrava no vestiário, seu olhar sério o que queria dizer que não era nada bom. - ... o nosso... – ela então tentou não fazer uma cara de quem estava comendo algo estragado – Diretor – gemeu ela - ... proibiu qualquer treino sem supervisão dele ou de seus...

— Fantoches? – perguntou Sírius com a maior cara de inocente que conseguiu.

— Eu realmente não gostaria de vê-lo em detenção Sr. Black... por uma observação tão peculiar... – então ela dera um sorrisinho – porém verdadeira... – Ela então olhou para todos ali e seus olhos pararam em Sarah por alguns minutos. – Bem, vendo que não entraram em campo ainda.. sugiro que voltem ao seus afazeres e sala comunal. O mais breve possível. James apenas sorriu, parecia mesmo que ele estava adivinhando que não entrariam em campo. Com tudo a professora Minerva permaneceu com ele, Sírius e Remus enquanto todo o resto saía do vestiário, muito provavelmente ela estaria tentando pedir cautela. Não restava muito o que fazer, Sarah ainda segurava o pendente em suas mãos quando Olivia tocou em seu ombro.

— Parece que já sei onde foi parar o seu precioso pendente... – disse ela com um sorriso.

— Eu ainda estou tentando entender isso Olivia... ele parecia se...  se despedir... – respondeu Sarah o colocando no pescoço. Podia não ser o verdadeiro pingente, mas era tão precioso quanto o verdadeiro.

Quando Sarah fora dormir aquela noite seus pensamentos ainda estavam confusos, não sabia dizer ao certo o que sentia com relação a isso. Era bom voltar a ter nem que fosse uma réplica do colar que tanto lhe trazia recordações, inconscientemente pegara no sono com o colar em suas mãos. Durante toda a noite acordou chorando, a garganta ardendo como se tivesse gritando por alguém. Mas sempre que se sentava na cama o silêncio e a escuridão tomavam conta do dormitório. Fora assim a noite toda. No outro dia porém, quando acordou a marca da meia lua estava visível na palma da sua mão direita.  Olivia estava terminando de se vestir, parecia até animada.

— E então... – disse ela encarando a garota que massageava a mão dolorida - ... se sente melhor?

— Do que exatamente você está falando? – perguntou Sarah preguiçosamente se levantando. Fisicamente podia até estar bem, mas seu interior praticamente tinha sido reduzido a pó. Mas não ia ficar jogando isso contra Olivia.

— Eu sei que você está bancando a Dama de Pedra... – então a um olhar para Olivia ela dera um sorriso – Ok, ok, eu esqueci... isso te lembra quando ficou presa naquele basilisco... mas enfim... eu sei que você chora durante a noite sozinha... sei dos pesadelos Sah... Todas nós sabemos...

— Tem sido freqüente... – respondeu ela – até mais do que eu gostaria...

— Eu acho que deveria procurar ... – começou Olivia mas Sarah a cortou.

— Procurar quem? McGonagall? – respondeu Sarah sarcástica – Moody? Dumbledore? – Então fora até seu malão e começou a tirar as vestes que usaria – Não Oli... eu não tenho mais ninguém por mim... se tiver de fazer algo... – então se levantou e olhou para a garota - ... vou ter de me virar sozinha. Dizendo isso Sarah foi para o banheiro. Precisava urgente de um banho frio. Quando saiu, Olivia ainda a esperava. Não queria ter sido grossa com ela, na verdade a amiga só tentara ajudar.  – Pronta para ver o duelo hoje a tarde?

— Não sei Oli... não tenho boas recordações do último... – respondeu a garota. Realmente ver Meminger conjurando maldições das trevas e não poder fazer nada não foi algo agradável e com a mais absoluta certeza, Mayfair não ficaria para trás.

— Venha... vamos tomar café quem sabe eu te convenço... afinal... é o James... – respondeu ela - ... e eu vi como ele olhou para você e não venha me dizer que o que ele fez, replicando esse colar aqui – ela então tirou o dela e mostrou e logo depois o guardou novamente sobre as vestes – não é algo que alguém que “não se importe”.

— Eu já não sei mais o que pensar Olivia... – respondeu ela - ... e realmente eu já não tenho cabeça para isso. Momentos após elas sentarem, uma nuvem de corujas entrou pela janela aberta do teto do salão principal. A maioria levando o profeta diário, uma ou duas traziam encomendas ou alguma carta.

— Eu não posso acreditar... – ouviu a voz de Alice que colocara a mão a boca com assombro. Olivia praticamente tirou o jornal das mãos de Alice e Sarah pode ver a foto de Amycus Carrow I com um sorrisinho sínico que lhe dava arrepios. Dava para ler a manchete  “MALDIÇÕES IMPERDOÁVEIS OFICIALMENTE LIBERADAS”.

— Ele pode fazer isso? – perguntou Olivia a Sarah que colocou o jornal na mesa e continuou a ler baixinho.

“Embora essas “liberações” tenham causado certos transtornos para o Ministério da Magia, ele afirma ter tomado a decisão certa. De acordo com o Senhor Ministro,  “Os bruxos tem de aprender a lidar com certas situações. Nem sempre terão de jogar limpo. Duvido que um bruxo procurado como Charlus Potter ou Albus Dumbledore se contentaria em apenas usar um Estupore!”

— Não sei... – ouviu Frank falar. - ... mas se isso for verdade... os alunos vão começar a se atacar sem controle...

 - Ouçam... -  disse Sarah chamando atenção - Charlus Potter, ex chefe dos aurores ainda está livre de acordo com nossas fontes o que tem causado certo desespero para os Ministeriais. A nova chefe dos aurores, Alecto Carrow evitou nos dar mais informações sobre o assunto.

— Claro que estão preocupados... – ouviu Frank novamente - ...viu o que James disse... agora não é só contra Potter que estão lutando mas também contra Dumbledore...

— Enquanto o Chefe do Departamento de Leis Magicas e novo diretor de Hogwarts Amycus Carrow I, nos garante que essa medida foi de extrema necessidade. “Os bruxos tem de saber lidar com esse tipo de combate, e nada melhor do que aprenderem isso na escola. Bruxos como Potter e seus aliados tem de ser eliminados e não apenas presos em Azkaban—  Diz Carrow”

— Ele praticamente jurou todos de morte! – disse Alice com espanto. Sarah não conseguia acreditar no que tinha acabado de ler. Como alguém como Amycus Carrow I podia ser responsável pela escola sendo tão cruel?

— Realmente estamos ferrados...- disse Olivia mas a aproximação nervosa de Remus fez com que voltassem sua atenção a ele.

— Também viram? – perguntou ele um tanto ofegante. – Mas sinto informá-las de que temos um problema ainda maior.

— Desembucha logo Lupin! – disse Frank agora preocupado.

— É o James... – disse ele sentando-se ao lado deles e falando baixo – Ele praticamente sumiu...

— Como assim “sumiu”? – perguntou Sarah alarmada já olhando para a mesa da Slytherin.

— Sírius e Peter varreram o castelo e os terrenos da escola, não tem sinal dele em lugar algum... – disse Remus -  Se descobrirem que ele saiu da escola...

— Se Carrow descobrir que ele fugiu da escola... você quis dizer... – comentou Sarah baixinho - ... não vai ter quem o salve dessa vez...

— Exato. – Concluiu Remus bebendo um gole de suco.

— Disfarça... – disse Alice – pois Amycus estava entrando no salão pela porta principal e não pelo acesso dos fundos.

— Bom dia Senhores... – disse Amycus com um olhar intimidador que causou arrepios - ... não vejo os Senhores Black e Potter...creio que estejam se preparando para o combate?

— Sim... – disse Remus com um sorriso disfarçando - ... Eles tem aquelas manias de concentração... é muito provável que mal os veja hoje diretor...

Amycus ainda lançara um olhar para cada um dos alunos, talvez estivesse na cara de que estivessem mentindo, contudo Sarah tentou fazer a melhor cara de inocente que conseguiu. O então diretor se afastou rumo a mesa da Slytherin onde foi recebido com palmas e gritos.

— Temos que fazer alguma coisa... – disse Olivia.

— Eu não te disse que aquela tagarelice toda no vestiário parecia uma despedida Olivia?  – respondeu Sarah - ... Precisamos pensar... ok... quem ganharia com o fato de James não comparecer ao combate...

— Não Sah... – disse Remus - ... James não está na escola... pensamos que talvez pudesse ser obra das cobrinhas mas não é... ele realmente saiu por conta própria...

— Mas porque ele fugiria assim no dia de um combate? James não foge da luta... nunca fugiu... – perguntou Alice preocupada. – Teria de ser algo muito mais importante...

— Vingança... – respondeu Sarah sem pensar, sabia sobre o que os Potters estavam passando. E sobre o fato do próprio tio dele ter matado a tia que tanto ele amava, e não o condenava por querer vingança.

— Ele estava obcecado por encontrar o padrinho... – disse Remus por fim - ... deve tê-lo encontrado... é o único motivo que o faria fugir da escola assim.

— Precisamos falar com alguém... – disse Olivia – ... Amycus souber que o James está dando sopa por ai... pode o acusar de alguma coisa e envia-lo a Azkaban.

— Ou pode usá-lo para encontrar o pai dele... – disse Sarah, milhões de possibilidades passavam por sua cabeça e cada uma pior que a anterior. – Pense Sarah...  – murmurou ela baixinho. Precisavam de alguém que fosse atrás de James, e principalmente não deixar o novo diretor saber que James não estava no castelo. Foi então que algo muito, mas muito maluco passou por sua cabeça. – Remus... eu tive uma idéia... – disse ela e então encarou os amigos – Não vai ser fácil... e vai quebrar no mínimo todas as regras existentes na escola... e vamos ter de contar isso a Lorigan...

— Entendo... – disse Lupin – O que está pensando em fazer?

— Chame Sírius e Peter e me encontrem na sala do professor Lorigan... – disse ela olhando para eles. Sabia que podia tentar falar com ele pelo colar afinal, fora para isso que ele os dera, mas duvidava que ele se quer ouvisse. Ou nesse caso visse alguma coisa.  Subiu as escadarias novamente até o terceiro andar onde ficava a sala do professor Lorigan e bateu na porta. Rezava para que ele estivesse ali. Não teve respostas, mas quando foi bater novamente ouviu seu nome.

— Perdida em frente a minha Sala Srta Perks? – disse ele com seu costumeiro sorriso encantador. Depois de Minerva, Lorigan era um de seus professores favoritos. Tanto que se dedicava ao máximo na disciplina, afinal se queria ser uma Auror, precisava Niems nessa matéria. – Não creio que queira tirar alguma dúvida da nossa última aula ou teria um livro em suas mãos...

— Não professor... preciso falar com o Senhor... – disse ela. Talvez o tom de urgência em sua voz lhe mostrasse que era um assunto urgente.

— Claro.. – disse ele mais que depressa tocando a porta com a varinha, ouviu-se um estalido e então a porta se abriu. – Venha...

Educadamente ele deu passagem a garota e assim que ela entrou, rapidamente ele fechou a porta, e novamente com a varinha tocou a maçaneta. Um brilho perolado multicor tomou conta da porta assim como foi crescendo como se fosse uma bolha tomando todo o cômodo.

— Precauções... – disse ele fazendo sinal para que ela se sentasse. Então o homem colocou os livros que trazia em seus braços sobre a pequena mesa de centro e sentou-se a sua frente – Então minha pequena notável... – disse ele com um sorriso - ... deve ser uma assunto muito importante...

— Desculpe professor, mas é... – começou ela – é sobre James... parece... – ela pensou novamente mas vendo a preocupação no olhar do seu professor sabia que podia confiar - ... bem, Remus disse que não encontraram James em lugar algum do castelo.

A garota pode ver que ele ficara rígido e suas feições endureceram. Não queria trazer problemas para o garoto mas sabia que as conseqüências seriam piores se o novo diretor soubesse disso.

— Como assim? – Perguntou ela mas ouviram a porta batendo e ele fizera sinal para que ela não respondesse. Com a varinha então ele fizera um floreio e a porta se abriu. Remus, Sírius, Peter assim como Alice, Frank e Olivia entraram. Novamente ele fizera o floreio e a porta se fechou assim como a “bolha”. – É correto o que a Srta Perks me disse Black?

— Não tem sinal do Potter em lugar algum... – disse ele – Verifiquei até mesmo na floresta proibida professor...

Sarah pôde notar que o rosto de Sírius se contorcera. Estava realmente furioso.

— O que aquele fedelho tem na cabeça?- O professor agora estava também furioso, o que realmente dava um certo receio. Agora Sarah sabia o que falavam sobre sua fama de “fera” quando era um Auror. – Com a escola como está agora ele simplesmente...

— Professor... – disse Sarah, não podiam perder tempo - ... sabemos que James não sairia da escola se não tivesse algo muito importante... mas...

— Não chamaria vingança de algo muito importante Srta. Perks... – respondeu o professor – a segurança dele agora é o mais importante. Preciso ir atrás dele... – então o professor começou a falar sozinho - ...mas como se aquele filho das trevas está só em meu encalço...

Ele então murmurou mais alguma coisa em um pequeno espelho e momentos depois Minerva entrava em sua Sala. Sarah não soube identificar de imediato que a expressão de seu rosto dizia ao ver todos ali. Em poucas palavras Lorigan e Remus explicaram o que havia acontecido o que deixou a professora tão nervosa quanto ele.

— Quando eu puser minhas mãos no Sr. Potter... – murmurou ela e então respirou fundo. Olhando para Lorigan – O que você tem em mente?

— Vou avisar Alex... mas para isso terei de sair da escola. – disse ele agora andando de um lado para o outro. - ... mas como posso fazer isso sem que aquele abutre perceba.

— Acho que Potter não comparecer ao duelo é mais importante... – respondeu a professora – temos que trazê-lo para a escola a tempo.

— Professora... – disse Sarah - ... eu acho que tenho uma idéia que pode funcionar... ou pelo menos... nos dar mais tempo...

— Prossiga Srta. Perks... – sugeriu a professora.

— Poção Polissuco... – disse ela e então todos a encararam, obviamente Remus entendeu o que ela queria dizer.

— Você está sugerindo... – começou a professora e então Lorigan parou de andar e a encarou.

— Quero dizer... eu sei... isso quebraria praticamente todas as regras da escola... sem mencionar que se descobrissem...

— Iriamos para Azkaban... – completou Sírius e então dera de ombros - ... já corremos esse risco se o bonzão lá souber que o James fugiu debaixo do focinho dele...

— Nisso tenho de concordar... – respondeu Lorigan parecendo avaliar a sugestão.

— Eu normalmente não concordaria com isso... – disse Minerva juntando as mãos de forma séria - ... mas na atual situação em que a escola se encontra...

— Professora... – começou Sarah - ... se o nosso novo diretor fez questão de liberar as maldições antes desse duelo, sabemos exatamente porque... ele obviamente espera que Mayfair as use contra James, talvez isso forçasse o Sr Potter a aparecer.

— Sah tem razão... – disse Sírius – e obviamente ele espera que James esteja nesse duelo...

— Pensei que se alguém usar a poção para se passar por James e duelar com Mayfair...manteria nosso Diretor ocupado... o professor Lorigan pode então trazer James de volta. – concluiu a garota.

— A idéia não é má... – disse Lorigan com um pequeno sorriso – mas quem poderia se passar por James... ele é um ótimo duelista.

— Eu... – disse Sírius sem pensar.

— O duelo contra o lufano é na mesma hora Black... não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo! – disse Frank.

— Eu vou... – Remus falou decidido - ... não sou tão bom quanto James, admito, mas posso fazer isso.

Lorigan então olhou para o garoto com orgulho, isso era visível. Tocou nos ombros de Remus e o encarou.

— Você tem certeza disso? -  perguntou Lorigan – Você sabe que agora as coisas vão ficar ainda piores com as maldições sendo liberadas.

— Só preciso agüentar algumas horas... – disse ele. Sarah notou que Olivia ficara insegura mas Remus segurou sua mão e sorriu.

— O que nos leva a mais um problema... – disse a professora – Carrow tem total controle sobre as poções usadas pelos professores, temos inspeção praticamente todos os dias...

— Nós daremos um jeito... – disse Sarah  encarando Alice e Olivia. – Tenho uma idéia de onde podemos achar.

Sarah sabia que se tinha algum lugar onde podia achar alguma poção eram as masmorras do professor Slug.





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