We Are Demigods escrita por Alice Kirkland, The duck next door


Capítulo 5
Run Away


Notas iniciais do capítulo

Gente, foi mal mesmo não ter postado antes. A semana de provas ta chegando, a Angel ficou doente... Mas pra compensar, esse capítulo tem desenho e set no polyvore!
Desenho: http://nerdunicorn.deviantart.com/art/Cat-Edu-And-Angel-430150817?ga_submit_new=10%253A1390931118
Set: http://www.polyvore.com/run_away/set?id=99776813&lid=2670054



CAT

Estávamos eu, Angel e Edu de boa no lago de canoagem. Geralmente não vamos lá pois Angel e Edu não gostam de água, eles a acham muito molhada, e eu não gosto das náiades daquele lago.

Edu é um filho de Hécate de 15 anos, ele tem cabelos castanho dourados e olhos púrpura como um bom filho de Hécate, e, por mais que pareça estranho, ele tem 1,50 de altura. Você deve estar se perguntando por que uma criatura tão linda e fabulosa, eu, e uma nem tão diva assim, Angel, estavam fazendo com um filho de Hécate que acha que a água é molhada.

1°- Ele é muito divo. Tipo demais.

2°- Ele parece um hobbit sem a barriga grande e o pelo no pé.

3°- Ele tem um nome pior que o nosso: Gorfinhuli Eduvudunaldo Clocau.

8°- Não tem 8° eu só gosto desse número mesmo.

–Ai que tristeza- reclamou Edu deitando na grama seu penteado de "acebei de acordar de uma noite mal dormida e ainda humilha sua beleza sem nem me esforçar, haw haw"

–O que foi, criatura?- Angel pergunta. Como Angel é uma pessoa muito prática ela inventou apelidos para nos dois: Eu sou afeia e o Edu é a criatura ( sim o Edu me humilha até pela a Angel).

– Eu queria poder mostrar ao mundo meu brilho, que não é pouco, eu queria que eles vissem o verdadeiro Edu - Ele fez aquela cara de estou me imaginando na frente de uma plateia me aplaudindo e todo o meu brilho. Angel e eu começamos a discutir com olhares.

Eu: Podemos tentar ajuda-lo a sair do acampamento.

Angel: Sim, mas ele iria para aonde?

Eu: Vegas, baby.

Nós olhamos para Edu que estava deitado, rolando e reclamando na grama, mas já estávamos acostumadas, Edu era uma total drama Queen.

– Edu prepare suas malas, vamos te lavar para Vegas.

Depois de Edu ter uma espécie de ataque fangirl e gritar, fomos cada um para uma atividade diferente (Angel foi para a esgrima, eu fui para a escalada e o Edu... Sei lá, foi fazer o que Edu's divos fazem)

***

– Vocês tem certeza de que vão me ajudar, meninas? - Edu perguntou

– Sim, e se você perguntar isso mais uma vez, eu vou te chamar de Gorfinhuli - Angel reclamou e Edu fez uma careta.

– Edu, você ligou para aquele seu amigo que você disse que poderia te levar ?

– Já sim, ele disse que passa aqui hoje a noite.

– Ok então. E usem roupas discretas– Angel disse, encerrando a conversa.

ANGEL

Já tinha dado o horário que havíamos combinado para tirar o Edu do acampamento e eu estava pronta para sair do chalé. Você se pergunta": não seria mais fácil simplesmente tirar a criatura de dia? Muitos meio sangues saem do acampamento!". O Edu é um filho de Hécate, deusa da magia, sem muito treinamento, e magia sem treinamento quase sempre acaba em merda, então Quíron não quer que ele saia. E por que nós vamos ajudar ele a fugir? Porque nós somos V1D4 L0K4! E porque o Edu é bom em fazer o feitiço de ocultação.

Estava pra sair do chalé quando alguém bateu na porta. Andei devagar até lá e abri uma fresta.

– Angeline, ou você abre ou sai. Não quero me encontrar com nenhuma harpia.

Sai de lá dentro e Cat e eu nos escondemos na parede lateral do chalé .

– Temos que ir até o chalé 20 sem sermos vistas. Isso vai ser divertido, éla!

Saímos dá lateral do chalé 13 e corremos para a lateral do chalé 15, e eu tive que me segurar para não entrar lá e dormir. Aquele chalé é muito confortável.

Para passar para o lado dos chalés femininos nós tivemos que ser muito cuidadosas. Cat olhou primeiro e disse que não via nenhuma harpia, então eu passei primeiro, depois eu fiz o mesmo do outro lago e passei. Usamos essa mesma estratégia até chegarmos no chalé 20.

Edu nos esperava olhando por uma das janelas, o que assusta um pouco por causa daqueles olhos, e assim que nos viu saiu do chalé. Ele carregava uma mochila - bem cheia, por sinal - em uma das mãos e correu até onde nós estávamos. Quando Edu chegou eu reparei na roupa dele. Sério mesmo?

– Que parte de ser discreto você não entendeu?

– O que? Essa roupa é bem discreta, tá? E por que a Cat pode usar uma blusa do Batman sem ninguém reclamar? - Edu fez beicinho. É, ele não tem jeito.

– Edu, querido, - Cat começou. Lá vem merda - EU posso usar uma blusa do Batman porque EU sou o Batman. Nã nã nã nã nã nã Batman!

– Isso, sua retardada, grita mais alto. Acho que as harpias não escutaram direito ainda!

– Quem ' tá gritando é você!

– As duas estão gritando! - Edu gritou - Ah! Agora os três estão gritando!

– Então todo mundo cala a boca e pronto!

– Você é tão diplomática, Cat...

– Desde quando você fala "diplomática", Angel?

– Sei não... Escutei alguém falando essa palavra algum dia ai... Em algum... Ai! Quem me beliscou?

– Fui eu - Cat falou - Acho que escutei alguma coisa.
Então nós fizemos silêncio e eu escutei um barulho de coisa voando, ou seja, de asas batendo.

– Skatá! - Edu murmurou. Sim, minha gente, hobbits tem a boca suja também. - Tem uma harpia por aqui. Vamos logo... Ai, droga, tudo dá errado comigo! - Cat deu um peteleco (sério, ela faz isso muito. E o pior é que doi) no braço de Edu, que passou a mão no lugar resmungando.

– Deixa de drama, Gorfinhuli - falei - Vamos logo.

Então começamos a sair... Bem, na verdade começamos a andar para longe da parede do chalé de Hécate. Cat ia na frente, mas de repente ela parou, o que fez com que Edu parasse e quase me fez cair. Mas que Hades...?

Eu ia falar alguma coisa, mas Cat se virou rápido e fez sinal para que eu não falasse. Na boa, como ela consegue escutar bem assim? Ela escuta música alta direto e eu so tinha puxado o ar! Não gostei.

O barulho de asas ficou mais alto e mais perto, e mais perto, e mais perto... Então Edu foi para o lugar onde a Cat estava e falou algo em latim.

Incantare: confusio!

E o som de asas ficou distante... Yeah, o Edu confundiu a harpia.

– Edu, já te disse que você é divo?

– Já, querida, já.

– E que você é convencido?

– Já me disseram isso também - Ele deu de ombros como se falasse "eu brilho tanto que esse seu recalque nem me alcança".
***

Conseguimos sair com facilidade da ala dos chalés graças a macumba que o Edu jogou na harpia. Curiosa e milagrosamente nenhuma harpia tinha aparecido até agora.

Depois da ala dos chalés, passamos pelo lago e estávamos terminando de atravessar a quadra de vôlei. Tivemos que fazer um esforço extra para não fazer barulho, porque a quadra é perto da casa grande e você não quer que o Sr. D ou o Quiron te encontre fora da cama depois do horário de dormir. Acredite em mim.

Eu me movia como um ninja, sem fazer barulho; Cat se movia como... Bem, como um gato. Sim, um trocadilho horrível, mas é verdade; e Edu... Bem, a criatura faz um barulho desgraçado pra se mover.

Cat estava resmungando alguma música baixinho, o que estava me incomodando.

– Cat, o que você está cantando? - sussurrei.

– Ahn? Ah, Runaways, The Killers.

– Por que...?

– Porque a música é legal, porque estamos ajudando o Edu a fugir e...Ain't we all just runaways?

Encarei ela com uma facepalm.

– Você não presta.

– E é por isso que eu sou sua amiga.

Estávamos quase chegando na fronteira do acampamento, e então... Um grito abafado foi escutado. Esse grito só podia significar duas coisas:

A) Tinha uma barata no caminho

B) Tinha uma harpia no caminho

Eu aposto na segunda. É a mais segura.

Me virei para trás e vi duas harpias alguns metros atrás.Ótimo. Simplesmente ótimo! Em seguida, fiz a coisa mais óbvia do mundo: puxei Edu e Cat para atrás de uma... Moita, eu acho. Sabe, natureza não é o meu forte, mas eu tenho quase certeza de que aquilo chama moita!

Edu tinha uma cara de "Ai meus deuses, aquilo quase me matou". Detalhe: a harpia nem passou perto dele. Nós ficamos lá por um tempo, até ter certeza de que as harpias haviam desaparecido, então nos levantamos e nos despedimos de Edu. Depois de ele ter mais um ataque, Edu foi até o pinheiro de Thalia e acenou para nós. Vimos ele descer até um carro com os faróis ligados e depois desaparecer.

– Awwn, ele vai fazer falta - Cat comentou.

– Vai mesmo... A diveza dele deixava esse lugar mais aceitável.

– Pois é... Bem, agora temos que voltar - Merda - E vamos logo, eu quero sonhar com o Maurício de novo essa noite.

– Quem é Maurício?

– Meu pônei azul que cavalga no ar soltando um rastro de arco íris e purpurina... Não lembra que eu te contei dele semana passada? Sonho com ele desde que eu tinha oito anos. - Ah, certo. Lembro de Cat falando alguma coisa do tipo, envolvendo as palavras "o terapeuta disse que eu inventei esse pônei porque eu era carente por causa da falta de atenção dos meus pais".

Conseguimos voltar para os chalés sem nenhum problema e eu dormi igual... Igual a um filho de Hipnos. Se você se pergunta o motivo de eu não ter entrado nas sombras, foi pelo fato de que eu ainda não consigo levar mais de uma pessoa nas sombras, me esgota demais, e se eu largasse Cat sozinha, eu ia sofrer durante o treino de arco e flecha. Deveriam proibir usar veneno nas flechas e... Pera ai, eles proíbem.