K.O.F escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 6
Um pouco mais para o torneio


Notas iniciais do capítulo

Apesar de demorar um pouquinho estou postando adiantado, pois a atualização seria na próxima semana. Infelizmente não deu para eu atualizar mais uma vez no mês de abril. Enfim o capítulo tá maior. Espero que gostem.



Heidern se preparou para viajar ao Japão naquela noite mesmo. Era madrugada de sexta-feira. Ralf e Clark receberam um convite para irem até o aeroporto clandestino de South Town. Eles foram até o local. Havia um jatinho esperando por eles.

– Sejam bem vindos senhores. Espero que aproveitem a viagem - falou a aeromoça.

O capitão sentou numa das poltronas e ligou o tablet para verificar alguma coisa. O avião ainda não havia decolado.

– Coloquem os cintos e fiquem à vontade. A viagem demorará cerca de doze horas dependendo das condições do tempo. Iremos pelo oceano Pacífico para evitarmos passar por algum país além do nosso.

– Obrigado pela informação - disse Heidern.

O avião decolou e eles já estavam com 1 hora de viagem. Ralf dormia tranquilamente, Clark não conseguia grudar os olhos, pois sempre tinha pavor em viajar de avião. O capitão lia um livro enquanto esperava as cansativas onze horas restantes.

– Senhorita Leona, senhorita Leona - dizia uma mulher que trabalhava na Ikari. Ela abriu a porta e não viu a garota - Mas que droga.

Leona foi para o mesmo aeroporto clandestino. Ela pediu a ajuda de um homem que trabalhava na Ikari para deixá-la ao local. Outro avião também estava esperando, porém com alguém dentro. Era uma mulher.

– Espero que me ajude como prometeu Vice.

– É claro amiga. A gente sempre se falava pela internet somente para esse dia chegar. Espero que esteja pronta.

– Sim estou.

– Vamos embarcar então.

As duas entram no avião e o mesmo decola rumo ao Japão.

...

Sexta-feira de manhã no ocidente. Igniz vai à empresa resolver algumas coisas antes de ir ao encontro com Rugal. O empresário é forçado a convocar uma reunião emergencial, pois toda a diretoria havia pedido.

– Então cá estou cavalheiros. O que querem?

– A sua demissão - disse O'Brien.

– Ficou louco senhor O'Brien? Ou é alguma piada? Porque se for não teve graça alguma - disse dando leves risadas.

– Não senhor Igniz. Toda a diretoria sabe da falcatrua que o senhor realiza nesta empresa de grande porte que é a NESTS.

– Isso é uma calúnia e uma acusação grave para comigo. Sabe que eu posso processá-lo por isso...

– Sei exatamente o que estou fazendo - ele joga o relatório da auditoria em frente ao homem - aí está o resultado da auditoria interna que eu fiz com minuciosidade. O velho pente fino. Cinquenta e duas páginas mostrando que esta empresa passou três anos e quatro meses superfaturando as verbas que vinham do governo americano. Além disso na página dez vem mostrando que cerca de vinte milhões de dólares foi retirado da conta da empresa e depositado em outra conta. Claro que com muitas pesquisas eu descobri que fora depositado num paraíso fiscal nas Ilhas Cayman. Página trinta e cinco, fala sobre a clonagem humana e além disso mistura de genes de animais com humanos numa pesquisa de híbridos. Agora me fala senhor Igniz isso é uma piada?

– Só pode ser engano...

– Igniz esperamos o seu pedido de demissão em uma semana da empresa. Venda as suas ações ou os seus bens serão congelados pela companhia - disse um outro diretor.

– Não podem fazer isso comigo bando de parasitas. Eu que fundei este laboratório e agora me expulsam como um cão sarnento? Pois bem, eu já estava de saída mesmo. Espero que aproveitem isto, por enquanto.

O homem sai com muita raiva e vai direto ao aeroporto ir para Nova Iorque.

...

Victor Krizalid era um dos seguranças de Isaak. Ganhou confiança do patrão a ponto de ser incumbido a vigiar o filho deste. O homem tinha uma idade entre vinte e cinco a trinta anos, cabelos brancos descoloridos, usava um brinco na orelha esquerda e sempre vestia seu tradicional terno preto. Ele aguardava no carro a saída do garoto. A aula dele iria acabar mais cedo.

Kevin saiu da escola. Um adolescente por volta dos seus treze anos de idade. Ele vinha na direção do carro e entrou no banco traseiro. Reconheceu aquele homem imediatamente.

– Papai me falou hoje pela manhã que você me pegaria, mas eu ainda não entendi o motivo disso. Você poderia me dizer?

– Sabe que eu não posso Kevin. O seu pai é o meu chefe não meu confidente. Ele não me diz certas coisas até mesmo por segurança. Vai que alguém me sequestre e me torture. Poderia falar algo que não deveria.

– Eu duvido muito Victor. É mais fácil você torturar alguém. Então eu falei para ele que ia à casa de um amigo meu. Não se importa em esperar não é?

– Claro que não pivete. Vamos indo num clima maravilhoso - ele aumenta o rádio e começa a passar rock.

Kevin odiou aquele barulho, retirou seus óculos escuros e os colocou. Gostava de usá-los, contrastava com seus cabelos prateados.

...

Igniz chegou em Nova Iorque ainda de manhã e foi direto ao hotel onde Rugal estava hospedado. O restaurante era enorme e caríssimo. Ele sentou numa das mesas aguardando o outro. Minutos depois o homem sentou-se perto dele.

– Então senhor Igniz o que o senhor deseja?

– Estou com mãos e pés atados. Preciso que o senhor consiga para mim um chip.

– Um chip? Poderia me especificar exatamente as suas intenções.

– Sabe que eu trabalho na NESTS, aliás eu sou o dono. Sempre tive a ambição de clonar as pessoas, ou seja, clonagem humana. Porém os imbecis que trabalham comigo me vetaram essa pesquisa. Por isso quero a sua ajuda. O chip contendo as informações sobre a clonagem humana se encontra no laboratório Silk em Los Angeles. Preciso que roube para mim. Darei uma recompensa ao senhor de dez milhões de dólares além de uma verba extra para pagar seus subordinados. O que acha?

– Tentador.

1 Hora depois...

– Esntão está feito Igniz eu o farei. Os nossos encontros sempre rendem, mas preciso voar para o outro lado do mundo.

– Por quê?

– Digamos que eu tenho um torneio a presidir. Adeus e boa sorte com os colegas de trabalho - saiu deixando o outro para trás.

Rugal entrou em contato com alguns bandidos que trabalhavam para ele e informou sobre o roubo que teriam que fazer. Depois dessa ligação ele fez outra para Tóquio.

– Como está indo Mature?

Muito bem senhor. Iori Yagami está caindo direitinho na minha conversa.

...

Kyo aproveitou que os seus pais estavam dormindo para arrumar as suas coisas numa mochila. O rapaz guardou tudo, até o convite que pegou escondido. Estava pronto para fugir dali e participar do torneio custe o que custar. Ele abriu a janela do seu quarto e saiu. Andou pelo telhado e pulou na grama da área externa. Quando ia pular o muro foi surpreendido por uma luz de lanterna. Olhou para trás e cai de susto.

– Muito bonito Kyo. Tentando fugir como um ladrão - disse Saisyu.

– Papai eu...

– Entre vamos conversar agora.

Eles entraram em casa. O jovem deixou a mochila sobre o sofá e sentou. Seu pai entrou logo em seguida e sentou perto dele. A cara de raiva do mais novo era evidente. Talvez tenha perdido a melhor oportunidade, ou não.

– Filho não precisava fazer isso. Aqui é a sua casa e não precisa fugir como se fosse um gatuno.

– Não pai, essa foi a única maneira de me assegurar que eu participaria do torneio. O senhor proibiu de eu ir. Por isso tinha que ir escondido.

– Então é isso? - Saisyu começar a rir.

– Por que ta rindo pai. Não tem graça droga!

– É que tudo isso na verdade era um teste. Eu deixaria vocês irem ao torneio, mas primeiro eu ia fazer uma surpresa que só seria revelado amanhã.

Kyo arregalou os olhos pela surpresa. O seu pai estava apenas lhe testando. Como se sentia idiota em tentar fugir.

– Kyo eu te deixo ir, mas queria também que tivesse paciência filho. Depois que o jovem Nikaido me contou hoje que você fugiria eu fiquei acordado fingindo dormir.

– Benimaru ele me paga...

– Vá suba. Amanhã vocês podem ir a esse bendito torneio.

Kyo se sentiu culpado e pediu desculpas ao pai. O mais velho se aproximou dele e passou o seu braço em volta do ombro do jovem. Kyo agradecia ter um pai tão maravilhoso que nem o seu. Com certeza teve sorte na vida ao nascer no clã Kusanagi.

...

O dia chegou rápido no oriente. Enquanto isso perto da costa do Japão estava localizado o porta-aviões de Rugal. A fortaleza marítima estava sendo cuidada pelo capitão Collin. Ele olhava para as pessoas que trabalhavam na área das máquinas, pois o navio havia tido um grave problema dias antes.

– Senhor estamos quase concluindo a restauração - disse o chefe dos trabalhadores.

– Excelente. O meu chefe quer isso pronto para amanhã. Será que conseguem?

– Sim senhor, mas vou logo avisar que a situação é um pouco mais complicada.

– Especifique-me.

– Capitão o porta-aviões sofreu um super aquecimento nas máquinas. Ele não estará cem por cento, mas se não sofrer outro impacto como ocorreu naquela batalha contra a marinha britânica então tudo bem. Agora de jeito algum isso pode super aquecer, porque poderá explodir esse porta-aviões.

– Não se preocupe eu direi ao meu chefe. O navio está há mais de vinte anos e nunca nos deixou na mão. Continuem trabalhando - o capitão saiu da sala das máquinas para ir ao convés. Checou as rachaduras na popa. Foi uma guerra e tanto contra ingleses.

Minutos depois ele sai dali num bote até à costa. Será ele que presidirá os participantes do torneio.

...

Iori permanecia nervoso. Era o dia em que os participantes do torneio se apresentariam. Entretanto ele não tem uma equipe formada, portanto vai aguardar até chegar o momento em que lutará cara a cara com o seu arqui-inimigo. Arrumou a bagagem e saiu do prédio. As pessoas que estavam na recepção ficaram desconfiadas, pois tinham um certo medo desse cidadão anti social.

A mulher que um dia ele esbarrou na entrada novamente estava no mesmo local. Ela vinha conversando com uma amiga até que ele novamente esbarra contra ela fazendo a garota largar o sorvete acidentalmente.

– Ei espera um pouco não vai saindo assim meu filho - disse ela. Iori fez cara feia, mas não a intimidou. - A primeira vez eu tolerei, mas desta vez não. Pague o sorvete que você me fez derrubar.

– Ta de brincadeira garota. Eu não vou perder o meu tempo discutindo contigo - ele ameaçou ir embora, pegar carona com a Mature, só que a moça o segurou pelo braço.

– Nada disso queridinho. São dez ienes. Não brinco com dinheiro vamos - disse estendendo a mão.

Iori ficou indignado com aquilo. Controlou-se ao máximo até desistir e entregar o dinheiro para ela. A garota agradeceu e o ruivo saiu com mais raiva ainda. Entrou no carro de Mature e foram embora.

– Nossa amiga que carinha mais antipático, mas é muito bonito. Confesso...

– Amiga eu acabo de conseguir dez fácil fácil. Aquele sorvete que você me deu por dois ienes estava gostoso, mas receber dinheiro do cara mais puto com a vida do Japão é prazeroso. Esse um dia pego. Vamos.

Iori só pensava numa coisa: lutar contra Kyo. De certa forma é o seu papel nesse torneio. A segunda coisa que queria fazer é conhecer o tal anfitrião. Parece ser alguém muito importante. Enfim preferiu ficar calado a viagem toda enquanto Mature dirigia. Por volta do meio dia todos os participantes estariam reunidos.

11:21 AM

O carro estacionou em frente a mansão da família Kusanagi, pois era encarregado de levar Kyo e os outros para o local da recepção do torneio.

Kyo se arrumou e guardou algumas peças de roupas na sua bagagem. Era o momento em que iria se despedir dos seus pais e só os veria provavelmente na segunda-feira, dia que começará as lutas. Sua namorada também se despedia.

– Eu prometo dar notícias assim que eu chegar lá - disse abraçando a mãe.

– Kyo vê se não me esquece - disse a namorada.

– Nunca minha princesa - falou dando um beijo no rosto dela deixando-a vermelha.

– Bom vamos parar de namoro aqui. Já tá ficando tarde. Vem meu filho - disse Saisyu.

O senhor Kusanagi ajudou a levar a bagagem do filho até o porta-malas do carro. Benimaru e Goro já estavam esperando. O moreno respirou fundo e recebeu todo o apoio do seu pai. Ele entrou encontrando os seus velhos amigos lá. Faltava pouco, muito pouco.



Notas finais do capítulo

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