New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 67
Outras aulas


Notas iniciais do capítulo

Olá gente, esse é o último capítulo sobre as aulas dos cavaleiros, antes dos exames finais.

A aula descrita nesse capítulo foi inspirada num episódio do Saint Seiya Omega.


Os cavaleiros de bronze jovens iniciam as aulas de preparação de combate em Palaestra. Depois, Betinho, Rina, Gustavo, Thiago, Matt, Isabella, Marília, Paulo, Diandra e Marcolino se reúnem e compartilham suas expectativas para o decorrer de suas carreiras como cavaleiros.



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Os cavaleiros de Bronze se animaram com a ideia da Ordem de Atena. Logo se prontificaram a assumir o projeto e leva-lo ao Grande Mestre para que fosse autorizado como grupo representante dos alunos cavaleiros. Mas ainda teriam que esperar um tempo até que pudessem inaugurar a tão sonhada Ordem, devido a seus compromissos de alunos.

Os cavaleiros também tiveram outro tipo de aula: preparação de combate. Era essencial que a nova geração de cavaleiros que acabava de ingressar no Santuário fosse instruída de maneira adequada nas técnicas de combate para poder manter a reputação de guerreiros valorosos que os Cavaleiros de Atena vinham guardando desde os tempos mitológicos.

Os cavaleiros de Bronze e os cavaleiros de Aço, dessa vez, tiveram aula juntos. Também estiveram presentes alguns cavaleiros de Prata mais jovens. Marin de Águia era a instrutora, sobre o olhar vigilante do professor Gomes. Conduzidos a um dos centros de treinamento de Palaestra, os cavaleiros de Bronze, de Prata e de Aço foram divididos de acordo com seus elementos, e postados defronte a algumas vigas de ferro.

— Agora, todos atentos – disse Marin. Ela usava o mesmo uniforme dos professores da escola. – Todos devem evocar apenas o braço de suas armaduras, por meio de sua Cloth Stone. Desse jeito!

A Cloth Stone dela brilhou, e apenas o braço direito de Marin foi encoberto pela armadura.

— Concentrem-se, por meio do cosmo, e evoquem apenas o braço da armadura que costumam usar nas atividades corriqueiras – continuou ela. – Quem for canhoto, evoque o braço esquerdo da armadura. Quem for destro, evoque o braço direito.

Todos os cavaleiros jovens a imitaram. Alguns conseguiram de primeira, mas a maioria dos cavaleiros não estava conseguindo evocar apenas parte da armadura; muitos haviam sem querer feito a armadura se mostrar por completo ao invés de trazer à tona apenas um dos braços, devido ao excesso de concentração. Outros sequer conseguiam fazer a armadura surgir.

Shaina de Cobra e alguns assistentes designados pelo professor Gomes foram acionados para auxiliar os cavaleiros a se concentrarem adequadamente.

Por fim, todos os cavaleiros estavam apenas com o braço da armadura exposto para a aula. Eles usavam o uniforme da Palaestra, e apenas o braço que usavam no dia-a-dia havia sido coberto por parte de suas armaduras.

— Muito bem, agora que conseguiram cobrir o braço com a armadura, deverão se concentrar para evocar uma quantidade de cosmo que seja suficiente para derrubar a viga à sua frente – prosseguiu Marin. – Devem apenas ser capazes de demonstrar o elemento que controlam e condensá-lo num golpe básico, mas que seja forte o bastante para destruir o alvo. Não precisam utilizar técnicas especiais. Façam dessa forma...

Ela se endireitou, e impulsionou o braço direito na direção de uma das vigas. O cosmo dela produziu uma bola de energia luminosa (o elemento de Marin era a Luz) que foi lançada contra a viga na qual ela havia mirado. O golpe produziu um furo imenso na viga, que se partiu em duas e desmoronou no meio da arena.

— Dessa forma – continuou Marin. – Agora é a vez de vocês. Algum voluntário?

Claro que havia voluntários.

Os mais corajosos a se arriscarem foram Betinho e Thiago. O cavaleiro de Cisne manipulou uma corrente de ar congelado que endureceu e perfurou a viga à sua frente. Seu irmão evocou uma bola de energia semelhante à de Marin, e também conseguiu derrubar uma viga.

Os outros cavaleiros logo se animaram. Matt evocou uma bola de fogo e disparou contra sua viga, derretendo-a por completo. Gustavo evocou uma torrente de água e partiu a viga ao meio. Rina lançou uma pequena correnteza de ar, que foi forte o bastante para rachar a viga ao meio.

O restante da turma se esforçou para segui-los. Muitos conseguiram de primeira, mas outros estavam tendo dificuldade até para acertar o alvo. Isabella de Taça, que dominava o elemento Luz, lançou um raio de energia, diferentemente dos outros cavaleiros de Luz que haviam executado o movimento antes dela. Seu golpe foi tão forte que, além de partir a viga em duas, lançou-a contra a parede do centro de treinamento, fazendo com que rachaduras surgissem nela. Ela fez uma careta e acenou um pedido de desculpas para os instrutores, mas Gomes fez um gesto de desprezo, dizendo:

— Não se preocupe com isso! Foi ótimo o seu golpe.

— Ei Bella. – Matt havia chegado perto dela sem que ela percebesse, enquanto ela se desculpava com os professores. – Você foi brilhante. – Ele deu um beijinho leve no pescoço da garota, que sentiu cócegas de forma leve no local.

— Ah, valeu – agradeceu ela em tom doce. – Mas cá entre nós, era brincadeira de criança. Você também foi ótimo.

Ele sorriu em resposta e se afastou. Sem que Isabella percebesse, Fernanda de Fogo havia fitado a pequena conversa entre os dois com cara de poucos amigos. Logo em seguida, ela atirou uma centelha de chamas em direção a uma das vigas, com tanta fúria que a fez derrubar outras duas vigas com o impacto do golpe. Os professores não deram muita atenção a ela, embora alguns alunos houvessem olhado para ela de forma horrorizada após o golpe.

A maioria dos cavaleiros de Aço conseguiu derrubar a viga de primeira. Apesar do sucesso do grupo dos cinco, a maioria dos cavaleiros de Bronze teve que tentar acertar o alvo mais uma vez. Muitos deles não conseguiam condensar o golpe da forma como Marin instruíra, enquanto outros até conseguiam executar o movimento, mas não mirava o poste e acabavam por errar o ponto alvejado.

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Depois de mais algumas sessões de treinamentos, os cavaleiros foram liberados. Os cinco cavaleiros de Bronze, juntamente com Marília, Isabella, Paulo, Diandra e Marcolino, se sentaram numa mesma mesa no refeitório.

— Que semana puxada, pessoal. – Suspirou Betinho.

— Nem acredito que nosso exame já é na próxima semana – comentou Gustavo.

— Graças aos céus. Quero que essa tortura acabe logo – afirmou Thiago.

— Menos, Cisne – censurou Paulo. – Você nem ao menos se esforça nas aulas.

— Ele é assim mesmo, você se acostuma – aconselhou Rina.

— E aí, estão ansiosos? – indagou Diandra. – Logo estaremos no nível superior.

— Isso se passarmos nos testes – frisou Marcolino.

— Que é isso, cara – retrucou Matt. – Todo mundo tá se ajudando desde que as aulas começaram. Todo mundo teve uma melhora de desempenho nos simulados. Temos que ser otimistas.

— Se você diz... – Marcolino continuava incrédulo.

— Pessoal, Matt tem razão. – Isabella juntou as mãos e tomou a palavra. – Todos aqui se esforçaram de alguma maneira. E aqui somos todos amigos, todos estão dispostos a ajudar. Vamos chegar confiantes no dia do exame. Todos irão se sair bem, podem apostar.

— Eu concordo com Isabella. – Rina sorriu confiante para os amigos. – Caso alguém queira revisar algo de última hora, a gente se reúne no nosso dormitório com quem ainda tenha dúvidas quanto ao conteúdo. Não vamos deixar ninguém na mão.

— É isso aí... Para o bem ou para o mal, estaremos livres a partir da próxima semana – falou Gustavo com animação.

— Como você sabe? – indagou Diandra.

— Ora, o professor Gomes já adiantou que a escola entrará em férias até o começo do segundo semestre. Isso nos dá... o que, uns quatro meses de descanso? – respondeu o cavaleiro de Dragão.

— Descanso nada – retrucou Marília. – Nós voltaremos a ter as atividades habituais de cavaleiros enquanto as aulas não recomeçam. Tipo, vigiar as fronteiras, patrulhar os templos e as Doze Casas... Sem falar nas missões. Eu gostaria de variar um pouco o ambiente. Conhecer os outros países...

— Isso parece fascinante – comentou Matt. – Ou podemos ter novos inimigos para enfrentar...

— Vira essa boca pra lá, Matt – disse Betinho.

— O que? Você prefere estudar até a morte em vez de lutar até a morte? Me poupe, irmão... – comentou Thiago, irônico.

Os outros caíram na risada. Uma luta até que cairia bem, mas todos eles concordavam que desfrutar de um período de paz era uma chance única para quem era cavaleiro de Atena. Eles nunca sabiam quando teriam outro tempo pacífico como aquele, nem quando o Santuário voltaria a correr perigo.

Alguns cavaleiros de Aço – aqueles que haviam se juntado a Marcolino para ajudar os cavaleiros de Bronze nas missões anteriores – se juntaram a eles na mesa, e todos decidiram lanchar juntos. Em meio a conversa, eles acabaram sugerindo a ideia de uma festa para comemorar o fim das aulas do curso supletivo, depois de terem feito os exames. Estavam na última semana de aulas, e os testes ocorreriam na segunda, terça e quarta-feira da semana seguinte. A turma combinou de se encontrar naquele mesmo ponto do refeitório após a última avaliação, para acertarem os detalhes da festa.

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Naquele período de paz, em meio à rotina de estudos, de treinamentos e de atividades do Santuário, novidades bombásticas aconteceram no cotidiano dos jovens cavaleiros. Algumas delas serão narradas a seguir...


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Notas finais do capítulo

Obrigado por lerem pessoas, espero que possam deixar seus comentários sobre este capítulo.



Revisão do capítulo concluída em 05.05.2020



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