New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 131
Surge Gianfranco


Notas iniciais do capítulo

É com muita alegria que encerro mais um breve hiato. Após pouco mais de três meses, saúdo-vos com um novo capítulo.

E pensar que comecei a postar esta fanfic em setembro de 2012 aqui no Nyah, exatamente há sete anos. Um belo simbolismo para esta data.


Matt de Fênix, totalmente recuperado, se prepara para lançar sua cartada decisiva contra o Dragão Marinho, que agora ele sabe se tratar de um antigo nobre de Graad Azul, chamado Unity. Quais mistérios esse personagem esconde?

No Santuário, surge um novo recruta disposto a mostrar serviço, Suryudan de Boieiro. Em sua primeira batalha, ele acaba sendo salvo por Gianfranco de Cefeu, tio de Rina que acabou de retornar ao Santuário. Gianfranco assume o comando do grupo principal de defesa das fronteiras para repelir a invasão das criaturas das trevas enviadas por Hades. Os cavaleiros jovens começam a admirar a postura e o poder de Gianfranco e ficam agradecidos por ele ter se juntado a eles nesse momento de crise.

Enquanto isso, Shaka de Virgem e Mú de Áries continuam a tentar estabelecer contato com os Cavaleiros de Bronze no fundo do mar, para avisar de que o tempo de vida de Poseidon está mais próximo do fim.

Gomes de Altar e Saga de Gêmeos dialogam, se questionando acerca de Gianfranco e Gildson, que aparentemente também retornou para ajudar os demais Cavaleiros de Ouro no exterior. Qual dos dois está destinado a assumir em definitivo a armadura de Câncer na geração atual?



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            A verdade enfim aparecia estampada naquele cenário, deixando o cavaleiro de Fênix ainda mais aturdido.

            A visão foi se desfazendo aos poucos, tirando Dégel, Unity e Seraphina do campo de visão do garoto. Logo a paisagem de Graad Azul também sumira. Mas o aprendiz de Ikki já havia visto o suficiente.

            Mesmo sentindo que sua mente ia explodir a qualquer momento com aquela quantidade maciça de revelações, tudo começava a fazer sentido para o garoto. A visão que tivera sobre sua irmã Malu. O conselho enigmático de Kanon. A insistência do último general em não revelar sua identidade.

            Nomes têm poder, Ikki lhe dissera várias vezes. Para derrotar alguém, primeiro conheça essa pessoa a fundo. Conheça suas forças, mas também suas fraquezas.

            Pelo menos, Matt agora estava seguindo aquele ensinamento à risca. Já havia tido um vislumbre do passado do misterioso general – mas ainda era pouco. Precisava de mais informações para saber como derrota-lo. E graças ao conselho de Kanon, ele agora já tinha uma ideia sobre como conseguir esse conhecimento.

            Seu cosmo o alertou de que já havia recuperado energia o suficiente para retornar de vez ao mundo dos vivos em condições de continuar a lutar. Aceitando de bom grado os ensinamentos trazidos por suas visões, Matt se concentrou e se preparou para voltar ao presente.

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            Alguns minutos depois, já de volta ao presente e ao Templo Submarino, ele se encontrava encarando o Dragão Marinho, cuja identidade, ou, pelo menos, parte dela, já não era mais um mistério para o garoto.

            Passado o choque inicial de ter visto mais um retorno do garoto, o Dragão Marinho pareceu recuperar a compostura e voltou a exibir um semblante de superioridade.

— Você é persistente, garoto, apesar de detestável. Quanto a isso, eu devo reconhecer. Mas estou curioso. Você mal voltou e acaba de dizer que eu já passei do prazo de validade, que vai dar um basta nesta situação, que eu morrerei e que não vai descansar enquanto isso não acontecer. Como exatamente você planeja cumprir esse prometido, uma vez que já sucumbiu duas vezes diante dos meus ataques?

            Matt inspirou profundamente antes de falar. É agora. Seu plano iria ser colocado em prática.

— É muito simples, General Dragão Marinho. Já que me derrubou duas vezes, não posso me dar ao luxo de permitir que você faça isso uma terceira vez. Quando me derrotou da primeira vez, reduziu meu corpo a pó, e minha mente demorou a se recompor. Mas da segunda vez, você apenas me mandou para outra dimensão. Dessa forma, minha mente conseguiu se reestabelecer rapidamente, e me direcionou a algumas visões bem interessantes, que inclusive diziam respeito à sua pessoa.

— É mesmo?

— Sim, e essas visões me elucidaram bastante sobre você. Não dava para continuar te enfrentando sem ter ideia de como te retribuir o favor de me aniquilar duas vezes há pouco. Eu precisava saber mais sobre você. Saber que é o último dos generais, o mais poderoso desse exército, o chefe das tropas dos Marinas não era o suficiente. Conhecer uma pessoa a fundo significa conhecer suas fraquezas.

            O Dragão Marinho começou a rir, e se virou dando as costas para o garoto, como se ele fosse indigno de sua atenção.

— Lamento, meu caro Fênix, mas não imagino o que essas visões possam ter te mostrado de útil, uma vez que eu não tenho nada para ser rev...

— Não há mais mistérios te cercando, meu caro general – interpôs Matt. – Não há mais como esconder quem você é, Príncipe Unity de Graad Azul.

            O Dragão Marinho estacou de repente. Matt não conseguiu ver de imediato a expressão dele, mas parecia que o homem havia sido congelado. A visão não o havia informado se o título de Unity era príncipe ou algum outro, mas, devido às vestes que ele usava, o cavaleiro de Fênix achou que era seguro presumir aquilo.

            Lentamente, o homem se voltou novamente para o garoto, e seu semblante, dessa vez, exibia um misto de espanto e fúria.

— Como você...

— Como descobri isso? – indagou o garoto brasileiro. – Tive um breve relance do seu passado, meu caro. Mas isso foi só o começo. Você era alguém antes de se vender a Hades. Pretendo descobrir tudo sobre esse alguém, e o porquê de ter se rebaixado a lacaio do senhor da morte.

— Chega – disse o ex-príncipe de Graad Azul. – Acha que, só por que soube o meu nome, tem alguma vantagem contra mim? Essa conversa não tem o menor sentido. Fênix, é inútil tentar saber algo sobre uma suposta vida passada que eu tenha tido. Vou dar fim na sua existência agora mesmo, e nos poupar de toda essa ladain...

— Não vai mesmo! – bradou Matt, erguendo a mão na direção do rival.

            Unity ficou paralisado, como se uma força invisível o detivesse.

— F-Fênix – balbuciou ele. – O que você p-pensa que está f-fazen...

— Minha armadura foi renovada com o sangue dos Cavaleiros de Ouro, não ficou sabendo? Consegui aprender uma ou duas coisas com eles nesses últimos tempos. Além disso, você fala demais. Se vou descobrir quem você é, preciso que você não ofereça resistência. Há algo no seu passado que você quer esconder, além do seu nome. Quando eu descobrir o que é, vou te derrotar. Você não terá mais nenhum trunfo para esconder.

            Matt apontou o dedo para a cabeça de Unity, que ainda se contorcia, tentando se livrar da imobilização que o garoto havia aplicado.

            O garoto se concentrou, focando em seu rival e se esforçando para mantê-lo paralisado. Seu dedo apontava para o centro da cabeça dele, mirando um ponto bem específico: o cérebro. Matt se preparou para desferir um de seus golpes mais poderosos, o golpe que lhe permitiria perscrutar a mente daquele homem, que outrora fora um menino da nobreza de Graad Azul, e enfim descobrir que segredos mais ele escondia.

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            A situação continuava tensa no Santuário. Mesmo após fecharem a fenda no meio do Mediterrâneo pela qual os monstros marinhos vinham surgindo, outras criaturas haviam começado a aparecer em diversos pontos da fronteira do Santuário. E agora não eram mais somente monstros marinhos.

            Paulo, Marília e Diandra lideravam o grupo de cavaleiros jovens que defendia os pontos centrais da orla, na fronteira marítima do Santuário. Vários cavaleiros de Bronze, de Prata e de Aço seguiam as instruções deles para repelir os monstros que tentavam subir as encostas e alcançar a área interna do Santuário.

            Os Cavaleiros de Ouro antigos estavam posicionados um pouco atrás do grupo de cavaleiros jovens, atentos a toda movimentação. Quando algum dos monstros conseguia ultrapassar os cavaleiros jovens, um dos Cavaleiros de Ouro se adiantava para liquidá-lo. Aiolos e Saga coordenavam a movimentação dos dourados, que vez ou outra repassavam orientações aos cavaleiros jovens acerca de como proceder para enfrentar os monstros que continuavam a surgir.

            Mesmo após fecharem a fenda, não foi possível desfrutar de tranquilidade. Poucos minutos depois, diversas criaturas começaram a surgir de dentro da terra, como se tivessem vindo do próprio mundo inferior, ou mesmo do mar, nadando em direção ao litoral do Santuário como se tivessem percorrido uma longa distância até ali. Os cavaleiros jovens que, em sua maioria, haviam sido dispensados após o fechamento da fenda, foram convocados novamente para defender as fronteiras centrais. Até Gomes de Altar havia deixado seu posto de recebedor dos cavaleiros e novos recrutas que chegavam de diversas partes do mundo para engrossar as fileiras do Santuário naquela crise e havia se juntado ao grupo dos cavaleiros de Prata, Bronze e Aço. Gomes encarregara os instrutores e professores de Palaestra de recepcionarem os recém-chegados em seu lugar. E continuavam sem ter notícia alguma do mestre Shion em Star Hill.

            Enquanto coordenavam as ações dos Cavaleiros de Ouro e dos subordinados, Aiolos e Saga trocaram um olhar de preocupação. O mestre Shion já havia subido ao monte há um bom tempo, e eles estavam ficando cada vez mais alarmados com toda aquela situação. Eles ansiavam em sair e ir ajudar Seiya e os outros no exterior, mas precisavam da permissão do Grande Mestre; não queriam ficar de mãos atadas para sempre, enclausurados no Santuário sem poder contribuir de forma mais significativa para obter a vitória contra Hades. Além disso, precisavam avisar os Cavaleiros de Bronze o quanto antes de que o tempo deles no Templo Submarino era limitado, já que o cosmo de Poseidon tinha data de validade para ser encerrado por tempo indeterminado.

            Aiolos olhou para trás, onde estavam sentados Mú de Áries e Shaka de Virgem, que meditavam, tentando se comunicar mentalmente com os Cavaleiros de Bronze para lhes dar o aviso. Depois de vários minutos, Mú tombou para trás devido ao esforço contínuo. Seu rosto estava coberto de suor.

— Sinto muito, Aiolos – disse o cavaleiro de Áries após se erguer. – Não consigo alcançar o Templo Submarino. A barreira de Hades está ainda muito forte.

— Você se esforçou o máximo que podia, Mú – afirmou o cavaleiro de Sagitário. – Agora só nos resta esperar que Shaka seja bem-sucedido.

            Mú voltou para junto dos outros cavaleiros, enquanto Aiolos fitava Shaka de relance; o virginiano continuava concentrado no esforço mental e, ao contrário de Mú, não demonstrava sinais de cansaço.

— Acha que Shaka vai conseguir? – indagou Saga ao sagitariano.

            Aiolos voltou seu olhar para o horizonte.

— É a única esperança que nos resta de contatar Betinho e os outros meninos. Vamos confiar que Shaka tem a força necessária para fazer isso acontecer.

            Saga assentiu de leve e voltou a observar a movimentação dos cavaleiros jovens que defendiam a fronteira.

            Um cavaleiro jovem se aproximou do grupo principal de defesa. Tinha uma estatura próxima a de Betinho, Matt e Thiago; aparentava ter uns quinze anos; tinha olhos de um oriental, e uma pele ligeiramente bronzeada. Era um tanto magricela, seu cabelo tinha feixes tingidos de loiro, e usava uma espécie de bandana na cabeça. Usava uma armadura semelhante à de um samurai, que parecia feita de bronze, embora tivesse uma coloração com misto de verde, grená, preto e prateado.

            O garoto carregava uma mochila nos ombros, e se encaminhou em direção a Gomes, trazendo na mão um envelope. Gomes percebeu sua aproximação, e voltou-se para ele.

— O que deseja, rapaz?

— S-Sr. Gomes? O cavaleiro de Altar? – indagou ele. Pelo sotaque, era de fato japonês.

— Sim, sou eu mesmo.

— S-Sou o cavaleiro Suryudan, da constelação de Boieiro! Cavaleiro de Bronze! Cheguei na nova leva de recrutas que vieram do oriente. Quero ajudar no que for preciso! E aqui está minha carta de recomendação... o senhor vai encontrar as assinaturas dos instrutores da Fundação Graad nela!

            Ele estendeu o envelope para Gomes. O cavaleiro de Prata o abriu, e leu rapidamente.

— Parece tudo em ordem – anunciou o diretor de Palaestra, fazendo sinal para que um dos Cavaleiros de Aço se aproximasse. – Por favor, leve os pertences do Sr. Suryudan...

— Suryudan Burieru, do Japão, cavaleiro de Bronze de Boieiro – afirmou alegremente o recruta.

— Perfeitamente. Leve os pertences do Suryudan para Palaestra, e peça para os instrutores providenciarem um quarto para ele – orientou Gomes ao cavaleiro de Aço, que se curvou para o diretor, pegou a mochila de Suryudan e saiu correndo em direção a Palaestra. – Pois bem, Suryudan. Não sei se já te contaram, mas estamos tentando repelir uma invasão – comentou Gomes casualmente, indicando com um menear de cabeça, os cavaleiros jovens que lutavam para repelir os monstros que subiam a encosta.

— Sim, senhor Gomes! Já fui informado! Será uma honra ajuda-los! Meu treinamento foi bastante intenso, e mal posso esperar para pôr em prática o que aprendi.

— Pois bem, Suryudan. A batalha está sendo intensa, mas é bom termos alguém com o seu entusiasmo. Paulo! Venha aqui – disse Gomes, fazendo sinal para que o cavaleiro de Órion se aproximasse. – Paulo, este é Suryudan, um dos novos recrutas.

— É um prazer – disse Paulo, oferecendo a mão.

— O prazer é meu, senhor! – respondeu Suryudan, apertando a mão dele.

— Suryudan, eu tenho que supervisionar os demais cavaleiros. Paulo será o seu supervisor na ação de hoje. Obedeça a tudo que ele comandar – orientou Gomes.

— Perfeitamente, senhor Gomes! – exclamou o novato. – Não o decepcionarei.

            Gomes sorriu e voltou para junto dos outros cavaleiros. Paulo fitou o recém-chegado.

— Pois bem... Você é de qual constelação? – indagou ele.

— Boieiro, senhor Paulo!

— Não precisa do “senhor”. Pois bem, novato. Qual o seu elemento?

— Sou um cavaleiro do gelo!

— Entendo. Então, demonstre para mim suas habilidades. Está vendo aqueles bichos ali, tentando subir a encosta?

            Suryudan se esticou para observar.

— São... porcos, senhor Paulo?

— São javalis. Filhotes do javali de Erímanto. Não são tão grandes quanto o javali original, mas bem maiores do que o javali comum que se encontra na natureza. O caso é que eles são bem raivosos e já feriram seriamente vários cavaleiros de Bronze e de Aço. Geralmente são animas ligados a Pã, senhor da natureza, mas esses estão corrompidos pelo cosmo de Hades. Preciso que você detenha o avanço deles. Você diz que é um elementalista do gelo. Estamos com poucos cavaleiros que detém controle do gelo no momento... Dois deles, talvez os mais proeminentes, estão no templo de Poseidon em uma missão.

— Fiquei sabendo, senhor! É verdade que eles são as estrelas do Santuário, esse grupo que foi até o Templo Submarino? Gostaria muito de conhecê-los e...

— Você terá tempo para perguntas e autógrafos depois, Boieiro. Agora, me impressione. Detenha o avanço dos javalis. De preferência, de todos eles – ordenou Paulo.

— Hmm, c-claro, senhor – disse Suryudan, parecendo nervoso. Ele esfregou as mãos, fitou o avanço dos javalis, e correu em direção à encosta. – Aqui vou eu!

            Vários cavaleiros jovens se assustaram com a carreira que ele deu em direção à encosta. Suryudan se apoiou em algumas pedras, encarando os javalis que estavam há alguns metros de distância.

— Hoje teremos porco na ceia! Mugen Frost Mirror!

            Paulo ergueu as sobrancelhas, atento aos movimentos do novato. Uma técnica de “espelhos de gelo”? O que será que ele está pretendendo fazer?

            O novato ergueu as mãos em direção aos javalis, e delas irromperam rajadas de energia congelante, na forma de pequenos satélites espelhados que amplificavam a intensidade do gelo.

            As pedras da encosta ficaram congeladas no mesmo momento, mas Suryudan continuou com as mãos erguidas em direção aos javalis. Não era o suficiente. Os bichos agora escorregavam ao tentar escalar a encosta, mas um ou outro mais esperto ainda estava conseguindo avançar. Suryudan apontou seus pequenos satélites para os javalis, aumentando a potência dos raios congelantes; logo, os javalis estavam todos cobertos por uma camada de gelo. Eles escorregaram de volta para o oceano, e alguns caíram com força nas pedras do litoral, se quebrando em mil pedacinhos.

            Apesar de ainda haver outras criaturas tentando escalar, boa parte dos cavaleiros jovens irrompeu em aplausos e vivas para Suryudan. Até Paulo ficou impressionado. O novato tem potencial...

            Suryudan se voltou para a multidão e agradeceu pelos aplausos. No entanto, assim que ele deu as costas ao mar, um gigante lestrigão surgiu do mar, aterrissou nas pedras e urrou para os cavaleiros. O lestrigão pegou uma das pedras, jogou-a no ar e bateu nela com sua clava.

            O cavaleiro de Boieiro ainda estava inebriado pelos aplausos, mas alguns dos cavaleiros que estavam acenando interromperam as comemorações para tentar alertá-lo do lestrigão. Suryudan não percebeu a tempo, e a pedra rebatida pelo lestrigão o atingiu na parte de trás da cabeça.

            O garoto japonês perdeu o equilíbrio, e escorregou no próprio gelo que havia conjurado para deter os javalis. Levando as mãos à cabeça e berrando de dor, ele foi descendo a encosta velozmente, se aproximando do lestrigão, que ergueu novamente sua clava.

            Paulo se adiantou, culpando a própria desatenção. Ele estava sob minha supervisão, e mesmo assim eu o deixei ser atacado! O mestre Gomes vai ficar uma fera. Tenho que fazer alguma coisa!

            Ele correu em direção às pedras, e percebeu, pelo canto do olho, Marília e Diandra, que haviam vindo do outro lado do grupo de defesa da fronteira, para ajuda-lo.

— Precisamos salvá-lo! – berrou Paulo para as meninas. – É tudo minha culpa!

— Não foi não, Paulo! – rebateu Marília. – Aquele gigante surgiu do nada! Nenhum de nós podia ter previsto isso!

            Os três correram, tentando evitar o gelo que, aos poucos, começava a derreter, já que Suryudan não estava mais concentrado em mantê-lo sólido. Mas o recruta estava deslizando rapidamente em direção ao monstro, que lambeu os beiços ao notar sua presa se aproximando. Era sabido que os lestrigões eram canibais. Paulo quis gritar para Suryudan tentar sair do campo de visão do monstro, mas o japonês parecia estar perdendo a consciência rapidamente devido ao impacto da pedra que o atingira.

            Marília e Paulo pararam de correr por um instante e se olharam profundamente, tentando encontrar uma solução.

            E agora, o que a gente faz?, ela ponderou.

            Estou sem nenhuma ideia, admitiu ele. Acho que o perdemos.

            Diandra estava alheia à interação dos dois e continuou tentando correr pela encosta. Então, naquela fração de segundo antes que Suryudan perdesse a consciência por completo e o lestrigão conseguisse alcança-lo, algo inesperado ocorreu.

            Uma longa corrente irrompeu do meio da multidão, passando velozmente por Marília, Paulo e Diandra até alcançar o menino da armadura de Boieiro. A corrente se prendeu ao braço dele, e o arrastou para cima, como se alguém estivesse puxando com intensidade. O lestrigão deu um berro de fúria, e bateu com a clava no solo.

            Por um momento Paulo julgou se tratar de Rina, mas a corrente dela não era longa daquele jeito, nem escura. Pensou em Shun, mas ele não usava mais correntes.

— Afastem-se – disse uma voz, vinda de trás da multidão.

            Um cavaleiro caucasiano alto apareceu no meio dos cavaleiros jovens. Tinha um aspecto sênior, talvez da mesma idade que o cavaleiro Leandro de Escultor. Era barbudo, e tinha o cabelo negro longo, que descia até os ombros. Lembrava um astro de cinema italiano. Inclusive, quando se dirigiu à multidão, falou com um sotaque misto de italiano com brasileiro. Seus olhos eram profundamente escuros.

            O cavaleiro sênior usava uma armadura semelhante à de Andrômeda: envolta em correntes, porém mais escura e mais completa, cobrindo quase totalmente o corpo dele. No cinturão havia uma inscrição em grego antigo, dizendo: Cefeu.

            Cefeu era o pai de Andrômeda na mitologia, recordou-se Paulo. Junto com Marília e Diandra, ele caminhou de volta para o topo da encosta, enquanto Suryudan era levantado pela corrente até chegar onde os demais cavaleiros estavam. Mesmo que não tivesse visto a inscrição, Paulo reconhecia aquele rosto – já o havia visto anteriormente, na Ilha de Andrômeda.

— Senhor Gianfranco – disse Paulo, saudando-o com uma leve curvatura. Era o tio de Rina, que ela não via há anos. – Não nos vemos desde o treinamento na Ilha de Andrômeda.

— Paulo, é um prazer revê-lo – saudou o cavaleiro italiano. Sua corrente depositou Suryudan aos seus pés. – Consegui resgatar seu amigo.

— Está mais para subordinado – disse Paulo. – Mas agradeço. O que o traz de volta ao Santuário?

— Recebi o convite dos Cavaleiros de Ouro e decidi voltar para ajudar num momento de crise – afirmou Gianfranco.

— Claro, que tolice a minha. Sua ajuda será mais do que bem-vinda.

— Preciso me reportar ao diretor Gomes – disse o cavaleiro italiano. – Enquanto isso, alguém deveria cuidar desse jovem abatido.

— Alguém traz uma água! – gritou Marília, e rapidamente um dos cavaleiros de Aço trouxe uma garrafa para ela. A amazona de Grou se ajoelhou e jogou um pouco de água na cara do cavaleiro de Boieiro, que, aos poucos, ia recobrando a consciência.

— Hmmm... Onde estou... – balbuciou Suryudan.

— Beba isso – disse Marília, oferecendo a garrafa ao menino, que prontamente começou a beber.

            Nesse ínterim, Gomes de Altar, percebendo a comoção pela chegada de Gianfranco e o resgate de Suryudan, se aproximou do grupo.

— Cavaleiros de Aço, chamem um socorrista para tratar do cavaleiro de Boieiro – ordenou Gomes, e dois da turma de Aço correram em direção à enfermaria. – Senhor Gianfranco... É uma honra recebe-lo no Santuário. Vejo que tomou conhecimento de nossa situação.

— Perfeitamente, diretor Gomes. Gianfranco, cavaleiro de Prata de Cefeu, se apresentando para o serviço. Vejo que minha sobrinha não está por aqui – observou ele, olhando em volta como se esperasse ver Rina em meio à multidão.

            Paulo, Diandra e Marília baixaram o olhar, mas Gomes continuou encarando o cavaleiro de Cefeu.

— Ela e os demais cavaleiros de Bronze foram designados para uma missão.

— Então o boato é verdadeiro – notou Gianfranco. – Eles foram para o Santuário Submarino. Estão enfrentando o exército de Poseidon.

— Exato.

— O senhor depositou muita confiança em minha sobrinha e nos amigos dela nos tempos recentes. Serei eternamente grato por isso, diretor. Nesse meio tempo, pretendo ajudar a superarmos esta crise. Diga-me onde posso ser útil, e eu acatarei sua decisão.

— No momento estou com os cavaleiros de Prata sêniores, mas gostaria que houvesse alguém encarregado deste grupo em particular – disse Gomes, se referindo ao grupo de Paulo, Marília, Diandra e os demais que os cercavam. – Creio que você possa efetuar essa função.

— Perfeitamente, diretor. Será uma honra.

— Atenção, jovens! A partir de agora vocês respondem ao cavaleiro Gianfranco. Façam tudo que ele comandar.

            Os cavaleiros jovens consentiram. Alguns socorristas da enfermaria chegaram e levaram Suryudan, ainda bebendo a água, com eles, e começaram a tratar dos ferimentos dele.

— Pessoal? – chamou Diandra. – Acho que estamos nos esquecendo de uma coisa.

            Ela apontou para a base da encosta. O lestrigão agora estava acompanhando. Quatro outros gigantes com clavas agora lhe faziam companhia, e grunhiam para os cavaleiros. Eles começaram a atirar pedras em direção ao grupo de jovens, e alguns cavaleiros estavam rebatendo-as com os punhos.

— Paulo – chamou Gianfranco. – Envie cinco cavaleiros para lidar com esses intrusos.

— Marília, Diandra – disse Paulo, escolhendo as duas para o trabalho. – Eu irei também. Vejamos... Pedro, cavaleiro de Aço de Tigre, e Marcolino, cavaleiro de Aço de Lama. Venham também.

            Os outros quatro consentiram, e seguiram Paulo em direção às pedras para enfrentar os lestrigões. O gelo de Suryudan já havia derretido, então conseguiram descer a encosta sem imprevistos.

            Gomes puxou Gianfranco para o lado quando os cinco se afastaram. Os demais cavaleiros jovens voltaram para seus postos para repelir as outras criaturas.

— Obrigado por isso. Estávamos mesmo precisando de reforços, mesmo que o Grande Mestre e os Cavaleiros de Ouro não queiram admitir.

— Onde estão os Cavaleiros de Ouro? – perguntou Gian.

— Estão mais adiante na fronteira, coordenando os movimentos do grupo sênior comigo.

— E o mestre Shion?

— Está em Star Hill – informou Gomes.

— Ouvi dizer que Leandro está por aqui – comentou Gianfranco.

            Gomes fez uma careta. Lembrou-se de que Gianfranco e Leandro eram amigos de longa data.

— Ele está. Mas ainda não apareceu para ajudar a deter os invasores.

— Alguma ideia do porquê da ausência dele? – perguntou o cavaleiro ítalo-brasileiro.

— O boato que corre é que o mestre Shion o levou a Star Hill como seu guarda-costas. Mas não temos confirmação disso.

— O que? Por que o Grande Mestre levaria Leandro para Star Hill?

— Quanto a isso, sei tanto quanto você – admitiu Gomes. – Mas, por enquanto, não vamos pensar nisso. Leandro aparecerá mais cedo ou mais tarde. Você sabe melhor do que ninguém como ele é. Sem falar que, se tudo isso for verdade, se ele aparecer, o mestre Shion terá voltado de Star Hill com ordens para os cavaleiros de Ouro. Eles estão desesperados em sair e ajudar o Seiya e os outros no exterior. Por isso queremos que mais reforços cheguem, assim podemos liberar os Cavaleiros de Ouro mais facilmente caso o mestre Shion autorize a saída deles.

            Gianfranco assentiu.

— Tem razão. Um problema de cada vez. Esses monstros parecem estar surgindo de todos os lados.

            Gomes apertou a mão de Gianfranco e se voltou para o grupo de cavaleiros sêniores. Gianfranco foi supervisionar a movimentação do grupo de Paulo.

            Marília havia prendido o braço de um lestrigão com o cachecol, e o arremessou em direção ao mar. Diandra saltou sobre outro lestrigão, gritando:

Flecha Celestial!!

            Ela conjurou um arco e uma flecha feitos de luz, e disparou contra o lestrigão, atingindo-o bem no peito; o monstro caiu para trás, dentro d’água, sem se mover mais.

            Paulo desferia diversos chutes contra outro lestrigão, se desviando dos golpes com a clava. Quando o lestrigão errou o golpe mais uma vez, a clava ficou presa entre as pedras. Enquanto o gigante tentava soltar sua arma, Paulo se aproveitou e saltou sobre ele:

Fúria de Ártemis!!

            Ele ergueu o punho, e desferiu um rajada de trovão, fazendo um movimento em formato de lua ao lançar as trovoadas, que atingiram o lestrigão e o eletrocutaram. O monstro caiu na água.

            Marcolino e Pedro estavam tentando dificuldades com os dois últimos monstros. Escapavam por pouco dos golpes de clava, e Pedro não conseguia usar seus golpes de garra contra eles porque não podia se aproximar o suficiente das criaturas. Marcolino tentava usar a “Horrível Erupção de Lama”, mas os monstros pareciam ser mais espertos, e evitavam a lama jogando água e pedras sobre ela, embora a lama do cavaleiro de Aço fosse ácida e fizesse as pedras derreterem. Mesmo assim, Marcolino estava gastando energia à toa para manter a erupção ativa.

            Gianfranco resolveu interceder. Quando os monstros ergueram novamente as clavas, ele fez um comando mental para sua corrente.

            A corrente voou em disparada do braço dele e foi em direção aos gigantes, perfurando a cabeça de um e se enrolando no pescoço do outro, que começou a sufocar, levou as mãos ao pescoço tentando remover a corrente, e acabou largando sua clava.

            Pedro se aproveitou disso e avançou contra o lestrigão que estava sufocando:

Garras do Tigre Branco!!

            Pedro arranhou e golpeou o lestrigão sucessivas vezes, que não conseguiu se defender devido a estar ficando sem conseguir respirar. O garoto perfurou a barriga do monstro, e o sangue jorrou aos montes da fera, que caiu inerte na água.

            Marcolino se adiantou e chutou o corpo do outro lestrigão, que tivera a cabeça perfurada, e este também caiu morto no mar. Os dois fizeram sinal de positivo para Gianfranco, agradecendo pela ajuda.

...

...

...

...

            Paulo e os outros retornaram ao topo da encosta, onde Gianfranco os esperava.

— Bom trabalho – disse ele para Marília, Paulo e Diandra. Em seguida se voltou para Pedro e Marcolino. – Quanto a vocês dois. Noto que possuem bravura e determinação, mas precisam aprimorar suas técnicas. Eu posso treiná-los. Sigam meus comandos hoje, e iniciaremos seu treinamento depois que solucionarmos esta crise.

— Sim senhor – disseram os dois.

— Digam-me seus nomes – pediu ele.

— Sou Marcolino de Lama.

— Sou Pedro de Tigre.

— Conhecem outros cavaleiros de Aço que precisem de aconselhamento? – inquiriu ele.

— Sim, senhor... Nossos amigos que ajudaram os cavaleiros de Bronze conosco, durante a revolta dos Líderes de Aço – afirmou Marcolino. – Se quiser podemos chama-los imediatamente.

— Vá – ordenou Gian, e Marcolino se afastou para chamar sua turma. – Pois bem, agora que nos livramos dos lestrigões, vamos ajudar nossos companheiros a deter as demais criaturas.

— Paulo! – gritou Lauro de Unicórnio, vindo em direção a eles. – Foram avistados cães infernais, ou pelo menos, algo muito parecido com isso, no lado oeste da fronteira, a poucos metros daqui! O senhor Gomes recomendou que vocês fossem até lá.

            Atrás dele, vinha Suryudan, mancando levemente, mas, sob outros aspectos, aparentava estar bem.

— S-Senhor Paulo! Estou recuperado! Posso ajuda-los novamente.

— Ele insistiu em vir comigo – explicou Lauro. – Achei que os socorristas fossem coloca-lo para descansar ou algo do tipo, mas ele quis por quis voltar logo para a batalha.

— Está tudo certo, Lauro, vamos ficar de olho nele – avisou Marília.

— Avise ao senhor Gomes que iremos atrás desses cães infernais – disse Paulo, e Lauro retornou por onde viera. – Gianfranco, este é Suryudan, cavaleiro de Boieiro, que você resgatou há pouco tempo dos lestrigões.

— S-Senhor, é uma honra conhece-lo, e agradeço por ter me salvado! – exclamou Suryudan.

— Não se preocupe, meu jovem. Reconheço que possui boa vontade e muita energia, mas precisa de um pouco de disciplina. Acabei de iniciar informalmente uma turma de reforço com alguns cavaleiros. Estaria interessado em participar?

— S-Sim, senhor! – afirmou o menino, um tanto nervoso.

            Gianfranco tomou o menino, colocando a mão sobre o ombro dele.

— Pois bem, siga-me e obedeça minhas instruções, e faremos de você um grande cavaleiro. Pedro, espere aqui pelo retorno de Marcolino. Quando ele e seus colegas tiverem chegado, venha nos encontrar na fronteira onde foram vistos os cães infernais – orientou o cavaleiro de Cefeu.

— Sim, senhor – consentiu Pedro.

— Paulo, leve-nos até o ponto oeste da fronteira, como seu colega disse, onde estão os cães infernais – disse Gianfranco.

— Com prazer, venham por aqui – disse Paulo, indo para a direita.

            Marília e Diandra foram à frente junto com ele, com Suryudan e o tio de Rina os seguindo. Nenhum dos três falou nada, mas todos estavam mais aliviados agora que Gianfranco os estava supervisionando, já que era um cavaleiro experiente e havia demonstrado, em pouco tempo, que sabia muito bem executar o papel de liderança em meio a uma crise.

            Enquanto se afastavam, Gianfranco olhou em direção ao monte de Star Hill. Pensou consigo mesmo: Leandro, onde quer que você esteja, seja em Star Hill ou em outro lugar, apareça o mais rápido possível. Precisamos de alguém com a sua experiência nesta batalha, urgente!.

...

...

...

...

            Enquanto os Cavaleiros de Ouro continuavam a orientar os movimentos dos outros cavaleiros sêniores das patentes inferiores, Saga se aproximou para conversar com Gomes.

— Aquele homem que chegou há pouco. É o tio da Andrômeda, não é? Falam muito sobre ele aqui. Parece quase o mesmo burburinho que fizeram quando o Leandro chegou.

— É ele sim, senhor Saga – confirmou Gomes.

— O que há de tão especial nele para ter causado todo esse burburinho?

— Shun confiou a ele a armadura de Cefeu, que anteriormente pertenceu a Albion, o mestre do próprio Shun. Era uma das armaduras mais importantes guardadas na Ilha de Andrômeda, junto com as de Andrômeda, Camaleão, Cassiopeia... Mas não é só por isso. É dito que ele possui a primazia de controlar a técnica... das Ondas do Inferno. Muitos já o viram utilizá-la em combate. Quando eram mais novos, Leandro e ele eram tidos como as grandes promessas do Santuário para o futuro. Mais ou menos de forma similar ao que ocorre com o grupo de Betinho de Pégaso hoje.

— As Ondas do Inferno, você diz? – comentou Saga, olhando de esguelha para seu colega Máscara de Morte, que era quem controlava aquela técnica na geração deles, e que nesse momento orientava um grupo de cavaleiros de Prata que enfrentavam algumas quimeras. – Mas é uma técnica rara. E é comumente associada aos Cavaleiros de Câncer...

— Sim – confirmou Gomes. – É tanto que, por um bom tempo, como a armadura de Câncer ficou desocupada, nós acreditávamos que Gianfranco seria o candidato ideal para ela. Até que surgiu Gildson.

— Eu me recordo desse nome. Soube que os cavaleiros de Bronze o enfrentaram e venceram. Mas se entendi bem, esse sujeito foi preso. E depois fugiu da prisão – disse Saga.

— Sim, senhor Saga. O caso é que... Antes de ir para Star Hill, o mestre Shion recebeu cartas de alerta de todos os Cavaleiros de Ouro acerca dos perigos que estão surgindo ao redor do mundo devido ao cosmo de Hades. De todos eles... inclusive do Gildson.

— O que??

— Ao que tudo indica, Gildson está ajudando os demais cavaleiros de Ouro, de alguma forma, no exterior. E está pleiteando ser reconhecido como o legítimo Cavaleiro de Câncer dessa geração. Isso diminui consideravelmente as chances de Gianfranco.

— Ora, francamente, professor Gomes. O senhor não acha que esse pária tenha chances de ser reconhecido como um cavaleiro legítimo, acha? Levando em conta o histórico dele...

— Tudo é possível, senhor Saga – constatou Gomes. – Depende das atitudes de Gildson, se ele vai se manter no caminho de redenção... e depende da avaliação que o mestre Shion e Atena fizerem dele. Só assim saberemos se ele se tornou digno, ou não, de assumir em definitivo a armadura de Câncer. E quem sabe... Pode ser uma coisa boa. Afinal, esta geração atual está com um cavaleiro a menos do que deveria já faz muito tempo. Pode ser que seja a diferença exata de que precisamos para obter sucesso nessa guerra.

— Tenho minhas dúvidas, professor. Muitas dúvidas... – afirmou Saga.

            Gomes deu de ombros, e voltou para seu pelotão. Saga continuou observando a batalha, olhando de esguelha para Gianfranco de Cefeu, que se afastava com um pequeno grupo rumo à fronteira oeste. Olhou em seguida para o cabo Sunion, onde ficava a prisão em que seu irmão Kanon e, mais recentemente, o tal Gildson já haviam sido encarcerados. O antigo Cavaleiro de Gêmeos se perguntou em seu íntimo quanto tempo mais teriam que esperar para descobrir quem seria de fato o digno herdeiro da armadura de Câncer naquela geração. Qual dos dois, Gildson ou Gianfranco, estaria mais perto de conquistar aquela glória?


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Notas finais do capítulo

Com minha disponibilidade, é difícil fazer promessas, mas farei o possível para retornar com novos capítulos o mais cedo possível.



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