Hakai shimasu. Destruir. escrita por L R Rondão


Capítulo 1
One Shot - Hakai Shimasu.


Notas iniciais do capítulo

Avisos não muito obrigatórios:

Essa fic eu tive a ideia hoje.
Estou postando hoje.

Mas por que de avisar?
Porque isso significa que a prováveis erros.
Então, por favor, me desculpem desde já.

Aproveitem.



É crueldade, eu sei.

Ser enviado nesse tipo de missão, nesta idade.

Mesmo que a vila não saiba de nada, nunca.

Eu estou aqui, e a protegerei.

Mesmo que, possivelmente, será a última coisa que farei na vida.

Interessante, já que só tenho sete anos.

Não, eu não sei como isso começou direito.

Sinceramente, talvez não me importe.

O único “inicio” que me lembro, não é nem um pouco perto do “verdadeiro”.

Estava terminando de treinar com minha mestra.

Melhor usuária de Futoon do mundo, e estou a superando nessa idade.

Irônico? Surpreende? Impossível? Não me importo com que pensam.

Só sei que é a verdade.

E é empolgante.

Voltando a narração, estava voltando do meu treinamento.

Era algo “simples”, como derrubar uma montanha em um único Jutsu.

E ela ainda garantiu que iria ser assim, já que a selou.

Não poderia ser destruída, até que o Jutsu tivesse a “potência” desejada.

Ou superada.

Cheguei lentamente à casa de madeira, mesmo que não tenha nada de simples.

Nada era simples naquele monte separado do mudo.

A paz, a felicidade...

Não era simples trazer algo assim para alguém como eu.

Mas aquele lugar isolado; consegue.

Ou melhor, conseguia.

ϧ

O meu sorriso podia ser visto a distâncias, afinal finalmente tinha conseguido.

Demorou três dias, mas havia conseguido.

Meu Chakra estava acabado, e havia muitas feridas em meu corpo, como consequencia das consecutivas falhas.

Mas. Eu. Havia. Conseguido.

Irônico não?

Quando finalmente pensamos que tudo está indo bem.

Quando tudo “anda conforme os trilhos”...

... A vida te dá uma rasteira.

Mas naquele caso, acho que fora uma “voadora” mesmo.

Estava totalmente despreparado, e cai.

Cai feio. Fui destruído como nunca pensei que poderia ser.

E quase não me levantei mais.

Quase não me levantei mais quando abri a porta da casa e vi “aquilo”.

Descrevo como “aquilo”, já que não tenho palavras para tal cena.

A pior da minha vida.

ϧ

Imagine. Só imagine:

Você está voltando tranquilo do seu treinamento.

Você está feliz.

Você está em um local que só te remete felicidade.

Você está em um local que o único cheiro que te prende, é o de flores.

Mas ai, este local muda.

Muda sem aviso, e você é pego desprevenido.

A gigante casa de madeira parece normal para você.

Mas quando você abre a porta, descobre que nada está “normal”.

A pessoa que você mais admira.

Que você considera imortal.

A única que demonstrou amar você...

...Está morta a sua frente.

E você tenta não acreditar no que seus olhos veem.

Tenta não acreditar no corpo despedaçado a sua frente.

Tenta não acreditar no tanto de sangue espalhado.

Tenta não acreditar em quanta... carne espalhada.

Tenta não acreditar que aquilo fora uma pessoa.

Tenta não acreditar naquele cheiro de sangue.

Cheiro de sangue misturado a de um cadáver.

Em decomposição, que trás ânsia de vômito.

Tenta não acreditar na maldade que fizeram.

Tenta não acreditar que ódio e tristeza podem ser sentidos assim...

...Tão intensamente.

Então você grita o nome dela e chora copiosamente?

Não sei. Só sei, que foi o que eu fiz.

Nunca chorei tanto na vida.

Já chorei muito, admito.

Chorei muito por causa do tratamento que recebia em Konoha.

Mas nem se compara ao tanto que chorei nesta vez.

...

Só que depois, eu me levanto.

Me sinto no automático, morto junto...

Mas me levanto.

Caminho por entre os destroços do que fora da dona da minha felicidade.

Minha mãe que me adotou.

Minha mãe que pode me amar.

ϧ

Atravesso a sala, e descubro um papel.

Pequeno. Sujo. Rasgado.

Mas não deixava de ser um papel.

E um papel importante, já que fora através dele, que cheguei onde estou agora.

Que cheguei a esta batalha.

Li. Reli. Li mais uma vez.

Pelo que parecia, minha mestra tinha sido morta por um ato estúpido.

Um aviso.

Konoha tinha se metido em um problema.

Esse problema havia envolvido minha mestra.

E agora, minha mestra havia morrido.

E o aviso era “não vamos nos render”.

Duvido que não.

Pois a partir do momento que envolveram minha mestra.

Me envolveram.

Entenda.

Desde criança fui chamado de vários nomes:

“Menino-Raposa”, “Criança-Almadiçoada”, “Monstro”...

Mas o mais repetido, era “Oni”. “Demônio”.

E estes malditos assassinos vão descobrir uma coisa...

... Eu não recebi esse apelido atoa.

ϧ

Ela fora a melhor usuária de Fuuton de todo o mundo.

Superara todos os homens.

Todos os seres viventes.

Mas não era a única habilidade dela.

Claro que não.

Não fora conhecida como lendária a toa.

Sua habilidade com Selos era semelhante ao Yondaime.

E se vivesse por um pouco mais de tempo, não tenho dúvidas que iria superá-lo.

E essa sua habilidade fora ensinado a mim.

Seu pupilo.

Seu herdeiro.

Confesso que não era tão habilidoso, gostava mais de treinar Jutsus.

Mas já sou melhor que muita gente, principalmente por ser uma arte há muito esquecida por muitos.

Coloquei um Fuuin envolta da casa. Ninguém iria chegar perto.

Por enquanto.

E fiz a coisa mais difícil da minha vida.

Fui investigar. Tentar descobrir tudo que poderia descobrir sobre os assassinos.

Não gostaria ser pego de surpresa.

E pela primeira vez, tive que colocar em prática um dos mais valiosos ensinamentos de minha mestra.

Escute Naruto... Nós somos Shinobis. Assassinos e Assassinados.

Vítimas e Culpados. Disseminadores de ódio, por mais que abominemos esse sentimento.

Muitas vezes teremos fazer coisas que não queremos.

Mas é nossa missão. Nossa responsabilidade.

Mas isso não impede que tenhamos sentimentos.

E que estes nos afetem.

Toda vez que precisar fazer uma missão assim, precisará de uma chave.

Uma única chave. Uma única palavra.

Esta palavra deverá ser capaz de matar seus sentimentos.

E você, seus oponentes.

Lembro-me de ter ficado muitos dias pensando.

E muito tempo se passou, até eu finalmente forjar a chave.

Hakai shimasu. Destruir.

Tive que destruir todos os meus sentimentos para fazer aquilo.

Destruir tudo que havia de humano dentro de mim.

Só na promessa de que iria destruí-los.

Um. Por. Um.

ϧ

Passei dias cuidando de tudo.

Cuidando da investigação. Cuidando do enterro.

Não sei como conseguir esculpir aquela pedra.

É enorme, e pode ser vista a quase um quilometro de distância.

Mas tinha que ser assim.

Pois assim, servira perfeitamente para seu propósito.

Ali tinham todos os seus ensinamentos que eu poderia lembrar.

Sua sabedoria não iria morrer.

Assim como sua determinação que habita em mim hoje.

Depois da investigação dentro daquele lugar, eu sai.

Tinha que investigar agora dentro de outro lugar.

O “lugar” do inimigo.

Não foi muito difícil de me infiltrar.

Eles eram Shinobis tentando formar uma nova Vila.

Mesmo em território de Konoha.

Só conseguiram matar minha mestra, pois utilizaram um golpe sujo.

Descobriram sobre o treinamento dela.

Ela, tão teimosa quanto eu, treinava até desmaiar em pé.

Mas uma única vez, ela parou um pouco antes.

E fora atacada.

Mesmo em seu estado, havia matado muitos.

Havia gerado muito ódio.

E por tal motivo, teve tamanha brutalidade em seu corpo.

Mas não adiantou muito, acho.

Quando fora “desmembrada”, já estava morta.

Minha mestra gerou muitos problemas a tal “Vila”.

Muitos dos seus mais fortes guerreiros foram mortos em uma única batalha.

Mesmo sendo uma emboscada.

Então, quando um “renegado” desconhecido apareceu, eles não tiveram muitos cuidados ao inseri-lo ao grupo.

Principalmente se ele fosse mais forte que metade daquele pessoal.

Juntos.

Então por dois dias, vivi no inferno.

Com um Fuuin de disfarce, fingi sorrir.

Fingi gostar. Fingir estar.

Fingi não sentir repulsa de todos.

Fingi não odiá-los com todas as minhas forças.

Fingi não querer matá-los.

Lenta e dolorosamente.

Fingi, fingi e fingi.

Até que meu limite estava acabando.

Minha sorte, para o bem da minha saúde mental, era que já havia conquistado a confiança de todos.

Estavam realmente desesperados por poder.

E então, comecei a agir. Armei minha armadilha.

Deu trabalho, mas consegui..

ϧ

Hoje eles estão em um local longe de Konoha, todos preparados para a batalha.

Só que não era contra Konoha.

Era contra mim.

Quando sai do meio deles, desfazendo o Selo, tive que me conter.

Me conter para não rir da cara de palhaço deles.

De desespero.

A única coisa que aquilo servia era para entender que...

... Até ali, minha missão havia sido um sucesso.

Falta pouco, muito pouco, para terminá-la.

ϧ

Imagine. Apenas imagine.

Você comete um crime.

Ai você se transforma em um Nukenin.

Passa anos e anos sendo caçado.

E o único modo de sobreviver, é cometendo mais crimes.

E então, você conhece mais pessoas com a mesma história.

Alguns mais cruéis, alguns mais inocentes.

Mas vivem o mesmo que você.

E então, decidem tentar mudar de vida.

E começam a trabalhar para isso.

Mas tem uma péssima ideia: tentar isso em um local já ocupado.

Você não faz ideia de quem quis fazer isso em Konoha.

A considerada vila oculta mais forte.

Mas você o segue.

E então, você faz merda.

Assassina alguém, sem ao menos pensar nas consequencias.

E essas consequencias afetam o grupo todo.

Todas as quase seiscentas pessoas.

A consequencia, é a morte de mais de trezentos.

Trezentas pessoas morrem em apenas uma embocada.

Uma emboscada feita por vocês.

E então, vocês pensam em desistir.

Se quando tinham novecentos, passaram por isso...

Com seiscentos, seria impossível.

Ai... Você enxerga uma luz no fim do túnel.

A segunda pessoa mais forte que você viu na vida, quer te ajudar.

Ajudar a todos ali.

Ele simplesmente aparece, e na primeira vez da sua vida inteira, você pensa:

Estou com sorte.

Você quase chora de felicidade.

Mas os problemas aparecem.

E você sabia que eles iriam aparecer.

As consequencias não se resumiram àquela baixa terrível.

Claro que não.

Você descobre que Konoha está atrás de você.

E de todos que você aprendeu a amar.

E que querem uma guerra.

E você sabe que você vai perder.

Mas você tem orgulho, e você vai mesmo assim.

E antes do amanhecer, você, junto a todos, partem.

Já que você, ou melhor, “vocês” têm uma esperança.

Uma luz.

E ela se apaga.

Bruscamente.

De repente.

Sem piedade.

E te destrói.

Você descobre que sua esperança, era mais uma consequência.

Você descobre que aquele que representava uma mínima chance de vitória...

Será o seu assassino.

E você tenta não acreditar.

Você tenta não acreditar que aquele homem com quem conversara, era mais baixo.

Você tenta não acreditar que ruivo exótico, que tanto lhe cativara, era loiro.

Você tenta não acreditar que o sorriso tão calmo que alegrou os seus dias, poderia ser tão cruel.

Você tenta não acreditar que os olhos negros tão vívidos, eram tão azuis, mesmo que opacos.

Você tenta não acreditar no que via.

Mas só tenta mesmo.

Já que você descobre, através de marquinhas nas bochechas, quem era sua “esperança”.

Na verdade, aquela criança, era mais uma vítima daquele erro.

É o aprendiz do antigo alvo.

O alvo eliminado.

E então você admite.

Aquilo é mais uma consequência.

Sua possível morte, é mais uma consequência.

Mas seja como for, seria de cabeça erguida.

Mesmo que ele seja mais forte, você decide lutar.

Decide que irá matá-lo, ou morrer tentando.

ϧ

Sendo sincero: eu sabia.

Sabia da história deles.

Mas neste momento, não estava nem ai.

Você teria piedade daqueles que mataram covardemente sua mãe?

Por causa de um aviso para pessoas que sempre odiaram você?

Acho que não.

Mas não importa.

Eu não tenho.

Eu agora, só os olho com um único propósito:

Alvos.

Mesmo que seja insano por certos pontos de vista.

Afinal, eu só tenho sete anos.

Uma espada.

E seiscentas pessoas que me odeiam querendo me matar.

Mas eu tenho coisas além disso.

Coisas que não se podem ver.

Mas podem se resumir a uma única descrição.

A herança dela...

Isso era mais o que o suficiente.

E então, tirei minha espada das costas.

Buscando um pouco de confiança, a girei com a mão direita e a apoiei com a outra mão.

Apontei para eles. E eles entenderam o recado.

Venham.

E eles vieram.

Imagine ver um exército inteiro correr atrás de você.

Sentiu medo?

Eu não.

A única coisa fiz fora sussurrar...

Hakai shimasu.

Os primeiros que chegaram, tiveram o mesmo fim.

Admito que não precisei de muita coisa.

Minha espada, apoiada antes na vertical, migrou para a esquerda, pegou impulso, e foi para a direita. Enquanto isso, corria em direção a eles.

Como era mais rápido, e aquela espada com um fio invejável — claro, é a dela. —, as carnes de seus pescoços cederam, e as cabeças rolaram. Sangue espirrou.

Manchou meu rosto. Mas tinha outras coisas para pensar.

Por ter parado por alguns segundos, outros haviam pulado para poder me cercar.

Idiotas.

Com um único Jutsu de Fuuton, impedi a queda deles, e destruí todo e qualquer equilíbrio que ainda tinham em seus corpos.

Fora mina vez de pular, e a cada um que matava, usava de impulso para matar o próximo. Quando terminei, meus sapatos ticaram encharcados com o tanto de sangue que se acumulou naquele pequeno espaço.

Fazia sentido. Pedi a conta de quantas vezes os cortei.

Estava liberando todo o meu ódio reprimido por dias.

Então, percebi.

Alguns haviam parado.

Estavam com medo.

Medo da criança assassina que eu sou.

Só que, infelizmente, se eles invocaram o demônio...

Meu único dever é fazê-los conhecer o inferno.

Corri até onde eles estavam, e pareciam ter se tocado do meu movimento.

Mas já era tarde demais.

Enquanto pensavam em reagir, pegar suas armas e tentarem lutar por suas vidas, minha lâmina já os partia ao meio. Girava loucamente por entre as pessoas que apareciam a minha frente, ou a direita, ou a esquerda.

Num único impulso para corrida, pelo menos cinquenta já haviam caído.

E então... Vou lembrá-los de meu nome.

Lembrá-los do que significa ser um Uzumaki.

Mesmo que mais ninguém lembre.

E ninguém tenha conhecimento de que eu sim.

Estilo Uzumaki: Primeira dança.

Uma dança da morte, claro.

Minha velocidade, já superior a deles, dobrou.

Poderia ver seus movimentos quase como câmera lenta.

Mas não é este o objetivo deste Ninjutsu Uzumaki.

A velocidade fora apenas um resultado.

Pulei, e de acordo com o resultado, meu impulso estava numa velocidade acima do som.

Ou seja, sua queda também.

Somado ao fato de ter girado minha espada na frente de meu corpo, tal efeito gerou uma linha invisível.

Quase como uma “linha feita de poder”.

Tal linha se estendeu por muitos metros, alcançando uma montanha a sua frente, e um pequeno lago atrás.

E no meio, a única coisa que poderia descrevê-la, é “rastro de destruição”.

Na verdade, não tinha destruído o chão, nem a montanha, ou mesmo “evaporado” a água. Mas todas as pessoas que foram atingidas, tiveram uma morte extremamente rápida, mas não posso dizer indolor.

O tanto de sangue espalhado indicava um pouco o tanto que aqueles corpos haviam sido destruídos. Estavam despedaçados no chão.

Mas não tanto quanto meus sentimentos, quando entrei naquela casa.

E então, continuei.

Não podia parar.

Não podia desistir.

Tudo que podia, neste momento, era destruir.

Hakai shimasu.

Pulei.

E então, utilizei um dos meus Jutsus mais fortes.

Tinha que acabar logo.

Fuuton: Shi no ha.

Lâminas da morte... Bem meu estilo, não?

Acima de mim, muitas, muitas, muitas, lâminas de vento foram formadas.

É como se fossem espadas, mas não havia cabos, ou qualquer coisa para que se pudesse colocar a mão sem feridas.

E em um único movimento, o de abaixar o braço em sinal de “avante”, as espadas foram ao chão.

E mais uma vez ele fora manchado de vermelho.

Enquanto descia, lentamente, com ajuda de outro Jutsu de Vento, pude ver o tanto de gente que caíra no chão, sem vida.

Foram acertados na testa, no coração, no pescoço, na traquéia... Muitos pontos vitais diferentes, mas com uma única semelhança: apenas um golpe já os levou a morte.

Neste momento, restavam apenas, pelos meus cálculos, cinquenta.

Havia uma margem de erro, mas não era tão grande.

Todos estavam desarmados, desesperados.

E cometeram, todos, um único erro.

O último deles.

Correram. Mas correram todos para cima de mim de uma única vez.

E se jogaram.

Formaram um monte em cima de mim.

Não sei o que pretendiam, mas parecia que cada um estava sendo estimulado pelo outro.

Fechei os olhos.

Não tinha mais muita energia.

Sinceramente, estava exausto.

Mas ainda poderia fazer uma única coisa, e esta, acabaria com tudo.

Estilo Uzumaki: Última Dança.

A dança proibida. Na verdade, só não morro, já que sou um Jinchuriki.

O tanto que isso afetaria meu corpo, será curado pelo chakra da Kyuubi.

E claro que ela iria me curar, tudo isto está sendo muito divertido para ela.

E aquela luz, durou um segundo.

Um único segundo.

E foi o suficiente para lançá-los todos ao ar.

Mas isso não era tudo.

Ainda nem havia começado de verdade.

O meu corpo havia sido envolvido por chakra.

Chakra em puro estado.

Como consequencia, a espada também.

Ela fazia parte de mim.

E então, mais uma vez, eu saltei.

Eles nem podiam me ver. Só podiam sentir os cortes.

Do que com a adição do chakra, os golpes eram capazes de literalmente explodir os corpos.

Mas não tinha feito isso.

Ainda não.

Não enquanto eu ainda não tinha terminado de acertar todos.

Mas quando eu terminei, e o Jutsu havia finalizado, fora inevitável.

Todos, sem uma única exceção, “explodiram”.

Foram destroçados, destruídos.

Hakai shimasu.

Enquanto eu caminhava, em meio aquela chuva de sangue, percebera duas coisas:

Uma; o céu parecia refletir o cenário, todo o terror que fora aquela batalha.

Ele estava tão vermelho quanto o chão.

Duas; eu estou vivo.

Sim.

Estou respirando. Andando.

E isso é um problema.

Eu queria ter morrido nessa batalha.

Mas isso não aconteceu.

E eu simplesmente não poderia “resolver” me matando.

Ainda quero olhar nos olhos de minha mestra um dia.

Então, agora só me resta viver.

Sem motivos, sem vontade, sem nada.

Mas continuar vivendo.

Ir para Konoha.

Fingir que ainda sobrou algo de mim.

Conviver com aqueles que não saberão nada sobre mim.

Sobre como fui.

Mas simplesmente...

Continuar vivendo.



Notas finais do capítulo

E então, curtiram?Por favor, digam o que acharam :/



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