Entre Ervas E Poções escrita por Potterhead Narniana


Capítulo 9
Capítulo 9 - Devaneios,sentimentos, descobertas...


Notas iniciais do capítulo

Oiie leitores lindos!! Quero dizer + uma vez q estou muito feliz pelos reviews, e gostaria de agradecer tbm à Elen Oliveira pela recomendação: muito obrigada mesmo, quase tive um ataque do coração quando vi kkkkkkkk
Enfim, vamos à leitura...



De uns dias para cá, Snape não estava bem. É fato que sempre foi do seu feitio viver isolado das pessoas, mas nos últimos dias, estava ainda mais recluso. Raramente aparecia no refeitório para tomar café e durante a maior parte do tempo, andava calado e pensativo.

Em uma noite, durante o jantar, ele estava no refeitório, sentado ao lado de Dumbledore. Não havia tocado em sua comida, estava apenas com um olhar vazio, pensativo.

- Está acontecendo alguma coisa, meu filho? - perguntou- lhe Dumbledore.

Snape permaneceu calado, não havia notado a pergunta.

- Severo... - chamou mais uma vez, tocando- o no braço.

- Hãn... disse alguma coisa, Alvo? - respondeu Snape, despertando de seus devaneios.

- Está tudo bem?

- Ah, sim... claro...

Mas Dumbledore não se convenceu com a resposta. Ele sabia que havia algo errado, afinal de contas, Snape nunca estivera tão calado e disperso.

Terminando o jantar alguns professores se retiravam para os seus quartos, entre eles, Snape. Lara demorou um pouco para sair, assim, Alvo decidiu falar com ela.

- Professora, sabe de alguma coisa sobre Severo? Nesses últimos dias tenho notado que ele está um pouco estranho...

- Bom, eu não tenho falado com ele. Na verdade, raras vezes o tenho visto. - disse ela dando uma olhada na direção de Snape, que se afastava lentamente.

- Ah, sim. Bem, como vocês são amigos, pensei que ele tivesse lhe contado algo.

- Não. Mas também tenho notado que ele está diferente. Está mais magro que o normal, com olheiras, uma expressão vazia. Bem, sinto muito, mas não sei o que se passa.

Assim, os dois rumaram para seus aposentos.

Snape chegou em seu quarto e começou a se preparar para dormir. Ao deitar na cama passara mais algum tempo pensando, até que caiu na inconsciência.  O motivo pelo qual ele estava assim, era um sonho que ele estava tendo toda noite. E mais uma vez, este sonho se repetiu:

Ele estava sentado sob uma árvore, lendo um livro, quando de repente, chegavam os marotos.

- E aí, Ranhoso! Tem lavado o cabelo ultimamente? - dizia Tiago, se aproximando.

Snape rapidamente pegava sua varinha na tentativa de se defender, mas sempre falhava.

- Expelliarmus! - dizia Tiago e rapidamente o fazia levitar pelos ares de cabeça para baixo.

Uma grande quantidade de pessoas se aglomeravam para assistir à sua humilhação.

- Prestem atenção, eu vou tirar a calça do Ranhoso! - dizia Tiago. Lágrimas de ódio escorriam pelos olhos de Snape.

Até que de repente, chegava Lílian:

- O que pensa que está fazendo, Potter?! Solte ele, agora!!! - mas Tiago se recusava.

- Expelliarmus! - dizia ela desarmando Tiago e fazendo com que Snape caísse no chão.Ela corria até ele.

- Não se preocupe, Severo. Vai ficar tudo bem.

- Sai daqui, Lílian.

- Calma, Severo. Deixa eu te ajudar...

- Eu não preciso da sua ajuda, sua sangue- ruim!!!

E nisso, Lílian se afastava, com lágrimas nos olhos. Tiago dava um sorrisinho debochado e também se afastava, indo ao encontro de Lílian.

Snape sempre acordava suado, com uma sensação de desespero e com aquela última frase reverberando, como um eco, em sua cabeça: " Sangue- ruim... sangue- ruim... sangue- ruim..."

Aquele sonho já o estava atormentando e ele não sabia o que significava. Ele já não aguentava mais e decidiu que no dia seguinte, falaria com Dumbledore sobre isso.

No dia seguinte, à tarde, depois de algumas aulas que ele tivera com Grifinória e Lufa- lufa, decidiu ir falar com Dumbledore.

Dumbledore estava em sua sala, quando ouviu uma batida na porta.

- Entre.

- Desculpe o incômodo, diretor. Mas eu preciso falar com o senhor. - disse Snape, entrando na sala.

- Incômodo nenhum. Sente- se - disse Dumbledore indicando uma cadeira.

- O que posso fazer por você, meu filho?

- Bem, de uns dias para cá, eu tenho tido um sonho que está me atormentando, eu não sei o que fazer. Preciso da sua ajuda. - pediu Severo.

- Qual sonho?

Snape contou tudo, exatamente como se lembrava.

Dumbledore pareceu refletir um pouco.

- Já pensou que talvez esse sonho possa ser um sinal?

- Um sinal? - perguntou Snape, confuso.

- Sim. Talvez queira lhe indicar que você pode perder a pessoa que ama. - disse Dumbledore que já desconfiava dos sentimentos de Severo e Lara. - Não deixe que isso aconteça...

Snape refletiu bastante sobre o que Dumbledore disse e concluiu que poderia sim ter algum sentido.

À noite, antes de dormir, ele havia refletido um pouco sobre isso. Mas quem seria essa pessoa que ele amava? Ele não queria admitir, mas sentia algo mais do que amizade por Lara.

- Controle- se homem! Você já se apaixonou uma vez e não deu certo! - dizia ele a si mesmo.

Mas não podia deixar de pensar no jeito dela: sua simplicidade, inteligência, espontaneidade... diferente de muitas por aí. Será que ele estaria... apaixonado?! Não, não era possível! Não podia ser... mas pensando bem, por que não? Afinal de contas, estar com ela lhe fazia bem, de um jeito que ele não se sentia há anos...

Decidiu que não iria perdê- la, que lutaria por ela! Afinal de contas, já lhe tiraram a mulher de sua vida uma vez, e ele não deixaria que isso acontecesse de novo.



Notas finais do capítulo

O que acharam? Ficou bom? Eu, pelo menos, amei escrever este capítulo... Comentem por favor
Bjss até a próxima
:)