Um amor inesperado e.. inesquecível escrita por Babydoll


Capítulo 23
Pranto


Notas iniciais do capítulo

Hey pretty *-* desculpem-me a demora. Minha vida tava um pouco turbulenta demais :s não sei se foi meu melhor trabalho.. Mas espero agradar a maioria :) Mil beijiinhos pra vocês, e boa leitura.



(leiam ouvindo a musica https://www.youtube.com/watch?v=0G3_kG5FFfQ)

Povs. Estelar

Uma semana, ate duas, já haviam se passado. Os dias eram vistos por mim apenas da janela do meu quarto. Eu não saia de lá desde que eu havia visto o caixão de Max sendo depositado na terra.

Deitada no chão, na cama ou ao pé na janela. Esses eram os únicos lugares que eu frequentava ultimamente.

“Estel, vamos assistir a um filme? Vamos ficar entre amigos de novo”...

“Estelar, por favor, diz alguma coisa”

“Estelar, você tem que comer! Esta ficando fraca!”

“Star, estamos preocupados com você. Desce um pouco pra gente conversar”

Inúmeras foram às vezes que os titãs vieram me chamar, pedindo para eu comer algo ou apenas para dizer alguma coisa. Mas eu não conseguia. Ravena me ajudava com minha higiene pessoal. Comida não descia pela minha garganta, já que o tempo todo eu possuía um nó nela. Palavras eram vazias, por isso eu preferia não proferi-las. As únicas coisas que saíam de mim eram lagrimas e suspiros pesados.

Exceto a noite. Não... À noite além do choro, eu gritava. Acordava berrando em pleno desespero todos os dias. Eu não me lembrava do que sonhava. Só sei que temo dormir todas as noites.

Meus amigos sempre vinham me acordar e tentar me acalmar dos sonhos. E depois de derramar meu pranto e da minha respiração ficar mais calma, eu os agradecia somente com o olhar e depois me virava para canto de novo.

Era difícil de entender que eu queria ser deixada na solidão? Inerte em pensamentos e lembranças? Mesmo que isso me machucasse mais, eu preferia.

Povs. Robin

Eu não sabia mais o que fazer. O estado de Estelar se agravava cada dia mais. Ela não conversava mais conosco, não ia às missões. Nem saía de seu quarto. Se ela ao menos comesse, eu ficaria mais tranquilo. Mas não. E eu sabia que se continuasse assim, logo teríamos que tomar medidas mais radicais.

Eu havia acabado de sair do quarto dela. Deixei um prato de comida na mesinha ao lado de sua cama, e peguei o prato intocado do dia anterior.

Mut- E ai cara? – Mutano me perguntou enquanto tomava café da manha com os outros, eu havia acabado de chegar à cozinha. – Ela comeu?

Quando eles viram o prato em minhas mãos, o pingo de esperança que eles possuíam nos rostos, sumiu rapidamente.

Cyb- É gente, a situação ta feia. – Cyborgue disse, se levantando e retirando a mesa do café.

Rav- Acho que já fizemos tudo o que podíamos. – Ravena disse indiferente. Nessas situações, Ravena era considerada a que melhor entendia do assunto. – Temos que dar um tempo a ela.

Quando terminou sua fala, eu á encarei um pouco alterado. Meu semblante estava sério.

Rob- Tempo? Até quando ela vai ficar nessa situação degradante? – Uma certa raiva podia ser reconhecida em minha voz. Eu não queria descontar a minha frustração em Ravena, mas eu simplesmente já não sabia mais o que fazer. – Se pararmos de tentar ajudá-la, ai sim ela vai acabar ficando doente... ou pior! – Minha entonação aumentava.

Mut- Robin, calma! Não é culpa da Ravena! – Mutano interferia, se pondo entre mim e sua amada. – Todos nós amamos a Estelar. Só queremos ver ela bem, igual a você.

Cyb- Ele ta certo passarinho. – Cyborgue aproximou-se do resto de nós. – Vamos ter que ser pacientes.

Suspiros de quatro pessoas foram ouvidos na cozinha da torre naquela manhã. Tínhamos que nos manter firme. Mas a verdade era que todos nós nos sentíamos de mãos atadas. Ver alguém tão querido , que antes era tão alegre e reluzente, agora já sem brilho, sem felicidade nenhuma, era terrível.

A luz da torre piscou. Mais uma missão nos aguardava, e tínhamos de ir. Mas mesmo com nossos corpos em batalha, nossas mentes vagavam para os cantos mais remorsos... Procurando algum auxilio, alguma compreensão, uma razão para tudo.

Decidimos no fim da tarde, uma intervenção seria feita.

Povs. Estelar

Passei o dia no aconchego do meu leito. Com o corpo estirado de lado, e olhar fixo no céu, que escurecia cada vez mais... “Mais um dia”, eu pensava.

Em minhas mãos, eu possuía um pequeno objeto, que agora estava quente, devido meu tato. Era a chave que Richard me dera. Eu queria muito descobrir o significado daquilo... Somente não possuía forças nem emocional para isso agora.

Mais um suspiro escapulia de meus lábios secos e rachados. Eu segurava com força o pequeno metal em minha palma... Era impossível segurar as lagrimas. Eu sabia que meus olhos estavam inchados, e por isso o esforço era desnecessário. Elas sairiam sem nenhum problema.

Mordia meu lábio inferior, no intuito de eu mesma me impedir de falar alguma coisa.

Minha maior vontade era de gritar. Clamar por seu nome.. como se, por esse ato, Max iria aparecer ao meu lado como mágica, e me aninhar em seu colo, como ele fazia.

Meu pranto intensificou-se. Era mais fácil eu me lembrar dos momentos aos quais não estivesse chorando, já que praticamente tudo, tudo o que eu fazia, lembrava ou via, eu me lembrava dele. E então, minha tristeza vinha toda a tona de novo, em forma liquida, que escapava pelo meus canais lacrimais.

.......

Fui interrompida com batidas nas portas. Meus amigos sabiam que eu não iria respondê-los, e por isso, esperavam alguns segundos, e logo em seguida, entravam.

Era comum os titãs estarem sempre vindo me checar em meu quarto, eu só não esperava ver todos eles juntos.

Rob- Star, precisamos conversar com você. – Robin disse serio. Se fosse antigamente, somente pelo tom de voz que ele usou, já me faria sentir um arrepio em minha espinha. Hoje? .. Não sentia nada.

Eu disse nada. Apenas observei todos eles me rodeando ainda deitada. Fiz um esforço para levantar, mas a falta de combustível em meu organismo fez com que eu precisasse de uma ajudinha para tal.

Sentada, na cama, com aqueles quatro pares de olhos me encarando, e meu único desejo era que eles saíssem. Mas pelos rostos que eles carregavam, meu desejo não se realizaria tão cedo.

Cyb- Estel...- Cyborgue começou a falar.. Mas deu um suspiro, desistindo do que escaparia de seus lábios.

Mut- Star, é o seguinte, estamos preocupados com você, e você sabe. – Mutano se sentou a beirada de minha cama. Meu cenho se franzia cada vez mais..

Rav- Ta Estelar escuta! – Ravena se pôs à frente, recebendo olhares de reprovação de todos, mas ela não se importava com isso mesmo. – Você tem que querer melhorar para que possamos te ajudar! – Eu me segurava mentalmente, até não poder mais.

Rob- Não queremos mais vê-la triste … você tem que seguir em frente! Não podemos te perder por causa de ...– Robin suspirou, eu comecei a encara-lo, esperando ansiosa pelo o que ele iria falar. - Eer.. – Ele segurava sua gola desesperadamente, acho que percebeu que havia quase falado o que não deve. Mas mesmo não falando, sua intenção ficou bem clara. Muito clara para mim.

Star- Fala Robin! – Todos me olharam perplexos. Eu estava falando? Sim, estava. Não podia deixar que isso tudo passasse por mim, despercebido. – Fala! - Eu elevava meu tom. Senti a fúria subindo para minha cabeça.

Cyb- Star, se acalme! – Cyborgue tentava me amparar... Mas em vão.

Rav- Estel.. eu entendo o Robin. Nós não aguentamos mais não poder fazer nada. Você tem que esquecer o que aconteceu e realmente... seguir em frente.

Raven tocou minha mão e tentou me transmitir algum tipo de calma. Eu refleti aquelas palavras na minha mente e balancei a cabeça em negação.

Então, com o pouco de energia que eu possuía, eu me levantei da cama. Lembro de pensar que , se fosse antigamente, eu morreria de vergonha de me mostrar para os meninos o estado em que eu estava: Moletom, cabelo bagunçado e sujo, olheiras, palidez, rosto inchado. Mas querem saber? Eu já não estava nem ai. Cansei de me importar com coisas fúteis, no momento em que percebi no quanto elas eram insignificantes comparados às coisas mais valiosas da vida.

E com esse pensamento, eu me coloquei a frente de todos, e soltei o discurso que pairava na minha mente a dias... Mas que eu não tinha coragem de dizer em voz alta... ate agora.

Star- Se vocês iam me dizer que ele era SÓ um namorado.. só mais alguém na minha vida... Sou obrigada a dizer que vocês estavam errados. Max não foi só uma paixão de verão... Fazíamos planos para nos casar, vocês não entendem? – Eu esbravejava palavras pós-palavras, com lágrimas rolando em meus olhos. – Ele era uma parte importante de mim! E agora ele se foi e essa parte permanecera vazia! Nada... Nem ninguém poderá preenchê-la como Max fez! – Eu me virei para Robin, e lhe lancei um olhar gelado. – Eu nunca vou voltar ao normal, e eu não quero! Voltar ao normal significa esquecer que ele existiu... E fazer isso é algo que eu me recuso a fazer!

Terminei meu desabafo e suspirei fundo, tentando controlar minha respiração e meu choro. Robin tentava não me encarar mas ao mesmo tempo, não podia tirar os olhos de mim. Acho que nem ele sabia como meus sentimentos podiam ser fortes..

Star- Por favor... – Eu dizia entre soluços... – Me...deixem soz.. sozinha!

Eu dei as costas para eles, enquanto abraçava meu corpo tremulo... dando equilíbrio a mim mesma.

Ouvi o som de pastos lentos e rastejantes, e depois, da porta de fechando.

Soltei mais um gemido pelo choro e me joguei na cama... memorizando tudo o que eu havia falado... e relembrando dos momentos bons e ruins com Max.

Star- Max... – Eu sussurrei para mim mesma... – Por que você me deixou? – A dor do meu peito aumentava.

E foi nesse choro incessante, que o mundo dos sonhos me pegou.



Notas finais do capítulo

Espero que eu tenha conseguido passar a ideia principal pra vocês. Por favor, deem sua opinião la nos reviews. Espero vocês la ♥ Beijitos



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