Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 23
Capítulo 23


Notas iniciais do capítulo

Boa noite!!!



Carl

   Sim, ela disse sim, com olhos, boca, coração. Tudo nela é sim. O beijo sela a promessa de amor e a vida finalmente se completa em sentido e razão.

   Não me lembro quando foi que me apaixonei, só me lembro que foi há muito tempo, e que sempre pensei em nós dois aqui. Na terra vermelha do Arizona, com o vento a soprar seus cabelos e o sim finalmente.

   Nos afastamos, o sorriso dela se confunde com o meu, até nisso somos uma coisa só.

   — Carl! – Ela ainda está surpresa. – Me pediu! – Dakota sorri, se afasta um momento. Me lembro do anel ainda em minha mão.

   —Aceitou. – Digo pegando sua mão. – Minha noiva. – Digo enquanto deslizo o anel pelo dedo delicado. Ergo meus olhos para encontrar os dela e sorrimos. – Te amo.

   — Acha essa palavra tão especial, mas agora ela parece corriqueira, incapaz de descrever meus sentimentos, Carl. Incapaz de demonstrar o tamanho do meu amor por você, por nós dois.

   — Podemos chamar de Grand Canyon, o que acha?

   Dakota encara o anel, depois meus olhos. Um leve sorriso no rosto, um enorme sorriso nos olhos. Doce Dakota, corajosa Dakota.

   — Grand Canyon parece bom. – Ela concorda, dessa vez sou a desviar os olhos e encarar o anel. Dakota Jones, minha noiva. Beijo a mão com o anel.

   Dakota se volta para encarar a paisagem, envolvo sua cintura e ficamos abraçados assistindo as cores e as formas irem se transformando de acordo com o sol. Acho que deve ser a primeira vez que compreendo a beleza desse lugar, a grandiosidade do silencio, das formações rochosas, pela primeira vez encaro como um tipo de milagre. A vida aqui é poderosa.

   Levamos tempo abraçados em silencio, contemplando. A flor do deserto firme a receber as ondas de vento, o sol escaldante, a secura da vida dando a ela a força necessária para crescer bela e forte. Feito minha Dakota.

   Ainda passeamos por mais uma hora, então decidimos retomar a viagem para casa, o dia está lindo, o céu está limpo e minha família nos espera.

   Voltarmos juntos ao Arizona diz tantas coisas, é emocionante de muitos modos. Quando voltei para frequentar a universidade estava tão ferido, não consegui compreender o quão mágico era a terra em que nasci.

   Dakota vai o resto da viagem no banco do passageiro, desesperada por cada paisagem, cada recordação. Se emociona em alguns pontos do caminho, está toda hora respirando fundo, encarando o anel, sorrindo e as vezes, derramando teimosas lágrimas.

   Quando entramos no velho bairro onde crescemos ela fica um tanto ansiosa, posso ver como se ajeita no banco e seu corpo ganha alguma tensão.

   —Tudo bem? – Pergunto prestando atenção nas ruas tranquilas e sem movimento.

   —Seus pais... eles... – Ela mostra o anel. – Acha que eles estão bem com isso? Eles sabem?

   —Sim. Eu disse que pediria aqui no Arizona, quando sentisse que era a hora certa, talvez se choquem com a minha rapidez. – Sorrio e ela sorri em resposta. – Mas como eu iria imaginar que de cara estaríamos nós dois, no Canyon, diante de uma flor do deserto, em um dia incrivelmente bonito? Não podia ser em nenhum outro momento.

   —Foi perfeito. – Ela admite feliz. – Estou meio nervosa sobre encontrar seus pais. Só isso.

   — Seu pai também. Vamos jantar com ele essa noite, em um restaurante, ele marcou, achei... melhor assim.

   —Também acho. Quero curtir nosso noivado no Arizona, não sei quando vamos poder voltar.

   —Se depender dos meus pais, muitas vezes. – Dakota afirma me olhando, seus dedos acariciam meus cabelos, ela se encosta de novo no banco do carro e fecha os olhos sentindo o vento.

   —Estamos em um conversível. – Ela diz rindo de olhos fechados.

   —Aluguei por toda semana. Teremos muitos passeios no conversível.

   —Tenho um noivo muito perfeito, muito... Perfeito. – Ela pisca e o sorriso se desfaz quando estaciono diante da minha velha casa. Imediatamente posso ver a leve tensão, o corpo fala e o dela está em dúvida entre as boas memórias e o encontro com meus pais.

   Assim que descemos, a porta se abre, mamãe é a primeira a sair, atrás dela meu pai.

   Dakota que está de pé ao meu lado encara minha mãe, os olhos de mamãe marejam, as duas se apressam uma em direção a outra e então se abraçam, mamãe deixa algumas lágrimas caírem, mas Dakota chora enquanto mamãe a ampara.

   —Desculpe, senti tanta saudade, eu tinha vergonha, muita vergonha, por isso não procurei vocês, desculpe.

   — Está tudo bem, meu anjinho, tudo bem.

   —Sinto tanto. – Mamãe a afasta para secar seu rosto, beijar sua testa, sua bochecha.

   — Não chore, está tão linda, tão crescida. – Elas voltam a se abraçar enquanto eu e meu pai assistimos imóveis. – Pronto, passou, estamos todos reunidos outra vez, tudo está bem de novo.

   Dakota respira fundo, controla suas lágrimas, sorri abraçando meu pai que é muito mais discreto, apenas beija seu rosto e lhe dá tapinhas nas costas em sua maneira estranha de declarar que tudo ficou no passado.

   — Podemos entrar? – Convido já com as malas nas mãos.

   — Sim, fiz tanta comida. Tanta! – Mamãe diz de mãos dadas com Dakota. Pelo que sei, ela acha Dakota parecida com a mãe e sempre se emociona se lembrando da amiga.

   —Carl, leva a Dakota para o quarto, desfaçam as malas e desçam para um refresco de morango. – Eu e Dakota trocamos um olhar divertido.

   —Vai ser como nos velhos tempos. – Papai brinca.

   Subo na frente com as malas, Dakota logo atrás de mim se recompondo. Atravessamos o corredor de paredes coloridas com o velho papel de parede da minha infância. Quando abro a porta do quarto vejo o rosto dela se transformar em surpresa. Os olhos voltam a marejar.

   —Carl...

   —Eu sei, eles conservaram tudo igual como sempre foi. – Ela balança a cabeça concordando.

   —Menos a cama. – Dakota sorri. – Agora é de casal.

   —Fui eu, quando vim para o Arizona estudar. Achei que merecia.

   Ela vai até a estante, toca os velhos carrinhos, os bonecos de herói, a bola de basquete. Sobre a escrivaninha as caixas e caixas dos jogos de tabuleiro.

   — Está tudo igual. É incrível.

   — Feliz? – Ela balança a cabeça concordando. – Vamos descer e tomar o refresco? – Dakota nega, se senta na cama risonha.

   —E perder os gritos da sua mãe? Nem pensar. Vamos esperar. – Não leva cinco minutos.

   —Carl, Dakota! Desçam logo, o que estão aprontando ai em cima. – Eu e ela nos olhamos rindo. – Carl! – Ela volta a gritar.

   — Estamos descendo, mamãe. – Grito de volta estendendo a mão para Dakota. – Vem! – Convido, mais uma vez, ela aceita a mão estendida.

   A jarra de suco está sobre a mesinha de centro da sala, com os copos altos, papai sentado em sua velha poltrona agora com um estofado novo, mamãe no sofá e eu e Dakota nos sentamos lado a lado.

   — Mãe, pai... – Procuro a mão da minha linda e especial garota. – Temos um comunicado importante.

   Os dois trocam um olhar ansioso, minha mãe com o maior de todos os sorrisos.

   —Ela disse sim?

   —Sim. – Dakota responde mostrando a mão, as duas se levantam, se abraçam, papai nos cumprimenta, mamãe me abraça emocionada, recebemos efusivas felicitações, até me sinto meio mal, como se estivesse em algum lugar que não era muito bom e agora acertei.

   — Um brinde, um brinde com refresco de morango. – Mamãe diz enchendo os copos. – Eu sei que a Savannah tem um bar e devem brindar sempre com muito mais estilo, mas...

   —Este é o brinde mais perfeito que existe. – Dakota a interrompe.

   —Que tenham uma linda e longa vida cheia de filhos e amor.

   —Sim, querido. O papai tem razão. Queremos netos.

   Tocamos os copos, bebemos uns goles, voltamos a nos sentar e então temos que contar tudo. Do momento do pedido e o sim a tudo que Dakota passou uns dias atrás.

    Passa das seis quando os deixamos para nos arrumarmos para jantar com o pai dela.

   —Prefere ir sozinha? – Pergunto já pronto. Ela está terminando de prender os cabelos. Parece tão mais formal, quase como a Dakota que encontrei quando voltei a Nova York. Nem mesmo sei se ela tem consciência de que se vestiu assim para o encontro com o pai. Se fechou, se protegeu atrás das roupas como fazia antes.

   —Não. Muito pelo contrário, quero muito que esteja comigo. Não falo com meu pai há meses. Ele fala toda semana com a Savannah, minha irmã da noticias minhas e parece que é o bastante para ele.

   — Marquei as oito, podemos ir quando quiser. – Ela encara o espelho, dá um suspiro cansado.

   —Vamos de uma vez. – Ela dirige até o restaurante. A noite está bonita, ela conhece as ruas, o bairro. Cresceu aqui, ficou mais tempo que eu e Savannah.

   O restaurante é simples, comida caseira, atende os velhos moradores em noites de verão, as vezes tem até música ao vivo. Felizmente hoje não, acho que pai e filha tem muito que acertar.

   O pai dela está sentado, fica de pé quando nos vê, os dois não são e nunca foram inimigos, apenas não conseguem ser próximos.

   — Senhor Jones. – Aperto sua mão.

   —Quanto tempo, Carl. – Pai e filha se olham.

   —Está linda, filha. – Pai e filha trocam um abraço desajeitado.

   —Tudo bem, papai?

   —Sim. Tudo bem. Sentem. – Ele convida, nos acomodamos, os dois ficam de frente um para o outro. – Com fome? Aposto que sim, uma longa viagem, não é mesmo? Não vou ao Grand Canyon desde.... há muito tempo. – Ele não quer falar sobre a esposa. – Como vai o Sean?

   —Está lindo, pai. Alto como o Ethan, mas acho que puxou a Savannah, tem muita energia, não cansa nunca.

   —Sim, sua irmã me mandou fotos dele, está mesmo alto. Tenho pensado em ir a Nova York, falta tempo, mas vou ainda esse ano, com toda certeza.

   — Savannah vai ficar muito feliz. – Dakota diz como se não soubesse mais o que dizer. Olha em torno e sei que está procurando a esposa do pai.

   —Sheryl não veio. Você sabe... não seria muito...

   —Que bom, prefiro assim.

   — Eu sei, não sou muito bom com vocês. Eu acho que sua mãe era a pessoa que direcionava a casa e agora...

   — Vamos pedir o jantar? – Dakota não quer falar sobre isso, eu a compreendo, lembrar da mão ainda é algo que a deixa triste. Pedimos o jantar, o pai pede uma cerveja, Dakota e eu apenas água.

   — Então, eu... soube do que aconteceu. Sua irmã me contou. – O senhor Jones diz tomando um gole da cerveja. – Parece que você foi muito forte.

   —Soube, mas não me telefonou.

   — Você sabe que não gosto de telefone, Dakota.

   —Sei. Eu me virei, Carl chegou a tempo, Ethan também.

   — Que bom. – O homem me sorri em gratidão. – Arrumou trabalho novo. Eu li, comprei a revista. Até mostrei no trabalho.

   —Sim. Foi muito bom, agora ganho um pouco mais e já posso viver sem muita ajuda.

   —Eu sei que não sou o responsável pelo sucesso seu e da sua irmã, mas fico muito feliz que tenham conseguido sozinhas.

   —Não conseguimos nada sozinhas, pai, ninguém consegue, temos bons amigos, superamos os problemas juntas. Savannah cuidou de mim por muito tempo, depois... amigos, Theodor. Ele é bem especial.

   —Olha o namorado. – Ele diz levemente constrangido. – Ele vai ficar com ciúme do seu benfeitor.

   — Não se preocupe. Theodor é um bom amigo para ela e para mim também. Admiro a amizade deles. – Explico para tranquiliza-lo.

   —Nem todo mundo é como a Sheryl, pai.

   —Eu a amo. Amo como nunca amei ninguém. – Ele diz para Dakota e isso de algum modo mexe com ela.

   — Isso é visível, a ama acima das suas filhas, você a escolheu, pai, isso me deixa... triste.

   —Sinto muito. – Ele diz procurando a mão da filha. Ela fica levemente incomodada. – Não soube dividir as coisas, Sheryl é tão ciumenta e eu acabo sempre...

   — Não precisa explicar. Entendo, não... acho que não entendo, mas aceito, acostumei, cresci, venci tantas coisas, pai.

   A comida chega e ela fica feliz por poder soltar a mão do pai.

   —Então vocês dois estão namorando? – O senhor Jones sorri tentando mudar o rumo da conversa. Dakota procura minha mão. Me curvo para beijar seus lábios.

   —Noivos, papai. Carl me pediu em casamento.

   —É sério? – Ele fica realmente feliz, posso ver como se anima. Deixa seu lugar a mesa, nos levantamos, recebemos um abraço, o meu mais forte, o dela um tanto sem intimidade, então nos sentamos todos. – Puxa, como essa noticia é boa.

   —Obrigada. – Dakota sorri. – Nos amamos, não mais do que vou amar nossos filhos. – Ela diz me beijando. – Mas nos amamos muito. Grand Canyon. – Dakota pisca e volta a olhar para o pai.

   —Quando? Aqui, no Arizona?

   —Ainda não falamos sobre tudo isso, mas não aqui. – Dakota diz me olhando em busca de aprovação.

   —Nova York, onde estão nossos amigos e nossa vida.

   — No bar como sua irmã? Foi bonito.

   — Não, quero algo mais tradicional.

   —Vou estar lá. Claro, se me convidar.

   —Papai, eu o amo. – Dakota diz de modo tranquilo. – tenho lindas lembranças de infância, do seu casamento feliz com a minha mãe, de mim com o Carl, com a família dele, com a minha irmã em nossa casa.

   —Foram tempos bonitos, eu também sinto falta as vezes. Da tranquilidade que era nossa vida.

   —Sim. Em respeito a tudo isso... é meu pai, tem seus erros, é claro, eu tive os meus, alguém que errou tanto quanto eu não, pode ser intransigente com o erro dos outros.

   —Você sempre foi uma garotinha muito generosa, desde pequena.

   —Obrigada. Claro que está convidado. Até a sua insuportável esposa está.

   Jones sorri um tanto constrangido. Dakota toma um gole de água, encara o prato por um momento, eu me mantenho levemente distante da conversa, acho que isso é entre eles.

   — A garotinha generosa viveu muitas coisas, aprendi muito com o tempo, pai.

   — Eu sei que não tenho muito direito, mas fico orgulhoso. – Dakota sorri, balança a cabeça em uma confirmação.

   —Que bom, vamos comer? – Ele afirma e começamos a comer falando sobre tolices, recordações da cidade, o que mudou, o que continua igual.

   —Você engordou um pouco. – Ela diz quando pedimos a sobremesa. – Está cuidando da pressão?

   —Sim. Muito, Sheryl não me deixa em paz com isso, escapo as vezes no almoço, porque eu almoço perto do trabalho, mas ela está sempre em cima, parei de caminhar, peguei um resfriado, depois fiquei preguiçoso, acho que é isso. – Ele se explica.

   — Então deve voltar a caminhar, diminuir a cerveja também. – Ela pede, ele concorda.

   —Savannah diz a mesma coisa toda vez que liga. – Eu espero que comam a sobremesa, depois peço a conta, ele não faz qualquer movimento para pagar, não aceitaria de qualquer modo, mas acho que Dakota gostaria de vê-lo falando sobre pagar o jantar em que a filha anuncia o casamento.

   — Acho que temos que ir, pai, foi uma viagem longa, estamos muito cansados. – Dakota se explica e ele afirma ficando de pé tão rápido que acho que fica claro a pressa em se livrar da filha e correr para a esposa ciumenta.

   Na calçada, quando deixamos o restaurante os dois ficam frente a frente, o pai dela está com um bom carro, sei que recebeu duas promoções no último ano, sua vida financeira vai muito bem, ainda que ele nunca pense em ajudar a filha.

   — Pensa em uma grande festa? – O homem questiona bastante incomodado. – Sabe, Dakota, dizem que o pai da noiva paga a festa, um tipo de tradição, então... bom, eu...

   — Não vim pedir dinheiro, vamos fazer uma cerimonia bonita e só. – Nunca, aí vamos ter a primeira briga, vamos ter tudo que ela sempre sonhou, não importa que depois feche as portas da empresa e abra falência, não vou permitir isso. – Ainda está convidado, sua esposa também. Diga a Sheryl para ir, ela não vai precisar assisti-lo me conduzir ao altar, vai poder se sentar ao seu lado do começo ao fim da cerimonia. Não será como Savannah. De meu recado a ela, diga que vá. Será uma libertação para ela. Tenho certeza.

   — Não posso negar que ela é ciumenta, mas eu entendo, segundo casamento, eu um pouco mais velho com duas filhas criadas, não tivemos filhos, ela se ressente talvez.

   —Não sei, isso é algo entre vocês. – Dakota tenta sorrir. – Te vejo no casamento. – Ela dá um passo em direção ao pai, o abraça, ele corresponde, dessa vez o abraço é até mais caloroso, como se do jeito suave dela, Dakota tenha dito o que de algum modo, estava entalado. – Se cuide.

   —Você também, filha. Boa sorte e parabéns, pelo casamento e tudo que está conquistando, sua mãe estaria muito orgulhosa.

   —Ela está. – Dakota sorri. – Muito orgulhosa, uma das minhas poucas certezas. Boa sorte com tudo, pai.

   Assistimos ele entrar no carro, dar partida e deixar a rua, os dois de mãos dadas parados na frente do restaurante, Dakota se volta para me olhar, o sorriso no rosto é leve, sem a tensão do encontro.

   —Amo você, Carl Ryder, vai ser um bom pai?

   —Um ótimo pai, um pai bem jovem no que depender de mim.

   —Jogo fora os comprimidos uma semana antes do casamento. – Ela diz em meus braços. – O que acha? Quem sabe um bebê é produzido na lua de mel?

   — Conto com meu empenho, noiva.

   — Eu quero. – Ela diz ganhando um beijo, um longo beijo, um que não deixa dúvidas sobre o que queremos. Nós dois nascemos para viver essa vida, casar, ter filhos, dividir a velhice. Qualquer coisa saiu do curso por um tempo, nos fez melhores, mais conscientes do nosso amor, mais felizes. Melhor assim.

   — Vamos para casa dos seus pais?

   —Garota Paradise, eu te pedi em casamento hoje, acha mesmo que vamos dormir com meus pais no quarto ao lado? – Ela ri em meus braços, me beija os lábios. – Tem um hotel umas quadras daqui. Espero que tenham um quarto, não é um cinco estrelas, mas prometo um na lua de mel.

   Andamos de mãos dadas pelas ruas da nossa terra, ruas em que corremos juntos, tomamos sorvetes juntos, jogamos bola, fomos ao cinema, nossa infância foi aqui e foi muito feliz. É bom estar de volta com ela ao meu lado, feliz ao meu lado, noiva.

   —Sinto que um certo noivo está me enrolando. – Olho para ela curioso. – Já combinamos até o bebê para depois do casamento, mas não ouvi uma palavra sobre data.

   —Amanhã? Tem alguma coisa para fazer amanhã?

   — Estou livre, estamos bem perto de Vegas. – Ela provoca. Balanço a cabeça em negação.

   —Nem pensar. O que acontece em Vegas, fica em Vegas e quero você em minha vida para sempre.

   — Grand Canyon! – Ela sorri e eu a puxo para meus braços, nos beijamos na calçada. Atrapalhando o vai e vem de pessoas, esquecidos de todo o resto. – Dois meses. – Ela diz quando nos afastamos. – Dois meses para preparar um lindo casamento com um vestido especial.

   — Tudo isso? – Faço careta. – Me deixa dormir na sua casa de vez em quando, noiva?

   —De vez em quando. – Ela diz quando paramos diante do carro conversível. – Eu dirijo. – Jogo as chaves para ela que pula para dentro sem abrir a porta. – Sempre quis fazer isso, viu que noiva radical você tem?

   — A mais linda e perfeita noiva. Agora pé na estrada noiva.

   —Disse que o hotel fica aqui do lado.

   —Entra no personagem! – Brinco quando ela gira as chaves e acelera fazendo o motor roncar.



Notas finais do capítulo

Pessoas que eu amooooo
Encontros de amor já chegou na AMAZON!
Conto com vocês para divulgar.

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