New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 69
A gangue de Gustavo e o cavaleiro de Belerofonte!


Notas iniciais do capítulo

Ainda no período de aulas deles, mas com algumas novidades no Santuário. Novos cavaleiros surgem, à primeira vista parecem amigáveis... ou não?


Gustavo se reencontra com alguns de seus amigos de infância - Jonas, Matias e Micael, que se tornaram Cavaleiros como ele. Enquanto eles trocam suas experiências de combate, Gustavo se oferece para treiná-los, visto que possui mais experiência em missões, mas eles são interrompidos pelo aparecimento de um novo Cavaleiro de Aço, portador de uma armadura lendária, algo incomum para essa patente. Gustavo tenta enfrentá-lo, mas é surpreendido pelo poder do novato. Então, Matt aparece para socorrê-los, e toma a iniciativa de enfrentar o recém-chegado.



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Alguns dias depois, Gustavo andava pelo Santuário, observando todos os cavaleiros fazendo seus afazeres naquele período de paz. Cavaleiros de Aço vigiavam as divisas, Cavaleiros de Bronze treinavam combate no coliseu, Cavaleiros de Prata eram enviados para missões – quem dera os cavaleiros de Ouro também estivessem tão atarefados, pensou o cavaleiro de Dragão com amargura.

Então, chegou à arena principal do Santuário, e uma cena chamou-lhe a atenção. Três jovens rapazes treinavam ali, cada um trajando uma armadura de Prata ou Bronze. Gustavo achou que eram conhecidos e foi até eles.

Quando já estava se aproximando, os três se viraram e foram cumprimentá-lo. Só então Gustavo os reconheceu.

— Ora! – disse ele, abrindo um largo sorriso. – Jonas, Matias e Michael!! O que fazem no Santuário?

Jonas, Matias e Michael haviam chegado junto com Gustavo à Academia de Cavaleiros de Bronze, anos atrás, na mesma leva de órfãos brasileiros que haviam despertado o cosmo e estavam destinados a se tornar cavaleiros de Atena. Os quatro eram da mesma turma de treinamentos na época, assim como Rina e Matt haviam sido da mesma turma que os cavaleiros de Aço. Porém, não se viam desde que Gustavo havia sido selecionado para treinar pela armadura de Dragão e enviado para os Cinco Picos Antigos.

— Tornamo-nos cavaleiros – disse Jonas, o mais alto e mais velho. – Fomos treinados pelos cavaleiros de prata. Agora sou Jonas de Cão Menor, cavaleiro de Bronze.

— E nós agora somos Matias de Hércules e Michael de Sagita, cavaleiros de Prata – disseram os dois irmãos.

Jonas era alto, forte, de pele morena, cabelo castanho em corte militar e de olhos castanhos. Matias e Michael eram afro-brasileiros: ambos da mesma altura, com olhos negros e cabelo castanho. Matias era dois anos mais velho que Micael.

— Cavaleiros de Prata? – indagou Gustavo, surpreso. – Mas Jonas é mais velho que vocês, então por que...?

— Não tive tanta sorte – disse Jonas. – Só pude receber esta armadura. Já estava destinado. Mas ainda sou tão forte quanto eles, ou mais.

— Ah, quanto mais se sobe, maior é o tombo! – disse Matias. – Estamos estudando em Palaestra também, só que nossa turma fica no horário contrário ao da sua. Eu estou estudando para Educação Física. Micael vai fazer Computação e Jonas, Administração.

— Nós ficamos sabendo que havia se tornado um cavaleiro antes de nós, e soubemos das suas missões com os outros cavaleiros, amigo – disse Jonas. – Ficamos impressionados. Mas nós também temos treinado duro por aqui já faz um tempo.

— Achamos que podemos vencer até você, Gustavo – disse Michael.

— Hum, duvido – disse o Dragão. – Que tal um desafio? Os três terão que me vencer.

— Certo! – disseram os três, e partiram para o ataque.

— Chute Esmagador!! – disse Jonas.

— Poder Supremo de Hércules!! – disse Matias.

— Flechas Fantasmas!! – disse Michael.

Tudo ocorreu num minuto: Gustavo segurou o chute de Jonas e jogou-o longe, desviou-se das flechas de Micael e escapou do soco de Matias sem nenhum esforço.

— Só isso?? – debochou ele. – Vou lhes mostrar um golpe de verdade!! Cólera do Dragão!!

Os três voaram em direção à arquibancada da arena com a força do golpe, mas em seguida se levantaram prontos para outra. Então, eles sorriram para o velho amigo, diante da força dele.

— Ré! Pelo visto, ainda precisamos treinar para chegar ao seu nível – declarou Matias.

— Tem toda razão... – disse Gustavo, e os quatro caíram na risada.

— Mas você devia ver aquele outro ali lutando – disse Michael, apontando para trás.

Gustavo se virou e viu outro cavaleiro que se alongava ali perto; não era de Bronze nem de Prata: era um cavaleiro de Aço, mas sua armadura reluzia mais do que uma de Prata, quase como uma de Ouro.

— Quem é você? – chamou Gustavo.

O rapaz se virou. Era moreno, alto e sereno. Tinha olhos amendoados e um sorriso misterioso estampado no rosto.

— Sou Fagner de Belerofonte – respondeu ele. – Sou um cavaleiro de Aço, portador de uma das lendárias armaduras de aço.

— Lendárias armaduras de aço? – indagou Gustavo. – Como assim?

— São armaduras de aço que não foram criadas pelo Sr. Kido, e que possuem uma cosmo energia muito maior do que às dos cavaleiros que utilizam essas imitações que o Kido fez – explicou Fagner. – Claro que, com algum treino, até aquelas armaduras conseguem fazer grandes cavaleiros. Mas estas armaduras, como a de Belerofonte, existem desde os tempos mitológicos, embora sejam difíceis de se encontrar. São quase tão antigas quanto as armaduras de Bronze, Prata e Ouro. Vez ou outra, alguém aparece trajando-nas... Tal como eu.

— Dizem que você controla o fogo, o trovão, a neve, a terra e a luz – disse Jonas. – Não são muitos elementos para um cavaleiro de Aço?

— Talvez, mas não para um cavaleiro de Aço de armadura lendária – contestou Fagner. – Já ouvi falar de seus feitos, Gustavo de Dragão. Por que não me enfrenta, agora?

— Bom, eu não tenho nada a perder... – disse Gustavo. – E já faz tempo que estou precisando de uma boa luta! Vamos nessa! Dragão Voador!!

Fagner foi facilmente chutado; porém, logo estava de pé e correu para cima de Gustavo com o punho em riste.

— Sinta o meu poder! – dizia ele. – Punho Guerreiro!!

Com o impacto do golpe, Gustavo voou longe. Fagner sorria convencido, enquanto o Dragão ofegava tentando se levantar.

— Quanto poder...!

— Verdade, mas será capaz de enfrentar alguém como eu? – disse uma voz.

Todos se viraram. Ali, no alto da arquibancada da arena, estava Matt de Fênix, observando todos.

— Creio que, à essa altura, já seja notório e do conhecimento de todos que possuo certa experiência em derrotar Cavaleiros de Aço - exclamou Matt para os presentes, fuzilando Fágner com o olhar.

— Pelos deuses... É o Matt - murmurou Jonas. - Então é verdade o que todos estão dizendo por aí... Ele também virou um cavaleiro de Bronze tal qual o Gustavo, e participou de todas aquelas missões também.

— E ainda por cima é o cavaleiro de Fênix!! - comentou Matias, impressionado.

— Cuidado Matt! – alertou Micael. Ele e seus amigos sabiam que Matt era primo de Gustavo e tinham ouvido falar das missões dele e do Cavaleiro de Dragão, junto com os demais cavaleiros de Bronze daquela geração, nos últimos meses. Mas ainda não tinham tido a chance de vê-lo Santuário, assim como haviam visto Gustavo pela primeira vez depois de tanto tempo naquele dia; muito menos tinham tido a chance de vê-lo em combate. – Ele possui uma armadura lendária de Aço!

— Lendária, é? – indagou o Fênix. – Depois dos cavaleiros de Ouro e do Gildson, deve ser moleza...

Ele saltou até a arena e encarou Fagner.

— Pode vir!

Fagner não perdeu tempo: partiu para cima de Matt com a mesma voracidade com que havia atacado Gustavo.

— Fogo da Morte!!

BUM!! Pego de surpresa, Matt se abaixou para evitar ser atingido; o fogo dele era tão incrível quanto o de Gildson. Com um cavaleiro de Aço desses, pensou Matt, os outros podiam tirar férias perpétuas.

— Ave Fênix!! – tentou Matt; seu golpe funcionou, mas Fagner, parecendo impressionado com o poder do cavaleiro de Bronze, abandonou sua técnica de fogo. O ar ficou mais frio, e Fagner lançou rajadas de neve pela arena. Matt se viu cercado pela neve.

— Perdição das Neves!!

As rajadas de neve se voltaram contra Matt; este pulou, mas a neve o perseguiu e o atingiu. Matt caiu com um baque no chão, enquanto Fagner o observava, sem exibir emoções.

— Dois cavaleiros de Bronze derrotados num só dia – dizia ele. – E vocês derrotaram cavaleiros de Ouro... Que decepção.

— Decepção, é? – desdenhou Matt, agora furioso. – Não queira me ver com raiva, Fagner, pois eu posso te ferir pra valer, e muito!

A arena voltou a ficar gelada, mas desta vez era Matt que controlava o frio. Juntando as mãos e apontando para o oponente, ele ordenou:

— Trovão Aurora Ataque!!

BUM!! A explosão de neve pegou desprevenido o surpreso Fagner e o derrubou; atordoado, ele se levantou e disse:

— Mas c-como? Um golpe de gelo vindo de um cavaleiro do elemento fogo...?

— É uma longa história – disse Matt. – Mas enfim, foi uma boa luta.

— Realmente – concordou Fagner. – Acho que não vou mais subestimar os cavaleiros de Bronze.

— E eu nunca mais subestimarei os cavaleiros lendários de Aço – afirmou Matt. - Precisamos mesmo descobrir quantos mais de vocês estão por aí.

— Eu me arrisco a dizer que haverá mais colegas da minha categoria aparecendo pelo Santuário logo, logo - afirmou Fagner.

E os dois apertaram-se as mãos. Gustavo e os outros também foram cumprimentar Fagner e pedir alguns conselhos de combate. Daquele dia em diante, o cavaleiro de Belerofonte passou a nutrir um profundo respeito por Gustavo e Matt, que já o consideravam um amigo. Jonas, Michael e Matias passaram a treinar com Fagner diariamente, em busca de se aperfeiçoarem enquanto cavaleiros.

Após aquela luta, Fágner veio se despedir de Matt em separado, enquanto Gustavo e os demais retomavam o treino.

— Foi uma batalha impressionante, Fênix - admitiu ele.

— Eu digo o mesmo.

— Se precisarem de alguém numa nova missão eventualmente... Não hesite em me chamar.

— Sem dúvida - garantiu Matt. - Alguém como você seria bastante útil no campo de batalha.

Fágner assentiu, apertou novamente a mão do garoto, e se virou para ir embora, em direção ao dormitório.


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Notas finais do capítulo

É, o Matt não vai deixar de se exibir com o Trovão Aurora e o Pó de Diamante tão cedo. Sempre é bom ter um ás na manga, ne? Assim surpreende a maioria dos adversários... Gente, só esclarecendo que os outros cavaleiros de Bronze também vão aprender novas técnicas. Essas usadas pelo Matt e o porque de ele poder usá-las já foram explicadas no capítulo "Matt, a Ave Fenix do Gelo". Quaisquer dúvidas que possam surgir, me mandem uma MP que eu tento esclarecer. É isso aí, obrigado por lerem mais um capítulo. Aguardo os comentários de voces, por favor, e até o próximo capítulo...










Revisão do capítulo concluída em 05.05.2020



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