Sacrificed Blood - O Baile da Morte escrita por Thay


Capítulo 5
Capítulo 4




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– O que faz aqui? - perguntei, agradecendo mentalmente por estar com o colár de Elizabeth no pescoço - Como me encontrou? - ele deu de ombros.
– Fiz minhas pesquisas. Por que saiu da LHS? Essa escola nova é tão sem graça! - comentou.
– Não é da sua conta! - revirei os olhos e passei por ele que segurou meu braço. Tomei um susto de imediato ao temer que alguém o visse incinerar ali, do nada, porém, o desgraçado me segurou por cima da manga da blusa.
– Não fuja de mim, mocinha, não ainda. - ele sorriu e se aproximou - Trago notícias. - seu rosto ficou sério de repente, como se, por um mínimo instante que fosse, ele estivesse com medo.
– Seja o que for, não quero saber. - puxei meu braço de volta.
– Ah, vai querer, se ainda tiver gostar daquela sua amiga com o cabelo colorido... Qual o nome dela?

Meu coração parou e eu arregalei os olhos, prendendo a respiração.
– Alison?
– É isso mesmo, ela tá ferrada. - tentei, em vão, assumir uma postura controlada.
– Tá brincando comigo.
– Que seja, - ele deu de ombros - ela vai morrer em breve mesmo. - passou por mim e, dessa vez, fui eu quem virei.
– Você não respondeu minha pergunta. - ele sorriu, olhando pro próprio ombro direito.
– Eu vim para morrer!

Claro que eu não entendi o que ele quis dizer com aquilo, mas a montanha de perguntas que repercutiu em minha cabeça apenas com sua aparição não deixou-me impedí-lo de ir. Como ele sabia a respeito do que aconteceu com Alison ontem? O que ele quis dizer com "vir pra morrer"? E aquele lance da Ali estar em apuros, o que significava? E o mais importante: Logan dissera que fora embora pra despistar seu irmão, mas ele está aqui. Então qual fora o verdadeiro motivo? Por que ele mentiu?
Minha cabeça doía, eu precisava pensar. Fiquei na minha cama pelo resto do dia, sem querer falar com ninguém, apenas formando as piores conclusões em minha cabeça a respeito de Logan. Será que ele tava me usando esse tempo todo? Só brincando comigo, mas por quê? Com que propósito? Nada se encaixava e eu
não cheguei nem perto de juntar ao menos uma peça que seja desse quebra-cabeça. Sem nem perceber eu peguei no sono, vencida pelo cansaço e aliviada por estar finalmente inerte.

Eu penteava meus cabelos na frente do espelho. Brilhantes, negros, longos, eles caiam como uma calda de um líquido escuro sobre meu colo. Eu amava meus olhos, hipnotizavam até mesmo a mim por serem tão claros. Mas minha felicidade não era só por causa do cabelo ou qualquer característica física que eu tivesse, e sim por ele. Que havia me levado ao céu outra vez na noite anterior, com seus beijos, carícias, me arrancando suspiros, gemidos e me tirando o fôlego de tanto prazer. Fechei os olhos, suspirando, só de lembrar meu coração acelerava.
Minha irmã entrou no quarto, jogou-se na cama e grunhiu, parecendo com raiva. Estranhei seu comportamento e me aproximei, mas então deduzi o que poderia ser: ela acabara de voltar de mais uma reunião com nosso pai.
– Outra vez? - perguntei. Ela me observou por segundos antes de responder.
– Ele quer que você seja a rainha.

Respirei fundo, sentindo a tensão da situação.
– Eu sinto muito, irmã.
– Não sente nada. - ela acusou e se levantou - Está mais do que feliz por ter sido escolhida. Será a dona de tudo, a poderosa, aquela que ninguém questionará. - então parou, de frente para a janela e de costas para mim, a luz entrando, tornando-a apenas um molde negro - E eu, Elizabeth? O que eu serei?
– Tu continuarás sendo a princesa da Itália, minha irmã. A filha do rei.

Ela riu irônicamente e se virou para mim, a falta de luz em seu rosto dando-a um ar tenebroso.
– Não, se eu puder evitar.

Acordei em um sobressalto na cama, em casa. Outro maldito sonho com a princesinha. Passei a mão pela testa, umedecendo os lábios, ainda ofegante. Estava suada e com o coração muito acelerado. Pisquei algumas vezes, recordando dos últimos detalhes do que eu acabara de ver.
Elizabeth tinha uma irmã?! E ela era muito parecida com... Não! Claro, era por isso!


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