New Legends - Cavaleiros do Zodíaco escrita por Phoenix Matt Marques W MWU 27


Capítulo 106
O chamado de Odin


Notas iniciais do capítulo

Revigorado graças à armadura de Odin, Betinho encontra as forças que faltavam para encarar Siegfried de igual para igual e, com o apoio do próprio Odin, senhor supremo de Asgard, enfim libertar Hilda de Polaris de seu cárcere e tentar trazer a paz de volta para Asgard.



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Sem hesitar, o cavaleiro de Pégaso tocou a armadura de Odin.

Sua armadura de bronze soltou-se dele, e juntou-se novamente ao seu lado na forma de repouso. A armadura azul-prateada que sua mão tocava brilhava como as armaduras de Ouro, e cobriu o rapaz.

Betinho sentiu-se revigorado. As lutas contra Thor, Alberich e Siegfried pareciam ter ocorrido há muito tempo. Seu cosmo estava repleto de vontade; ele sentia uma força diferente a envolvê-lo.

Virou-se para Siegfried, mas o Guerreiro Deus não se parecia mais nada consigo mesmo. Seus olhos brilhavam como chamas negras. Seu cabelo louro impecável estava absolutamente bagunçado. Ele andava de um jeito rígido, como um robô. Os pontos negros de cosmo maligno que salpicavam sua armadura agora a cobriam quase por completo, tornando-a semelhante às armaduras negras que os Cavaleiros de Ouro da geração passada utilizavam quando foram trazidos de volta à vida por Hades, algumas semanas atrás.

Betinho não hesitou. Atacou.

Siegfried não se alarmou com o súbito golpe do cavaleiro. Logo os dois trocavam golpes, tentando atingir um ao outro. Os cosmos de ambos haviam se expandido, mas o de Pégaso era pacífico, enquanto que o do Guerreiro Deus era violento.

O guerreiro tentava sacar sua “espada” e feri-lo, mas Betinho estava rápido. Seria por causa da armadura? Ele não se lembrava de ter se sentido assim antes: leve, ágil, poderoso... Tudo parecia inferior a ele.

Ele revidou o golpe da espada, e Siegfried soltou um ligeiro gemido, mas não abandonou a ofensiva. Isabella e Rina tentavam, à distância, reanimar Matt e Thiago. Hilda ficava mais pálida a cada instante.

A armadura conduzia o rapaz. Ele segurava o adversário sempre nos momentos certos. Aparentemente, a paciência do outro estava se esgotando.

Siegfried liberou seu “Vendaval do Dragão”; ao mesmo tempo, Betinho explodiu seu cosmo.

METEORO DE PÉGASO!!

Inevitavelmente, os dois golpes se chocaram.

Formou-se uma fumaça em volta da área onde os dois se enfrentavam. A neve subiu, de modo que nenhum dos cavaleiros de Atena conseguia ver o que acontecera aos combatentes.

A grande estátua de Odin tremeu.

A cortina de fumaça se desfez, e Betinho saiu inteiro, sem um único ferimento. Siegfried jazia ao chão perto dele.

Ele ouviu os amigos comemorando, mas não parou para olhar. Ainda não haviam terminado.

Encaminhou-se para a Couraça Ametista que envolvia a governante de Asgard. Sua intuição o orientou a puxar a espada que se encontrava na bainha da armadura.

A espada tinha as mesmas cores da armadura de Odin. Era flexível, leve, e bastante afiada. O cavaleiro admirou a arma, em seguida contemplou Hilda.

Subitamente, o desespero tomou conta dele. A armadura parecia mais pesada, e a espada oscilou em sua mão. Sabia o que estava prestes a fazer... Ou não?

Nunca havia manejado uma espada. Aquela lâmina era puramente afiada. Um único golpe certamente bastaria para rachar a Couraça... Mas também poderia atingir Hilda. Assim, Hades poderia controlar e destruir Asgard, mesmo que os cavaleiros tivessem derrotado os Guerreiros Deuses.

Como poderia tirar Hilda de dentro de seu caixão sem feri-la?

A dúvida tomava conta de Betinho... Então ele ouviu.

Uma canção. Uma prece. Uma oração. Era reconfortante. Fornecia-lhe júbilo, esperança, força. Ele reconhecia aquele cosmo... Era Atena, que mesmo à distância, emprestava suas forças ao cavaleiro, para que ele não desistisse, enquanto ela mesma tentava salvar Asgard à sua maneira.

Ainda atordoado, ele ergueu a espada e fixou o olhar na Couraça.

Então ouviu outra voz. Era diferente da voz de Atena. Era grossa, grave e antiga, que parecia vir do céu, mas ao mesmo tempo parecia sair da terra congelada ao redor dele, como também da armadura que cobria Betinho e da grande estátua que se erguia à sua frente.

Pégaso! Ouça! Não temas. Não hesites em estender a lâmina de Balmung. Odin lhe ordena... Liberte Asgard!!

Betinho se encheu de confiança. Havia como salvar Hilda.

Sutilmente, ele planejou atingir apenas superficialmente a Couraça Ametista. Esperava sinceramente que isso fosse suficiente.

E brandiu a espada Balmung contra o caixão de maneira supérflua.

A Couraça Ametista se estilhaçou lentamente e se abriu. Hilda de Polaris caiu como uma boneca de pano no chão congelado, mas ainda respirava.

A armadura de Odin desprendeu-se de Betinho. Imediatamente, ele sentiu o cansaço acumulado lhe retornar. Finalmente entendia o poder da armadura de Odin. Era o traje de um deus, com o cosmo de um deus. Cosmo grande demais para ser suportado por um cavaleiro por muito tempo.

Seus amigos, a maioria já recuperados, vieram ao seu socorro. Ele despencou no chão, exausto, olhando para o céu.

— Mano! – exclamou Thiago. – Você está OK? Cara, você foi incrível!

— Ei, me deixe respirar – pediu Betinho.

Thiago e Gustavo carregaram Betinho, e foram até Hilda. Isabella ajoelhou-se ao lado da princesa de Asgard e pôs as mãos em sua testa. Uma luz prateada cobriu Hilda, e ela passou a respirar com mais facilidade.

A princesa olhou para cada um dos cavaleiros, após se recompor, e abriu um sorriso tímido.

— Vocês me salvaram? – indagou. Ao vê-los assentirem, seu sorriso ficou mais relaxado. O cosmo dela parecia aquecê-los naquele lugar desolado. – Sou muito grata. Hades não podia ter mexido com Asgard. Nosso povo, nossa tradição, nossas crenças... Eram imaculadas.

— Princesa Hilda – falou Matt. – Sentimos muito por seus Guerreiros. Estavam possuídos por Hades...

— Eu sei, queridos – interrompeu ela. – Mas vocês salvaram minha terra. Agora vou orar para que os deuses me auxiliem na restauração de Asgard.

Ouviram vozes à distância. A princesa Freya, acompanhada de Flair, Natasha e Alexei, corria em direção ao grupo, e abraçou a irmã ao se aproximar.

— Graças a Odin! – ela exclamou. – Graças a Atena. Obrigada, cavaleiros...

— Pelo que vejo, fizeram um excelente trabalho – disse Alexei, dando um raro sorriso.

— Você me conhece, Alexei – disse Thiago. – Sabe do que um cavaleiro de Atena é capaz.

— Pelos deuses! – exclamou Natasha. – Olhem.

Todos se viraram para a direção que ela apontava. O sol brilhava mais intensamente agora, mas isso não era o mais incrível.

Todos os Guerreiros Deuses derrotados estavam marchando em direção a eles, abatidos e devastados. Shido auxiliava o irmão Bado a avançar pela neve. Até Siegfried tinha se levantado.

Os cavaleiros de Atena recearam uma nova batalha e enrijeceram, mas os Guerreiros Deuses simplesmente se ajoelharam perante Hilda.

— Perdoe-nos – falou Thor. – Nós fomos facilmente corrompidos. Deixe-nos ser seus Guerreiros novamente.

— Pelo visto, o cosmo de Hades que nos envolvia deixou algumas sequelas... positivas. – Hagen de Merak sorriu para as princesas e os demais presentes ali no templo de Valhalla, englobando a si mesmo e a seus companheiros com um gesto. – Vamos continuar vivos por enquanto... Assim poderemos voltar a servi-la, Alteza, como Guerreiros de Asgard, se assim for de vosso agrado.

— Meus queridos. Não teria por que negá-los... Sejam bem-vindos de volta – disse Hilda carinhosamente. – Graças aos deuses.

— Nós agradecemos, princesas – disse Mime de Benetnasch. – Mas creio que todos nós precisaremos recuperar nossas forças antes de voltarmos a atuar como Guerreiros Deuses.

Ele desabou de joelhos no chão após dizer isso. A princesa Freya fez menção de ir até ele, mas Matt de Fênix se adiantou e ajudou o antigo rival a se levantar.

— Aguente firme, idiota. Nós não gastamos nossa energia para salvar sua terra para que você ficasse aí desfalecido na neve.

O outro sorriu.

— Eu pensei que uma visitinha ao Mundo Inferior o faria ficar mais humilde, Fênix... Fui ingênuo demais. Mas agradeço pela preocupação.

— Cavaleiros, se não for incômodo... – disse Freya. – Poderiam nos ajudar a levar os Guerreiros Deuses para o palácio? Lá poderemos deixa-los aquecidos e fazê-los repousar. Depois começaremos a tratar dos ferimentos deles.

Os cavaleiros de Bronze assentiram imediatamente. Matt ofereceu apoio a Mime e o conduziu para o palácio. Thiago ajudou Hagen a se levantar. Bado e Shido se apoiavam um no outro, enquanto Betinho oferecia ajuda a Thor. Gustavo ofereceu o braço a Fenrir, e este se apoiou em seu ombro. Isabella guiou Siegfried até o palácio, e Rina ofereceu ajuda a Alberich.

E Asgard e o mundo permaneceram a salvo... Pelo menos por enquanto.


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Notas finais do capítulo

Agradeço por termos chegado a 160 comentários na história.



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