Castlecalibur ou Soulvania (reeditado) escrita por TriceSorel


Capítulo 5
PARTE 5: Rinaldo Gandolfi





         Na manhã seguinte, Rafael foi acordar Amy para tomar café.

         - Amy? Já é hora de tomar café, vamos descer? Amyyy? – chamou ele, cutucando a menina.

         - Nnhhnmmhg... – resmungou Amy, virando para o outro lado da cama.

         - Amyzinha, vamos, o Jean-Eugène já deve ter preparado tudo. E não podemos deixar nossos anfitriões esperando. – e Rafael puxou as cobertas da menina.

         - Mmmfffggghhh... – disse ela, tapando a cabeça.

         - Venha, Amy, você precisa comer alguma coisa! – e Rafael pegou o travesseiro de Amy.

         - Mmmnnnn!

         - Amyyy!! – e Rafael começou a puxar a menina pelas pernas.

         - Nnnhhgm, mais cinco minutinhos... – disse ela, segurando-se na cama. Rafael suspendeu a menina no ar, puxando seus pés com toda sua força.

         - Aaaaammyyy!!! – exclamou ele, fazendo força. – Já é de manhããã, veeeeem!!!

         Mas Amy não cedeu, até que Rafael desistiu.

         - Sabe o que eu vou fazer se você não sair dessa cama??!! – indignou-se ele.

         - O quê? – perguntou ela, sonolenta.

         - Vou mandar trazerem café na cama. Minha Amyzinha não pode ficar sem comer nada... quer leite com café ou chocolate?

         - Chocolate... – disse ela, juntando as cobertas e travesseiros e voltando pra cama.

         - Toddy ou Nescau?

         - Toddy.

         - Ai, que menina mais meiga! – e Rafael desceu feliz até a sala do café da manhã.

         Chegando lá encontrou Jean-Eugène e um antigo conhecido seu.

         - Siegfried?

         - Rafael!

         - Rapaz, há quanto tempo!!!

         - Sim, desde o Soul Calibur III para Play Station 2! – exclamou o jovem alemão.

         - Seu cabelo cresceu!

         - E o seu ficou mais claro. E você ficou mais claro! Como você está pálido, Rafael! Contraiu algum tipo de vampirismo?

         - Mas é claro que não, vampiros não existem, seu alemão tolo! Foi um boato que criaram para me expulsar da França...

         - Pois eu acho que eles existem e estão mais próximos do que você imagina... por isso vim até aqui, para purificar essas almas perdidas com minha espada espiritual e transformar o mundo em um lugar melhor. Você também tinha um plano parecido no início do jogo, não tinha? Usar a espada para criar um mundo melhor para Amy, não é?

         - É, sim. Mas na verdade eu queria vendê-la pra pagar a faculdade da Amy. A propósito... Jean-Eugène, pode levar o café da manhã da minha filha no quarto pra ela, sil vous plaît? Ela quer leite com Toddy.

         - Oui. – e Jean-Eugène preparou o café da manhã numa bandeja e se retirou, no mesmo momento que um rapaz loiro usando botas e luvas de couro e um colete branco entrou na sala do café.

         - Bom dia, senhores. Linda manhã, não? – o rapaz virou-se para Siegfried, que ele ainda não conhecida. – Eu sou Leon Belmont, ex-barão e comandante do exército. E você?

         - Siegfried Schtauffen, prazer.

         - Você também veio morar aqui?

         - Não, estou de passagem. Vim caçar vampiros e transformar o mundo em um lugar melhor com minha espada Soul Calibur.

         - Eu também vou caçar vampiros! Mas para isso preciso antes falar com um velho com conhecimentos alquimísticos chamado Rinaldo Gandolfi. Estava indo vê-lo hoje mesmo, quer vir comigo?

         - Ah, claro! Qualquer ajuda é bem-vinda. Quer vir junto, Rafa?

         - Pode ser. Tô de bobeira, mesmo... fica muito longe a casa desse tal Gandalf? – quis saber o francês.

         - Não, nós vamos na estabelecimento dele. Ele tem uma lojinha de conveniências aqui perto da Noite Eterna. – explicou Leon.

         Os três rapazes louros então levantaram e partiram em sua jornada.

         Horas depois, os três ainda cavalgavam pelas proximidades da floresta.

         - Já estamos perto, Herr Belmont? – perguntou Siegfried.

         - Sim, bem perto... e pode me chamar só de Leon.

         - Que bom, porque esse sol tá me matando... – comentou Rafael, que se protegia da luz solar com sua capa.

         - Nossa, não lembrava que você era tão sensível à luz, Rafa... – comentou Siegfried.

         - É que ele é muito branco. Pessoas muito brancas ou com fotofobia são mais sensíveis ao sol... – comentou Leon. – O Mathias que me ensinou isso. Olha só, chegamos! – e Leon desmontou, indo em direção à lojinha de Rinaldo.

         Os dois imitaram o colega e foram atrás.

         Um velho limpava as prateleiras com um paninho todo furado e rasgado atrás de um balcão empoeirado quando os três entraram na loja.

         - Seu Rinaldo! – chamou Leon.

         - Leon! Que bom que voltou! E trouxe amigos com você!

         - Sim, nós três queremos lutar contra vampiros!

         - Ah, então você agora acredita na existência dessas vis criaturas!

         - Sim. O Lorde Cronqvist confirmou sua existência! E eu e meus amigos Rafael Sorel e Fritz Scheisse vamos nos unir contra essa ameaça mortal e demoníaca!

         - É Schtauffen, e é Siegfried... – corrigiu o alemão. – Não Scheisse. [n.a: scheisse em alemão significa “merda].

         - Siegfried? Eu já ouvi falar de você... – comentou o velho. – Você não tem ligação com o Azure Knight?

         - Minha única ligação com o vil Nightmare é que somos inimigos mortais! E que ele tem a posse da Soul Edge, a perversa espada maligna, e eu tenho a posse da Soul Calibur, a única espada capaz de acabar com a Soul Edge e fazer a paz voltar a reinar no mundo! – e Siegfried fez demonstrações de golpes com sua grande espada.

         - Sei, sei... Bom, rapazes, sugiro que vocês comprem esses itens aqui... – e o velho tirou uma caixa cheia de tralhas de um compartimento do balcão. – Um Bonequinho de Vudu... serve para quando vocês não conseguirem tomar Potion no meio de uma luta. Se vocês morrerem, ao invés de dar Game Over, o bonequinho vai sofrer os danos e vocês vão voltar com metade do MP.

         - Nossa... isso é muito útil! – comentou Leon, pegando o bonequinho.

         - Também tenho um crucifixo, um bispo branco, uma safira, uma marking stone... que serve para marcar um lugar no mapa do castelo... tenho um vidro de água benta... – alcançou o vidro para Siegfried. - ...e tenho essa linda guirlanda feita de alho! – e aproximou o item de Rafael, que se desvencilhou.

         - Argh, que coisa fedida, chega isso pra lá! E chega essa água benta pra lá também... – comentou o francês, afastando-se dos outros três.

         - Assim vocês estarão bem equipados! Mas antes... Leon... eu tenho uma coisa especial pra você. – disse um velho, entregando um chicote ao rapaz.

         - Um chicote? Para que raios eu vou querer um chicote? Você quer que eu açoite os vampiros? – perguntou Leon, intrigado.

         - Não, rapaz. Esse é o famoso Chicote da Alquimia, ou também chamado de Chicote Mata-Vampiros. – explicou o velho. – Ele será passado de protagonista para protagonista por muitas edições de Castlevania.

         - Ah, que legal, parece as espadas do “Soul series”! – exclamou Siegfried, referindo-se as séries “Soul Blade”, “Soul Edge” e “Soul Calibur”.

         - É, mais ou menos isso. Com ele, você deve acabar com os dois vampiros que andam assombrando a cidade de Valáquia... – comentou o velho.

         - Você sabe quem são eles? – perguntou Rafael.

         - Um deles é conhecido como Drácula, mas a identidade de seu comparsa segue incógnita. Vou incumbi-los de descobrir a verdadeira identidade desses dois sanguessugas e acabar com suas desgraçadas existências! – pediu o velhote.

         - Isso não será um trabalho difícil para minha nobre espada! – bradou Siegfried, batendo a Soul Calibur no chão com força.

         - Vamos, rapazes! – chamou Leon, voltando para seu cavalo. – Vamos caçar vampiros!





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