Recomeçar escrita por Mayara Baldin


Capítulo 14
Capítulo 14




Três meses depois, Melanie estava almoçando com Tyler no shopping, depois de terem feito compras. Ela havia parado de trabalhar no dia anterior e aproveitou para comprar algumas roupas que faltavam para o bebê.

– Ai meu Deus. – ele disse. – olha a roupa daquela mulher!

– Tyler!

– Eu sou estilista, meu bem. Isso é o assassinato fashion.

– Você não vale nada. – ela riu.

– Você parece estar incomodada com alguma coisa. – percebeu.

– Estou sim. Com essa barriga. Com os meus sapatos que não cabem no meu pé. Nem a minha aliança cabe mais! Eu estou parecendo a Vovózona!

– Nossa! Como você é dramática! Meu Deus! Olha quem está ali!

– Quem? – Melanie perguntou, se virando.

– Não é o Sr. Benson? Aquele professor gatíssimo que você gostava no segundo ano? Eu me lembro que você era apaixonada por ele. Ele te dava umas olhadinhas também, sabia?

– Ah, é ele mesmo! O melhor professor de História que eu tive na minha vida.

– Vocês ficaram?

– Sim. Só que até hoje ele não sabe. – ela riu e em seguida sentiu uma forte cólica. Olhou para baixo e viu um líquido no chão.

– Algum problema? – Tyler perguntou, preocupado.

– Se eu te contar uma coisa você promete não entrar em pânico?

– Prometo.

– Minha bolsa estourou.

– AI MEU DEUS O QUE EU VOU FAZER?

– Eu disse pra você não entrar em pânico. Eu deixei o dinheiro em cima da mesa. Me leve para o hospital agora.

– Tá, okay. Com licença, tem uma mulher entrando em trabalho de parto aqui. – disse para as pessoas que estavam na frente deles. Com muita dificuldade, conseguiram chegar ao carro e entrar.

– Pode me dar minha bolsa? Preciso ligar para o Don.

– Okay. – ele lhe entregou a bolsa e ela discou o número do marido.

– Oi querida. – ele disse

– Oi. Don, eu estou indo para o hospital. Nossa filha vai nascer.

– Como? Quem está ai com você?

– O Tyler. Não se preocupe, não se desespere. Eu estou bem. Avise meu pai para mim, por favor? E fale para ele passar em casa e pegar a bolsa dela pra mim?

– Tá. Eu te amo, querida.

– Eu também te amo. – ela desligou. Estava suando muito e sentindo fortes dores.

– Calma, Mel, estamos quase chegando.

– Tá. – em dez minutos, eles chegaram ao hospital.

– Moça, minha amiga entrou em trabalho de parto. – ele avisou uma enfermeira e logo, outra trouxe uma cadeira de rodas.

– Mel? Ai meu Deus, a Hazel vai nascer? – disse Savanah.

– Sim, ela vai.

– Cadê o Don?

– Estou aqui. Oi amor, eu estou aqui com você. – Flack disse.

– Ótimo. A Dra. Hollis está vindo. – disse a enfermeira, entrando no centro cirúrgico. Logo, Abigail apareceu para fazer o parto.

– Agora Melanie, eu preciso que faça toda a força que puder. – ela disse e Melanie fez força. A dor era insuportável.

– Você está indo bem. Vamos lá garota, empurre.

– Vamos amor, você consegue. – disse Flack, sem soltar da mão dela.

– Vamos, força! Você é uma mulher forte. Empurre. – disse a enfermeira.

O parto durou oito horas e meia.

– Vamos Mel, já estou vendo a cabeça da sua garota. – Melanie fez toda a força que pôde e em seguida, sentiu um alívio. Escutou o choro de sua filha.

– Ela é linda. – disse Don. – você foi ótima, meu amor. – Don cortou o cordão e os enfermeiros limparam o bebê. Depois a entregaram para Melanie.

– Parabéns. – disse Abigail.

– Obrigada. – Melanie segurou Hazel nos braços e ficou admirando-a por um longo período. – oi bebê. Você é tão linda... – ela disse beijando a testa da criança. – quer ir com o papai? – Melanie entregou o bebê para Don e ele a segurou, um tanto desajeitado.

– Eu não consigo parar de olhar para ela.

Depois, Melanie foi para o quarto, que estava todo enfeitado com balões, ursinhos e bonecas. Uma das enfermeiras levou Hazel para o quarto, para que Melanie a amamentasse. Don estava com ela e logo, Savanah e Tyler entraram no quarto.

– Oi mamãe. – disse Savanah. – olha só o que eu trouxe pra sua bonequinha. – ela disse tirando um vestido cor de rosa de uma sacola.

– Que lindo! Obrigada.

– O meu é mais fashion. – ele disse tirando um macacão rosa claro, com detalhes de oncinha.

– Extremamente discreto. – comentou Savanah.

– Obrigada Tyler, é lindo.

– Ela é tão pequena... Dá até medo de pegar. – disse Savanah segurando a criança.

– Acho que ela leva jeito. – comentou Don.

– Tá na hora dela providenciar um bebê. – disse Tyler.

– Eu concordo. – disse Melanie. – nessa hora, entraram o pessoal do laboratório, Cedric, Abigail, o pai de Melanie, Samantha e a avó de Don.

– Nossa! Quanta gente...

– Olha só que menina linda. – disse Jo.

– Eu não acredito que eu já sou bisavó! – comentou a Sra. Flack.

– Calma vovó! – disse Don.

– Pai? Quer segurá-la? – perguntou Mel.

– Claro. – ele segurou a neta nos braços e uma forte emoção tomou conta dele. – ela se perece muito com você, Mel.

– Espero que ela tenha os olhos do Don. – Mel disse.

– Se isso acontecer, vocês vão ter muitos problemas. Principalmente quando ela estiver com uns quinze anos... – comentou Jo.

– Eu sei usar uma arma. E ela só vai poder sair sozinha de casa com uns trinta anos. Ou quarenta, vai depender do que eu e a mãe dela decidirmos.

– Melhor colocá-la num convento. – disse Savanah.

– Realmente, o Flack vai ser um pai insuportável. – disse Danny.

– Igualzinho a você. – respondeu.

Eles ficaram lá até o horário de visitas terminar. Depois, cada um foi para sua casa e Melanie ficou no hospital.

– Amor, eu vou voltar para casa, pra tomar um banho. Daqui a pouco eu volto, tudo bem?

– Tá. – ele deu-lhe um beijo na testa e outro na filha, que dormia profundamente no colo da mãe.

– Amo vocês.

– Nós também te amamos, detetive.





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