A Casa de Íris escrita por Carol Azevedo


Capítulo 12
Capitulo 11 - O auxílio





 Verdade! - Lanne também riu, e não pode deixar de pensar que as terças e quintas não dava aulas na parte da manhã, quando percebeu uma alteração entre Janice e Martin, parou com a conversa paralela
— Belíssimo mesmo! - Disse a Professora Janice
— Sim, as modinhas influenciam muito, porém devo concordar que lhe caiu bem. - Respondeu Martin olhando para a janela, Lanne acompanhou seu olhar e viu uma figura alta e forte encostado em um poste próximo a pizzaria. Cabelos brancos presos num coque baixo.
— Anik! - Lanne sussurrou
— O que disse Lanne? - Perguntou Janice
— Ah... Nada... É... Acho que vi uma amiga vou cumprimenta-la, já volto! - Lanne queria ver de perto, ter certeza, pois estava de lado, não se via claramente o rosto. Quando se levantou, viu Lucas voltando do banheiro, olhou pela janela, não podia deixá-lo escapar de suas mãos. Porém, viu Lucas se retorcer e se apoiar no balcão, preocupada o chamou. Quando ele virou o rosto, estava com sangue recordo pela boca e nariz, parecia não conseguir ficar de pé, apoiava-se com dificuldade.
— Lucas! O que houve??? - Lanne gritou, e os demais colegas a olharam confusos.
— Lucas!!! Ajudem-no! - Tentou passar por entre o labirinto de mesas enquanto chamava o nome de Lucas e o via desfalecer, a cada momento ele colocava mas sangue pela boca, se dobrava e tossia cada vez mais sangue. Lanne gritou e correu até la derrubando algumas cadeiras pelo caminho. Lanne sentiu alguém segurar sem ombro
— Lanne! - Lanne se virou impaciente, quando se deparou com o rosto frente ao seu, o pavor tomou conta de si.
— Lucas?! Você... Eu vi...  - Ela se virou novamente para o balcão e não havia ninguém lá, e nenhum sinal de sangue.
— Lanne, venha comigo, sente-se aqui.
— Não... Não vou sentar, eu vi...
— O que exatamente você viu?
Lanne parou por um momento e o olhou, percebeu que o que viu fora outra alucinação, olhou em volta e todas as pessoas ao redor estavam olhando-a.
— Nada! Eu vou embora. - Disse pegando a bolsa na cadeira
— Lanne... Espere, sente um pouco... - Disse Lucas tentando acalma-la
— Sim querida, quer um copo d'água? - Ofereceu Beth
— Não... Não... Não quero nada, só quero ir para casa. - Disse Lanne atordoada, sacodia a cabeça enquanto falava.
— Eu a levo, não vou deixa-la ir embora sozinha neste estado. - Disse Lucas colocando a mão em suas costas
— Não! Eu estou bem! - Ela disse em tom firme - Não preciso de nada Lucas. - Saiu da Pizzaria andando depressa, atravessou a rua sem sequer olhar o sinal, e um carro freou bruscamente, ela não conseguia perceber o quão alterada estava, ou não queria admitir.
Anik a observava de onde estava, e viu sua confusão, percebeu que havia algo estranho em seu comportamento, ficou desconfiado e foi até ela, era notável que Lanne não tinha condições alguma de ir embora sozinha.
Uma mão segurou seu braço com força, Lanne olhou pra trás abruptamente.
— Sentiu saudades? - Anik, disse sorrindo
— Anik? É você mesmo? - Lanne disse ofegante, duvidava de seus olhos, não sabia naquele momento se poderia acreditar no que via.
— E quem mais eu poderia ser? - Anik ficou confuso com a pergunta, teve certeza de que ela não estava bem - Vamos eu a levo para casa.
— Não preciso de ajuda, estou bem... Eu... - Ela tentava disfarçar, mas aquela altura ja havia se torturado o suficiente pelo que viu, não tinha mais certeza se estava bem.
— Não sou aquele garoto lá dentro, eu disse que vou leva-la, não foi um pedido. - Anik a guiou segurando-a pelo braço enquanto algumas pessoas a olhavam
— Isso é um sequestro? - Lanne disse,  Anik aproximou o rosto ao dela
— Fale baixo, esta atraindo atenção demais, você não tem condições de ir embora sozinha. Esta muito alterada.
— Não sou louca Anik, nem criança, sei me cuidar.
— Não disse que está louca... por que pensaria isso? Não importa... Vamos logo! - Anik continuou andando e a segurando, ela parou e puxou o braço, mas Anik não o soltou
— Me solte!
— Não!
— Então é mesmo um SEQUESTRO? - Lanne falou em voz alta
— Se precisar, sim! - Anik falou baixo, segurando-a pelo braço novamente.
Um rapaz que olhava para eles chegou mais perto
— Está tudo bem?
— Não!
— Sim! - Lanne e Anik disseram ao mesmo tempo, Anik riu e segurou Lanne mais junto a si.
— Está sim, é que ela tem transtorno mental - Anik disse as palavras em tom baixo. Lanne ia protestar quando Anik colocou a mão em seu pescoço e apertou com os dois dedos a fazendo apagar. - Olhe, desmaiou... Isso acontece quando ela não toma os remédios.
— Ah sim, que triste!
— Pois é... Vou leva-la para casa.
Anik a levou nos braços até a um carro estacionado um pouco mais adiante, um Palio preto, a colocou no banco de trás e dirigiu até a casa dela. A levou até o quarto, colocou-a na cama e sentou-se numa cadeira a frente dela.
"Que demora, ja devia ter acordado!"
Ficou ali, sentado tentando entender o que acontecera com Lanne, estava esgotada, notava isso pela demora para acordar. Anik percebeu que Lanne se movimentava, seus olhos tremiam, não estava tranquila nem mesmo apagada.
Ele fechou os olhos e quando os abriu, haviam se transformado, tocou a testa de Lanne com dois dedos, e sussurrou umas palavras, um encantamento,      " ditel mitk'y "  um sussurro quase inaudível, seu olhar se focou a diante.
Ele podia ver o que se passava em sua mente. Era como se estivesse no sonho de Lanne, porém não era visto.
Os olhos de Anik, agora brancos, focavam o vazio, nem ao menos piscava, seus olhos agora viam o que se passava exclusivamente na mente de Lanne.





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