New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 108
O templo submarino


Notas iniciais do capítulo

Sorento de Sirene traz os cavaleiros de Bronze para a Fortaleza Submarina de Poseidon, apresenta a eles o local e explica para eles sobre os sete pilares dos oceanos do mundo e sua função em sustentar o local, bem como a função dos sete generais que devem protegê-los, para que o Pilar Principal, onde Poseidon está aprisionado, não possa ser destruído.
Contudo, ao chegarem lá, são recebidos pela tropa de soldados e comandantes marinas, que também foram subvertidos por Hades e tentam deter o avanço dos Cavaleiros de Bronze.



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O turbilhão de água levou os cavaleiros de Bronze para dentro do mar. Pareceu que eles haviam ficado dentro daquele vórtice por muito tempo, até que finalmente foram despejados em uma superfície aparentemente sólida, com o aspecto de ruínas de um antigo templo grego em volta deles.

Sorento de Sirene havia pousado em uma rocha defronte a eles.

— Bem-vindos ao Templo do senhor Poseidon – disse ele, indicando o local em volta deles. – Este, na verdade, é o segundo templo erguido pelo meu soberano no fundo dos mares. O primeiro se localiza no Mar Mediterrâneo, a uma distância relativamente pequena do Santuário de Atena. No entanto, aquele templo ainda está severamente danificado devido à última grande batalha contra as forças de Atena. Sem ressentimentos... Eu mesmo tive que enfrentar vossos mestres naquela ocasião, mas eles estavam empenhados em nos vencer. Eu reconheço o esforço e a capacidade deles até hoje, bem como a força de Atena naquela batalha, por isso tenho uma grande admiração pela deusa de vocês. Por isso, decidi recorrer a vocês, como único representante ainda vivo dos Generais Marinas e como conselheiro pessoal do imperador Poseidon.

— Como podemos respirar aqui, se estamos debaixo d’água? – indagou Thiago.

— O cosmo de Poseidon sustenta os três templos submarinos erguidos pelo deus. Por isso, mortais que tenham desenvolvido cosmo-energias, como os Marinas, os Cavaleiros e os servos de Hades, podem respirar neste local. Vocês poderão observar o mar lá no alto, como se fosse o céu. O templo principal, o do Mar Mediterrâneo, se tornou uma bolha no fundo do mar após a última grande batalha entre Poseidon e Atena. Aquele templo ainda está sendo reparado... Ou pelo menos estava, antes desse despertar de Hades. Restam os outros dois templos, o do oceano Atlântico e o do oceano Índico. Levei vocês para este templo, o Atlântico, por ser menos distante do seu Santuário.

— Achei que o Kanon também fosse um General Marina – comentou Rina.

— É uma longa história – disse Sorento. – Na verdade, o Kanon estava se fazendo passar pelo General de Dragão Marinho, que, na época, estava desaparecido. Parece-me, entretanto, que Hades conseguiu encontrar esse General específico, e trazê-lo de volta como um de seus servos, como fez com meus outros colegas Generais. O caso é que Kanon não poderia interferir nesta questão. Ele não tem relação alguma com o atual conflito, como nunca teve uma relação de honestidade com o mestre Poseidon. E pelo que me consta, seus cavaleiros de Ouro atuais, incluindo seus mestres, foram enviados pelo mundo para reconvocar antigos cavaleiros aliados. O que implica dizer que Kanon também está bastante ocupado nesse momento. Não poderá ajudar vocês tampouco influenciar esta batalha... Vocês terão que provar seu valor perante a força dos Generais por si mesmos.

— OK, Sr. General – disse Gustavo. – Mas fique sabendo que nós enfrentamos recentemente os Guerreiros Deuses de Asgard e os próprios Cavaleiros de Ouro, que haviam sido trazidos de volta por Hades. Não acho que estejamos despreparados para enfrentar seus colegas.

— Não foi o que eu quis dizer. – Sorento os encarou soturnamente. – Estou apenas alertando vocês para o fato de nunca terem enfrentado os principais guerreiros subordinados de outro deus olimpiano que não Atena. Vocês não têm ideia da força de um General de Poseidon. Eu poderia demonstrá-la para vocês agora mesmo, mas não temos tempo. A cada segundo que passa, o mestre Julian e o cosmo de Poseidon ficam mais perto da morte.

— Então nos diga o que fazer – pediu Thiago. – Conte-nos como derrotar os outros Generais e salvar Poseidon.

— Como derrotar os Generais é algo que vocês terão que descobrir por si próprios – avisou Sorento. – Além de serem os melhores guerreiros de Poseidon, eles agora estão amparados pelo cosmo de Hades. É possível, ou mesmo provável, que sua força esteja radicalmente aumentada. Nem mesmo sei se eu mesmo teria alguma chance num combate contra um de meus colegas. O caso é que não é apenas com os Generais que devem se preocupar. Para libertar o mestre Julian, devem destruir o Grande Pilar Principal, que só pode ser destruído após os pilares dos sete mares serem destruídos. A função de cada General é proteger seu pilar; por isso existem sete Generais. Vocês não poderão destruir os pilares sem antes vencer os Generais. Vocês terão que enfrentar os outros seis Generais, visto que eu fui o único a não ser corrompido por Hades. Ficarei de guarda no meu pilar para que, quando um de vocês chegar lá, não tenham que se deparar com uma força hostil bloqueando seu caminho e para que possam destruir o pilar mais rapidamente.

— Você não poderia facilitar para nós e destruir o pilar você mesmo? – indagou Betinho.

— Um General Marina tem a função de proteger seu pilar. Logo, o mesmo General não pode destruir o próprio pilar, ou seria banido das funções de General do exército de Poseidon. Além disso, mesmo que eu tentasse, um de meus antigos colegas poderia tentar me impedir e, como eu disse antes, não sei se tenho condições de encará-los num combate nas circunstâncias atuais. Pelo mesmo motivo, não poderia me arriscar a destruir um dos outros pilares.

— E como você espera que nós destruamos os pilares? – quis saber Matt.

— Seus mestres deram um jeito. Suponho que vocês tenham que descobrir uma maneira, assim como eles. – Sorento olhou em volta, antes que os cavaleiros de Bronze pudessem retrucar, como se esperasse por algo. – Hm. Estranho. Era para minha colega Thétis ter nos encontrado aqui. Eu a encontrei na semana passada a caminho daqui, quando senti o cosmo do Imperador Poseidon em perigo e quando senti que as batalhas em Asgard haviam começado. Era para ela ter chegado primeiro ao templo e ter nos recebido para nos informar da situação. Ela foi uma das poucas Marinas que sobreviveram à última guerra. Não estou gostando dessa ausência dela, ela sempre foi pontual...

De repente eles ouviram uma movimentação ao redor deles. Era como se um exército estivesse marchando para as ruínas onde Sorento e os cavaleiros de Bronze estavam.

Então começaram a surgir guerreiros de armadura com aspecto escamoso, semelhantes à vestimenta de Sorento, porém negras e sem vida. Logo, os cavaleiros de Bronze e seu guia General Marina estavam cercados por todos os lados pelos guerreiros.

— São os soldados do exército Marina – disse Sorento. – Cavalheiros, está tudo tranquilo nesta área. Estes são os cavaleiros de Bronze, que vieram nos ajudar. Sugiro que vasculhem as outras áreas do templo, em busca de possíveis inimigos.

Os soldados se mostraram indiferentes às palavras de Sorento.

— Soldados! – insistiu Sorento. – Seu General lhes deu uma ordem.

— Lamento, Sorento, mas não recebemos mais ordens suas – disse um dos soldados Marinas. – A comandante Thétis nos incumbiu de eliminar qualquer um que se oponha aos planos do imperador Hades. Estamos a serviço dele agora.

— Maldição – disse Sorento, observando o aspecto negro e sombrio das armaduras dos soldados. – Thétis passou para o lado do inimigo. Hades a corrompeu, assim como ao restante das tropas de Poseidon. Cavaleiros de Bronze... Vou ter que abrir caminho para vocês.

— Ataquem! – ordenou o soldado que havia se dirigido a Sorento. Seus colegas avançaram contra os Cavaleiros de Bronze.

Os cavaleiros assumiram posições de batalha, mas, antes que os soldados Marinas pudessem alcança-los, uma canção suave passou a tocar. Os cavaleiros se viraram para localizar a origem da melodia, e viram Sorento tocando sua flauta com maestria.

Os cavaleiros apreciaram a música de Sorento, mas os soldados Marinas corrompidos levaram as mãos à cabeça, como se a música os atormentasse. Muitos deles gritavam como se estivessem sendo acometidos por fortes dores. Alguns deles desabaram no chão e começaram a se debater, como se estivessem com acessos de loucura.

— O que está havendo com eles? – perguntou Rina.

— Eles estão sucumbindo ao efeito da minha música – explicou Sorento, fazendo uma pausa em sua performance. Ele tocou mais algumas notas na flauta, para manter os soldados incapacitados, e continuou: - Minha canção afeta somente a mente das pessoas que quero atingir. Por isso, vocês estão apenas ouvindo uma bela canção, e não estão sucumbindo à loucura como os meus colegas traidores. Isso vai segurá-los por um tempo, para permitir que vocês sigam em direção aos pilares. Eu vou detê-los aqui por mais um tempo e depois irei para o meu pilar. Caso haja outros soldados destes espalhados por aí, tentarei atrasá-los, mas estejam preparados para um ataque a qualquer momento.

Alguns soldados começaram a se levantar, mas Sorento levou novamente a flauta à boca e tocou mais algumas notas, fazendo os soldados terem mais espasmos de loucura.

— Lembrem-se: derrotem os Generais e destruam os pilares para ter alguma chance de salvar o mestre Julian – relembrou Sorento. – E tomem cuidado com Thétis. Ela pode armar alguma armadilha para vocês pelo caminho. E não temos ideia de quantos outros soldados e comandantes podem ter sido corrompidos por Hades como a Thétis. Vão, cavaleiros de Bronze!

Sorento voltou a cantar sua melodia de insanidade para os soldados Marinas, que sucumbiam à loucura pelo efeito da música. Porém, o próprio Sorento já parecia estar se esgotando apenas com aquela técnica; parecia que a melodia consumia muito do cosmo dele. Sem precisar de um novo aviso, os cavaleiros de Bronze correram pelo meio dos soldados incapacitados, saindo das ruínas da entrada do templo submarino e se dirigindo ao caminho que levava aos pilares dos sete mares.

...

...

...

...

Passado algum tempo, os cavaleiros de Bronze chegaram a uma bifurcação no caminho principal do templo submarino. Havia duas placas de cada lado da estrada: a do lado direito anunciava “Oceano Pacífico Norte”, enquanto a do lado esquerdo anunciava “Oceano Pacífico Sul” e os demais oceanos do mundo.

— Então? – disse Gustavo. – Temos que nos dividir, pelo visto.

— Eu vou por esse lado – disse Betinho, indicando o caminho que levava ao Pilar do Pacífico Norte.

— Certo – disse Rina. – Nós pegamos os outros pilares.

— Boa sorte, irmão – disse Thiago, enquanto o cavaleiro de Pégaso se despedia dos amigos e partia rumo ao pilar. Assim que o amigo se distanciou, os outros cavaleiros partiram pelo outro caminho.


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Notas finais do capítulo

Sorento, foi mal cara, você é legal, mas tu falou demais. Parece até o Milo!



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