Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 28
Capítulo 28


Notas iniciais do capítulo

Boa noite!!!



   Carl

   Dá pena de deixar Paris, não me lembro de ver Dakota mais feliz, eu não tinha ideia de como ela é curiosa, de como está sempre querendo aprender. Foi incrível conhecer a cidade ao seu lado, rir de suas tentativas de comunicação, as mímicas.

   Não fosse nossa preocupação com Dayse, mandaríamos tudo para o inferno e simplesmente ficaríamos mais um mês, ou dois. Tem muito da cidade para se ver, por sorte, temos Dominique, ela nos deu dicas fantásticas de uma Paris que passa longe de turismo, estar em lugares diferentes do roteiro que todo turista faz tornou a viagem ainda mais romântica, claro que estivemos em um passeio romântico pelo rio Senna, e visitamos a Torre Eiffel, mas foi bom caminhar por ruazinhas desconhecidas, frequentar cafés antigos, que receberam artistas dos anos vinte, caminhar por ruas de paralelepípedo que um dia foram percorridas por intelectuais e artistas brilhantes.

   Os olhos dela brilhavam enquanto eu podia vê-la sonhar, fazer minha Dakota feliz é tarefa fácil, ela se encanta com o belo e o simples, muito mais do que com glamour e luz.

   Acho que Dominique a conhece bem, nos deu a viagem perfeita. Nada do que ela própria faria em Paris.

   Nossas malas estão prontas, Dakota assiste o sol brilhar da varanda que nos recebeu assim que chegamos, uma brisa leve faz seus cabelos dançarem e seu olhar está tão perdido que ela não me nota chegando ao seu lado.

   — Pronta? – Ela se volta, sorri ao me ver, tão linda em seu vestido novo, eu a convido e ela vem para meus braços.

   —Já sinto saudade. Foi especial.

   —Voltamos uma vez por ano, para comemorar aniversário de casamento. O que acha?

   — Que nunca mais será a nossa lua de mel, mas sempre será especial.

   — Sim. Sempre.

   —Grand Canyon. – Ela se afasta para me olhar. – Prefiro comemorar nosso amor e felicidade lá, onde tudo realmente começou.

   — Paris a cada dez anos juntos?

   —Perfeito. – Beijo seus lábios, nos voltamos para admirar mais um pouco a beleza da cidade. – Estou ansiosa pela rotina, podia ficar mais tempo, mas eu... eu quero o dia a dia ao seu lado, acordar todas as manhãs com seus olhos azuis a me fitar.

   — Chegar do trabalho e encontra-la a minha espera. Cozinhar para você. – Ela faz careta. – Admita que sou melhor cozinheiro.

   —Senhor Perfeito.

   —Linda! – beijo seu pescoço, seus lábios e suspiro. – A garota mais linda de Paris.

   — Carl, Dakota. O carro está a espera de vocês, já mandei descerem as malas. – Marion também foi uma grata surpresa, ela foi prestativa, gentil e discreta, agradável em todos os sentidos e sabia que seria, Dominique não teria alguém diferente trabalhando para ela ou qualquer um dos Chermont.

    — Obrigada, Marion. Estamos nos despedindo.

   — Claro. – Ela se afasta e ficamos de novo sozinhos.

   — Em dez anos. – Dakota brinca.

   —Vamos ter um garotinho de uns nove correndo pela casa.

    —Espero que sim. – Ela me beija. – Melhor irmos. Já arriscamos o voo na vinda.

   — Sim. – Olhamos Paris um último momento e de mãos dadas deixamos a casa depois de uma despedida carinhosa de Marion.

   São mais malas do que calculamos, Dakota adorou fazer compras e temos um presente para casa um.

   Quando apertamos o cinto lado a lado para voltar a vida real o que sentimos é alegria.

   — Sempre teremos Paris. – Ela diz rindo quando finalmente podemos soltar o cinto de segurança e ela vem se acomodar em meus braços. – Theodor amaria essa frase, talvez ele traga Serena aqui só para dizer algo assim.

   — Ele me enganou, disse que seria um discurso de internet.

   —Fiquei tão feliz, eu... eu sinto falta da relação de pai e filha com meu pai, como quando eu era criança e ele era... ele.

   —Eu sei que é difícil, mas devia tentar ajuda-lo. Seu pai não vive uma boa relação, não é saudável o que ele vive com a esposa.

   —Carl, seja perfeito só comigo. – Ela diz em meus braços. – Não consigo fazer isso, não ainda. Um dia, agora... só fico grata por ter encontrado o Theodor e poder viver essa sensação de ter um pai presente e preocupado.

   — Tudo bem, eu entendo.

   —Vou mandar as matérias do blog, minha história, a história das outras mulheres, se isso o ajudar. Tanto melhor.

   — Acho que ajuda.

   — Eu acho que ela gosta mesmo dele. – Dakota admite. – Mas ele deu espaço para que ela o dominasse, não é ciúme, entende? Ele resume tudo a ciúme, como se eu tivesse ciúme do novo casamento, não foi assim, ela me empurrou para longe de casa e ele assistiu isso calado. Me machuca que as vezes me sinto tão parecida com ele, por ter vivido algo igual, mesmo depois de ter presenciado como funciona, mas parece que com a gente é sempre diferente.

   — Sim. Agora é realmente diferente. – Ela me sorri.

   — Agora somos felizes sem mascaras, sem disfarces.

   Mais um beijo e decidimos dormir. Nossos amigos nos esperam no Paradise para contarmos sobre a viagem. Serena levou Andy para apanhar Dayse e vamos direto para lá quando chegarmos.

   A viagem é tranquila, sem turbulências e dessa vez, mesmo não tendo uma taça de champanhe para brindar, nos sentimos ainda em viagem de lua de mel.

   Chegamos a Nova York no inicio da noite, pegamos um taxi para o Paradise, é uma segunda-feira tranquila, o bar está fechado. Parece calmo quando ela gira a maçaneta abrindo a porta apesar da placa de fechado.

   — Bem-vindos! – Eles dizem juntos na frente de balões e uma frase de bem-vindos em um cartaz pregado a parede. Eu e ela sorrimos. – Maitê que deu a ideia. Festejem!

   Savannah pede vindo nos abraçar e é divertido uma recepção como essa depois de apenas uma semana viajando.

   —Me sinto voltando do campo de batalha. – Dakota brinca nos braços das três garotas Paradise.

   —Lua de mel não é muito diferente disso, pode ser bem exaustiva. – Dominique provoca.

   Aperto a mão de Ethan, Aron e Theodor, espero que todos abracem Dakota enquanto cumprimento as garotas, então Dakota é cercada pelas crianças, Andy, Maitê e Sean querem sua atenção. Yves já está um rapaz e um abraço carinhoso é o bastante para ele.

   —Paris é incrível. – Dakota diz puxando a mala onde estão os presentes. – Ajuda aqui, amor. As crianças querem os presentes. Cadê a Dayse?

   —Aqui! – Andy volta da casa de Savannah trazendo a gata. Sinto a emoção do reencontro, ela se aconchega nos braços de Dakota que demora uns minutos se desculpando enquanto entrego os presentes das crianças.

   Quando finalmente consigo abraçar Dayse é a vez de Dakota entregar os presentes dos adultos. Sinto o cheirinho dela e a macies de seus pelos e acho que ela é um pouco responsável por nos unir, como se fosse parte de um plano maior, ela surgiu diante da casa de Dakota pouco antes de nos esbarrarmos e não fosse isso, não teríamos nos aproximado.

   —Obrigado, pequena, acho que você tem muito a ver com tudo isso. Foi bom cuidar de você quando era apenas um bebezinho frágil.

   Não demora e os papeis de presente coloridos chamam sua atenção e ela deixa meu colo para brincar com as crianças e os papeis. As garotas Paradise vão para sua mesa exclusiva. Os homens se acomodam no balcão, balanço minha mão com a aliança.

   — Senhor Perfeito elas dizem. – brinco me acomodando em um dos bancos. – Eu disse que lutaria por meu lugar no balcão, acho que ele me pertence.

   — Não basta conquistar seu lugar, ele quer tripudiar. – Theodor diz em meio a uma careta.

   —Ganhou seu lugar. – Ethan decide. – Uma cerveja?

   —Por favor. – Ele me empurra uma garrafa de cerveja, os outros bebem uísque, eu e Ethan preferimos cerveja.

   —Conta como foi a lua de mel. – Aron pede.

   — Se fossemos amigos, não perguntaria algo assim na minha frente. – Theodor provoca Aron.

   — Não somos amigos, então, conta aí, Carl, como foi a lua de mel?

   — Romântica.

   —Pronto, temos informação suficiente. – Theodor completa. – Vamos falar do mercado financeiro?

   —Deixa de ser chato, Theo, ele não vai se aprofundar em detalhes. – Olhamos todos para a mesa e pelas caras delas, Dakota está fazendo exatamente isso, se aprofundando em detalhes.

   — Ethan está certo. Conte sem detalhes, Carl.

   — Foi tudo perfeito, Paris é linda, passeamos muito, fizemos compras, conhecemos lugares incríveis, e só.

   — Bom menino! – Theodor toca meu ombro. – Ela está feliz.

   —Nós dois estamos.

   — Savannah também está. – Ethan conta. – Acho que ela precisava disso, eu não tinha ideia, mas sinto que ela finalmente se sente completa.

   — Essas quatro são muito ligadas, parecem irmãs. – Aron comenta.

   — Isso é sempre difícil, mulheres estão sempre se implicando, competindo. – Theodor continua.

   — Sororidade é a nova palavra. – Eu digo a elas, os três se olham, depois ganho todos os olhares.

   —Fala de uma vez. – Ethan exige.

   —O que?

   —Como é que faz isso? – Theodor continua.

   — Isso o que? Não estou entendendo.

   —Como é que faz para ser o senhor Perfeito.

   — Eu só... quero que ela seja feliz. Só quero que ela seja livre e que tenha tudo que perdeu de volta. Quero que ela seja de novo a garota que conheci, espere. O que estou dizendo? Ela é. Dakota já tomou tudo de volta e está completamente livre.

   — Temos que admitir que ele é um garoto Paradise.

   —Aron, você defende muito o Carl. – Theodor reclama.

   — Porque sou romântico e porque temos os melhores codinomes.

   —Ethan, você que é amigo do Aron, explica para ele. Seu codinome é péssimo.

    — Podemos ter uma conversa mais produtiva? – Peço a eles.

   —  Não. Dizem os três juntos, só faltava essa, termos conversas produtivas.

   — Não fazemos isso. – Aron concorda com Theodor.

   — Definitivamente. Nada de conversa produtiva. Outra cerveja?

   — Acho que não. – Respondo achando engraçado. Parece que como garoto Paradise eu tenho ainda muito a aprender.

    Dakota

   O embrulho no estômago me desperta, abro os olhos sentindo um enjoo me impedir até mesmo de respirar. Sem me mover muito corro os olhos pela cômoda até encontrar o relógio que marca seis e quinze da manhã.

   Vasculho a mente procurando o que foi que eu comi de diferente. Ontem cozinhamos em casa, receita da Marion para comemorar três meses de casados, tudo fresco, não foi a comida.

   Fecho os olhos tentando voltar a dormir, tenho mais uma hora de sono antes do relógio tocar e acho que se ficar imóvel o enjoo vai embora.

   Não parece funcionar, pelo contrário, a coisa vai ficando mais e mais urgente até que levo a mão a boca enquanto corro para o banheiro tentando evitar o pior.

   —Dakota! – Mal me dobro sobre o vaso sanitário e Carl surge na porta do banheiro. Aceno pedindo que saia. Sou ignorada e então não há mais tempo para discussão. O jantar de comemoração decide partir de modo intempestivo.

   Todo meu corpo parece reagir aquela sensação de enjoo, sinto tontura e fraqueza, minha cabeça lateja e quando o estômago parece voltar ao normal e posso me erguer, Carl está com uma toalha molhada diante de mim.

   —Melhor? – Balanço a cabeça afirmando enquanto levo a toalha ao rosto e deve ser a melhor sensação do mundo. A toalha molhada e fria sobre a pele quente e suada depois de um momento de agonia. – O que foi?

   —Sei lá, o enjoo me acordou, deve ser a comida. Você está bem? Sentiu algo?

   —Não, nada. – Abro a torneira pegando a escova de dentes. – Vou buscar um pouco de água para você. – Ele deixa o banheiro enquanto escovo os dentes, sinto Daisy passar por entre minhas pernas.

   — Estou bem, filha, não se preocupe. – Escovo os dentes, lavo o rosto mais uma vez, passo os olhos pelo banheiro para confirmar que tudo está em ordem e volto para cama. Aceito a água fresca, uns goles antes de voltar a deitar. – Nossa! Fiquei até tonta. Foi aquela cenoura caramelizada.

   —Acha?

   — Sim, só de pensar nela.... já quero voltar para o banheiro.

   — Então não pense. – Carl me puxa para seus braços. – Tente voltar a dormir.

   Me recosto em seu peito e adormeço quase que instantaneamente. O despertador toca insistentemente, Carl se mexe e desliga, antes de abrir os olhos procuro pelo enjoo ou mal-estar, tudo parece normal. Sinto seus lábios tocarem os meus em um bom dia carinhoso. Envolvo seu pescoço sem coragem de me mover.

   — Quer que ligue na livraria e fica mais um pouco na cama?

   —Estou bem.

   —Então te deixo no trabalho, de carro chega mais rápido e pode ficar mais um pouco na cama. Vou tomar um banho e preparar o café.

   —Shiu! Não fala nada de comida. – Peço a ele. Posso vê-lo rir de mim. – Senhor Perfeito! – Advirto.

   —Dorme mais um pouco, amor. – Ele me beija o rosto e deixa a cama.

   Consigo realmente dormir, vinte minutos e me sinto completamente bem, quando deixo a cama o dia parece bonito, meu corpo está ótimo e não sinto nada além de fome.

   — Vamos tomar café da manhã juntos? Não aqui, aquele café perto do seu trabalho, sabe aquele que faz aquele bacon bem sequinho? Ovos, Bacon e uma xícara de café bem quente. Ah! Rosquinhas, aquelas com açúcar e doce de leite.

   —Tem certeza? – Ele parece um tanto incrédulo, mas afirmo e Carl não é tipo de pessoa preparada para me dizer não.

   Me sinto realmente bem depois do café da manhã, ele me deixa no trabalho e não me lembro de me sentir tão cheia de energia como hoje. O trabalho rende, volto para casa e passo a tarde no blog, lendo e respondendo a todos, agora o trabalho no blog é muito mais sério, não faço isso sozinha, Serena me ajuda, é como um trabalho para ela, nos dividimos em ajudar como podemos a cada relato que recebemos, nenhum fica sem resposta.

   Carl vem cedo para casa, preocupado com meu mal-estar, mas fica surpreso por me ver tão bem. A energia do dia perdura por toda semana, nenhum mal-estar, enjoo ou tontura.

   — Dakota, terminei a estante, pode vir dar uma olhada? Arrumei os títulos novos na frente como pediu.

   Acompanho a nova funcionária até a prateleira, os livros estão perfeitos, ela é mesmo uma ótima ajudante, minhas férias estão chegando e acho que ela será totalmente capaz de cuidar de tudo enquanto fico uns dias em casa.

   —Perfeito! – Sem aviso, sem qualquer sinal, minha visão escurece, tateio buscando me segurar em algo e então estou abrindo os olhos no sofá da livraria, com o gerente e três vendedoras a me cercar, um livro infantil sendo usado para me abanar.

   — Como está? Desmaiou sem aviso, felizmente não chegou a cair, Sissy te apoiou.

   — Me sinto bem, não sei o que foi, eu só... – Me sento e estou bem, talvez um pouco zonza.

   — Melhor ir para casa. – Alguém me dá água, tomo o copo todo, fico de pé e tudo parece bem.

   — Eu devo ter tido uma queda de pressão. Só isso, vamos todos voltar ao trabalho.

   — Menos você. – Meu gerente diz sério. – Vai para casa, e vai de táxi ou ligo para seu marido vir busca-la.

   —Não precisa, vou caminhando e...

   — Táxi! – Eles todos insistem e para não criar problemas, aceito. Pego minha bolsa e quando uma das meninas para um táxi eu me acomodo nele.

   Daisy me recebe miando, me abaixo para acaricia-la. Ela vem para meu colo e enquanto caminho com ela para cozinha decidida a verificar sua ração ela mia mais uma vez.

    —Com fome, filha? Mamãe chegou. – Um lampejo de razão passa por minha mente. Meu coração acelera e depois retorna ao normal. – Mamãe! – Digo em voz alta. Solto Daisy para me sentar em uma cadeira na cozinha, as pernas bambas demais. – Mamãe! – Repito mais uma vez.

   Só pode ser. Um enjoo estranho uns dias atrás, mais energia que o normal, agora esse desmaio. Menstruação, preciso contar a menstruação, quando mesmo foi a última vez?

   Parar com os remédios deixou tudo um pouco confuso, mas acho que me lembro, foi quando os pais do Carl vieram nos visitar. Faço contas, depois repito as contas. Mais de um mês atrasada. De novo um sobressalto em meu coração.

   Pego o telefone. Meus dedos tremem quando aperto a discagem rápida. Um toque e Carl atende.

   —Oi amor, estava pensando em você, pensei que podia passar na livraria e te apanhar para quem sabe...

   —Estou em casa. – Aviso.

   —Em casa? Algo errado?

   — Não. Eu estou bem, eu... pode vir para casa?

   —Dakota... eu estou chegando. – Ele vai ficar assustado.

   — Estou bem, estou segura, não é nada demais. Não corra feito louco.

   —Pode deixar, meu amor.

   Ando pela sala a espera dele, nos meus sonhos eu iria a farmácia, compraria o teste, faria, veria os dois risquinhos e esperaria ele chegar do trabalho com um lindo jantar e sapatinhos em uma caixa para dar a noticia. Na vida real só quero abraça-lo.

   —Amor! – Ele entra apressado. A respiração pesada, me vê e suspira aliviado. – O que....

   —Eu disse que estava bem, não precisava correr.

   —Não consegui evitar. – Carl vem até mim e me abraça, seu alivio me emociona, todo o resto também e não consigo conter as lágrimas. – Dakota... está chorando, o que foi meu amor?

   — Eu tinha tudo planejado, primeiro teria certeza e depois contaria, mas quando fiz as contas, quando pensei em tudo, fiquei... assustada, feliz, ansiosa e sei lá, só queria seus braços.

   — Estou aqui, eu te amo, Grand Canyon, se lembra? Quer me contar?

   — Estou com medo de ser um alarme falso, medo de ficar completamente feliz de me decepcionar. – Carl se afasta, os olhos brilhando. – Aquele enjoo, então hoje... desmaiei e não se preocupa, não cai e estou ótima, o pessoal do trabalho cuidou de tudo.

   — Dakota... estamos... acha que está grávida? – Balanço a cabeça afirmando, minhas lágrimas correndo e posso ver seu rosto perder a cor por um breve momento e depois ele quase pode explodir de alegria.

   —Amor, amor, olha, não fica feliz ainda. – Peço segurando seu rosto para que olhe para mim. – Vamos... confirmar.

   —Como? Confia naqueles exames de farmácia?

   — Sim.

   —Certo, fica aqui, vou comprar e volto... voando. Senta, me espera sentadinha, eu... um bebê? – Ele não consegue evitar a animação.

   —Carl! – Alerto.

   — Ok, não estou feliz ainda, estou... racional, muito racional, vou ser pai. – Ele me deixa depois de um beijo nos lábios, nem mesmo fecha a porta ao correr pelas escadas.

   — Muito racional. – Digo sentada a sua espera.

   Ele podia disputar uma dessas corridas, tem um folego absurdo, dez minutos e está de volta.

   —Aqui, eu compre. – Carl abre um pacote e joga sobre a mesa cinco tipos diferentes de teste. – Não sabia qual era o melhor então... comprei um de cada.

   Meus dedos tremem enquanto olho todos eles e escolho um, nos olhamos, ele segue comigo ao banheiro. Ando pelo quarto enquanto ele abre a caixa e me entrega depois de ler as instruções.

   Eu o deixo no quarto, andando de um lado para outro enquanto faço o teste no banheiro e corro para perto dele com medo de sair um resultado antes de estarmos juntos.

   — É o primeiro teste, muitas mulheres passam por vários alarmes falsos antes de ser um bebê, então... tudo bem se não for. É nossa primeira vez.

   —Sim, além disso, parou com os remédios tem pouco tempo.

   — Muito pouco. Quatro meses, pouco mais que isso. Não é.

   —Olha. – Ele me convida, damos as mãos quando algo começa a acontecer no bastonete. – Positivo! – Carl consegue dizer, eu só consigo chorar, um filho, dentro de mim, outra vida, uma nossa, feita de amor. – Positivo.

   — Bebê! – Digo a ele antes que Carl me erga nos braços e me gire pelo quarto até cairmos na cama rindo e chorando. – Carl, vamos ter um filho.

   — Sim, um bebê. – Deixamos de rir, os olhos dele brilham de um modo intenso, o sorriso dos lábios vai se transformando, perdendo a força, a emoção ganhando espaço a medida que Carl vai compreendendo com profundidade o que está acontecendo. – Nosso filho, Dakota.

   — Nosso sonho. – Seus dedos correm por meu rosto, lentos vão me acariciando e me emocionando. A vida de novo é cor e luz. Deixei a escuridão, toco a barriga e um sentimento de proteção me toma, um amor diferente nasce me fazendo tão forte que me transformo. Sinto falta da minha mãe, eu a compreendo agora. Compreendo seu amor, sou um pouco ela e isso a traz de volta a vida. – Meu filho.

   As mãos dele deixam meu rosto para tocarem meu ventre. Seu olhar volta para meu rosto.

   — Te amo para sempre.

   Seus lábios tocam os meus, minha boca se rende a dele, um beijo novo, maduro, feliz nos torna outro casal, um novo casal, outro tipo de amor, mais completo, permanente. Um amor perpetuou.

     



Notas finais do capítulo

Boa noite!
Amanhã tem mais.



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