A Copa do Mundo dos Artistas escrita por Phoenix M Marques W MWU 27


Capítulo 13
Capítulo 13 - A campanha do Noroeste, parte 2


Notas iniciais do capítulo

OBS.: A personagem BIA FARIAS é ficcional.



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      Antes do jogo da volta, que seria sete dias depois, o Noroeste teria mais um compromisso pelo Paulistão. O time foi até São Paulo enfrentar o Palmeiras. Contudo, o desgaste dos últimos jogos pareceu estar afetando a equipe de forma acentuada. Algumas contusões e vários casos de fadiga fizeram o técnico, contra sua vontade, poupar algumas jogadoras para o confronto. O time não reagiu bem às mudanças “improvisadas” e sucumbiu diante do alviverde, perdendo por 3x0.

            Era apenas a segunda derrota da equipe no ano e na competição, mas abateu-se um clima de desânimo sobre o elenco. Parecia que era um prenúncio do que teriam pela frente na partida seguinte da Copa do Brasil. Até Luiza, em geral otimista, estava começando a duvidar de que o Noroeste pudesse fazer frente ao Inter, ou que sequer pudesse segurar a equipe gaúcha por mais 90 minutos.

            Chegou o dia da partida de volta. Com a equipe já em Porto Alegre, o treinador pediu que as meninas fizessem “apenas o que sabiam” e que não se arriscassem tanto. Se perdessem, ao menos perderiam com dignidade.

            Começou a partida, no Gigante da Beira-Rio, que seria uma das sedes para a Copa do Mundo de 2014 no futebol profissional. As meninas do Noroeste entraram em campo, diante de uma arquibancada colorada praticamente lotada. A pressão era sentida em qualquer ponto do campo. Não havia como prever como o jogo se desenrolaria, ou, pelo menos, era o que Luiza e as colegas pensavam diante daquela atmosfera. Do lado do Internacional, Luiza estava certa de que elas tinham a certeza da vitória. Se esse pensamento a reconfortava ou apenas piorava a situação, Luiza não conseguia decidir.

            O primeiro tempo foi se encaminhado. Próximo dos 40 minutos, Luiza já se sentia exausta. Achava que havia corrido toda a extensão do campo tentando deter os avanços colorados, o que, pensando bem, devia ser verdade. Já atuava atuando quase como uma terceira zagueira, ignorando os chamados do treinador para ficar na área do campo na qual havia sido escalada; no entanto, acreditava que ajudaria melhor ao time dessa forma.

            Porém, ela não sabia se aguentaria aquela intensidade por mais 90 minutos. O intervalo chegou, e Luiza desabou no chão, tendo forças somente para beber água.

            Como se num acordo não-verbalizado entre as duas equipes, o intervalo se estendeu um pouco mais do que os convencionais 15 minutos. Quando voltaram para o segundo tempo, Luiza notou que suas colegas, em sua maioria, ainda pareciam bem dispostas, mas ela própria duvidava de que fosse aguentar o pique. Já estava sendo um dia heroico para elas por não terem levado gols... ainda.

            A bola rolou para a segunda etapa. O jogo parecia o mesmo. Muita intensidade do lado do Inter, e muita movimentação defensiva do lado do Noroeste. O Inter finalizava muito, mas ou era bloqueado ou era ineficiente. Luiza achava que era apenas uma questão de tempo até elas sucumbirem – a má sorte do Inter, uma hora ou outra, iria acabar.

            Enfim, ocorreu o lance capital do jogo, como se os pressentimentos de Luiza estivessem tomando forma. 25 minutos do segundo tempo, e pênalti para o Internacional.

            “É agora”, pensou Luiza. A sorte delas iria acabar. Pelo visto, dariam adeus à Copa do Brasil. Com o consolo de que haviam segurado uma equipe de melhor preparação e qualidade por três tempos. Com sorte, talvez fosse o único gol da partida, e aí poderiam dizer que haviam perdido de pouco, e voltar a se concentrar para o Paulistão.

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Notas finais do capítulo

Revisão em 24.01.2024



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