WSU's A Frente Unida escrita por Lex Luthor, WSUniverse


Capítulo 1
Prólogo


Notas iniciais do capítulo

A história será atualizada de três em três dias.



 

 

Era um dia ensolarado, mas não era um dia comum. Nos céus, um avião, não era possível ver do solo sem auxílio algum, porém nele estava escrito “Enola Gay”.

Inocente, o garoto observava o avião sair das imediações do campo e ir para a cidade. Puxou sua carroça, nela carregava leite. Leite e peixes.

Pensava ele que assim seria pelo resto de sua vida, pois seu pai, oficial da aeronáutica japonesa, havia participado do ataque “kamizake” à Pearl Harbor.

Uma explosão.

Olhou para trás e de longe podia ver formar-se o grande cogumelo que ia levando tudo pela frente em poucos instantes, a plantação, a carroça, o leite, os peixes, o garoto.

Até que o dia ensolarado tornou-se escuro.

Sirenes alertavam o ataque, mal conseguia ouvi-las com o zumbido de seus ouvidos. A mão trêmula e queimada diante de seus olhos não havia pele, apenas carne.

Correu o máximo que pôde, até que chegou num vilarejo não muito longe dali. Casas incendiadas, uma garota aos prantos.

— Yoko? — perguntou o garoto.

Logo identificou a irmã.

— Liu?! — disse a garota ao correr e abraçá-lo.

— Você está bem, minha irmã? — Apertou-a em seus braços, que as mangas de sua camisa, em fiapos, uniam-se a carne. — Onde está a mama? — insistiu em arrancar alguma palavra.

— Mama — disse Yoko aos prantos. — foi à cidade.

 

 

 

Maracanãnzinho, 2016, Semifinal do Basquete Olímpico Masculino

 

— Fim de segundo quarto! Os EUA vão batendo a Espanha por tranquila diferença de dez pontos — dizia o narrador.

— Esperávamos um jogo mais disputado. — disse o comentarista, dando uma risada. — Mas estamos falando do dream team da NBA.

Na arquibancada, dois animados jovens discutiam sobre o jogo.

— Pena que o Curry não veio. Ele é o maior cestinha de três deles na atualidade. — comentou Jonas.

Estar entre aquelas estrelas um dia era um sonho do garoto, mas talvez não fosse possível. Era um corrompido.

—Você vai ver. — Seus olhos brilhavam — Um dia, vou ser eu quem vai brilhar entre essas estrelas! — disse Jonas esperançoso.

— Ih! Não sei não! — disse Rafael, seu amigo. — Acho que seu time agora é outro Aracnídeo!

O amigo de Rafael era nada mais nada menos do que o Aracnídeo. Membro da recém-formada equipe de heróis que salvara São Paulo de um ataque alienígena: A Frente Unida.

— O que diabos é aquilo?! — indagou Jonas apontando para a quadra.

A multidão que lotava o Maracanãzinho começa a ficar bastante agitada. O time americano, que até então estava dando um show, começava a deixar a quadro no meio do jogo. 

— É, amigos! A seleção americana pode ser punida seriamente por isso — disse o narrador.

Ver a seleção americana de basquete é o sonho de vida de muitas pessoas, vê-la deixar uma partida poderia ser o pior pesadelo. Algo espantoso, que poderia até mesmo causar o banimento da equipe inteira ao esporte.

 

 

 

Cidade do Corsário

 

Marcos observava, num imenso telão, o conteúdo de um HD externo no porão de sua casa. Sua esposa e filha haviam saído e era o momento propício para continuar o projeto.

Com dois cliques sobre um arquivo, surgia na tela um desenho industrial com o título: Capacitor de Fluxo de Ondas Gravitacionais.

Tirou o lençol que cobria um cubo de chumbo de meio metro cúbico. Colocou no rosto óculos que protegiam os seus olhos das fagulhas que viriam de um maçarico em seu punho, acionou-o no estranho objeto cúbico.

Hora olhava para o objeto, hora para o projeto na tela. A televisão ligada servia como som de fundo, que Marcos mal escutava. Até que um felino de pelo alvo como a neve pareceu no local.

— Você tinha mesmo que comprar um cachorro, não é? — perguntou o Gato.

Marcos desligou o maçarico, levantou os óculos e olhou para seu amigo felino. O Gato tinha sempre a mesmíssima cara, estivesse feliz, triste ou com raiva. Era sempre aquele olhar de superioridade. 

— Não foi uma escolha minha, otário — respondeu Marcos impaciente.

Do nada, surge uma cabeça decapitada, que sempre assombrara Marcos, desde que se tornou o Temerário.

— Mas foi uma permissão — disse Fagundes, a Cabeça demoníaca.

Um enorme filhote de dog alemão preto, desajeitado entra no porão tropeçando na escada. Já era de se esperar uma queda, mas não que derrubasse uma pilha de caixas em seguida.

— Olha só pra ele — disse o gato. —, é um completo idiota!

Impaciente, Marcos foi em direção ao cão.

— Tosh, já pra cima. — disse enquanto pegava o cachorro pela coleira. Como o cão não respondia aos seus comandos, decidiu arrastá-lo até a parte de cima da casa. — Porra, você é um cachorro, ou uma besta fera que engoliu um cachorro?

— O que é um cachorro? — perguntou o agitado Tosh.

A dúvida do amigo canino fez o Gato e a Cabeça caírem na risada.

— É um ser mitológico que pode abrir asas gigantescas e voar. — respondeu o Gato aos risos. — Você é um deles, campeão! — disse, com um entusiasmo irônico. — Quando estivermos lá na cobertura eu posso te ajudar a mostrar os seus poderes. 

Marcos pegou o pequeno frasco branco e cilíndrico em seu bolso direito, tirou uma pílula e foi até a cozinha pegar um copo d’água.

— Quer saber? — pôs uma pílula entre os lábios. — Chega de vocês por hoje — disse antes de tomar um gole d’água.

Voltou para o porão. Deparou-se com algo inusitado na televisão. Parecia um filme, no entanto era real. Dois homens armados com máscaras pretas no rosto e armas de brusco calibre apontando para suas vítimas, uma mulher e uma criança, que tinham sacos na cabeça.

O homem da direita tira o saco da cabeça da mulher e lhe entregou o papel. Lágrimas eram visíveis no rosto da primeira dama americana, que começou a ler em voz alta (em inglês) o conteúdo do papel.

 

 

Esta é uma mensagem aos porcos estadunidenses. Vocês que duvidam da extensão do poder do Islã, não o façam. Do desgraçado que preside esta pátria de hipócrita, exigimos o desarmamento nuclear dos EUA em 24 horas.

Caso nossas reivindicações não sejam atendidas começaremos pelo seu filho, depois a primeira dama. E se acharem que não podemos tirar mais nada, tem uma cidade cheia de mais hipócritas de vocês aqui.

Se nossas reivindicações forem atendidas, nos desfaremos do núcleo atômico que instalamos em um ponto ‘x’ da cidade.

Ao governo brasileiro, exigimos o bloqueio de qualquer entrada ou saída da cidade. Ela nos pertence agora. E nos pertencerá até uma resposta positiva do presidente estadunidense, Michael Jhonston”.

 

 

A filmagem deu corte brusco para uma tela verde com letras árabes brancas.

Marcos fotografou a tela em seu celular, em seguida transferiu-a para seu computador, que capturando a tela traduziu as letras brancas:

 

 

Grupo Islã Brasil/América do Sul.

 

 

Marcos estava indignado. Mil pensamentos passavam pela sua cabeça naquela hora. O tráfico de urânio no Brasil, combatido anteriormente pelo que viria a ser a Frente Unida, e agora uma Terceira Guerra Mundial, tudo se misturava em sua falha cabeça. Pensou se fosse a sua família na ocasião. Inspirou, passou a mão direita em seu rosto e, por fim, suspirou. Soltou três palavras decididamente:

— Precisamos evitar isso.

 

 

 





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