A Casa de Íris escrita por Carol Azevedo


Capítulo 13
Capitulo 12 - Sonho da Fuga




Lanne tentava arrombar uma fechadura, aparentavar ter 14 ou 15 anos, seus cabelos não estavam tão compridos como o habitual, na cintura. Estavam nos ombros.
Ela forçava a fechadura com um grampo de cabelo, parecia saber o que fazia, mas estava desesperada.
Anik analisou o local, uma grande sala, com duas passagens para outros cômodos, uma de cada lado, e de frente para a porta de entrada, uma escada que ao meio se bifurcava.
Tudo era muito sofisticado, haviam grandes cortinas, que cobriam as duas amplas janelas da grande sala, não haviam poltronas, somente algumas mesas com ornamentos de porcelana.
Entre dois vasos com flores, havia uma  antiguidade, algo de ouro puro, Anik logo constatou que se tratava de uma relíquia da casa de Íris, provavelmente a casa de um Cita muito influente ou bem relacionado, pois uma relíquia dessas não se encontrava em posse de qualquer pessoa.
Ao som de  passos Lanne parou assustada e ficou de costas para a porta, Anik parou para ver quem se aproximava.
Uma mulher com vestimenta de serviçal, olhou para Lanne e perguntou se desejava algo
Lanne negou, e a serviçal se aproximou a convidando com a mão a segui-la.
— Devemos ir ao quarto, Sr Ernesto chega daqui a algumas horas, melhor ficar no la a sua espera.
— Não... Eu ja estou pronta o suficiente... Não quero... Quando se aproximar o horário eu subo! - Lanne respondeu sem se afastar da porta, havia aberto a tranca, se saísse da frente a serviçal veria. Porém, ela percebeu o recuo de Lanne, se aproximou e segurou levemente o antebraço dela.
— Senhorita... O que está fazendo?
— Nada... Ja disse Titi! Subo mais tarde.
Afastou o braço, e continuou em frente a porta. Titi a puxou bruscamente pelo ombro, que desprevenida veio a frente.
— Não Pode fazer isso! - Titi falou surpresa, se aproximou da porta e colocou a mão na maçaneta, percebeu que estava aberta.
— Titi... Vc sabe o que ele faz comigo! Você concorda? Você vai me impedir?! - Lanne disse se aproximando de Titi e colocando uma mão em seu ombro.
— Eu sei senhorita, porém ele faria coisa pior comigo se a deixasse fugir! - disse melancólica, tirou o celular do bolso e começou a digitar  - Me desculpe, preciso fazê-lo! - disse com o telefone ao ouvido
— Me desculpe você! - Lanne sussurrou e a sua mão que estava no ombro de Titi deu um tapa no telefone que caiu ao chão
— O que está fazendo! - Disse Titi enquanto tentava recuperar o telefone, porém enquanto ela se punha de joelhos, com as mãos no chão engatinhando, Lanne chutou seu rosto e ela caiu com a força do chute, deitada ao chão, Titi viu Lanne se por acima dela, e viu seus olhos brancos, assustadores. Lanne vinha com um castiçal de prata na mão, antes do golpe Titi sussurrou algo, não conseguiu implorar misericórdia, apenas fitou o rosto de Lanne e só conseguiu dizer uma frase
— Você é igual a ele!
Lanne apertou os olhos, e segurando o castiçal com as duas mãos, como um taco de beisebol, golpeou Titi no rosto, com uma força extraordinária, em um único golpe, abriu-lhe uma grande fenda, o sangue cobriu todo o rosto da serviçal e o castiçal também, Lanne respirou fundo e se afastou, seus olhos voltaram ao azul habitual,  jogou o castiçal pelo caminho que fazia até a porta, meio atônita, e saiu.
Anik observava tudo em silêncio, tentava entender o sonho, seria imaginação de Lanne, se não, do que estaria fugindo? Ou de quem? Estaria mentindo sobre não saber quem realmente é? Se estava na casa de um Cita, se usou sua força para matar quem tentou impedir de fuga, como não saber sua verdadeira origem.
Enquanto Anik pensava, todo o ambiente começou a ficar turvo, como se tudo fosse uma imagem que se perdia, fora ficando transparente, e se fundindo a imagem do quarto de Lanne, já via as Janelas com cortinas listradas através da imagem da sala.
Ouvia ao fundo, uma voz baixa, muito distante, chamar seu nome. Sabia o que estava acontecendo. O sonho havia acabado antes que ele saísse.





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