Fire and Ice escrita por Rayssa


Capítulo 16
A Verdade


Notas iniciais do capítulo

Eu sei que vocês querem me matar, me fazer picadinhos e peço desculpas por isso, mas, estou com um super bloqueio criativo para essa fic, e minhas aulas voltaram e tals, enfim, eu estou fazendo uma outra Scorose, se quiserem dar uma olhada, eu postarei logo logo. Espero que gostem do capítulo.




– Eu vou sentir falta disso. - Scorpius disse enquanto se sentava ao meu lado, passando o braço pelo os meus ombros.

– Todos vamos... - sussurrei, sabendo que talvez eu nem tivesse tempo para isso.

– Linda... - sussurrou, e eu já sabia, ele iria tocar no mesmo assunto que ele evitava tocar. - Conversei com o Teddy e ele disse que você iria contar para sua família e... - ele pigarreou. - se quiser apoio moral, eu posso ir com você. - senti meu coração aquecer, Scorpius estava sendo o melhor namorado que alguém poderia ter.

– Não precisa se incomodar. - ele se remexeu desconfortavelmente.

– Eu quero ajudar pequena, quero ser útil de alguma forma. - sorri e beijei a sua bochecha.

– Você já ajuda, só em não me abandonar. - mordi o lábio e ele bufou.

– Minha pequena, eu quero estar ao seu lado sempre, isso não é nenhum favor. – sorri e beijei a sua bochecha.

– Então está certo... – mordi o lábio novamente. – Pode jantar lá em casa amanhã? – ele nem ao menos hesitou em assenti.

Com certeza estarei lá. – ele pareceu pensar uma pouco. – Eu vou para a casa do Albus amanhã de manhã, já que vocês são vizinhos e seu pai não deixaria eu ficar em sua casa agora que estamos juntos. – sua voz demonstrava orgulho e não era uma pergunta, ele tinha certeza disso. Concordei, mesmo sabendo que após o que eu iria dizer, ele não se importasse que eu ficasse lá. Suspirei.

– Está ótimo baby. – assim que encostei a cabeça no ombro do meu namorado, senti as pálpebras pesarem, estava realmente cansada.

– Dorme bem meu anjinho. – ele alisava meu cabelo, como se estivesse me ninando. – Estarei aqui quando você acordar, pode deixar. – e após isso, senti seus lábios em minha cabeça.

...

Mamãe e papai me esperavam sorridentes. Eu e Scorpius andamos até os dois.

– Hey Sr. e Sra. Weasley. - Scorpius saudou.

– Oh querido, sabe que pode nos chamar pelo primeiro nome. - a voz da minha mãe era doce, ela abraçou o meu namorado que era mais alto que ela. Logo depois, ela veio até mim e abraçou-me fortemente.

– Scorpius! - a voz do meu pai era grossa, ele parecia serio, meu namorado virou com uma postura incrivelmente reta, depois de alguns segundos, meu pai suspirou. - Fico feliz por vocês estarem juntos. - meus olhos se arregalaram, O QUE?

– Obrigado Sr... - recebeu um olhar repreensivo do meu pai. - Ronald. - meu pai negou com a cabeça. - Ron?

– Isso ai. - ele percebeu o meu olhar confuso. - Olha, querida, de todos os garotos, ele seria o único que eu não iria surtar, porque eu ajudei a cria-lo, ele é um bom garoto. - meu pai deu de ombros e eu quase gargalhei.

– Isso significa que ele pode jantar com a gente amanhã? - meus pais assentiram e eu sorri.

– Se ele quiser dormir lá em casa... - mamãe começou e meu pai a fuzilou com o olhar.

– Nem pensar Hermione, eles são muito jovens e... - minha mãe o fuzilou.

– Eles estão há meio ano juntos Ronald... - revirei os olhos.

– Hey, Hermione, não precisa se incomodar com isso. - meu namorado falou e meu pai o agradeceu com olhar. - Se importam de eu ir com em ela nos meus pais? - meus pais negaram e ele colocou o braço em minha cintura e os loiros estavam conversando divertidamente a alguns metros. - Mãe? Pai? - ele chamou e eles se viraram.

– Oh, meu pequenino. - a mãe de Scorpius falou e o abraçou, ela era bem menor que ele, o que era engraçado. - Olá Rose. - ela veio em minha direção, e me abraçou firme. - Estou tão feliz por vocês. - ela era divertida.

– Obrigada Sra. Malfoy. - a loiro revirou os olhos.

– Bah, Astoria, nada de senhora. - sorri, olhei de soslaio para Scorpius que abraçava o pai.

– Ela não é muito pequena para você? - a voz do Sr. Malfoy era divertida.

– Na verdade, sou sim. - sorri torto e o loiro riu.

– Na verdade, não. - meu namorado riu pelo nariz. - Ela é um ótimo apoio para queixo. - ele me puxou e abraçou por trás, colocou o queixo sobre a minha cabeça, o que fez seus pais gargalharem e eu me fingir de afetada.

– Então, se ela é perfeita para você, também é para nós. - senti um sorriso brotar nos lábios de Scorpius.

– Obrigada. - agradeci.

– Sou Draco Malfoy, acho que não fomos formalmente apresentados no natal. - assenti.

– Verdade, sou Rose Weasley e é um prazer em conhece-lo. - estiquei minha mão e ele a apertou

...

Elizabeth estava lá, e eu não a queria aqui quando fosse contar. Não que eu não gostasse da namorada do meu irmão, quer dizer, eu odiava a namorada do meu irmão, ela era esnobe e ciumenta. O que mais me irritou, foi saber de toda a história.

– Hugo... - chamei meu irmão para conversarmos a sós. Ele levantou da mesa onde conversava com a namorada e veio em minha direção.

– O que foi sis? - nós estávamos mais próximos agora.

– Quando a Elizabeth vai embora? - não mostrei a raiva que sentia, ele já sabia que eu não gostava dela, mas, não precisava ficar demostrando.

– Rose, ela é minha namorada, eu não posso simplesmente manda-la embora. - dei de ombros.

– É importante, preciso falar algo muito muito muito importante para todos e não quero que ela saiba ainda, não sei se estou pronta para que outras pessoas saibam. - ele franziu o cenho e assentiu.

– Certo, vou ver o que posso fazer. - ele parecia nervoso agora.

– Expulsando a namorada do seu irmão. - ouvi a voz do meu namorado atrás de mim.

– Não sei se meu pai vai gostar de ver meu namorado aqui até as três da manhã, que é o horário que a Elizabeth saiu daqui ontem. - ele arregalou os olhos.

– E o Albus diz que nós somos um grude. - assenti. Logo vi Elizabeth gritar alguma coisa indecifrável e sair correndo para a lareira.

– Amor cal... - antes que ele terminasse de falar, ela já tinha usado o pó de flúor. Era agora ou nunca. Enviei um olhar para o meu irmão, pedindo que ele fosse para a sala e ele assentiu. Fui até a cozinha, ontem meus pais estavam.

– Eu preciso falar seriamente com vocês. - meu porte estava serio de mais, o bastante para eles pararem o que estavam fazendo para me seguir até a sala.

– Filha, o que houve? - minha mãe falou preocupada.

– Preciso que vocês se sentem. - eles se entreolharam preocupados, e eu me sentei ao lado de Scorpius, que segurou minha mão com força. - Eu tenho Arritmia Cardiomuscular. - disse de uma vez, e minha mãe arregalou os olhos.

– Segundo estágio? - neguei e olhei tristemente para ela.

– Estágio quatro. - a boca da minha mãe se arreganhou, ela estava perplexa.

– Desde quando? - suspirei, chegou a hora de contar toda a verdade.

– Terceiro ano... - comecei a contar toda a história, meus pais pareciam que iam desmaiar a qualquer momento, meu irmão parecia em estado de choque. Quando eu terminei, meu irmão se levantou, sem nem ao menos olhar para mim e saiu correndo para o quarto, batendo a porta logo em seguida.

– Você deveria ter nos contados filha. - minha pai falou e minha mãe chorava em seu ombros.

– Nós teríamos te apoiado, teríamos te ajudado e... - o interrompi.

– Não conseguiriam evitar a minha morte eminente, não adiantaria pai, eu não queria deixa-los com anos de sofrimento, eu não podia fazer isso... - suspirei, meus pais estavam a ponto de chorar, Scorpius ficou de pé.

– Acho que vocês precisam de um tempo a sós com a Rose. - ele estava tenso. - Vou dormir no Albus hoje... - ele se direcionou a mim, ele poderia aparatar, mas quando ele me olhou, percebi que ele queria estar perto, caso eu precisasse.

– Certo, quando eu acordar, eu passo por lá. - ele negou.

– Quando for nove horas, eu venho aqui. - ele esticou a mão e eu segurei, levei-o até a porta e fiquei na ponta dos pés para beijar seus lábios, ele abaixou e me deu um beijo rápido. - Seus pai estão olhando. - assenti.

– Até amanhã... - sussurrei.

– Até pequena. - e ele saiu, assim que virei, corri até meus pais, agarrando-os e deixei que as lágrimas tomassem conta de meu rosto, eu não fui a única.

Depois de um tempo, meus pais me colocaram para dormir, coisa que há anos não acontecia, eles esperaram eu dormir, ou melhor, eu fingir dormir para eles saírem. Após alguns minutos, a porta do meu quarto se abriu, e Hugo Weasley estava lá.

– Rose? - sua voz era trêmula.

– Oi... - sussurrei.

– Vo-você me perdoa? - franzi o cenho.

– Pelo que? - meu irmão começou a chorar baixinho.

– Pelo modo como eu te tratava... - revirei os olhos e afastei para o lado da cama.

– Vem cá maninho. - chamei meu irmão para o meu lado e ele deitou-se ao meu lado. - Tá tudo bem Hugo. - ele negou com a cabeça.

– Rose, eu sempre admirei a pessoa que você é, altruísta, divertida, sincera... - eu sorri e o abracei. - Então, você se tornou uma estranha para mim e eu fiquei irritado, você era o meu exemplo de pessoa a seguir, mas, você mudou, e eu fiquei sem chão. - suspirei e comecei a alisar o seu cabelo, enquanto ele soluçava.

– Hugo... – ele me encarou, tentando segurar o choro. – Eu tive uma escolha meu bem, e eu sabia que minha escolha teria consequências, eu sabia que iria magoar pessoas, mas ainda assim, decidi por fazer desse jeito, então, não se preocupe com isso, o modo como você me tratou estava totalmente justificado a partir do momento em que eu tomei aquela decisão. – ele negou com a cabeça e voltou o olhar para o nada.

– Nada justifica, nem nunca justificará! – ele suspirou entre os soluços e eu o apertei contra o meu corpo.

– Eu não preciso de justificativas meu amor. – beijei o topo de sua cabeça. – Você é meu irmão e eu te amo, nada que você faça irá mudar isso, nada. – senti seu corpo tremer e soluços tomarem conta de meus ouvidos.

– E-eu t-t-te am-amo. – ele falou com dificuldade pela quantidade de soluços, apertei meu irmão com força e deixei que lágrimas alivio escorressem por minha face. Deixei que Hugo chorasse tudo o que queria e com o tempo, ele foi se acalmando, deixando que sua cabeça repousa-se sobre a curva de meu pescoço e adormecendo ali.

Alisei seu cabelo e beijei sua testa, antes de deixar que o sono me levasse para um mundo de doces sonhos.



Notas finais do capítulo

E então? O que acharam do Hugo no final? Gostaram?