A Copa do Mundo dos Artistas escrita por Phoenix M Marques W MWU 27


Capítulo 12
Capítulo 12 - A campanha do Noroeste, parte 1


Notas iniciais do capítulo

Editando e revisando a história.
Aviso: alguns capítulos poderão ficar parecidos com alguns da formatação anterior da história, por ter decidido dividir alguns dos capítulos anteriores em parte 1, parte 2 e etc..., então vcs poderão ter a sensação de que já leram algumas partes desses novos capítulos - Porém, mais adiante, posso dizer que haverá sim capítulos com conteúdos novos.



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     Sendo o ano inaugural do futebol de artistas, as equipes haviam sido convidadas pela CBF e pela Federação Brasileira de Atletas-Artistas para a disputa da competição. O Noroeste, após a recusa de outras equipes da região Sudeste em participar, alegando não terem conseguido ainda montar elencos competitivos, aceitou o convite. O sorteio da competição, no entanto, foi visto inicialmente como pouco favorável ao time alvirrubro por terem que defrontar, logo de cara, uma equipe com um dos melhores elencos de futebol feminino de artistas do país. A expectativa geral era que o Colorado gaúcho tivesse pouco trabalho diante da equipe do interior paulista.

            Dentro do próprio Noroeste, a expectativa era que a equipe poupasse jogadoras para as duas partidas, para focar no próprio Paulistão, visto que, além da chance de disputar o campeonato do Interior, o estadual garantia vagas na Série D, e tal competição em tese daria mais visibilidade ao Noroeste do que uma breve participação na Copa do Brasil, já imaginando uma eventual eliminação diante da equipe gaúcha, claramente favorita para o confronto. O técnico, porém, insistiu que sua equipe jogaria contra o Internacional com força máxima. O time contava com 15 pontos em oito rodadas pelo Paulistão, ocupando na tabela uma posição que lhes garantiria, caso mantivessem o mesmo desempenho, pelo menos a classificação para o torneio do interior, e que dava até uma possibilidade de sonhar com uma vaga nas semifinais gerais do estadual. O desempenho da equipe até ali fazia o treinador acreditar que podiam jogar de igual para igual com o Internacional.

            Desse modo, o Noroeste recebeu o Inter na primeira partida, disputada no Estádio Dr. Alfredo de Castilho em Bauru. Nos treinos antes do jogo, o técnico fez as meninas se lembrar de quando haviam enfrentado o Corinthians, em situação semelhante – o alvinegro paulistano era amplamente visto como favorito no confronto que haviam tido no estadual poucas semanas antes e, no entanto, as meninas do Noroeste conseguiram arrancar um empate contra o Coringão em pleno Pacaembu.

            Assim, elas entraram em campo para o embate contra as jogadoras Coloradas. Luiza correu como nunca durante a partida, se antecipando, fazendo desarmes, dando passes para companheiras melhor posicionadas, rifando a bola quando necessário, lançando-se em divididas limpas, e por vezes se arriscando num chute de longa distância ou em algum desvio de cabeça numa jogada aérea. Em diversos momentos, sentiu como se corresse feito uma condenada, empenhada em deter os avanços das gaúchas.

            Por fim, soou o apito final, e o placar permaneceu em 0x0. Um sentimento misto tomou conta da equipe: haviam conseguido segurar o Inter nos primeiros 90 minutos, porém, sabiam que os 90 minutos seguintes seriam provavelmente mais difíceis, somados ao fato de que estariam jogando em outro estado e diante de uma torcida adversária enorme. Já haviam enfrentado dois dos quatro grandes paulistas no estadual – mas ali, numa competição mata-mata desde o início, a sensação de enfrentar um dos grandes do futebol brasileiro era bem diferente. O técnico mantinha sua confiança em Luiza e suas companheiras, mas estava ciente de que a pior parte do desafio ainda estava por vir.


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Notas finais do capítulo

Revisão em 24.01.2024



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