K.O.F escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 21
SEMIFINAIS - JAPÃO X MÉXICO - A luta entre jovens promissores


Notas iniciais do capítulo

Ois. Voltei.



Terça-feira, 8 da manhã

O convite que Iori deu para Kyo foi um desafio de morte. Ambos eram inimigos mortais, mas as interferências do torneio adiava o confronto deles. Impaciente, o ruivo entregou o convite com local e horário da luta. Devido à folga da terça, aproveitou esse tempo pois não havia lutas.

O local da luta claramente era na praia de Kaido, um tanto afastado do hotel, perto das pedras. Mesmo com os apelos de Yuki, o moreno decidiu cumprir com a sua palavra. Chegou e viu Yagami em pé com uma aura azul por todo o seu corpo. Dali em diante, eles mediram forças dos seus clãs, jogando rajadas de fogo um contra o outro.

As pessoas na praia, incluíndo os turistas, correram com medo daquilo, e o fato de fugirem para não se queimarem. Foi um caos.

— O que é aquilo? — disse um turista apontando para o céu.

Uma bola de fogo muito maior e mais forte atingiu os dois, obrigando-os a se afastar. Tanto Iori quanto Kyo cessaram os ataques ao verem Saisyu aparecer no meio.

— Esse é...

— Papai?

O patriarca do clã Kusanagi se manteve concentrado.

— Garotos, vocês estão assustando as pessoas com esses deperdícios de poderes. Que eu saiba, Kyo, sua luta será amanhã.

— Escute aqui, senhor. Eu que convidei o traste do seu filho para matá-lo e acabar com essa rixa entre nós. Não devia se intrometer.

— Papai, eu não sou nenhum covarde. Não vou recuar nas provocações desse cara. Não é comigo!

Saisyu separou as mãos.

— Iori Yagami. Seu clã amaldiçoado grita por vingança. Eu juro que um dia você lutará com Kyo, mas não aqui, não agora neste lugar.

Ele viu a imponência do patriarca Kusanagi. De fato ele era muito poderoso. Resolveu se retirar dali.

— Vamos voltar para o hotel. Yuki está nervosa e sua mãe também. Um dia você pode lutar contra o Yagami.

Kyo assentiu. Foi embora com o seu pai de volta ao hotel. Chegando lá viu a mãe e a namorada nervosas. Prometeu nunca mais fazer isso.

...

Mature bateu palmas para a garra que Iori deu na praia. Reencontrou-o na vila da cidade Kaido.

— O que é isso? Tá me seguindo agora?

— Foi apenas uma coincidência. Eu quero que venha comigo.

— E por quê?

— Meu chefe quer vê-lo pessoalmente.

Pela primeira vez, Iori terá de ficar cara a cara com o chefão da coisa toda. Mature abriu a porta do carro para ele entrar. O veículo subiu a colina e foi para a mansão.

— O seu chefe gosta de ostentar.

— Ele é muito rico. — Abriu a porta para descer.

Caminharam pela parte da frente até serem recebidos por um empregado que abriu a porta. Ele os levou ao escritório do chefe.

— Entrem.

A mulher abriu a porta e deu passaram para Iori prosseguir. O local era bem espaçoso, com uma lareira grande, estátuas, animais empalhados, lustre de cristal e móveis luxuosos. Viu a pantera negra do homem.

— Que bom que veio, Iori Yagami. Eu o espero desde antes deste torneio começar — Rugal estava no andar de cima do escritório, vendo alguns livros. Ele se virou e se apoiou ao corrimão da varanda. — Como se sente?

— Péssimo. Eu nem sei o que vim fazer aqui.

— Ah sim. Peço desculpas pela liberdade de trazê-lo até mim. Acontece que nós dois temos algo em comum — desceu pela escada e foi mexer no fogo da lareira.

— Não entendi.

— A verdade, senhor Yagami, é que eu tenho um problema com uma pessoa que está no hotel. Saisyu Kusanagi. — Sentou na poltrona e acariciou o grande felino.

— Não entendo o que quer de mim?

Mature saiu da sala, deixando os dois sozinhos ali.

— Preciso de você. Saisyu tem uma dívida comigo. Agora eu quero matar um Kusanagi, mas não o pai, o filho. E como você e ele são inimigos, podemos nos beneficiar. Eu te contrato para matar Kyo Kusanagi, o que acha?

— Senhor, eu não preciso da sua ajuda para isso. Tenho poder suficiente.

— Eu sei que tem. O que você não tem e eu sim: infrestrutura, estratégia. Um dos meus empregados do hotel viu vocês dois brigando na praia, mas foram impedidos pelo pai do cara. Vai ser assim toda a vida, alguém sempre interrompendo os dois. Eu posso fazer com que ambos tenham a luta sem ninguém interrompendo.

Iori começou a gostar da proposta.

— Há duas maneiras: se Kyo perder ou se ele vencer o torneio. Se ele perder, posso tentar convencê-lo de se encontrar contigo sem o pai dele saber. Se ele vencer o Rei dos Lutadores, vai ser transferido de helicóptero para o meu porta-aviões a fim de me desafiar. No entanto, eu farei com que a última luta seja entre vocês dois. Se matar Kyo Kusanagi, darei o cinturão de campeão do KOF. O que me diz?

A proposta era tentadora demais para o ruivo negar. Realmente enfrentar o seu rival será difícil enquanto Saisyu estiver por perto.

— Eu aceito.

Rugal sorriu e prabenizou a escolha de Yagami. Seu plano estava dando certo até demais.

...

Quarta-feira, horas antes das lutas do meio-dia. Kaido amanheceu mais alegre do que o costume. Fogos de artifício em plena manhã, pessoas numa bateria tocavam tambores e um grupo de dança fazia um espetáculo na frente do templo budista Sidarta, palco do primeiro duelo. Os visitantes e moradores começaram a se aglomerar, sendo realocados pelas autoridades para trás de fitas amarelas que isolavam o público dos participantes. Sem tatame, o limite foi marcado com tinta branca sobre o calçamento de pedra. Será um ringue tradicional, bem diferente da frescura tecnológica da luta anterior.

O templo de Sidarta era o principal templo religioso da região. Na entrada havia uma estátua de buda de uns cinco metros. Os telhados eram típicos do Japão feudal.

— Abram passagem! Abram. — diziam os policiais.

Vários seguranças empurraram as pessoas a fim de abrirem passagem para Rugal Bernstein passar. Na frente da arena, uma tenda alta com um trono para o alemão sentar. Sua única companhia era Mature.

— Senhor, a Vice está neste momento com Leona Heidern.

— Excelente. Espero que continue assim. Quem diria aquele garoto aceitaria minha proposta tão facilmente.

Ele olhou pra o relógio. Meia-hora para o meio-dia.

 

Benimaru e Goro faziam seus últimos aquecimentos fora do hotel. Kyo foi o último dos três a descer.

— Já se maquiou, já se limpou... demorou, hein — reclamou o loiro.

— Vamos logo. Falta pouco. — disse Goro.

Sem nenhuma cerimônia eles pegaram um carro que os deixaria na porta do templo.

 

Por volta das 11:50 eles chegaram na frente do templo. O grupo de Takuma já se aquecia dentro da arena. O trio passou pela multidão e também goram para a arena.

A arena era bastante simples, mas a maior do torneio até agora. Do centro para a ponto onde as pessoas estavam era de 50 metros, o raio mais próximo. Com um formato oval, algumas partes da arena eram mais longínquas, outras mais perto.

Enquanto isso, Isaak e Kevin assistiam junto com a família de Kyo.

12:00

Rugal se levantou do trono, pegou o microfone e presidiu o torneio.

— Sejam todos bem-vindos. Estamos na fase semifinal do Rei dos Lutadores. De um lado temos os jovens destemidos do time do Japão, do outro temos os artistas marciais que lutam sob a república mexicana. Temos grandes lutadores aqui, sem dúvida. Vocês passaram pelas preliminares e chegaram num ponto realmente crucial. Agora as coisas ficarão sérias. Por questões lógicas, eu decidi que a arena terá uma forma oval, sem grades e com uma boa distância para os participantes. As regras são as mesmas anteriores: um contra um, o time perdedor lança o próximo lutador para enfrentar o vencedor do time que venceu e assim por diante. O árbitro dará as instrunções.

O telão perto dali ligou, filmando os participantes se aquecendo. O juiz do torneio era um velho careca que mais parecia um samurai.

— As regras são simples: vence aquele que nocautear o adversário. Ou se o adversário desistir ou cair fora da arena, estará sumariamente eliminado. Nada de armas de fogo ou brancas. Qualquer problema que eu passe despercebido, reportem-se a mim. Não matem o rival. Só isso.

Passado todas as explicações, o torneio da semifinal começou.

— Primeira luta da primeira semifinal do King of Fighters: Kyo Kusanagi versus Ryo Sakazaki.

Kyo ficou sozinho na arena juntamente com o seu adversário. Ryo Sakazaki é o filho mais velho de Takuma Sakazaki. Irmão maior de Yuri, ele se torna protetor da mesma. Até recebe reclamações por parte dela, irritada com essa proteção exagerada. Mora com o pai no dojo em South Town.

Organizado como sempre, o loiro cumprimentou o seu adversário. Trajado na sua roupa laranja, muito diferente da roupa pop que o japonês usava: jaqueta branca, calça jeans e tênis, uma camisa preta por baixo.

— Comecem!

A tensão dos dois lados aumentou. Sakazaki ficou em posição de guarda, parado. Kusanagi caminhava em volta do rival de luta, tentando achar uma brecha.

— Esse garoto é espetacular. Dá para ver que foi bem treinado. Sua guarda não diminuiu.

— Saisyu, parece estar preocupado? — disse Isaak.

Não é para menos. O loiro se aproximou. O primeiro chute foi de Ryo, que, ao esticar a perna, quase atingiu o queixo do moreno. Utilizando as pernas, ele lançava o seu ataque enquanto Kusanagi se defendia.

Rugal intimamente torcia para Kyo.

— Vai Kyo. Acaba com ele — torcia Kevin.

Takuma, Robert e Yuri assistiam à luta no meio da multidão.

O faixa preta do dojo deu muito trabalho apenas com os pés, obrigando o japa a se defender com os braços. Aproveitando uma pequena brecha, Kyo conseguiu chutar o tórax do outro. Afastaram-se.

— Vamos lá, irmão. Você consegue.

— Você é bom, Kusanagi. É muito bom. Mas eu lamento porque quem vai vencer esta luta serei eu — voltou a posição de guarda.

Enquanto isso, um pouco afastado da arena, longe da multidão, Iori Yagami assistia à luta pelo telão. Amassou uma lata de refrigerante.

...

Porto de Kaido

— Não seria melhor eu ter avisado aos meus amigos sobre minha ausência?

— Não, querida. O seu pai deixaria?

— Infelizmente que não. Ele é tão teimoso.

— Pois bem, precisamos embarcar hoje ainda. O local da batalha que meu chefe recomendou será num grande navio militar. Vai se apaixonar ao ver.

Leona foi persuadida por Vice a deixar a cidade de Kaido e sair com ela num iate para onde o Black Noah estava ancorado.

...

Ryo usou as suas pernas para atacar, Kyo usou os braços para se defender. Numa trocação de golpes, ambos se acertaram no rosto com seus chutes. Cada qual caiu em seu lado da arena.

Takuma não gostou nada da demora que o seu filho passava para acertar um golpe mortal. Ele desdenhava das atribuições de Kusanagi.

— Parece que não será fácil me derrotar, Sakazaki.

— É o que veremos.

Numa posição de luta típica do karatê, o loiro se concentrou ao máximo. Deu um pulo bem alto, deu um mortal e um chute. O golpe foi tão forte que Kusanagi foi arrastado por vários metros. O loiro perseguiu Kyo, sem ao menos deixá-lo se levantar.

— Não Kyo, não deixa ele te vencer — torcia Kevin.

— Vai lá, bebê. Acaba com ele — gritava Yuki.

Ryo deu uma voadora para acertar em cheio, mas Kyo segurou a perna do loiro. Agora a batalha era medir quem tinha mais força. Ryo tentava se desvencilhar, mas Kyo o levantou e o jogou longe. Rugal vibrou ao ver a vantagem do moreno.

— Esse Kyo Kusanagi é muito forte — reconheceu Robert. Takuma o encarou incrédulo.

Os dois começaram uma troca de socos e chutes. Aparentemente estavam em vantagem quando Kyo, sem querer, empurra Ryo, queimando um pouco o seu traje laranja.

— Desculpa. Não foi a minha intenção, cara.

— Que lutador é você que pede desculpa durante uma luta? — disse enquanto retirava a parte de cima. Ele usava uma camiseta preta por baixo.

Kyo parou um pouco a batalha e também retirou uma roupa, a jaqueta branca. Retornaram para o duelo. Ryo acertou um poder azul da sua mão que derrubou Kyo.

— Por que fez isso?

— Retribui por causa daquele golpe que queimou meu kimono.

Os dois voltaram para a luta. Estava acirrada. Numa hora os dois juntaram as mãos e mediram suas forças. O suor e o cansaço já podia ser visível.

— Os dois são incríveis — afirmou Isaak. — Meu nível já é baixo. Esses garotos são verdadeiros prodígios.

Separaram-se. Kyo precisava passar daquela semifinal custe o que custar. Fez surgir as suas chamas em ambas as mãos. As pessoas ficaram surpresas.

— Isso é algum truque?

— Não.

— Que bom. Porque eu posso lançar poder das minhas mãos também.

Bernstein foi pego de surpresa. Até mesmo Kyo foi pego de surpresa. Ryo Sakazaki fez movimentos com as mãos e as juntou.

— Quero que saiba que o Karatê Kyokugenryu é o melhor de todos. Aprendemos até poderes especiais.

O suspense pairou no ar. A primeira luta difícil de Kyo era justamente com um cara que usa golpes especiais. Será que ele vai sair ileso?

Iori assistia à luta com muita raiva. Era ele quem deveria estar no lugar de Ryo.

— Tsc! — resolveu sair dali.

Continua...





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