I Miss The Misery escrita por Ladylake


Capítulo 78
2ª Temporada- Missão Impossível


Notas iniciais do capítulo

Oie meus lindos e lindas! Cá estou eu com mais um capitulo de I Miss The Misery então espero que gostem!

Boa Leitura



 

"Nós nunca sabemos o quão fortes somos, até que ser forte seja a única escolha"

Castiel Miller

 

 

P.O.V. Angel On

 

16:29 marca a tela do meu celular. Sento-me numa cadeira de esplanada e espero que o empregado venha atender-me. Pouso a minha mala em cima da mesa e cruzo as pernas esperando. Ele não deve de demorar. Peço um Ginger Ale enquanto espero e o empregado não demora para mo vir trazer.

Coloco o líquido no copo e oiço-o efervescer quando entra em contacto com o gelo e limão. A uns 20 metros de mim, vejo uma figura familiar. Ele senta-se á minha frente, puxando a cadeira e retira os óculos de sol, pregando os mesmo na t-shirt preta. Eu puxo igualmente os meus óculos para cima, fazendo de bandelete.

—Fizeram boa viagem? -pergunto. Castiel assente.

—Fizemos, o voo foi rápido -responde olhando em volta.

—Estás a ver aquela estrada ali? -aponto com a cabeça e ele segue com o olhar_ É onde começa o bairro. Eu consigo entrar e sair sem grande alarido -bebo um golo_ A ambulância é chamada ali todos os dias. Não será difícil.

—Onde é que eu entro nisso tudo? -pergunta sério.

—Espera um pouco, eu preciso que me contes tudo o que sabes -devolvo_ Sabes de alguém que lhe queira fazer mal?

—Eu sei de muita gente que gostava de a ver mal, mas só há uma pessoa que é capaz de ir tão além -ele rebate_ Dylan Black.

Eu franzo a sobrancelha sem entender bem o que ele acabou de me dizer. Faço uma careta de desconfiada.

—Nós estamos a falar da mesma pessoa? -pergunto e ele assente_ Isso não pode ser verdade. Eu sei que eles são ex-namorados, mas eles terminaram bem.

—Foi isso que ela te disse?  -rebate_ porque não foi essa a sensação de que eu fiquei quando ele a raptou da outra vez.

Eu fico perplexa.

—C-Como assim?! -falo um pouco mais baixo_ Ela já foi raptada uma vez por ele?

Castiel assente, visivelmente irritado. Eu estou chocada e zangada comigo mesma por não saber este tipo de coisas. Eu sinto que me afastei da minha prima desde que vim para Espanha.

—Eu… ahm… -pego na minha mala desorientada. Esta informação realmente chocou-me_ Eu ontem á noite estive a pesquisar e encontrei um sitio onde eu penso que ela possa estar.

Entrego-lhe uma pequena pasta com alguma informação e fotografias. Ele abre a folhei-a.

—Essa casa está abandonada. Há anos que ninguém lá vive e acho que não é preciso explicar porquê.

—Tá, qual é o plano?

Eu sorrio.

 

P.O.V. Ladylake On

 

Aconchego-me na cama e gemo logo de seguida. Eu sinto que facas me espetam a barriga constantemente. Eu sinto-me tão fraca. Eu mal tenho forças para manter os olhos abertos. Ainda não comi nada de jeito e água por aqui está mais raro do que as notas de 500€.

Oiço a porta abrir e olho em frente. Eu não podia fazer um olhar mais nojento e desprezador do que acabei de fazer para a pessoa á minha frente.

—Hey… eu trouxe-te almoço… -anuncia num tom meigo. Derek olha-me com pena.

Ele aproxima-se para me estender o prato junto com um copo de sumo. Eu levanto-me e num movimento rápido, a minha mão sai disparada em direção á cara dele. Vejo o prato com massa á bolonhesa e o copo de sumo de laranja caírem diretamente no chão, entornando tudo.

Um silêncio paira. Eu estou tão fraca que tive que me segurar na cama se não caía de joelhos no chão sem forças.

—Esta foi merecida…- ele sussurra, com a cabeça para baixo. Ele não tem coragem de me olhar nos olhos.

—Sai-me da frente antes que eu te estrangule com as poucas forças que me restam -olho-o ameaçadora. Eu devo de meter um medo agora… - eu já dei uma facada a um de vocês na perna, eu não tenho medo de voltar a repetir a mesma dose em ti.

Derek olha-me assustado, e acaba por assentir. Ele pega no prato virado para baixo e no copo vazio e respira fundo.

—Posso-te ir bus… -ele começa, mas eu corto-o imediatamente.

—Prefiro morrer aqui -aproximo-me até onde as correntes me deixam_ eu prefiro morrer… do que meter á boca qualquer coisa vinda de ti.

Não consigo deixar de reparar no seu olhar triste. Ele suspira e caminha até á porta com a cabeça baixa, saindo por entre a mesma, fechando a porta logo de seguida.

Eu inspiro e expiro fundo, mas as minhas costelas ardem por dentro. Eu sinto que fraturei qualquer coisa depois do pontapé de Dylan acertar diretamente em mim, depois de Derek ter terminado comigo.

Viro os meus calcanhares, decidida a voltar para a cama, mas uma tontura impede-me que me mova. A minha visão fica turva e embaciada, e eu acabo por cair redondamente no chão.

 

P.O.V. Angel On

 

Agacho-me assim que vejo gente a sair da casa. Eu tinha razão. Vejo um carro aproximar-se e de dentro dele sai uma cara familiar. É Dylan, e espera encostado no carro pelo rapaz que saiu da velha vivenda. Eles os dois entram e arrancam. É a minha oportunidade!

Corro em direção á vivenda o mais rápido que posso e passo por cima da vedação. Pela porta da frente é inútil, então tento achar outra maneira de entrar. As janelas estão cobertas por tábuas de madeira, mas algumas, com um bocado de esforço, são fáceis de arrancar. Retiro duas tábuas de uma das janelas e dou impulso para subir. Dou de cara com a sala. A casa está silenciosa, não parece estar ninguém, mas mesmo assim eu não vou arriscar dar de caras com alguém.

Subo as escadas bem devagar, degrau a degrau sem tentar fazer grande barulho, mas as tábuas de madeira estalam por baixo dos meus pés. Chego ao 2º piso e dou de caras com 4 divisões. Avanço devagar e vou espreitando dentro dos quartos. 2 deles não têm porta então não perco muito tempo analisando-os.

Dou de caras com a última porta e rodo a maçaneta. Está aberta. Espreito lá para dentro e vejo um corpo deitado no chão sem se mexer. Demoro 2 segundos a assimilar que é a minha prima estendida no chão.

—LAKE! -grito e corro até ela_ Lake! Lake acorda!

Coloco dois dos meus dedos encostados ao seu pescoço. Está viva. Dou-lhe leves chapadas no rosto para tentar reanima-la, mas não funciona.

—Lake eu preciso que acordes! -choro_ acorda… por favor!!

Reparo que existem correntes a prender-lhes as pernas. Retiro o gancho do meu cabelo e dobro-o para que forme algo que faça abrir os cadeados. As minhas mãos estão a tremer.

Assim que abro os cadeados, tento livrar-me deles o mais depressa que posso. Eu não faço ideia de quando eles vão voltar por isso eu tenho que me despachar.

Oiço um leve gemido e olho imediatamente na minha prima. Ela está a acordar!

—Lake? -chamo por ela. Ela abre os olhos lentamente_ Lake estás-me a ouvir?

Ela apenas responde com outro gemido.

—Lake eu preciso que faças um esforço para te pores em pé -imploro, mas ela não reage_ vá lá miúda! Levanta-te por favor! Eu preciso que te levantes!

Pego no seu corpo morto e passo o seu braço por cima de mim. Preparo-me para carrega-la quando a oiço sussurrar:

—Angel?

—Eu estou aqui prima -sorrio para ela_ O Castiel está aqui também, junto com a Rosalya. Estão todos á tua espera linda…

Eu não faço ideia se ela entendeu o que eu disse, mas por milagre, ela começa a querer caminhar.

—Isso, rápido… nós temos que sair daqui.

Descer as escadas foi o mais complicado. O meu coração parecia que me queria saltar pela boca. Se alguém entrasse dentro de casa daria logo de caras connosco.

—E-spera… espera -ela geme. Eu paro_ H-Há um-ma porta n-na cozinha… que dá p-para o e-exterior.

Dou meia volta e caminho em direção á cozinha. Ela tinha razão, há mesmo uma porta na cozinha que dá acesso ao exterior. Carrego-a o mais rápido possível para fora dali e, quando encontro um beco seguro, deixo-a descansar um pouco. Aproveito e pego no meu celular. Digito o número de Castiel e encosto no ouvido. Vá lá atende…

 

—Angel? Encontraste-a? —pergunta o ruivo do outro lado da linha.

—Sim eu encontrei-a, ela está comigo. Onde é que estás? Nós estamos á saída do bairro! —digo num tom audível.

—Fiquei preso no trânsito, os carros não se movem por nada! —ela diz irritado.

—Castiel eu tenho que a tirar daqui! A qualquer momento alguém pode aparecer! Eu…

 

Sou cortada assim que sinto o meu celular ser retirado das minhas mãos. Giro lentamente a cabeça e dou de caras com Dylan com o meu celular encostado no seu ouvido e com uma arma apontada a mim. Engulo em seco.

 

P.O.V. Castiel On

 

—Angel? Angel! —chamo por ela.

—Hey men —oiço uma voz masculina do outro lado_ Eu nunca tive oportunidade de falar contigo diretamente, eu até que estou contente.

—Seu… —controlo-me— Se tu lhes tocas num único cabelo que seja…

—Tu o quê?! —ele berra— Eu não sei se já reparaste mas eu tenho a faca e o queijo na mão… Se tu entras neste bairro… estás morto. Assim como elas.

 

Ele desliga a chamada logo de seguida, não dando nem tempo para que eu diga alguma coisa. Eu não penso duas vezes e saio do carro correndo, deixando o mesmo no meio do trânsito. Por favor Angel, protege-a…

 

P.O. Ladylake On

Eu tento o máximo possível manter os olhos abertos. Eu não tenho forças suficientes para me levantar. Angel, com os olhos arregalados de medo, fita Dylan que mantém a arma apontada a ela. As dores intensificam-se e eu dou um grito de dor. É como se facas me estivessem a cortar a sangue frio. Angel e Dylan encaram-me.

—Ela precisa de ir ao hospital, agora! -oiço a minha prima gritar_ ela vai morrer se continuar aqui! Estás a matá-la idiota!

—Eu é que sei o que é melhor para ela -ele responde_ pega nela, vocês vêm comigo.

—Eu não vou contigo a lado nenhum! Muito menos ela! -Angel rebate_ tu és doente…

Abro os olhos e vejo o rosto de Dylan mudar. Ele prepara-se para ir para cima dela, mas eu decido intervir.

—P-Para… Dylan -eu tento me por de pé_ eu vou contigo para onde tu quiseres…, mas deixa-a em paz.

Angel segura-me, e eu tento agarrar-me á minha prima o máximo que consigo.

—Lake nós não… -eu interrompo-a.

—Faz o que ele mandar… por favor… -sussurro.

Dylan obriga-nos a entrar dentro do carro, estacionado a não muitos metros dali. Eu dou-lhe a indicação para irmos para um parque de estacionamento e ele obedece sem explicações. Angel olha-me com um ponto de interrogação na testa.

—Sai -ordena Dylan para Angel assim que chegamos. Ela faz uma careta_ vai-te embora e nunca mais te atrevas a entrar no bairro.

Angel abre a porta do carro e eu faço o mesmo.

—Onde é que pensas que vais? -pergunta o moreno de olhos verdes.

—Deixa-me despedir da minha prima… -imploro com os olhos marejados de lágrimas.

Dylan acompanha-me, e sai do carro comigo debaixo de olho. Ele dá-nos um pouco de espaço e eu abraço-a.

—O que diabos é que estás a fazer…? -pergunta ela chorando_ ele vai-te matar…

—Eu estou a tentar ganhar tempo…

Desfaço o abraço e olho por cima do ombro dela. Vejo o ruivo ao longe, aproximando-se de nós. O meu olhar ilumina-se instantaneamente.

—Castiel… -sussurro.

Começo a caminhar para junto dele, mas alguém me puxa para trás. Sinto o canudo de uma arma encostar de lado na minha cabeça.

—Eu devia de ter calculado… -Dylan quase que me estrangula com o sei braço á minha volta.

—Deixa-a! -grita Angel.

—Não tens por onde fugir -começa Castiel_ daqui a nada a polícia estará aqui. Entrega-te!

—Eu não tenho nada a perder! -ele grita, pressionando ainda mais o canudo na minha pele. Eu gemo um pouco_ eu já estou farto de ti… diz adeus!

Oiço um tiro e solto um grito de susto, pânico e medo. Levo as minhas mãos á cara e escondo as lágrimas de desespero que caem descontroladamente. Ganho coragem para abrir os olhos e fito Castiel e Angel parados á minha frente, de pé, com os rostos pálidos.

Dylan tomba no chão, mesmo ao meu lado. De onde é que veio o tiro? Vejo os olhos deles direcionados para algo atrás de mim e sigo-os, dando de caras com Derek ainda com o braço em posição de atirar.

As sirenes da polícia e da ambulância aproximam-se rapidamente de nós, cercando-nos em segundos. Eu não consigo me mexer ou balbuciar alguma palavra. Estou em completo choque. Castiel avança na minha direção e eu faço o mesmo, mas o corpo quebra a rotura. O meu corpo simplesmente sucumbe á fraqueza e ao turbilhão de emoções dos últimos dias. A última coisa que oiço é Castiel chamar pelo meu nome….

 

 

(…no dia seguinte…)

 

Abro os meus olhos com dificuldade e franzo a testa assim que uma luz forte branca penetra dentro dos mesmos. Consigo ouvir vozes difusas juntamente com um som de aparelho de hospital. Tento me mexer e reparo que tenho fios ligados ao meu braço direito. Eu não me lembro de nada. A última memória que tenho gravada na minha mente é de Dylan estendido no chão ao meu lado e da polícia á nossa volta.

Vejo alguém se aproximar, mas a minha visão está tão distorcida que não consigo determinar quem é.

—Lake? -pergunta a sombra á minha frente_ Lake estás a ouvir-me?

Eu mexo os braços e remexo-me na cama para passar a mensagem de que sim. Depois de os meus olhos lutarem contra a luz, apercebo-me de que é Angel.

—O-Onde… -tento falar_ C-Castiel…

—Ele está lá fora com a Rosalya -diz_ eu vou chamá-los okay?

Ela sai do pequeno quarto de hospital depois de depositar um pequeno beijo na minha testa. Sento-me na cama e retiro a máscara de gás que me cobre a boca, mas uma pontada forte atinge-me a barriga. Quando ia para levantar a bata que veste o meu corpo nu, a porta abre-se.

Vejo Angel com a sua bata de enfermeira vestida entrar junto com Castiel e Rosalya acompanhados por um médico também. Os meus olhos começam-se a encher de lágrimas e começo a soluçar assim que os olhos âmbar de Rosalya fitam os meus.

—Rosalya...? -choro. Ela assente.

A platinada corre em direção a mim e abraça-me como nunca me abraçou antes. Envolvo os meus braços para recebe-la e desabamos as duas nos braços uma da outra.

—Eu pensei que nunca mais vos iria ver -choro descontroladamente.

—Eu estou aqui minha linda… -ela funga apertando mais o abraço.

—Cuidado… ela ainda está bastante fraca -diz Angel. Rosalya desfaz o abraço.

Olho para trás de Rosalya, onde se encontra Castiel com os olhos marejados de lágrimas. Dou um sorriso leve e ele aproxima-se apressadamente.

Os seus lábios doces e macios pressionam os meus num beijo tão demorado que eu senti que se passaram horas. Ele quebra o beijo, mas antes de se afastar, deposita um leve selinho na minha bochecha e senta-se no fim da cama.

—Como está o bebé?! -agito-me na cama. Angel logo pede calma.

—O bebé está bem, milagrosamente, ele está bem… pelo menos por agora… -Angel pega a minha mão gentilmente.

—O que vocês querem dizer com isso? -eu olho para o ruivo no fim da cama_ Castiel…?

(...) Lágrimas não doem. O que dói é o motivo que as faz cair (...)



Notas finais do capítulo

Como assim por agora? O que vem daí?

Encontramos-nos no próximo capitulo ♥ Não se esqueçam de comentar!



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