We Go Back And We Go Foward escrita por Mila Marconi


Capítulo 2
Capítulo 2




            Rosalie lia um livro de Sherlock Holmes na sua cafeteria de costume quando o viu pela primeira vez. Ele estava vestindo uma roupa simples, tinha os cabelos meio molhados pela chuva fraca que caía e um lindo sorriso no rosto.

            - Com licença, senhorita. – disse ele. – Será que eu poderia me sentar aqui? O resto do café está cheio.

            Rosalie olhou em volta e depois voltou a olhar para o homem a sua frente.

            - Claro. Fique a vontade.

            Rosalie voltou a concentrar sua atenção no livro.

            O homem a sua frente era Henry McConnery, um excelente advogado inglês que havia recebido uma fortuna como herança do pai, Charles McConnery. Apesar do dinheiro e do pouco de fama, ele era um homem simples e de bom coração, não gostava de esbanjar dinheiro.

            Henry deu um pigarro para chamar a atenção de Rosalie, ela o olhou e ele disse:

            - Desculpe, mas, que livro é esse?

            E assim começou o primeiro diálogo entre Rosalie e Henry. Após o término do assunto sobre o livro eles começaram a falar sobre a vida de cada um, a família, o emprego. Claro que metade das coisas que Rosalie falava não era verdade, mas seu passado teria de permanecer desconhecido. Henry percebeu que estava atrasado para o trabalho e pôs fim a conversa. Só então eles perceberam algo. Henry riu e disse:

            - Como sou tolo. Esqueci de me apresentar. Sou Henry McConnery.

            Rosalie também riu concordando.

            - Rosalie Stoller.

            - Foi um prazer te conhecer, Rosalie. Nós poderíamos nos encontrar outro dia. O que acha?

            - Seria perfeito.

—--*---*---

                Os olhos de Emmett se entristeceram de repente. Ele olhou para Rosalie bela e imponente na foto do jornal, ele passou os dedos pelo contorno de seu rosto enquanto apreciava seu sorriso. Ela estava feliz, enquanto ele sentia estar morrendo a cada dia. Olhou para o homem ao seu lado, que estava sorrindo e olhando carinhosamente e com adoração para Rosalie, e sentiu uma profunda inveja dele.

            Bella cutucou Edward e, ainda com um pouco de esforço, retirou o escudo, deixando que Edward escutasse seus pensamentos.

            “O que aconteceu com Emmett?”

            Edward a olhou nos olhos e respondeu:

            - Ela se casou.

            Bella arregalou os olhos.

            “Rosalie? Rosalie se casou?”

            Edward apenas assentiu.

—--*---*---

            Voltar a ser humana havia sido uma experiência incrível, principalmente por aquela sensação gostosa no peito de que agora sim ela poderia realizar o seu maior sonho.

            Rosalie havia imaginado por décadas como seria ser mãe, pensou que sabia mais ou menos qual era a sensação enquanto tinha Renesmee nos braços, mas nada se comparava ao amor infinito que ela sentia pelo pequeno embrulho azul que ela tinha nos braços.

            Seu nome era Cameron McConnery, um menino rosado e grande de exatamente três dias de vida.

            Não havia sido um parto fácil, na verdade, foi difícil, doloroso e longo, que fez Rosalie pensar seriamente em não ter mais filhos. Entretanto, quando ele finalmente veio ao mundo, quase quatro quilos e chorando a plenos pulmões, forte como um touro e, principalmente, saudável e perfeito, Rosalie entendeu que ela tinha vivido pela metade até agora.

            Henry não cabia em si de tanta felicidade e orgulho, tirou umas trezentas fotos em três dias e não se cansava de mostra-lo as pessoas que iam visitá-lo, sempre chamando-o de meu garotão.

            Rosalie sorriu para o bebê, passando os dedos por seus cabelinhos loiros ralos e suas bochechas rosadas. Ele abriu seus olhos cinza por alguns segundos, mal conseguindo fixá-los na mãe, sua boca abriu-se em um O e Cameron McConnery voltou a dormir.

            O braço de Henry a sua volta apertaram-se quando ele se inclinou em direção ao bebê. Os dois estavam sentados em sua enorme cama de casal, contemplando seu primogênito como se não existisse coisa mais interessante no mundo inteiro. Ele plantou um beijo em seus cabelos loiros.

            Rosalie teria três daqueles, no mínimo.

—--*---*---

            Rosalie estava de olhos fechados sentindo o vento contra o seu rosto. Era um dia cinzento e frio em Londres, ela estava sentando em um banco na Praça do Parlamento. Uma adolescente de uns 17 anos de cabelos cor de cobre e olhos chocolates se aproximou dela.

            - Tia Rose? – A adolescente perguntou meio receosa.

            Rosalie abriu os olhos e fitou a adolescente. E, como ela prometera anos antes, se lembrou da menina. Reconheceu a pele sobrenaturalmente branca, os cabelos cor de cobre e principalmente os olhos de chocolate ao leite. Rosalie sorriu.

            - Renesmee.

            Nessie sorriu de volta e abraçou a tia que há tanto tempo não via.

            - Achei que não estava me reconhecendo, tia Rose.

            - Eu não prometi nunca te esquecer? Há quanto tempo está com essa idade?

            - Uns dez anos.

            - Puxa.

            Renesmee deu uns pulinhos que fez Rosalie se lembrar de Alice.

            - Eles já estão vindo. Chamei o meu pai.

            - Nessie...

            Rosalie se calou quando viu os seres extremamente brancos vindo em sua direção. Estavam todos ali, inclusive Emmett. Alice correu em uma velocidade um pouco alta para humanos e abraçou Rosalie, quase jogando-a para trás. Antes de soltar Rosalie, Alice cheirou seu cabelo e disse:

            - Puxa vida, Rose, seu cheiro é bom.

            Rosalie riu.

            - Obrigada, Allie.

            Rosalie cumprimentou a todos com carinho e saudade, até Jacob, que ela não havia notado antes. Emmett tentava se manter frio, mas acabou prendo-a em seu abraço por mais tempo que os outros. Rosalie havia sentido falta dele, entretanto não trocaram muitas palavras.

            Henry chegou um pouco depois e se pôs ao lado de sua esposa como um cão de guarda. Rosalie tomou seu braço e, sorrindo, apresentou-o aos Cullen.

            - Esse é o meu marido, Henry McConnery.

            Poderia parecer egoísmo, mas o coração parado de Emmett se dilacerava toda vez que Rosalie sorria para Henry, tocava o seu braço, quando Henry passou o braço pela sua cintura e quando beijou seus cabelos. Ele sentia raiva por ela estar feliz enquanto ele parecia um zumbi durante esses anos longe dela, sentia inveja por que ele queria estar no lugar de Henry, e, de repente, se sentiu um lixo. Por que ela quis ficar com ele? O que Henry McConnery poderia oferecer de melhor para Rosalie que ele não? A resposta era óbvia para ele: filhos.

            - Rose fala muito de vocês. – Dizia Henry. – Por que não vão almoçar conosco nesse sábado? Assim podem conhecer nossos filhos.

            Renesmee se animou.

            - Vocês têm filhos?

            Henry assentiu.

            - Dois meninos e uma menina.

            - Henry, é melhor...

            Rosalie tentou argumentar por saber do segredo dos Cullen.

            - Sábado é ótimo. –Respondeu Carlisle. – Estaremos lá.

            Ele olhou para Rosalie e sorriu, ela o imitou.





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