The Secret Weapon escrita por Pacheca


Capítulo 18
Running and Finding


Notas iniciais do capítulo

Meu Deus, como eu demorei!! Desculpa, desculpa, desculpa!! Não me abandonem, please ^^ Dedico o capítulo aos leitores, mas em especial, Heart Ghost, que recomendou a fic *_* Obrigada e boa leitura!



Acordei com Elwë me sacudindo desesperadamente. A lua ainda brilhava alta no céu, mas algo parecia errado. Thunderbolt estava agitado e Elwë olhava na direção de Du Weldenvarden.

– O que houve? – Me levantei e peguei a mochila, mas ele não respondeu por alguns instantes.

– Elfos. Dez ou doze.

– Seu antigo clã? São de Osilon? – Ele correu até Thunderbolt e tentou acalmá-lo.

– Não posso dizer ao certo, se eu tentar vigiar suas mentes mais a fundo, eles vão me perceber. Talvez você conseguisse ver mais. – Ele me olhava, sugestivo. Concordei e disfarcei a luzinha no mesmo instante, num tom de preto.

Eram 10, todos vindo na nossa direção. E um deles só pensava num rosto, no meu. Falei para Elwë, que tinha conseguido calar Thunderbolt. Ele me encarou por um instante horripilante. Talvez ele estivesse pensando em me entregar.

– Precisamos ir, agora! – Ele subiu em Thunderbolt e me ajudou a subir logo em seguida. – Se algo der errado, corra. Eu vou mandar Thunderbolt atrás de você.

– Não posso ficar sem você, vou morrer.

– Eu te ensino a conseguir água, mas você tem que correr. Entendeu? – Ele falou com a voz tão firme que só consegui assentir com um movimento rápido de cabeça.

Thunderbolt ia o mais rápido que podia, agora um pouco descansado de todos os outros galopes. Mas ele ainda estava um pouco lento. E os elfos tinham percebido que estávamos fugindo. Tanto eu quanto Elwë podíamos sentir as mentes deles, nos seguindo.

– Elwë! – Thunderbolt não parou, mas Elwë olhou na direção do grito, pouco atrás de nós. Um elfo alto, dos cabelos prateados compridos, no meio de suas costas, e olhos num tom quase branco.

– Valandil! – Realmente era o clã de Osilon. – O que você quer?

– A garota. E talvez a sua cabeça para Tasandur.

– Ainda seguindo Tasandur cegamente? – Elwë entrou na minha mente, como enquanto cavalgávamos, mas dessa vez ele falou comigo. “Espere meu sinal e corra, tanto quanto puder!”

– Ainda sendo um desses seres imundos, Elwë? Você poderia ter sido tão glorioso se apenas se calasse e fizesse o que Tasandur mandava.

– E ficar tão patético quanto você? – Ele puxou as rédeas de Thunderbolt, fazendo-o parar de uma só vez. – Não Valandil, eu ainda tenho um pouco de dignidade por mais que vocês digam que não.

– Claro que sim, se você diz.

Os outros elfos se aproximaram, formando uma meia lua de frente para nós. Todos eram muito parecidos, a não ser o do meio, que tinha cabelos negros. Elwë desceu de Thunderbolt, desembainhando uma espada larga da cintura.

– Quer mesmo fazer isso, Elwë? Desafiar todos nós por uma estranha? – O elfo dos cabelos negros ergueu a mão e todos os outros se armaram com espadas parecidas com a de Elwë.

– Ela é uma estranha que me ajudou em poucos instantes mais do que vocês me ajudaram a vida inteira. Sim, Tasandur, e não vou me arrepender.

Foi então que ele entrou na minha mente de novo, dizendo para eu correr. Hesitei por um instante, mas ele forçou minha mente ainda mais. E então eu me virei e corri, o máximo que eu podia.

Os elfos não me seguiram, estavam ocupados com os antigos desentendimentos. Corri, tanto, que eles foram sumindo devagar. Corri, corri e corri. Semicerrei os olhos por causa da poeira.

Elwë se certificaria de que nenhum deles me seguiria, mas a que custo? Ignorei minha própria pergunta e continuei correndo, sentindo minhas pernas fraquejando. Há quanto tempo eu estava correndo?

Eu não encontrei uma resposta, mas eu não aguentava mais. E não podia parar, senão Elwë me odiaria se alguma coisa acontecesse com ele. Meu joelho fraquejou e eu acabei caindo.

Eu estivera subindo uma duna de areia, e agora estava rolando para o outro lado. Gritei por alguns segundos, mas quando cheguei ao fim da duna parei de gritar por falta de ar. Uma dor horrenda percorria todo meu corpo.

Enquanto travava o maxilar pela dor, tentei encontrar algum sinal de alguém se aproximando. Nada, nem Elwë, nem Thunderbolt, nem um dos elfos, nada. Me sentei, tentado ignorar a dor, observando o chão.

Era estranho, eu cair sobre a areia e ainda assim ter um impacto tão grande. Claro que a queda doeria, mas não tanto. Respirei fundo e me concentrei em alguma vida que pudesse existir na areia, só para passar a dor.

Alguma coisa pulsante, forte, brilhante em todo aquele escuro. Abri os olhos de uma só vez, assustada. Me levantei, ainda alerta. Mas aquele brilho realmente vinha da areia. Olhei o chão de novo, estranhando o que eu via.

Um círculo, perfeito, destacado na areia. E a areia ali parecia ser uma quantidade menor, como se fosse apenas sujeira de uma casa. Me agachei e espalhei um pouco da areia. Era um tipo de pedra, muito estranho.

E aquela energia vinha dali. Apoiei a mão sobre a pedra e me concentrei. E sem falar em nada e sem saber no que tinha pensado, a pedra se partiu, abrindo um buraco.

Era uma pedra branca, com vários fios que pareciam veias passando por toda sua superfície. Estendi os braços automaticamente e segurei a pedra. Coloquei-a a meu lado no chão e fiquei observando os fios esverdeados.

Me deitei de lado, sem pensar mais nos elfos e em Elwë. Só esperava que ele estivesse bem. Fechei os olhos e dormi, tendo a consciência da pedra ao meu lado.

Abri os olhos devagar. Enquanto minha visão se ajustava e eu sentia o sol terrivelmente quente no meu rosto, pensei em Elwë e Thunderbolt. A primeira coisa que vi foi a pedra partida. Vários pedaços finos estavam espalhados.

Me sentei, olhando ao redor. E vi o ser mais estranho que eu poderia imaginar próximo ao meu pé esquerdo. Era um lagarto, de dois palmos de comprimento, com um par de asas coladas ao corpo. As escamas eram a coisa mais surpreendente de tudo.

Parecia vários diamantes unidos, mudando de cor dependendo do modo que o réptil se movia. Eu sabia o que era aquilo, mas me negava a acreditar. Primeiro, porque os únicos ovos que existiam estavam com Galbatorix. Segundo, porque ele era diferente de todos os outros descritos.

Era maior, e era mais largo. Tinha vários espinhos descendo pelas costas, mas o mais surpreendente eram os toquinhos proeminentes em sua cabeça.

O bichinho parou me encarando com os olhos azuis claros, num tom quase gélido, parecendo querer dizer alguma coisa. O encarei de volta, tentando pensar.

– O que foi? Fome? – Claro que não recebi resposta. – Muito bem, eu também estou. Não posso te ajudar.

Estiquei meu braço e toquei de leve na cabeça do dragão. Um calor gélido passou correndo a palma de minha mão até meu ombro, me jogando no chão, fazendo com que minha cabeça batesse.

Fiquei atordoada por alguns instantes, mas então ergui minha cabeça um pouco. Os olhinhos azuis me encaravam, com um ar brincalhão. Respirei fundo e me sentei de novo.

– Não precisava disso. – Olhei minha mão, uma marca redonda no centro da palma, parecendo uma queimadura brilhante. – Mas acho que agora não tenho escolhas, não é?

Me levantei e a peguei no colo. Não sei como, mas teria que levá-la comigo pelo resto do trajeto. Fui caminhando rápido, ainda encarando a palma da minha mão e o dragão que parecia um diamante.



Notas finais do capítulo

Um pouco maior que o esperado ;D Eu sei que parece meio óbvio o capítulo, mas vou tentar surpreender, ok? Deixem seus reviews ^^ Bjs



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