Um Erro Inocente escrita por Lady Light Of Darkness


Capítulo 10
Capitulo IX


Notas iniciais do capítulo

Espero que gostem meninas, me deu um tanto de trabalho, mais ficou perfeito.



...

Sem se dar conta do olhar atento do reverendo, Taylor viu a esposa se dirigir a escada tomada pelas sombras. Foi preciso um grande esforço para permitir que ela se afastasse do alcance de seus olhos.

Ficara muito perturbado por saber que alguém, certamente um vilão mal-intencionado, tentara entrar em sua casa. Não que sentisse medo por si mesmo. Sempre se mantivera em excelente forma física e era muito eficiente com os punhos, sem mencionar sua habilidade com a pistola. Qualquer velhaco que tentasse superá-lo na arte de lutar logo descobriria que tal façanha era praticamente impossível.

Mas tomar conhecimento de que Stella havia estado exposta a algum tipo de perigo era suficiente para fazer seu sangue correr mais depressa nas veias. E se ela houvesse encontrado o invasor? E se o desconhecido houvesse conseguido penetrar no quarto dela sem que ninguém visse?

_E se...

Os números de desastres possíveis desfilavam por sua mente com velocidade alarmante. Em toda sua vida, nunca fora responsável por outra pessoa, e estava descobrindo um forte instinto protetor ganhando vida em seu peito, um sentimento que nem sabia possuir.

Era assustador reconhecer a dor provocada pela simples ideia de sua esposa correndo perigo. Mais espantosa ainda era sua determinação em por um ponto final nesse perigo.

Girando sobre os calcanhares, Taylor caminhou até o móvel de mogno que fazia às vezes de bar.

_Acho que estou precisando de um drinque. Não quer me acompanhar, Sid?... Ele convidou com um tom tenso.

_Sim, um conhaque viria em boa hora... O reverendo aceitou prontamente.

Servido duas generosas medidas de conhaque em taças de bocal largo, Taylor entregou uma delas ao hospede, depois esvaziou a outra de um só gole. O calor da bebida ajudou a espantar a fúria fria que o dominava, e ele ofereceu ao visitante um sorriso pálido.

_Essa deve ter sido uma noite muito atribulada para você, meu caro Sid.

_Sim, muito. Fiquei muito assustado quando, ao entrar neste aposento, me deparei com um cavalheiro pendurado na janela.

_Posso imaginar.

_Desejaria, no entanto, ter guardado silêncio. Se não houvesse gritado seu nome, certamente teríamos posto as mãos no invasor.

Taylor moveu a mão como se quisesse aplacar os pesares do bom religioso. Também teria gostado muito de capturar o canalha no momento em que ele pusera os pés em sua propriedade, mas não podia culpa o pobre homem por sua reação instintiva.

_Bobagem. Se o vilão tivesse de fato conseguido entrar em casa, não há como saber que males ele poderia ter causado. Se estivesse armado, teria sido muito difícil dominá-lo.

Visivelmente mais calmo, o senhor Sid moveu a cabeça em sentido afirmativo.

_Suponho que esteja certo.

_Estou aliviado por não ter sofrido nenhum mal.

Sem aviso prévio, o religioso deixou escapar uma súbita e estrondosa gargalhada.

_Para ser honesto, creio que ele ficou mais assustado que eu quando entrei na sala... disse depois de conter-se.

_Um amador, então.

_Foi o que imaginei.

_Mesmo assim não faz sentindo... Taylor deixou o copo sobre a mesa com um baque surdo. Não gostava da incomoda sensação de que havia algo nessa situação que não conseguia identificar. –Bem o invasor um amador ou um ladrão experiente, ele deve ter percebido que os criados se movimentam pela casa apagando as velas e verificando as lareiras.

_Um mistério, realmente... Sid concordou com tom solidário. –Talvez o desenho de Stella possa nós ajudar a descobrir sua identidade.

Taylor lançou um olhar para o esboço que o reverendo deixou sobre a mesa, sentia um estranho orgulho por como a esposa abordara de maneira sensata e inteligente a questão do invasor. Diferentemente da maioria das mulheres, ela não se deixara dominar pelo pânico nem desmaiara ao tomar conhecimento de que um desconhecido invadira sua casa. Em vez disso, mantivera a calma e, com equilíbrio, oferecera sua assistência com uma invejável presença de espirito.

_Sim... Ele murmurou. –Pretendo ir procurar os colonos amanhã mesm0 com esse esboço, e depois o levarei ao vilarejo. Se ele está hospedado em algum local da região, certamente o encontraremos.

_Stella teve uma excelente ideia quando sugeriu este desenho.

Um sorriso orgulhoso distendeu os lábios do lorde.

_Stella e sempre brilhante.

O reverendo terminou de beber seu conhaque e deixou a taça sobre a mesa.

_Espero que ela não tenha ficado muito amedrontada com o incidente.

_Stella? Não creio ter visto minha esposa amedrontada com nada... ele disse, percebendo em seguida que não estava sendo inteiramente honesto. Naquela noite fatídica em que acordara em seus braços, ela havia ficado muito amedrontada. Tanto que seus gritos haviam atraído todos que estavam na hospedaria para a porta do quarto. –Bem talvez uma vez.

Com uma sutileza astuta que geralmente ficava escondida sob seu ar vago, o reverendo tossiu.

_Sim, realmente... Disse, tentando ajeitar a gravata amarrotada. –Ela não e uma jovem muito nervosa. O que e muito bom para ela, certamente, considerando todas as provações que já teve de enfrentar.

Taylor não pôde deixar de sorrir das palavras comedidas.

_Devo me considerar uma dessas provocações?

O cavalheiro teve a graça de corar diante da pergunta direta.

_Na verdade, refiro-me mais aos eventos que levaram ao seu casamento... ele corrigiu apressado.

Taylor recolheu os ombros. Não se sentia ansioso para discutir seu casamento com o reverendo. Não compartilhava a confiança de Stella sobre serem capazes de ocultar o estado de conflito em que viviam.

_Foram infelizes, concordo, mas aceitamos a situação... ele mentiu relutante.

Os olhos do vigário ganharam um brilho interessado.

_É mesmo?

_Sim, aceitamos a situação tão bem quanto o possível.

Um silencio tenso se fez presente antes de Sid pigarrear com alguma delicadeza.

_Desculpe-me se invado sua privacidade, mas havia outra mulher com quem desejasse se casar?

A percepção do cavalheiro pegou Taylor desprevenido, e antes que pudesse conter-se, ele já movia a cabeça em sentido afirmativo.

_Oh, sim.

_Entendo. E sinto muito.

Sentindo-se um tolo por ter revelado suas mais intimas esperanças para o futuro, Taylor balançou a cabeça. Não podia permitir que o vigário pensasse que estava sofrendo por conta de um coração partido. Seu problema eram os sonhos despedaçados.

_Não lamente por mim. Ainda não havia a encontrado.

Como era de se esperar o reverendo se mostrou confuso.

_O que disse?

_Ela existia apenas em minha mente... confessou relutante. – sempre tive comigo a imagem da donzela perfeita que um dia a desposaria.

_Entendo... o reverendo murmurou, deixando-o com a incomoda sensação de que talvez ele realmente entendesse. Muito bem. –Não sabia que um dia havia existido uma donzela perfeita.

Taylor sufocou a onda de impaciência provocada pela insistência do bom homem.

_Perfeita para mim.

_Uh... Um brilho misterioso iluminou seus olhos.

Mac não confiava naquele brilho repentino, nem no inconfundível sentimento de que havia mais do que um simples traço de deboche na voz dele.

...



Notas finais do capítulo

Comentem e me digam o que estão achando deste capítulo meninas, beijocas.



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