Conversão - in review escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 1
Capítulo I




Capítulo 1

Na noite do dia 23 de Setembro de 2005 no meio da madrugada eu acordo, o primeiro dia da primavera foi muito quente e resolvi dormir com a janela aberta, mas agora eu vou fechar. Qual foi a minha surpresa ao ver uma mulher sentada em cima do muro! Ela percebe que eu a notei e sorri para mim. Assustada, sorrio para ela.

— Oi Carol! Boa noite. – ela me cumprimenta.

'Como ela sabe o meu nome?' eu penso. Mesmo surpresa eu respondo.

— Oi! - Sem querer parecer mal-educada, pergunto. – Quem... é... você? – minha voz tremendo.

— Meu nome é Esme. Você iria me conhecer no futuro, mas eu resolvi encontrar você antes.

A mulher apesar de ter os olhos amarelos apavorantes que pareciam feitos de vidro, não estar vendo quando claramente estão enxergando, tinha um lindo rosto de porcelana que era agradável e parecia estar sempre pronto para sorrir, o que fazia as pessoas gostarem dela à primeira vista. Seus cabelos ondulados tinham uma cor muito próxima de meu próprio cabelo, um tom de castanho.

— Entre, fique a vontade - balbucio, ainda confusa. - Não repare na bagunça.

— Com licença, querida.

Saio da frente da janela para que ela possa entrar. Meio estranho entrar pela janela, mas, acho que eu também já fiz isso alguma vez na vida. Assim que ela entra no quarto me perpassa um arrepio por todo o corpo. Não entendo porque, então eu ignoro o que senti.

Ela vem me abraçar e ao tocar nela eu entendo perfeitamente porque eu tremi. Nunca toquei numa pessoa morta, mas instantaneamente eu percebi. Esme também nota que eu me esquivei dando um passo para trás. Perplexa por ter feito o que fiz, pergunto:

— Esme?...

— Carol, eu preciso lhe explicar algumas coisas. Eu não sou humana...

Permaneço em silêncio, em expectativa, então ela prossegue com seu relato.

— Eu sou uma vampira.

Quê? O único vampiro que eu conheço, por ouvir falar é o Conde Drácula. Então ela vai me matar? Forma-se um nó em minha garganta, me sufocando, me estrangulando. Sempre sofri por antecipação, vou morrer apenas por temer que ela me mate. A ideia não me sai da cabeça. Penso, conseguindo raciocinar por um momento, mas, se ela fosse me matar teria entrado sem que eu acordasse, ela me acordou, agora eu sei que foi ela. Vendo o meu terror ela prontamente explica:

— Eu e minha família somos 'vegetarianos'. Isso quer dizer que sobrevivemos apenas com o sangue de animais, não atacamos seres humanos - Sim, eu penso, eu já ouvi falar em vegetarianos, pessoas vegetarianas nao comem carne e vampiros vegetarianos não bebem sangue humano.  Muito criativo. Quem teve essa ideia merece parabéns.

— Ufa! - suspiro aliviada. Realmente Esme tirou um fardo das minhas costas. Pergunto para ela então, ao ver o crucifixo em meu peito:

— Cruzes funcionam com você?

— Não, creio que porque não somos maus.

— E estacas?

— Não, nossa pele é tao dura que quebram.

— Alho?

— Não. Não comemos também. Apesar que o alho tem um cheiro forte que levemente irrita nosso olfato apurado.

— Como são os sentidos de vocês?

— Nossa visão é aguçada, o tato é sensível, nossa audição é afiada.

— E o paladar?

— Bom, não precisamos comer. Mas o paladar é refinado, distinguindo entre várias nuances de sangue... - Esme levanta os olhos e percebendo algo que eu não consigo, diz:

— Amanhã nos vemos de novo, o dia já está começando. Durma mais um pouco minha querida.

— Eu vou ver você de novo? – digo com a voz suplicante, receando que ela desapareça.

— Claro que sim. Confie em mim.

Ela desaparece num piscar de olhos. Eu adormeço... E tenho um sonho esquisito.

Um grupo encapuzado está em frente a nós. Eu estou agachada em frente a Esme, protetoramente, e um som... como rugido escapa por entre meus dentes. Ao lado dela posso ver pelo canto do olho está um homem. Será o marido dela? Junto de nós estão outros. Será a família dela?

Acordo sobressaltada e espantada com o que eu fiz.



Notas finais do capítulo

Trilha sonora: Glad you came, The Wanted



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