Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 35
35. Prós e Contras


Notas iniciais do capítulo

HORA DA DECISÃO!
Vai ser #TeamDanAlly ou #TeamBally? HAHAHAHA.




CAPÍTULO 35

 

E todas as minhas paredes são altas e pintadas de azul.
Mas eu vou derrubá-las e abrir a porta para você.

Taylor Swift ft. Ed Sheeran - Everything Has Change

 

PRÓS E CONTRAS DE BENJAMIN O’NEIL

   Talvez a pior parte de Benjamin seja o fato de ele ter uma namorada. Ele também sempre foi do tipo “inacessível”, aquele cara maravilhoso que todas querem, mas nenhuma pode ter (porém, nesse caso, uma o tem). Sempre foi bonito demais, talentoso demais. Bom demais. Ao menos para mim.

   Eu estava na St. Lucia School havia um mês quando vi Benjamin pela primeira vez. Eu estava no corredor dos armários, brigando com a fechadura que não deixava a chave entrar. Benjamin passou por mim com mais dois amigos ao lado, rindo de alguma coisa qualquer. Eu lembro que minha mão paralisou e eu esqueci do por que estava tentando abrir o bendito armário. Fiquei olhando-o por um bom tempo... Até que o sinal soou.

   A partir dali, ele se tornou o planeta ao redor do qual minha lua orbitava. Não que eu o perseguisse ou coisa do tipo, mas a todo momento, onde quer que estivéssemos, eu o procurava. É estranho pensar nisso agora, considerando tudo o que aconteceu. Mas eu estive apaixonada por ele durante tanto tempo que mal lembro como era a minha vida antes de ele aparecer.

   Isso não é bom.

   Mas apesar disso, nos últimos tempos eu descobri um lado dele que era desconhecido. Talvez seus amigos soubessem desse lado. Mia definitivamente sabia. Mas eu não tinha ideia. Benjamin é doce em muitos momentos; e engraçado. Faz piada de tudo e gosta de falar sobre coisas aleatórias e incomuns. Quando ele me via distraída ou pensando demais em coisas que não devia, ele sempre me cutucava e me mostrava algo para capturar a minha atenção. Benjamin era um bom amigo. E a constatação disso me fez enxergar muita, muita coisa. E entender o que tem acontecido dentro de mim, também.

   Talvez Benjamin seja apenas isso. O amor da adolescência que me fez chorar e ficar ansiosa para vê-lo por míseros 2 minutos. Que me fez sentir tristeza e alegria na mesma intensidade. Talvez a graça de tudo fosse justamente o fato de ele parecer distante de tudo que eu imaginava. Eu não planejava separá-lo de Mia ou me tornar o amor de sua vida. Não desejava que ele fosse meu para todo o sempre e todas essas coisas. Ter seu olhar sobre mim já me deixava feliz. Eu ficava satisfeita em apenas admirá-lo e ir para minha casa no fim do dia pensando no quanto ele ficava bem no uniforme do time.

   Benjamin foi um bom amor. Não foi o amor da minha vida, mas me fez feliz da forma dele, mesmo sem saber.

   Então, eu acho que...

 

   PRÓS:

— É lindo;

— É engraçado;

— É talentoso;

— Tem muito carinho pela família e amigos;

— Aparentemente, sente algo indefinido por mim;

— É um bom amigo;

 

   CONTRAS:

— Tem namorada;

— Parece bom demais para ser verdade;

— Apesar de dizer que sente algo por mim, eu sei que ele ama a Mia;

— Não gosto da ideia de ser um paliativo para término de namoro;

— Também não quero ser a “substituta” ou algo do tipo;

— Apesar de esperar por sua atenção há muito tempo, não sei bem como lidar com ela e para ser sincera agora eu acho muito esquisito;

— Ele beija bem, mas beija sem graça. Eu realmente esperava sentir mais;

... É um bom amigo. E agora eu sei o que isso significa.

 

PRÓS E CONTRAS DE DANIEL SULLIVAN

   Daniel caiu do céu no momento mais aleatório possível.

   Eu gosto de acreditar no destino. Eu realmente gosto de pensar que tudo o que acontece está predestinado a acontecer, de uma forma ou de outra. E que se algo acontece conosco, por mais doloroso que seja, definitivamente acontece porque os céus sabem que somos capazes de suportar. Eu leio meu horóscopo todos os dias, eu fiz meu Mapa Astral, eu recebo e-mails diários sobre dicas do que fazer no dia.

   “Bom dia, Ally, o dia de hoje está propício para passar bons momentos com os amigos.”

   “Bom dia, Ally, o dia de hoje será propício caso tenha algo pendente para resolver.”

   Talvez seja vago acreditar nesse tipo de coisa – Deus sabe o quanto Eve já tirou sarro de mim por levar tudo isso tão a sério – mas eu acredito profundamente. Talvez não tanto nos e-mails diários, mas sim na teoria de que tudo o que tem que acontecer, acontecerá. E que nada é por acaso. Talvez seja culpa do Cosmos. Acredito que sim. Por qual outro motivo o Universo existiria, senão para fazer todas as coisas acontecerem de alguma forma?

   Mas nada me preparou para Daniel Sullivan. Nada me avisou do impacto que ele causaria na minha vida. Quando eu acordei naquela manhã, planejando dar uma olhada no treino dos Lions, eu não imaginei que Daniel colidiria comigo ali. Vamos lá, pense comigo:

   Eu e Daniel nunca havíamos nos falado. Eu lembro que vê-lo poucas vezes em todos aqueles anos e sempre muito rápido. Eu não sabia o seu nome, não sabia que ele fazia parte do time e nunca nessa vida eu imaginaria que ele e Benjamin eram primos. Absolutamente nada nos ligava, não tínhamos nada em comum. Éramos totais estranhos um para o outro. Então, me diga: qual era a probabilidade de acabarmos juntos?

   Durante um momento desesperador ele passou atrás de Yui e Jane, e eu o vi. E sem pensar direito no que fazia, eu simplesmente o usei como modelo de namorado fictício. Ele apareceu. Poderia ser qualquer pessoa, qualquer um. Mas foi ele.

   E logo ele virou minha vida de cabeça para baixo e mudou tudo. Poderia ser Benjamin, em um futuro distante (ou apenas na minha cabeça mesmo). Poderia ser o James, meu parceiro de Biologia. Poderia ser o Jacob, o menino que sempre ficava sorrindo para mim na fila do refeitório. Ou até mesmo o Harry, o filho da minha vizinha que toda vez que esbarrava em mim no elevador gaguejava. Mas logo Daniel, com quem eu não tinha absolutamente nenhum contato, foi quem entrou na minha vida e a transformou no que é agora. Me transformou no que eu sou agora.

   Como eu disse, eu gosto de acreditar em destino. Gosto que acreditar que todas as coisas acontecem por um motivo e que todas as pessoas entram em nossa vida com algum propósito que nem elas mesmas sabem qual é. Mas pensar nisso, agora, é doloroso. Porque se as coisas são do jeito que tem que ser, isso me leva a pensar que existe uma chance de 50% que tudo dê certo no final. E outros 50% de que nada vai dar certo.

   Seja qual for a porcentagem correta, eu chego à conclusão de que...

 

   PRÓS:

— Me ajudou sem nem ao menos me conhecer;

— Guardou meu segredo;

— Virou um grande amigo rapidamente;

— Cuidou de mim sem pedir nada em troca;

— Me proporcionou momentos incríveis;

— Me fez sentir especial e bonita. Realmente bonita;

— Me acompanhou até a casa do meu pai, encarou tudo por mim, me apoiou;

— O que eu sinto quando estou com ele... É absurdamente bom e eu queria nunca perder isso;

 

   CONTRAS:

— Me chateou muito quando não me ouvia e insistia em ver Louise;

— Parece que estamos sempre correndo em círculos e nunca chegamos a lugar algum;

— Me deixa louca e confusa;

— Me faz sentir todo tipo de sentimento conflituoso;

— Me faz sentir uma falta absurda de sua presença;

— ... Eu o amo.

 

   Fiquei olhando para a folha em meu colo, com a caneta suspensa no ar. Respirei fundo, enquanto meus olhos passavam por todas as palavras escritas e paravam na última linha. Umedeci os lábios, sentindo-os repentinamente secos demais. Levantei meu olhar e vi Jerry ainda deitado sob os meus pés. Ele ressonava tranquilo e o vento batia na copa das árvores, fazendo um barulho de folhas bem relaxante. Mas eu podia ouvir meu coração bater descompassado dentro do peito.

   Larguei a caneta e o caderno ao meu lado e fechei os olhos, jogando minha cabeça para trás no encosto do banco.

   Eu tinha que voltar para casa.



Notas finais do capítulo

Será que vocês já sabem qual é a escolha? O que será que vai acontecer? Me mandem suas apostas!!! hahahahah.
Logo trarei o próximo, gente! Falta só mais dois capítulos para acabar essa temporada... ♥
Bjbjbjbjbbj



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