Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 30
30. Proveitosa e magnífica


Notas iniciais do capítulo

Me desculpem pela demorinha, gente. Eu pretendia postar esse capítulo bem rapidão, porque estava doida pra que lessem logo, mas meu gatinho Gregório (quem me tem adicionada no facebook provavelmente o "conhece") ficou doente, está internado. Ele está com otite (uma infecção fdp no ouvido) e avançou demais, ele começou a ter labirintite, mal ficava de pé, enfim... Eu choro noite e dia, tô mal. Por isso a demora. Mas vim aqui postar logo, antes que os dias passassem mais sem eu ver, haha.
FINALMENTE o momento que todos esperavam, não é mesmo? Dedico ele à bella2203, que recomendou a fic nesses dias, e também À TODOS VOCÊS, que amam essa história e chegaram até aqui, hahaha. Espero muito que gostem, amores. ♥

P.S: PELO AMOR DE DEUS, OUÇAM A MÚSICA QUE EU COLOQUEI PRO MOMENTO PQ FICOU MUITO LINDO, ELA COMBINA MUITO COM ELES!!! Pra quem quiser ver a tradução dela, deixo o link aqui porque sério, bate no fundo do coração e não tem volta: https://goo.gl/Gk8GUR .




CAPÍTULO 30

 

Você fica com a camiseta dele, ele mantém sua palavra.
Pela primeira vez, você esquece dos seus medos e seus fantasmas.

Taylor Swift - You Are In Love

 

   Depois de ter andando por uma boa parte de Portland, passeando por lojinhas e aguentando Daniel implicando comigo porque eu tirava foto até das formigas escalando uma árvore, nós resolvemos ir comer alguma coisa. A noite já caía, o céu tinha apenas algumas manchas rosadas e a cidade já estava toda acesa.

   Como estávamos com vontade de comer besteiras, paramos em um parque onde havia alguns food-trucks. O local estava bem cheio, mas conseguimos encontrar uma área mais tranquila para sentar. Optamos por comer hambúrgueres artesanais alemães e ficamos observando o lugar enquanto nosso pedido ficava pronto.

— O clima daqui é parecido com o de São Francisco. – Daniel disse.

— Mas aqui as pessoas são mais bonitas. – sorri e ele riu. – E mais saudáveis. Se você parar para observar, muitos dos food-trucks servem comidas mais saudáveis ou veganas.

— Segunda maior cidade sustentável do mundo. – Daniel deu de ombros, resumindo tudo. – Ah, chegou.

   Nossos hambúrgueres chegaram e começamos a comer. Tive que dar tapinhas em sua mão diversas vezes, já que ele sujava os dedos de katchup e queria limpar no meu rosto. Idiota. Apesar disso, era estranhamente bom estar com ele dessa forma. Parecia que daqui nada poderia nos atingir. Estávamos em uma cidade diferente, longe de todo mundo, apenas nós dois. Eu me sentia mais tranquila e via que ele também se sentia assim.

   Quando terminamos nosso lanche, ficamos mais um tempo sentados terminando nossas bebidas. Mas logo que o frio começou a cair e eu me encolhi dentro do meu casaco levinho, resolvemos voltar para o hotel. Eu já estava bem cansada pelo passeio de horas antes e já me imaginava naquela cama gigante. Voltamos caminhando e conversando, já que o hotel ficava à quatro quadras dali. Mas assim que pisamos no elevador e Daniel envolveu minha cintura com seus braços, aproximando os lábios do meu pescoço e depositando um beijo leve no local, eu gelei.

   Gelei porque aquilo foi o gatilho para eu lembrar do que aconteceria. Porque convenhamos, eu não sou idiota. Talvez um pouco, mas não tanto a ponto de não saber que a “surpresa” que ele preparava para a minha primeira vez era aquela ali. Engoli em seco, escondendo o rosto em seu ombro enquanto retribuía o abraço. Senti meus batimentos cardíacos ficarem mais fortes. Eu esperei muito por isso e fui insistente diversas vezes, mas agora que está tão claro e tão perto, bom...

   Vou entrar no banheiro e me esconder. É isso.

   Entramos na suíte e a cama me saudou. Enorme e imponente, perfeitamente arrumada e alinhada. Senti meu rosto pegar fogo e andei a passos rápidos até a minha mala. Fiquei enrolando um tempo, procurando pelas minhas coisas de higiene pessoal e o pijama, antes de ir tomar banho. Daniel sentou na borda da cama, ligou a TV e ficou me olhando enquanto passava os canais sem nem ao menos olhá-los.

— Está tudo bem? – ele perguntou arqueando uma sobrancelha. – Você está vermelha.

— Aham. – falei num fio de voz. – Eu só estou um pouco... Er...

   Suspirei, desistindo de falar qualquer coisa. Peguei minha nécessaire e minhas roupas e fiquei de pé. Daniel desligou a TV no momento em que passei na sua frente e segurou meu pulso. Congelei onde estava, olhando-o confusa.

— Vem cá. – ele disse suavemente. – Senta aqui.

   Sentei ao seu lado na cama, engolindo em seco. Ele sorriu fracamente, enquanto beliscava minha bochecha de leve.

— Você está nervosa por causa daquilo? – ele perguntou. – Sabe que se você não quiser, nós não...

   Abri a boca para responder, mas nada saiu. Senti um bolo na garganta. Eu estava nervosa, muito nervosa. Mas como explicar isso sem parecer que tudo isso que ele planejou foi inútil? Eu não queria chateá-lo.

— É você quem decide, Ally. – ele me tranquilizou. – Fica tranquila.

   Assenti fracamente e ele beijou minha testa. Suspirei, sentindo seu cheiro. Eu não lembrava de sentir um cheiro tão bom assim em todos esses anos. Nos separamos e eu fui para o banheiro, sentindo cada parte de mim tremer pateticamente. Deixei minhas coisas sobre a bancada da pia e me apoiei na mesma, olhando meu reflexo no espelho. Meus olhos estavam um pouco mais abertos que o normal e brilhavam. Além da expressão cansada, eu também parecia assustada. Mas não estava, estava?

   Eu não tenho medo ou receio. Eu quero – verdadeiramente – que isso aconteça com Daniel. Mas estar de cara com o momento de repente me assusta. Eu pareço bonita o suficiente? Eu nem lembro se depilei as pernas, meu Deus. Respirei fundo, tentando acalmar meus batimentos. Molhei o rosto e decidi tomar meu banho. Fiquei um bom tempo debaixo da ducha morna, tentando me acalmar o suficiente e parar com todas essas neuras que me assolavam.

   Ninguém me disse que a primeira vez te deixa tão cismada e nervosa. Tudo o que Eve me disse depois da sua primeira vez foi: “Ah, é normal”. Não tem merda nenhuma de normal nisso. Não quando se trata de Ally Jones, ao menos. Eu tenho que parar de ser tão louca.

   Enxaguei os cabelos para retirar o shampoo e resolvi sair do banho antes que acabasse com toda a água do hotel. Me enrolei na toalha e passei a mão no espelho, para retirar o embaçado causado pelo vapor da água. Fiquei observando meu reflexo por alguns segundos antes de deixar a toalha cair e tentar me acostumar com o que via.

   Certo. É isso que Daniel irá ver.

   Sequei meus cabelos o máximo que consegui e penteei. Ficaram levemente ondulados nas pontas e eu bufei. Eu queria parecer sexy, mas parecia fofa demais. Gemi de frustração e resolvi deixar para lá, antes que desistisse de tudo e me jogasse da sacada. Verifiquei meu corpo para ver se estava tudo nos conformes e comecei a vestir minhas roupas. Revirei os olhos ao ver minha calcinha toda estampada de gatinhos. Você é tão idiota, Allison. Por que não pensou que tudo isso aconteceria e não escolheu melhor as coisas?

   Ao menos meu pijama era razoável. Dei graças aos céus por ter escolhido trazer o pijama de cetim, que era um short e uma blusinha de alças, por ser mais confortável. Porque antes de escolhê-lo eu quase trouxe o pijama de algodão que era calça e casaco, todo amarelo e com um pintinho estampado na frente. Não consegui evitar rir alto me imaginando saindo do banheiro vestida nele.

   Passei creme no corpo, escovei os dentes, passei perfume na nuca e pulsos, penteei os cabelos novamente e escovei os dentes outra vez. Respirei fundo, já sentindo minhas mãos trêmulas. E antes que surtasse de vez, peguei minhas coisas e saí do banheiro. Daniel estava deitado na cama olhando fixamente para o teto. Quando me ouviu entrando no quarto, seu olhar caiu sobre ele. Seus lábios abriram um pouco e ele engoliu em seco, desviando o olhar de mim novamente. Joguei meu peso de um pé para o outro, desconcertada.

— Eu vou tomar banho. – ele disse baixinho. – Se quiser pedir algo no serviço de quarto...

— Não, eu estou bem. – falei rapidamente.

   Ele assentiu e passou por mim para entrar no banheiro. Quando ouvi a porta sendo fechada atrás de mim, fechei os olhos e soltei o ar que havia prendido sem perceber. Ok, eu teria mais um tempo para me preparar. Guardei minhas coisas na mala e subi na cama. Encolhi minhas pernas, puxei o edredom para cobri-las e fiquei sentada, olhando para a TV desligada.

   Tentei respirar fundo diversas vezes, mas não adiantou. Ouvi o chuveiro sendo ligado e o barulho da água caindo. Estiquei a mão até a mesa de cabeceira e peguei meu celular. Digitei uma mensagem para Eve rapidamente.

   “EU VOU TER A MINHA PRIMEIRA VEZ, O QUE EU FAÇO?”

   Enviei e fiquei segurando o celular perto do rosto, esperando por uma resposta. Dez segundos depois, ela chegou.

   “Eu espero, do fundo do coração, que você não tenha parado nas preliminares para me perguntar isso.”

   “Não, ele está no banho enquanto eu tenho um colapso nervoso. ME AJUDA!!!”

   “Não tem mistério, Ally. Vocês vão se beijar, aí as coisas vão ficando mais intensas e quando você ver, já foi.”

   “É tão rápido assim quando você transa com o Jack?”

   “Cala a boca, Ally. Eu estou tentando resumir para você. Desencana, só curte o momento. Tenho certeza que o seu amorzinho saberá o que fazer, só vai.”

   “Será que ele vai reparar que eu estou usando uma calcinha de gatinhos?”

   Mordi o lábio inferior, ansiosa e preocupada. De tudo, eu estava realmente preocupada com isso. Não queria que ele me visse como uma menininha nesse momento. Daniel já havia feito isso antes, vai saber com quantas garotas ele já esteve... Enquanto ele será o meu primeiro. Céus, eu tenho medo de fazer algo errado.

   “Pior do que a sua calcinha de pintinhos não deve ser. Agora vai transar e me deixa em paz.”

   Delicada como um coice. Mas ela tinha razão, sempre tinha. Suspirei, colocando o celular no silencioso e deixando-o sobre a cabeceira novamente. Voltei à posição anterior, com as mãos sobre o colo e observando tudo ao meu redor, quando a porta do banheiro foi aberta. Eu nem havia percebido que o barulho do chuveiro ligado havia cessado.

   Daniel apareceu como hoje mais cedo: só de toalha na cintura. Ele olhou meio sem graça para mim, enquanto andava até a sua mala para pegar uma muda de roupas.

— Eu sempre esqueço. – ele suspirou, enquanto voltava para o banheiro e fechava a porta.

   Eu juro que nesse momento eu senti até tontura. Olhei para o alto, pedindo força para todos os deuses existentes. Fechei os olhos, gemendo baixinho. Eu estava tão ansiosa e nervosa que mal cabia em mim. Esse tempo em que ele estava no banheiro era para me dar tempo de ficar tranquila, mas parecia tortura.

   E cinco minutos depois, ele apareceu. Não sei o motivo de ele ter demorado tanto. Será que ele também estava nervoso? Pude ver que suas mãos tremiam um pouco quando ele guardava suas coisas em sua mochila. Então, foi até o interruptor e apagou as luzes.

   Meu coração saltou.

   As cortinas da varanda estavam fechadas, mas entrava uma iluminação fraca das luzes da cidade ao redor. Consegui ver sua forma atravessando o quarto e vindo até a cama, subindo nela, ao meu lado. Ele deitou e vendo que eu não me movia, me puxou. Eu caí sobre o seu peito e ele me abraçou. Eu conseguia ver um pouco dos seus olhos verdes me olhando, mesmo no escuro. Ele sorriu levemente, colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

— Boba. – ele sussurrou. – Você está tremendo tanto que chega a ser cômico.

— Eu estou nervosa. – confessei, desviando o olhar dele e passando o dedo indicador no tecido macio da sua blusa. – Pensei que você dormia nu.

— E eu durmo. – ele sorriu. – Mas se eu aparecesse pelado na sua frente agora, provavelmente você desmaiaria.

   Dei um tapa em seu peito e ele riu alto. Revirei os olhos, sorrindo. Suspirei e deitei meu rosto em seu peito. Ele envolveu meus ombros com seus braços e me apertou um pouco contra ele, beijando o topo da minha cabeça carinhosamente.

— Não precisamos fazer isso agora. – ele disse baixinho. – Eu vou respeitar o seu tempo.

— Mas eu quero. – lamuriei. – É só que...

— Você não precisa ficar tão nervosa, Allison. – ele passava uma mão nas minhas costas levemente, e aquilo teve um efeito tranquilizante absurdo em mim. – Parece eu quando fui ter a minha primeira vez.

— Como foi? – perguntei, a curiosidade me consumindo. – Você ficou nervoso também?

— Óbvio. – ele riu. – Eu tinha quinze anos e a garota tinha dezoito. Ela já tinha estado com vários caras e eu lá, todo trêmulo e preocupado. Mas no fim, foi.

— No fim, foi. – repeti baixinho. – E você soube o que fazer? Quero dizer, soube o que ela... Gostaria?

   Daniel ficou alguns segundos em silêncio antes de me afastar um pouco para olhar em meu rosto. Eu retribuí seu olhar, um pouco sem graça. Ele arqueou uma sobrancelha e de repente pareceu preocupado.

Taylor Swift – You Are In Love

— É isso que te preocupa? – ele perguntou baixinho. – Não saber o que fazer para me agradar ou algo assim?

— Na teoria, eu sei. – falei, balançando a cabeça de um lado para o outro e olhando para o alto. – Mas na prática, bem...

   Ele sorriu para mim e eu gostei da forma como seus olhos se fecharam nos cantos. Daniel parecia mais bonito naquele momento, mesmo com a iluminação fraca. Uma de suas mãos veio ao meu rosto e eu fechei os olhos, suspirando levemente ao sentir o calor dela. Senti seus lábios encostarem nos meus e sua língua pedir passagem. Minhas mãos foram para a sua nuca e eu segurei seus cabelos escuros entre meus dedos, enquanto nossos corpos ficavam cada vez mais próximos.

   Eu sentia necessidade dele, e isso me assustava um pouco. Porque sempre que ele me tocava ou me beijava, eu sentia cada parte de mim – do topo da cabeça à ponta dos dedinhos dos pés – se revirarem por dentro, desejando mais. Daniel se tornou importante para mim em um nível que eu não sabia explicar. Apenas sentir.

   E quando eu percebi, seu corpo estava sobre o meu. Minhas pernas se abriram lentamente, automaticamente, quando ele se pôs sobre mim e descia seus lábios pela minha bochecha...E queixo... E pescoço. Suspirei enquanto meus dedos apertavam suas costas, agarrando o tecido da blusa que ele usava, quando ele começou a depositar beijos na minha pele sensível. Pude sentir o volume se formando mais embaixo e sorri.

— Ally, se quiser parar eu... – ele começou, me olhando com os lábios umedecidos e os olhos levemente fechados.

— Cala a boca. – falei com a voz rouca, o interrompendo e segurando seu rosto entre minhas mãos.

   Ele me beijava avidamente enquanto eu guiava minhas mãos para a borda de sua camisa e a puxava para cima. E quando a pele quente de seu peito entrou em contato com a minha, eu fui ao céu e voltei. Ter Daniel em minhas mãos, literalmente, superava qualquer sensação anterior. Eu não senti medo quando suas mãos fortes e preocupadas puxaram a minha blusa para cima; não senti medo quando elas puxaram meu short pelas minhas pernas e nem quando seus lábios encostaram em meus joelhos, espalhando arrepios pelo meu corpo inteiro.

   E quando ele rompeu a barreira, eu era dele.

   Qualquer dúvida que eu pudesse ter em relação a Daniel - a mim, à nós – se dissipou. Eu era dele há tanto tempo, de tantas formas, e essa era só mais uma. Eve havia me dito que era um momento especial, apesar da dor e do leve desconforto, mas não disse o quanto isso mudava tudo. Porque mudou.

   Daniel respirava exausto sobre mim, com o rosto afundado em meu pescoço, após o ápice. Mordi meu lábio inferior e não consegui conter um sorrisinho, passando as mãos em suas costas. Após alguns segundos recuperando o fôlego, o senti sorrir preguiçosamente contra a pele do meu pescoço. Sua perna forte se arrastando lentamente sobre as minhas, prendendo-me a ele.  Sua respiração quente ainda me causava sensações no corpo inteiro e ele parecia saber disso. Seus dedos subiram pela lateral do meu corpo e repousaram sobre a minha bochecha. Suspirei, fechando os olhos.

— Essa carinha de boba. – ele sussurrou, me fazendo rir. Abri os olhos e o vi me observando, apoiando seu peso sobre um cotovelo, enquanto a outra mão acariciava meu rosto. – Como foi para você?

— Bom. – sorri.

— Só “bom”? – ele arqueou uma sobrancelha.

— O que quer ouvir? – arqueei uma sobrancelha de volta, ainda sorrindo como uma idiota. – Oh, Daniel! Amor da minha vida, razão do meu viver, essa foi a experiência mais proveitosa e magnífica que já tive o prazer de vivenciar!

— Isso aí. – ele sorriu, orgulhoso, enquanto eu envolvia seu pescoço com meus braços e o puxava para mim.

   Seus lábios vieram de encontro aos meus novamente e eu desejei fortemente que permanecêssemos daquela forma.

(...)

   O mundo parecia diferente.

   Não sei se era porque eu estava feliz num nível surreal, mas as coisas pareciam mais bonitas. Passamos a manhã inteira juntos e finalmente eu tive as experiências e sensações pelas quais esperei tanto. Era engraçado olhar para Daniel agora, atrás do volante cantarolando uma música qualquer. Parece que tudo o que eu sentia por ele triplicou, se intensificou. Eu me sentia uma boba, mas não conseguia evitar.

   Senti meu celular vibrar dentro da bolsa e o peguei, vendo que era uma mensagem de Eve.

   “Já deu tempo de transar bastante? QUERO DETALHES.”

   Tentei disfarçar a risada que dei, enquanto Daniel me olhava desconfiado e risonho. Mordi o lábio inferior, digitando rapidamente uma resposta para Eve. Meus dedos frenéticos na tela do celular.

   “Estou voltando, quando eu chegar te conto tudo.”

   “Vou mandar Jack não vir pra cá hoje, porque será a tarde de fofoquinhas. Estou te esperando.”

   Sorri, ansiosa para conversar com ela. Guardei o celular na bolsa novamente e me distraí com a música que tocava. Fiquei olhando os outros carros da avenida passando pela janela, sentindo o vento fresco batendo contra o meu rosto. Daniel colocou uma mão sobre a minha coxa e acariciou minha pele levemente. Sorri, colocando minha mão sobre a dele e flagrando-o olhando para mim.

   Sorrimos cúmplices um para o outro.



Notas finais do capítulo

AI, GENTE!!!
Eu sei que tinha leitoras que estavam esperando algo detalhado e aquela coisa toda, e eu realmente iria fazer assim, MAS... Eu achei que não iria combinar com o clima da história, POR ENQUANTO. Por isso fiz algo básico e sem muitos detalhes.
"Mas Allie, como assim "por enquanto"?"
Então, como eu NÃO AGUENTO MAIS guardar esse segredo, irei revelá-lo: VAI TER 2ª TEMPORADA!!! Eu ia dizer isso só mais pra frente, mas não aguento mais, socorro, hahahaha. Vai ter uma 2ª temporada, gente. Então acalmem os corações, tá? E eu prometo que a próxima vai ser maravilhosa e vai ter tudo que vocês querem, hahahaha.
Então, voltando ao capítulo: o que acharam?
Eu particularmente gostei, achei bem a carinha deles. Queria ter colocado a música original da Taylor pra tocar, mas a bendita não fez clipe e não tem nenhum video da música em boa qualidade (porque editam muito devido aos direitos autorais, aí estragam a música), então coloquei um cover mesmo, MAS ENFIM.
Espero muito que tenham gostado e aproveitem bem todo esse clima feliz e amorzinho, porque a partir do próximo a gente não vai ficar muito bem.
Só digo isso.
Amo vocês.
Digam o que acharam, por favorzinho. ♥



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Collide" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.