New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 79
O rugido imponente do Dragão!


Notas iniciais do capítulo

Na versão original desta história, este era o capítulo 58.

O cavaleiro Gustavo de Dragão terá que se superar para ter uma chance de sucesso contra seu oponente, o temido Algol de Perseu. Jamian de Corvo também aparecerá para fazer frente aos Cavaleiros de Bronze.

Estou muito feliz por termos chegado ao capítulo 80 e por ter recebido 114 comentários na história até aqui. Agradeço a todos que puderam apreciar meu trabalho, seja acompanhando a leitura ou deixando seu comentário nos capítulos. Espero continuar contando com o apoio de vocês nos capítulos que se seguirem.



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Lá estavam Algol, olhando furiosamente para Gustavo; Matt jogado ao chão e inconsciente; Thiago, Rina e Betinho petrificados, com Jamian um pouco próximo a eles, também paralisado do mesmo modo; e Gustavo, desesperado, mas em silêncio, avaliando a situação – coisa que não costumava fazer.

— Faça com que meus amigos voltem ao normal – exigiu Gustavo -, e não terei de acabar com você.

— Você é bem convencido – disse Algol. – Não sei como conseguiu vencer Spartan, mas devo avisá-lo que sou diferente dele e dos demais cavaleiros de Prata. Meu Escudo da Medusa é invencível.

— Pois lhe mostrarei o famoso Escudo do Dragão – disse Gustavo, estendendo o braço esquerdo, onde estava seu escudo. – Nunca me deixou na mão até hoje numa batalha.

— Veremos qual escudo é mais potente, seu escudo do Dragão ou meu escudo da Medusa – propôs Algol.

Sem aviso, Algol tentou golpear Gustavo, mas encontrou o escudo do Dragão e recuou. Gustavo revidou:

CÓLERA DO DRAGÃO!

Novamente, o escudo da Medusa começou a brilhar; a luz forçou Gustavo a fechar os olhos, e o golpe atingiu Algol, mas sem intensidade. Algol foi jogado para trás, mas conseguiu se equilibrar e ficar de pé.

— Como? Meu golpe não surtiu efeito? – indagou Gustavo.

— Não pode querer me ferir se nem olha para mim quando usa seu golpe – disse Algol. – Esse foi o erro do seu amigo. – E indicou Matt, que jazia no chão. – Se olhar diretamente para meu escudo, ficará igual aos seus três amigos ali.

Gustavo lembrou-se da história mitológica da Medusa. O guerreiro Perseu tinha usado o Escudo de Atena para não olhar diretamente para o monstro, podendo usar sua espada para decepar a cabeça da Medusa. Se usasse seu escudo para a mesma finalidade, o escudo de Algol não lhe afetaria.

— Está bem, Algol! Vou atacá-lo sem olhar para seu escudo! – exclamou o Dragão, e começou a correr em direção ao oponente, olhando seu reflexo no escudo. Quando estava a poucos metros de Algol, porém, o cavaleiro de Prata desapareceu.

Gustavo olhou ao redor, mas não via sinal de Algol. Então ouviu uma voz do alto:

— Eu estou aqui, Dragão! E este será o seu fim!

Algol havia saltado na direção do sol, para evitar o golpe de Gustavo, e estava descendo.

GÓRGONA DEMONÍACA!! – berrou ele.

E do mesmo jeito que ocorrera com Matt, Gustavo foi golpeado na cabeça e caiu ao chão. Ao se levantar, viu que seu braço havia se transformado em pedra e Algol estava encarando-lhe com desprezo.

— Você acha que não conheço a história de Perseu e Medusa? – debochou o cavaleiro de Prata. – Foi muito ingênuo ao tentar usar o escudo para não olhar diretamente para a Medusa.

Gustavo, porém, não estava mais escutando. Lembrou-se de Shiryu, que certa vez lhe contara que tivera de se cegar para vencer um oponente – certamente havia sido o próprio Algol. Havia se esquecido dessa história do mestre, e esta parecia ser a única solução. Porém...

Lembrou-se de outra coisa. Acabara de vencer Spartan usando uma habilidade que lhe fora ensinada por Shiryu – uma técnica única, patenteada pelo mestre de Shiryu, o Mestre Ancião. Parecia ser um meio menos doloroso, porém mais eficaz, de derrotar Algol.

Gustavo fechou os olhos e esvaziou sua mente, ainda que com dificuldade. Algol acompanhava o estranho procedimento do cavaleiro de Bronze, sem entender. Logo, o Dragão não enxergava, não escutava, não cheirava e não sentia mais nada ao seu redor.

— Está se entregando, hein, Dragão? – falou Algol em tom de provocação. – Se está tentando amenizar sua angústia, permita-me fazer isso por você!

Algol partiu pra cima de Gustavo e começou a socá-lo. Gustavo berrava de dor, porém não a sentia. Isso apenas fazia parte de seu plano, um teatro para fazer Algol baixar a guarda...

Então, de repente, Gustavo bloqueou os golpes de Algol e afastou-o, sem, contudo, abrir os olhos.

— Como é possível?!? – exclamou Algol. – O Dragão parecia um cadáver vivo; como pode ainda estar queimando seu cosmo para lutar??

— Algol! – exclamou Gustavo; só sua boca se mexia. – Uma vez o Mestre Ancião, o Cavaleiro de Ouro de Libra, derrotou um adversário poderoso oriundo do norte, privando-se de seus sentidos... e unindo-se ao meio ambiente em volta dele, tornando-se um só com a natureza. É isso que estou fazendo. Posso vê-lo, mesmo de olhos fechados. Posso sentir, mesmo sem tato. Posso sentir odores, mesmo sem olfato. Posso ouvi-lo, mesmo sem audição. Posso usar e sentir minha boca, mesmo sem o paladar. A capacidade do meu cosmo aumentou depois de enfrentar os Cavaleiros de Ouro, e eu pude utilizar esta técnica contra Spartan e vencê-lo agora há pouco.

— Como?? O que disse? – exclamou Algol, totalmente surpreso e sem reação.

— E agora você terá o mesmo destino de Spartan! – berrou Gustavo.

Ele correu em direção do adversário e atacou:

CÓLERA DO DRAGÃO!!!

O golpe de Gustavo fez um BUUUM ao perfurar o escudo da Medusa e o peito de Algol, que caiu ao chão dando um último suspiro:

— Você derrotou a Medusa... é um guerreiro forte... é digno de proteger Atena...

Algol caiu morto. Gustavo ficou um pouco surpreso por ouvi-lo lhe dando um elogio em seus momentos finais, mas, nesse mesmo momento, o braço dele voltou ao normal, e ele recobrou os sentidos. Acabou não pensando muito sobre a última fala de Algol. Então, Rina, Thiago e Betinho voltaram ao normal, e contemplaram Gustavo.

— O que houve aqui? – indagou Betinho, porém Thiago fez sinal para ele se calar; Gustavo foi acudir o ensanguentado Matt, e os outros o acompanharam. Porém, Matt se levantou assim que eles vieram acudi-lo.

— Cuidado, Matt – disse Gustavo. – Você está bem ferido.

— Deixem pra lá – retrucou Matt, levando a mão à cabeça. – Eu estou bem, sério. Onde está Algol?

— Eu cuidei dele – disse Gustavo.

— Onde você estava, hein, Gustavo? – quis saber Betinho. – Você demorou! Achei que estávamos perdidos quando senti Matt ser derrotado (eles conseguiam sentir os cosmos da batalha em volta deles, mesmo depois de terem sido petrificados).

— Tinha outro cavaleiro, Spartan de Bússola, mas também passei por ele.

— E como derrotou o Spartan e o Algol, hein? – perguntou Rina.

Gustavo abriu a boca para responder, mas fechou-a em seguida. Os cinco olharam para cima, e percebera então o céu se enchendo de aves negras, que soltavam suas penas na direção dos cavaleiros. Com um sobressalto, o cavaleiro de Dragão se deu conta de que Jamian não estava  mais à vista; ele provavelmente também devia ter voltado ao normal após a derrota de Algol. E então...

O cavaleiro de Corvo surgiu dos céus; sua armadura estava negra e brilhante, como se tivesse "voltado à vida" após sair do estado de petrificação, e ele estava com uma cara doentia, talvez devido ao ferimento no peito de antes. Ele estava sendo carregado pelos corvos, que seguravam uma espécie de corda com os bicos, sustentando seu mestre.

— Rararararah! Podem ter vencido Algol... Mas eu, Jamian de Corvo, acabarei com vocês!! – berrou ele, e as plumas que caíam nos cavaleiros começaram a grudar nos corpos deles.

— O que é isso... ?? – berrou Thiago, mas as plumas já lhe cobriam a cabeça quase por completo.

— Hahahaha... PLUMA NEGRA!!! – berrou Jamian, gargalhando euforicamente enquanto as plumas cobriam os cavaleiros de Bronze por inteiro, até que eles silenciaram. – Que esplêndido!! Cinco cavaleiros de Bronze pegos no mesmo dia...

Nem bem Jamian havia terminado de dizer isso, a corrente de Andrômeda perfurou as plumas que cobriam os cavaleiros; o fogo de Matt e o gelo de Thiago queimaram e congelaram, respectivamente, as demais plumas, enfraquecendo-as e rasgando-as. Betinho, ao se livrar das plumas, voltou-se contra Jamian:

METEORO DE PÉGASO!!

Jamian tentou usar suas plumas para se defender, mas os meteoros perfuraram-nas e deixaram o cavaleiro de Prata indefeso. O cavaleiro de Pégaso avançou novamente contra ele.

— Eu cuido de você. Aceite a derrota desta vez!! – berrou o jovem. - METEOROS DE PÉGASO!!

BUUUM!!! Jamian explodiu em mil pedacinhos com o impacto dos Meteoros; suas plumas caíram derrotadas no chão do vale. Os cinco cavaleiros vibraram.

— Ufa! Cinco cavaleiros de Prata no mesmo dia... que dureza! – ironizou Betinho, em resposta à afirmação anterior de Jamian quando conseguira envolve-los com as plumas.

— Depois dessa, acho que merecemos um aumento... – disse Gustavo. Os outros desabaram a rir; então uma voz disse:

— Ei! Vocês! Venham aqui!

Os cinco olharam para trás, esperando um novo inimigo; porém, era apenas Isabella de Taça, vindo em direção a eles.

— Vocês estavam demorando, então o mestre Shion me enviou para o caso de ter acontecido o pior. O que houve? – perguntou ela.

— Enfrentamos cinco cavaleiros de Prata – informou Thiago.

— E, obviamente, vencemos – disse Gustavo, convencido.

— Não teve graça – disse Isabella em tom sério. – Enfim, vamos embora, o Mestre não quer deixar o Santuário desprotegido e... Céus! Matt, o que houve com você? – disse ela de repente, ao ver o sangue jorrando da cabeça de Matt, parecendo preocupada.

— Ah, bem... Machuquei-me na luta, não foi nada... – disse Matt sem jeito. Desde que eles tinham se afastado, ele ainda não conseguia falar direito com Isabella, principalmente depois do que acontecera entre ele e Fernanda.

— Não se preocupe, cuidarei de você – disse Isabella amavelmente; ela falava com propriedade, como se já tivesse tratado daquele tipo de ferimento antes; o cavaleiro de Fênix corou. Ela sorriu e disse: - Está bem, pessoal, vamos embora...

Isabella pegou as mãos de Matt e de Rina, que pegaram as mãos dos demais, sem entender, formando um círculo sob a instrução da própria Isabella. Num momento estavam ali, no vale; então, um turbilhão pareceu sugá-los num instante, e então reapareceram no Santuário no momento seguinte.

— O que foi isso? – quis saber Thiago.

— Teletransporte – explicou Isabella. – Eu ainda não havia contado a vocês, mas sou uma descendente de lemurianos, tal qual os mestres Kiki e Shion. - Ela fechou rapidamente os olhos, no que sua testa se viu envolvida por uma luz arroxeada. Quando a luz sumiu, eles puderam ver dois sinais arredondados de cor lilás na testa dela, no lugar onde deveriam estar as sobrancelhas da garota. Aliás, eles agora repararam que nunca haviam visto direito as sobrancelhas dela. - Estes círculos na minha testa representam minha ancestralidade do povo de Lemúria, mestres em reparação das armaduras, em telecinesia e em teletransporte, claro. Eu os mantive escondidos de vocês até agora usando minha habilidade de telecinese, e fazia vocês e o resto dos cavaleiros acreditarem estar olhando para minhas sobrancelhas. Peço desculpas por esconder isso de vocês, pessoal, mas é que antes eu não era tão íntima de vocês... Bom, da maioria de vocês - ela lançou de esguelha um olhar triste para Matt ao dizer aquilo, e o garoto engoliu em seco, envergonhado. - Além disso, a armadura de Taça esteve sob cuidados de lemurianos durante séculos, logo, somente alguém de sangue lemuriano poderia ser portador da armadura. Se me dão licença, vou me reportar ao Grande Mestre e falar que vocês tiveram êxito.

Isabella se dirigiu até o salão do Mestre. Assim que ela se afastou, Gustavo puxou Matt para o lado e disse-lhe:

— Que dia longo, hein?

— Pois é. Mas vencemos eles. Não íamos deixar que Isabella ficasse com o mérito, não é? – falou Matt.

— É... E ela vai cuidar de você, né? E agora? – comentou Gustavo maliciosamente. – Como vai ficar a situação de vocês?

Matt corou intensamente, mas não falou nada.


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Notas finais do capítulo

Revisão do capítulo concluída em 08.05.2020



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