Sirius' daughter escrita por Bianca Lupin Black


Capítulo 9
The return and solutions


Notas iniciais do capítulo

Oi, oi gente!
Olha só quem voltou! Eu, uma simples autora kkkkkk.
Para este cap, eu tenho um ship novo. Vcs podem adivinhar qual é?
Espero que gostem



Enquanto Sirius dormia na Albânia e as crianças enfrentavam um basilisco em Hogwarts, Tonks e Remus discutiam aos berros no largo Grimmauld.

–Você não entende! - disse Tonks. - Eu não contei porque sabia que você ia tomar o lugar dele! Eu não posso te perder!

–Eu sei que você se importa comigo – Remus pegou as mãos dela – e agradeço por isso, mas não sinto o mesmo e jamais poderei retribuir seus sentimentos – os olhos dela marejaram. - Eu também sou mais velho… você devia investir em alguém da sua idade.

Tonks se soltou dele e assentiu, indo para seu quarto. Os dias seguintes foram um terror para Remus. Sirius não mandava notícias e ele não conseguia encarar Tonks. Certa manhã, uma carta chegou, endereçada a Remus. Ele imaginou ser de Sirius, mas era de Bianca.

Querido tio – ou seria padrinho? - Remus,

O senhor é formado em Estudos das Artes das Trevas, não é? Poderia me dizer como derrotar um basilisco? Lembrando que eu não possuo nada além de uma varinha. Desde já agradeço,

Bianca.

Ele se preocupou ainda mais. Sacando uma pena, escreveu uma resposta:

Querida sobrinha – ou seria afilhada? - Bianca,

Uma boa dica para lutar contra um basilisco é derrotar em um duelo de varinhas aquele que o invocou. Mas se você o encontrou – por onde estava andando, por falar nisso? - o que deve fazer é lançar um Expelliarmus em seus olhos e dentes, a fim de que ele os perca. Agora, eu quero saber porque raios você tem de lutar contra um basilisco – você é muito jovem para participar do torneio tribruxo. Acha que só porque Sirius está fora do país pode sair fazendo o que quiser? Você me deve explicações, mocinha.

Remus J. Lupin.

–Escrevendo para Bianca? - perguntou Tonks, em seu traquejo juvenil.

–Sim… - ele respondeu timidamente.

–Ela está bem?

Ele lhe contou a história e a cor dos cabelos de Tonks mudou para cinza, a cor da preocupação. Sugeriu que escrevesse para Sirius, mas Remus se recusou, dizendo que Almofadinhas já tinha problemas demais.

–Ela é filha dele – Tonks protestou. - Ele precisa saber.

–Contarei quando ele voltar ou mando Bianca fazer isso.

A contragosto, Tonks assentiu e saiu.

De volta ao castelo, Bianca recebeu a carta do tio e disse a Harry e Draco, que dormiam encostados a uma parede da câmara:

–Levantem. Remus disse o que devemos fazer.

–O quê? - Draco perguntou, sonolento.

–Tirar os dentes e olhos dele com Expelliarmus.

Os três pegaram as varinhas e avançaram para o animal. Cobriram os olhos com as vestes, posicionaram as varinhas e gritaram o feitiço ao mesmo tempo. Um jato quente de veneno disparou aos seus pés, corroendo o concreto do chão. Dentes afiados estavam espalhados por todas as partes e dois olhos que eram duas grandes bolas brancas continuavam olhando para eles.

–Como vamos sair daqui? - Harry perguntou.

–Ali tem uma porta – Bianca disse, apontando para a direção oposta da câmara comprida.

–Não podemos sair por onde entramos? - Draco perguntou, olhando para os lados, procurando a entrada. - Onde está… não está.

Sem alternativa, começaram a caminhada, tomando o cuidado de não tocarem as poças de veneno deixadas pelo basilisco. Draco tocou a maçaneta, que não abriu.

–Tem uma senha! - o sonserino chutou o chão. - Porque tudo neste castelo tem senha?

Bianca olhou de um lado a outro, buscando uma dica, mas não encontrou.

–Isso não é uma porta – disse uma voz conhecida. - É apenas uma ilusão de saída, porque é a primeira coisa que se vê após ser morto pelo basilisco.

–Prof. Dumbledore? - perguntaram os três juntos. - Como entrou aqui?

–Vocês deixaram a porta aberta crianças, agora vamos, está na hora do jantar.

O grupo seguiu para o salão principal, cheio de estudantes de volta à Hogwarts.

–Bianca! - Fred exclamou ao vê-la sentando ao seu lado. - Como foi o final de semana?

–Bom -ela se serviu de suco de abóbora. - E o seu?

–Bom também.

Bianca não daria detalhes sobre os três dias que passou trancada no subterrâneo da Sonserina, mas Fred os queria, pois sabia que três dias em uma escola vazia era tempo suficiente para Bianca aprontar todo tipo de loucura. Alguém que pensava da mesma forma que ele era o prof. Snape, para quem a última coisa que Hogwarts precisava era dos herdeiros de James Potter e Sirius Black repetindo – ou melhorando – as peripécias dos pais.

Da mesa dos professores, Severo observava Bianca, especulando onde ela estivera durante o fim de semana.

Legilimens Bianca Black -ele agitou a varinha sob a mesa.

Viu-se nas lembranças da menina, como em uma penseira. Viu-a entrando na Sonserina com Potter e Malfoy. O susto quando deram de cara com o basilisco. A noite que ela dormiu abraçada a Potter. A carta que escreveu a Remus pedindo ajuda. O Expelliarmus. A vitória. O retorno ao salão principal. Saiu da mente dela, refletindo sobre o que vira. Não entendeu porque Malfoy levara Bianca e Potter à câmara secreta. Se ele entrasse novamente na mente dela, saberia, mas corria o risco de ser pego ela nunca, jamais, baixaria a guarda novamente.

Então ele teve uma ideia. Colocar a par dessa situação alguém que conhecia as proezas de Black & Potter tão bem quanto ele e que poderia vigiar Bianca mais de perto: Minerva Mcgonagall.

–Minerva?-ele a chamou baixo. - Poderia me fazer um favor?

–Que seria, Severo?

–Preciso que vigie Bianca Black para mim.

A profa. assentiu, sabia bem que Severo só seria plenamente feliz enquanto lhe fosse assegurado o bem estar de Bianca, e Minerva não podia negar que ela se sentia bem vendo o professor feliz.

–Sim, professor.

No dia seguinte, a nova dupla Black & Potter fez jus as suspeitas de Severo. Andando o tempo todo juntos, Bianca tinha medo de Voldemort tentar possuir Harry de novo – não que sua presença fosse impedir o Lorde das Trevas de fazer o que queria.

Enquanto isso, Sirius voltou ao chalé. Peter Pettigrew estava encolhido no sofá, chorando, com o rosto escondido nas mãos.

–Rabicho? - Sirius falou baixinho.

–Almofadinhas? - o homem respondeu. - O que você faz aqui?

–Procurando Lorde Voldemort, mas porque está chorando?

Peter deu espaço para que Sirius sentasse ao seu lado, e ele obedeceu.

–Pode ser que você não acredite, mas estou arrependido de ter me tornado um Comensal da Morte.

Desde a época de Hogwarts, Peter era visto como frágil, mas ele nunca se arrependia de suas ações, e era um detalhe que Sirius admirava no amigo.

Sem que Almofadinhas pudesse protestar, Rabicho se agarrou ao casaco dele e molhou-o com suas lágrimas.

–Eu não posso fugir disso, não há mais volta.

–Você está certo, mas você pode nos ajudar, já que não concorda mais com ele.

–O que eu poderia fazer? - ele falou entre soluços.

–Espionar o Voldemort e me escrever. E quando eu voltar para Londres, falarei com o ministro para limpar o seu nome.

–Obrigado, Six. Volte para casa, volte para a sua filha, eu cuido dele.

Sirius assentiu e saiu do lugar, aparatando diretamente no largo Grimmauld, na sala onde Remus bebia chá.

–Sirius! - ele exclamou. - Tonks, venha ver! Sirius voltou.

A mulher surgiu no alto da escada e desceu, quicando. Deu um abraço no amigo e disse:

–E então?

–Ele estava lá, mas não consegui prendê-lo.

–Porque? - Remus perguntou.

–Assim que eu o encontrei, ele aparatou, e quando voltei, só encontrei Rabicho.

Assim que o antigo Maroto foi mencionado, Tonks sentiu que a conversa a excluiria e saiu, com a desculpa de escrever ao Ministério.

–Como ele estava? - a voz de Remus gotejava nojo.

–Chorando – Sirius respondeu diretamente, abalando Remus. - Dizia estar arrependido de ter se tornado um Comensal, e eu ofereci uma chance a ele.

–O que você fez? - Remus parecia irritado.

–O transformei em um espião do nosso lado.

–Inteligente – Remus esfregou o queixo.

–Não vai me abraçar? - Sirius riu enquanto Remus se jogou em seus braços.

Ele queria que esse momento nunca acabasse.



Notas finais do capítulo

Remius!!!(Remus + Sirius). Gostaram?