K.O.F escrita por Sensei Oji Mestre Nyah Fanfic


Capítulo 1
O Ameaçador Rugal Bernstein


Notas iniciais do capítulo

Estou nervoso em começar uma nova fanfic. Tenho várias para escrever, mas esta terei mais satisfação. Espero que gostem.



Em Homenagem à SNK Playmore:

SOUTH TOWN, 1994

— Champanhe cristal, só servi uma vez em toda a minha vida. Espero que aproveite bem o arsenal que eu lhe propiciei senhor Igniz — disse um homem sentado numa cadeira em frente a uma mesa num restaurante de um luxuoso hotel resort.

— Senhor Bernstein foi um prazer negociar. Apesar de ser um homem jovem com certeza tem muitas ambições pela frente. Eu vejo um futuro promissor pela frente — disse um homem branco com longos cabelos loiros, alto e vestindo um casaco preto, usava óculos de grau. Ele bebia uma taça de champanhe.

— Se quiser mais armas é só me contactar. Sabe que estarei a sua disposição — fala o loiro. O homem era alto com quase dois metros de altura, cabelos loiros curtos e olhos azuis. Vestia um smoking cinza.

Os dois homens se retiraram do luxuoso resort. O maior foi até a sua limusine e pediu ao seu motorista que o levasse até as docas da cidade. O que ele tinha de fazer naquele lugar acabara de o fazer. Não havia mais o porquê de ficar ali adiando mais.

South Town era uma cidade grandiosa parecida com as maiores metrópoles mundiais exceto pelo fato de ser litorânea e com praias bem exóticas. Ficava perto de Miami as duas eram consideradas cidades gêmeas. O veículo passou pela belíssima praia de Sound Beach. A vista era exuberante quando se estava próximo do pôr-do-sol. Era visível, depois que saíram da praia, a vista da ponte South Town Bridge.

O homem bebia champanhe e comia caviar enquanto conversava com a sua esposa que neste exato momento se encontrava em Berlim, sua terra natal. Após alguns minutos ele chega as docas e se retira do carro. Mais dois carros pretos de grande porte para no local com cerca de quatro seguranças bem armados em cada um. Ele pega um iate e zarpa dali junto com seus capangas num outro barco.

— Até que enfim sairei desse país de merda. Ninguém vai me superar no mercado negro, ninguém — falava enquanto algumas mulheres o beijava.

A visão da maior cidade da Flórida foi se distanciando. Agora o rumo seria diferente. Até que em um certo momento eles param próximos a um navio, ou melhor dizendo, um porta aviões. Por trás do navio se abre uma grande porta metálica que faz com que os dois iates entrem com folga.

— Chegaremos no atlântico norte daqui a dois dias senhor — falou o capitão. Um homem moreno e alto, mas não tanto como o seu chefe.

— Ótimo. Agora vamos, pois ficar aqui me dá asco — disse se retirando para os andares mais superiores.

O grande porta aviões zarpou por volta das dezoito horas. Era muito rápido e a guarda-costeira nunca o localizava com precisão. Apesar de ter algumas armas em algumas extremidades, metralhadoras no lugar de canhões, não eram usadas com efetividade.

O homem, alto, loiro, jovem por volta de seus vinte e quatro anos, perito em muitos estilos de lutas. Já desafiou muita gente e os punia quando os derrotava. Em um corredor estava localizado várias estátuas de pessoas cobertas por cobre. Era uma coleção bizarra do homem mais sádico do mundo que começava a alavancar no mercado negro.

THE KING OF FIGHTERS

PERSONAGENS PRINCIPAIS:

Kyo Kusanagi / Iori Yagami;

Rugal Bernstein;

Leona Heidern;

Saisyu Kusanagi;

Capitão Heidern;

PERSONAGENS SECUNDÁRIOS:

Benimaru Nikaido;

Goro Daimon;

Vice e Mature;

Ralf Jones;

Clark Still;

Terry e Andy Bogard;

Joe Higashi;

Ryo Sakazaki;

Robert Garcia;

Takuma Sakazaki;

Yuri Sakazaki;

Mai Shiranui;

King;

Athena Asamiya;

Sie Kensou;

Chin Gentsai;

Kim Kaphwan;

Choi Bounge;

Chang Koehan;

Brian Battler;

Lucky Glauber;

Heavy D!;

Victor Krizalid;

Sr. Igniz.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL:

Kevin Deishu O'Bryen

Isaak O'Bryen

Atlântico Norte

Dois dias depois...

O porta aviões foi interceptado por mercenários que há algum tempo estavam no seu encalço. O navio parou de navegar quando estava cercado por cerca de cinco barcos. Alguns soldados saíram de dentro e entraram na fortaleza aquática. A tropa era liderada por um homem jovem, cabelos escuros, vestia uma farda militar e uma boina verde.

— Capitão o que o senhor ordena? — perguntou um dos soldados.

— Vasculhem todo o lugar — disse o homem com um perceptível ódio no semblante — ele está aqui com certeza. Se o virem podem matar, mas se tiver uma chance eu mesmo o mato.

Eles entraram escondidos no local. Alguns soldados se infiltraram em corredores que se alargavam em comprimento muitos metros a dentro. Alguns seguranças que rodeavam o local foram pegos de surpresa sendo mortos por punhaladas na garganta. Enfim a missão estava indo muito bem. Até que um dos capangas vê e usa uma pistola semi automática para atirar.

— Droga agora eles com certeza virão — disse o capitão entrando numa sala qualquer para se defender das balas. Ele viu que alguns soldados mercenários foram atingidos.

Enquanto isso no andar mais superior o capitão do navio chama o seu chefe. O homem alto abre a luxuosa porta de madeira cor marfim e pergunta o motivo de tanto alvoroço.

— Senhor o navio está sendo atacado — falou prontamente.

— Para que tanto espanto capitão Collin? Eu sei muito bem o que está acontecendo, não se preocupe. Aqueles já são cadáveres — o homem, que antes estava apenas com uma calça social preta, calça uns sapatos e uma camiseta branca. Fisicamente era muito forte — Olha o exemplo de Heidern. Só porque eu estuprei a mulher dele e matei a sua filhinha ele quer vingança. Vingança de que já que ninguém me vence?

— Tem razão senhor. O senhor é insuperável. Inalcançável, não há um cidadão no mundo que o vença. Nem pelo maior decreto neste mundo...

— As suas palavras não passam de simples verdades, mas as agradeço mesmo assim. Porém se quiser aumento eu lamento que não vai ter. Se manda! Agora eu vou me exercitar um pouco — falou dando um sorriso diabólico.

O capitão sacou duas pistolas e começou a atirar contra os guardas. No meio do tiroteio se protegeu atrás de uma mesa de aço que ficava no corredor. Teve muito êxito em eliminar os obstáculos.

Os soldados mercenários invadiam todos os lugares do navio. Até que num corredor eles veem um homem alto e forte. Era Bernstein. Cerca de dez homens bem armados apontavam-lhe as armas.

— Está na hora de detetizar os insetos do convés — ele apertou a mão em forma de punho. Quando os homens estavam prestes a matá-lo ele se antecipou e movendo-se rápido usou seus golpes. Apenas com as suas pernas ele aniquilava os mercenários e se desviava das balas. Ora ele quebrava alguns pescoços, ora atravessava seu braço por dentro de outros, ora usava seu braço como espada afiada que rasgava alguns. E por aí vai.

Em certo momento o capitão Heidern ficou cara a cara com o dono do navio. Este matou todos os soldados mercenários que ali invadiram, já Heidern matara os capangas. Ambos se encontraram num salão de festas.

— Até que enfim eu te encontrei Rugal Bernstein. A minha vingança acontecerá aqui na sua fortaleza. Como pode ter coragem de abusar da minha esposa e matar a minha filha? — disse um homem sério.

— Meu caro capitão você é um estúpido. Como pode ficar no meu caminho sabendo que eu sou invencível? — ele olha com um sorriso no rosto o que dava mais ódio ao outro — Apesar de abusar daquele corpinho foi maravilhoso. Gostou daquela fita de vídeo que te enviei naquela caixinha embrulhada em papel de presente?

— Maldito sejas tu. Eu juro que vou acabar contigo da forma mais cruel possível.

— Então vem.

Os dois correram um na direção do outro. Rugal aplicava chutes precisos, mas Heidern também era rápido. Defendeu-se dos ataques do mais alto. O alemão passou por trás dele e deu uma voadora que fez o capitão cair sobre as mesas. Depois o loiro foi tentar dar um soco nele, mas atingiu a mesa. O capitão se jogou contra o outro na direção da janela de vidro. Ambos caíram fora no convés, depois se separaram.

— Isso está me cansando sabia? Eu ainda nem usei metade da minha força — Rugal praticamente desaparece. Heidern toma todas as atenções, mas do nada é pego por um golpe que o faz ser jogado contra a parede. Caiu do lado de um soldado morto.

Heidern sabia que apanharia e muito, contudo não se importava com isso. A luta foi desigual com a vantagem para o alemão. Em um certo momento Rugal conseguiu imobilizar o militar, pegar um pequeno canivete dentro do seu bolso e perfura-lhe seu olho direito. Os gritos de dor eram audíveis e de algum jeito bom aos ouvidos do vilão. O jogou contra a parede novamente.

— Isso que dá meu caro tentar me desafiar para uma luta. Mesmo assim eu admiro a sua coragem de ter vindo aqui. Como fiquei impressionado você fará parte da minha coleção particular.

— N-não importa agora. M-mesmo que eu morra... não vou desistir tão facilmente e... — o capitão olha para o lado e vê uma granada sobre um soldado. A pega e joga para cima do loiro. Rugal se esquiva, a bomba explode, Heidern pula na água.

— Seu maldito! Desgraçado! — grita o homem pegando uma pistola no chão e atirando contra a água. Nada, ele não o vê mais.

Após esse trágico episódio o navio zarpa novamente e Heidern continua a boiar sobre os mares do Atlântico. Um barco chega para salvá-lo. Era o barco dos mercenários que estavam a procura do seu chefe. Quanto a Heidern ainda prometeu que iria voltar para aquele navio.

JAPÃO, TÓQUIO, 2014

Casa da Família Kusanagi

Saisyu Kusanagi o grande patriarca desta família se concentrava no tatame que ficava no jardim logo atrás da sua casa. O homem, por volta dos cinquenta anos, forte, cabelos e barba curtos, vestia uma tradicional roupa com um círculo de fogo em suas costas. Gostava de meditar sentado e com braços cruzados envolto de várias velas acesas. Ele gostava do clima quente em que as velas deixavam.

— Meu amor o jantar está pronto — falou a sua esposa chegando. Ela vestia um vestido simples, cabelos escuros e castanhos.

O homem se levanta e vai até ela e dá-lhe um beijo: — O que tem para o jantar?

— O prato predileto do nosso filho. Vamos o prato está a mesa.

O homem apagou as velas e foi para dentro de casa. A casa dos Kusanagi era espaçosa localizada num bairro afastado do centro de Tóquio. Havia um jardim atrás e na frente, porém a residência não era murada.

O patriarca se sentou na cabeceira e olhou para o seu relógio de pulso. Já eram quase vinte horas. A mulher olhou a preocupação do marido e segurou a sua mão.

— Calma ele vai chegar. Não fique preocupado com o seu filho.

— O nosso filho tem o gênio forte. Tomara que não arranje encrencas por aí.

Enquanto isso no centro da cidade...

— Vamos lá cara. Faz um moicano e deixa de usar esse penteado comum — dizia um homem todo tatuado sentado num banco numa praça de alimentação de um shopping.

— Tá maluco Kai. Eu prefiro o meu visual assim mesmo. Nada de penteados extravagantes, prefiro ser tradicional mesmo — disse um rapaz moreno, cabelos curtos lisos, vestia uma camiseta cinza, calça jeans preta e all star branco. Ele estava sentado com os pés sobre a mesa e com o braço direito envolta do pescoço da namorada.

O homem foi embora deixando apenas os dois juntos. Chegou um homem alto, forte querendo arranjar briga com o moreno.

— Cai fora idiota. Eu quero ficar em paz com a minha namorada e vem um brutamontes querendo briga? Cuidado porque quem brinca com fogo acaba se queimando — gargalhou.

— Para Kyo, por favor vamos embora. Os seus pais devem estar preocupados — disse a garota.

— Tem pouca gente nessa praça de alimentação então vem pra briga — disse dando um chute contra a cadeira obrigando o menor sair dela.

O maior tentou dar um soco nele, porém Kyo segurou seu punho no mesmo instante. A mão do homem começou a queimar somente pelo contato com a mão do outro rapaz. Kyo ria da cara do brutamontes que se contorcia de dor. Só o largou porque a sua namorada pediu que parasse. O rapaz foi embora com o punho quase queimado.

— Esses caras acham que são os donos da situação — ele olha para o celular que estava tocando. O nome do seu pai estava no visor. Desligou — Já vi que eu terei bronca.

Ambos saíram da praça de alimentação.

Rodoviária

Um ônibus acabara de chegar e parou na estação rodoviária central de Tóquio. Muitas pessoas saíram de dentro com suas bagagens. Havia uma última pessoa que ainda faltava sair. O motorista estava esperando o último passageiro até ele sair com sua bagagem de mão.

— Espero que tenha gostado da viagem senhor — falou o motorista.

O homem de cabelos lisos compridos e pretos vestia um casaco preto sobre uma camisa e calça pretos, além de sapato marrom. Era um homem com cara de poucos amigos, pois logo nota-se como olhou com desprezo para o motorista. Saiu de lá sem falar uma palavra. O motorista apenas ficou confuso com a frieza daquele passageiro.

Ao chegar na saída o homem viu um táxi estacionado próximo dali e entrou. O taxista logo viu a pessoa que entrou e perguntou para onde este ser iria.

— Este endereço — ele entrega o papel ao outro — agora vai de uma vez e deixa de enrolação — disse friamente.

O táxi vai para a direção central da cidade. A paisagem de Tóquio era linda principalmente a noite quando as luzes dos prédios estavam acesas. Entretanto o passageiro nem fazia caso disso. Olhava pela janela do veículo sem muita emoção. Estava entediado. Passou a mão por dentro dos fios negros e longos como sempre era costume seu fazer isso. Aliás sentia um calor infernal ter aquelas madeixas daquele tamanho e já pensara antes em cortá-las e fazer um novo visual, mas isto era algo mais a frente.

O Táxi parou no sinal por algum tempo. O homem olhou para um casal que caminhava sobre a faixa e passando pelo motorista. Logo tomou interesse pelo assunto e saiu do carro sem pagar nada.

— Ei seu ladrão volte aqui — disse o motorista saindo do carro e segurando o braço do outro.

— Seu idiota. Ninguém nunca encostou a mão em mim... — o homem segura o motorista e o empurra contra o carro. As pessoas olhavam espantadas — ... e ficou ileso. Porém vou abrir uma exceção, pois hoje estou de bom humor. Toma essa droga e vai embora antes que eu me arrependa.

O homem sai o mais rápido que pode. Depois o ex-passageiro pega a sua bagagem que estava na rua e segue aquele casal que havia passado momentos antes. Sob o céu da lua crescente ele iria resolver algumas pendências.



Notas finais do capítulo

Gostaram? Por favor deixem algum review. Espero que não se aborreçam com a aparência física de um certo personagem principal, mas como disse ele vai mudar o visu com o decorrer da fic. No mais muito obrigado pela leitura.



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