K.O.F escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 2
O Convite


Notas iniciais do capítulo

Segundo capítulo dessa maravilhosa fic (humilde ao extremo). Espero que tenham gostado do primeiro capítulo. Não fiquem preocupados com as postagens eu posto rápido e nunca deixei uma fic minha em hiato. Pode crer.



O homem dos longos fios negros caminha o mais rápido que pode atrás daquele casal. Era muita gente passando pra lá e pra cá. O tal ser estava levando uma bagagem a mão, por isso chamava atenção das pessoas. Ele apenas as ignorava como fazia de costume. Sua frieza era incontestável tanto que muitos nem tinham coragem de chegar perto dele.

— Merda cade você — olhou de um lado para outro num cruzamento. Poderia até deixar pra lá, mas queria acertar as contas com um certo rival de uma vida inteira.

Se retirou dali chamando outro táxi. Embora estivesse impaciente e com a normal cara de poucos amigos, ou nenhum mesmo, decidiu falar com o motorista.

"Malditos motoristas de táxi. Porque eles não ficam calados durante a corrida?" — pensou tedioso.

Meia hora depois ele sai do veículo e paga o homem. O vento soprou suas madeixas o que incomodava seriamente. Entrou no prédio de cinco andares. Olhou para a recepcionista percebendo que era outra mulher, uma loira. Enfim não se demorou muito até pegar o elevador e foi até o quinto andar. Apesar de não ser muito alto dava para ver algumas boas paisagens da cidade. Era um prédio em frente a uma avenida movimentada.

Deixou a bagagem no quarto e percebeu que tudo ficou perfeitamente como deixara. Apenas a poeira se apossou dos móveis. Fazia um mês que se ausentou de Tóquio para se aventurar numa outra cidade do Japão. Guardou as roupas no guarda-roupas incluindo uma jaqueta preta com um símbolo de uma lua nova atrás e uma calça vermelha. Era uma peça fundamental, mas que não usava muito.

Minutos depois regularizou o chuveiro elétrico e o abriu. Sentiu um alívio tomar aquele banho depois de um longo período na estrada. Seus músculos ficaram relaxados e a sua pele quase pálida ficar um pouco vermelha devido a água morna. Os cabelos longos quase batendo na cintura o incomodava, mas gostava deles. Todavia teria que um dia se desfazer dele já que é muito mais difícil lutar com longos cabelos. Enfim tomou o seu banho, pegou duas toalhas, uma enrolou na cintura e a outra na cabeça.

— Se pelo menos tivesse um torneio de luta conhecido. O The King of Fighters já não tem há três anos. Como pode. Com certeza eu encontraria aquele imbecil do Kusanagi lá — falou para si mesmo.

Depois de se instalar no seu apartamento o homem vestiu um calção branco simples e com o peito nu deitou-se em sua cama com seu instrumento de contra baixo. Talvez não seria o momento oportuno para querer matar um antigo rival que desde a adolescência o incomodava. Talvez não pelo fato de não ser associável, mas pelo fato de sua linhagem ser a pior inimiga da linhagem do outro.

...

Kyo deixou a namorada em casa. Deu um último beijo nela e foi embora. Antes disso ele havia sentido uma presença estranha, mas familiar. Poderia ter sido ele que voltou para infernizá-lo? Enfim atravessou a rua e foi para o quarteirão onde havia estacionado a moto que seu pai lhe dera de aniversário. Pensou no Saisyu e percebeu que levaria uma bronca daquelas. Não importa já era quase dez horas da noite quando voltou pra casa.

O moreno abriu a porta com muito cuidado para não acordar ninguém. Típico dos filhos quando chegam tarde. A sala estava escura sem ninguém. Apenas a cortina da janela fazia movimento, pois a mesma estava aberta. O que era de certo modo estranho, pois um ladrão poderia entrar e roubar. Fechou a janela e em seguida a cortina. Foi aí que a luz acendeu e o rapaz, assustado, incendiou o tecido cor de gelo.

— Merda — puxou o tecido ao chão e apagou com seus pés. Levou um susto ao ver o seu pai sentado no sofá bege, com cara de poucos amigos. O homem vestia um roupão sobre o pijama. — Papai caramba que susto eu levei. O senhor não deveria ter deixado a janela aberta e...

— Kyo isso são horas de chegar? — perguntou sério mexendo no seu bigode.

— Pai eu estava com a minha namorada no centro da cidade. Não foi nada demais, não procurei confusão com ninguém. Enfim eu vou me deitar, pois amanhã será sábado e pretendo dormir até entardecer.

— Meu filho sente-se aqui, por favor — falou o homem ainda sério. O jovem moreno suspirou e decidiu acatar a ordem.

— Olha pai eu sei que o senhor pode estar furioso comigo, mas eu compreendo. Só que...

— Kyo meu filho. Antes de falar eu quero que saiba que as suas atitudes irresponsáveis estão lhe prejudicando — o moreno balança a cabeça negativamente — Escute você até agora é o último descendente do clã Kusanagi e tem uma grande responsabilidade. Você precisa ser um homem responsável e agir com a mente, não sob compulsão.

— Eu sei pai, mas é que droga eu queria ser um rapaz normal. Quero namorar, ir a faculdade, ir a balada, curtir shows com os amigos e até viajar. Essa responsabilidade às vezes me estressa muito.

— Eu sei... eu sei — falou pondo a mão sobre o ombro do filho — é um fardo quase que insuportável. Entretanto não se esqueça que também fui jovem e tive o mesmo fardo. Sabe as pessoas podem a início aparentar antipatia para com o seu destino, mas sempre o considera digno para traçar a pessoa que tem realmente dentro de si. Até mesmo no âmago. O fardo pode ser pesado agora, porém aos poucos fica fácil para suportar. Um dia você se tornará um grande homem eu vejo isso. Merecedor das melhores coisas possíveis. Você Kyo um dia será esse homem, mesmo que eu não esteja mais com o fôlego da vida.

Kyo olhava a expressão terna do seu pai que contrastava o seu semblante rígido de sempre. Saisyu meio que se emocionou e enxugou uma única lágrima que escorria. Viajou para alguns lugares pelo mundo, mas há dois anos decidiu retornar para a família um pouco mudado. Rígido, sim, mas ele guardava algo.

— Enfim meu filho a sua mãe fez filé de peixe, porém esfriou. Se quiser ainda deve ter uma pizza na geladeira é só colocar no microondas.

Saisyu saiu deixando um Kyo pensativo. Às vezes queria ser igual ao seu pai, apesar de ser arrogante. Todavia era jovem e queria um pouco mais de liberdade.

...

AEROPORTO DE SOUTH TOWN

Um rapaz branco com cabelos castanhos medios esperava alguém no saguão. O jovem vestia uma roupa um tanto desleixada, calça jeans rasgada na altura dos joelhos, camiseta preta e tênis branco. Parecia um cantor de rock com uma bandana na cabeça. Ao ver duas pessoas se aproximando ele se levanta de uma cadeira.

— Ralf espero que esse convite seja o que eu tanto esperava — falou um homem de meia idade trajando um belo terno preto com um tapa olho no lado direito. Ao seu lado estava uma mulher.

— É claro chefe. O convite veio com o símbolo do mafioso mais famoso do mundo. Rugal Bernstein convidou o senhor para ir ao novo torneio do The King of Fighters. Parece que ele patrocinou e agora é o anfitrião.

— O que ele pretende nos convidando? — o homem pega o papel e lê o conteúdo contido. Era realmente um convite para o torneio e com riquezas de detalhes, pois no bilhete continha as condições de como aconteceria.

Antes de pegar o carro preto que Ralf estacionara o mais velho apresenta a sua filha, que também era parte do grupo mercenário. O rapaz olha para ela, realmente linda. Uma senhorita bem feita de corpo, branca, cabelos escuros quase azulados. Estava trajada numa calça caqui verde, regata branca, sapato estilo militar. Seus olhos encantavam qualquer um.

— Ah Ralf essa aqui é a minha filha que trabalha comigo no Brasil. Leona, Leona esse é Ralf Jones.

— O prazer é meu senhor Jones — disse já sentando no banco traseiro.

— Ah para Leona eu não tenho setenta anos para ser senhor. E segundo os religiosos cristãos existe apenas um só senhor que está lá no céu, portanto me chame de "você". Ralf Jones ao seu dispor — falou olhando para trás. Apenas viu uma garota séria. Decidiu dar a partida e parar de enrolar.

O carro preto andou pelas ruas da cidade litorânea até chegar próximo a um prédio abandonado. O local era rodeado por cercas grandes e ficava mais afastado da praia. Os portões se abriram e Ralf estacionou na área externa. O trio saiu e entraram numa portinha estreita. O local era um pouco escuro e mais lembrava um armário onde se guardava vassouras exceto pelo fato de ter alguns botões ali. O mais velho digitou. A surpresa foi que o local era um tipo de elevador que dava para uma área subterrânea. Aí sim era novidade.

— Quando sairemos daqui Ralf? — perguntou o homem com o tapa olho.

— Em breve. O presidente autorizou legalmente a nossa permanência. O que significa que futuramente nosso grupo militar estará dentro da lei.

Para Heidern mercenário dentro da lei era novidade. Simplesmente os governos apostaram mais nos de fora da lei do que nos de dentro. Enfim eles chegaram num lugar que parecia uma base militar. Um homem usando um boné e de óculos os atendeu.

— Ora essa deve ser a Leona — falou o homem com os óculos escuros — o seu pai vivia falando de você para nós. Eu me chamo Clark Still.

— Prazer, Leona Heidern — falou a moça com bastante segurança — então aqui é a base central dos mercenários? Pensei que só tivéssemos no Brasil.

—É claro que não. Os Guerreiros de Ikari tem também aqui nos Estados Unidos. Apesar de não ser legalizado aqui. Sigam-me.

O local era um verdadeiro quartel general. Cheio de corredores, túneis, pessoas fardadas passando pra lá e pra cá. Além de uma área com laboratório e cientistas com roupas brancas. Clark levou Leona para os quartos. Apesar de ser subterrâneo o ambiente era arejado, com ar condicionado e energia fluorescente. As paredes eram um tom de gelo. Enfim a moça entrou no seu quarto, bem maior do que imaginava e guardou as coisas num armário.

— Querida eu vou trabalhar. Se precisar de alguma coisa é só me ligar. Aqui embaixo pega linha viu — falou Heidern saindo em seguida.

Leona foi ao banheiro tomar um banho na banheira. Se despiu, lindo corpo, e entrou na água já preparada por ela. Mergulhou um pouco passsando os hidratantes que estavam ali disponíveis.

Clark mostrou numa tela de LED o mapa da trajetória do navio em que Rugal zarpava. Ora ele parava e ficava numa costa de um país, outra ora ficava vários dias a deriva no mar.

Os três estavam numa sala com algumas cadeiras e uma mesa. O telão ficava bem na parede.

— Essa é a localização mais atual do porta aviões. Pelo satélite da Nasa conseguimos visualizá-lo há dois dias — falou Clark com um controle remoto em mãos.

— Esse ponto verde é o navio dele?

— Isso mesmo Ralf — falou Heidern se levantando — esse ponto aí é a localização exata daquele cretino ou somente do navio. Agora o que ele faz na costa do Japão?

— Possivelmente é lá onde ocorrerá o próximo torneio — disse Ralf. Ambos olharam para ele sérios. Realmente era certeza de que o bandido alemão estava planejando algo muito grave.

...

Kyo acorda ainda preguiçoso na manhã de sábado. O moreno detestava acordar cedo final de semana, mas dessa vez teria que acordar as sete horas. Se espreguiçou e viu que a sua mãe estava ali o acordando. Deu uns gemidos de reprovação, porém se levantou quase em súbito.

— Caramba ainda estou com sono — falou coçando os olhos.

— Olha só meu amor os seus amigos estão esperando por você lá na sala — falou se levantando depois que beijou a testa do jovem. Apesar de Kyo não ser mais criança ela o trata como tal.

Um pouco preguiçoso deixa o celular sobre a mesinha do canto — mania do rapaz, dormir com o celular — e vai para o banheiro. Se olha no espelho e dá uma risada. Tava péssimo com a cara amassada e os cabelos arrepiados. Fez a sua higiene matinal e desceu de pijama mesmo.

— Finalmente o belo adormecido resolveu dar o ar da sua graça — falou um rapaz loiro. Este tinha os cabelos compridos a altura dos ombros. Vestia uma camisa polo branca com calça preta e tênis da cor da camisa.

— Resolveu deixar os cabelos caídos hoje Beni? E aquele lance de deixá-los pra cima? — falou de um jeito arrogate, mas brincalhão.

— Eu não vou ficar com aquilo o dia-dia. Mudar um pouco o visual faz bem sabia — disse ainda sentado ao sofá.

— Fala aí cara tudo bem — disse um moreno, cabelo curto, muito forte, vestia uma roupa social bem comportado.

— Daimon eu to precisando de um treino daquele. É só eu terminar de comer o meu café da manhã e verificar a minha moto aí depois a gente treina — fala indo na direção da cozinha retirando uma garrafa de leite e levando a boca para a preocupação da mãe.

— Meu filho não faça isso! É uma falta de educação beber na boca da garrafa — disse recriminando.

Kyo deu um beijo na mãe e se retirou com uma salada de frutas que ela preparou. Os outros dois comeram o aperitivo da matriarca. Realmente tudo o que ela toca transformava em ouro, até comida.

Depois do café da manhã e depois do Kusanagi filho dar uma checada na sua moto ele decide treinar com seus amigos que conhecera numa competição meses atrás. Ainda se lembra da vez que foi lutar contra Daimon numa semifinal e teve que usar seu real poder para vencer. E quando foi na final com Benimaru... inesquecível. Kyo venceu por ser mais forte.

— Vamos lá camarada eu sei que pode mais do que isso — diz o moreno sarcástico com o loiro.

— Ainda nem comecei Kusanagi — falou o loiro dando socos e chutes contra o moreno. Este se defendia de cada golpe.

Goro assistia a luta sentado sobre um banco que havia perto do tatame. Se assustou quando escutou o celular do manipulador do fogo tocar, pois estava do seu lado. Olhou e viu que era a namorada dele.

— Kyo atenda logo esse celular ou esmago com meu palmo — falou entregando o aparelho.

— Se o fizer juro que te queimo vivo — segurou o aparelho e atendeu — e aí como vai?... Que o que o Kai quer falar comigo aquele putinho... — Benimaru deu uma risada sacana — ah para né filha você sabe que aquele cara quer mudar meu visual há muito tempo então deve ser besteira... então se não é isso então o que é? Tudo bem eu passo na barbearia dele.

Kyo desligou e suspirou. Benimaru perguntou o que era e o moreno apenas disse que o outro amigo tinha algo muito importante e que queria falar com os três. Então sem perder tempo eles decidem ir até lá. Kusanagi apenas foi se vestir, pois ainda estava de pijama.

1 hora depois...

— Finalmente vocês chegaram — dizia um homem completamente tatuado, cabelos moicanos de coloração rosa, com piercing argola no nariz e brincos. A visão do inferno, o cão chupando manga verde com sal. Pelo menos era assim que Benimaru pensava de Kai.

O trio entrou no estabelecimento. Uma loja dentro do shopping com o nome "Kai Moda e Beleza" típico. O lugar estava cheio de clientes e funcionários trabalhando. Algumas pessoas olhavam os rapazes vigorosos que acabaram de entrar. Kai os levou até o seu escritório.

— Tome é isto — abriu a gaveta do birô e entregou a carta para Kyo. — Uma mulher loira entregou a mim hoje cedo quando eu estava abrindo. Ela disse que é de muita importância. E sabia o seu nome.

— Estranho não tem nada aqui apenas um símbolo estampado atrás da carta. Nada de remetente nem destinatário. Enfim fez mais do que sua obrigação — falou meio arrogante para a tristeza do tatuado.

— Um obrigado pelo menos — ao falar isso levou uma porta na cara. O moreno já não estava mais ali.

Kyo caminhou com os dois até a saída e abriu o envelope. Quase caiu no chão de tão grande foi o seu susto.

— Não pode ser! — gritou.

— O que! — falaram os dois em uníssono.

— Galera... a gente está sendo cordialmente convidado para participar do nonagésimo quarto torneio The King of Fighters!



Notas finais do capítulo

E aí gostaram? bom esse capítulo foi programado, mas postei ele logo no mesmo dia que fiz com o primeiro. Espero que continuem a acompanhar fantasminhas kkkk



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