Stepfather HIATUS escrita por Purplee


Capítulo 10
Like Lost & First Kiss (Part. ll)


Notas iniciais do capítulo

Boa Leitura
(Like Lost & First Kiss (Part. 2)- Como perdidos & Primeiro Beijo (Part. 2)



P.D.V Lola:

–This is the way i live... – cantarolei baixinho uma das minhas músicas preferidas enquanto fuçava a geladeira em busca de alguma coisa pra comer. Minha mãe e Justin estavam discutindo sobre alguma coisa na sala, e o clima estava tenso.

Depois que o carinha nos ajudou no meio da estrada nós perguntamos se ele poderia nos ajudar a achar uma estrada que nos levasse á Stratford, e ele nos indicou o caminho. Não trocamos uma única palavra o resto do trajeto.

Assim que entramos em casa eu encontrei minha mãe sentada no sofá com os olhos cheios de água e balançando os pés, um tique que ela tem quando fica nervosa.

A primeira coisa que eu pensei foi “Fodeu”.

Tentei pensar nos motivos que ela teria para estar me encarando com aquele olhar sanguinário, e encontrei alguns...

1° A minha briga com a Ashley poderia ter vazado e estar em todos os jornais e sites do país, certamente ela estaria puta por causa disso.

2° Ela já estava sabendo da detenção, com certeza ficaria puta por isso também.

3° Ou... Ou o idiota do Justin tinha contado que me viu beijando o Jas. Isso seria motivo para deixa-la puta nível mor.

Já estava esperando o discurso e os berros quando ela mandou que eu saísse da sala porque precisava falar com o Justin.

“Hahá, se fodeu”. Foi o que eu pensei, e tinha ficado tão feliz que nem consegui esconder o meu sorriso de satisfação enquanto subia as escadas.

Só que em poucos minutos a coisa acabou saindo do controle. Lá de cima eu podia ouvir os gritos e xingamentos da minha mãe, e também podia notar que ela já estava chorando.

Não sei como consegui, mas desci as escadas novamente sem ser notada e corri devagar, sem emitir nenhum som, até a cozinha. E agora estava ouvindo claramente a discussão que ocorria na sala ao lado.

–Eu sabia que isso iria acontecer! – minha mãe disse suspirando.

–Sarah, por favor, me deixa explicar... – Justin pediu, mas ela o interrompeu.

–Não quero ouvir! Não quero que você me explique nada! – ela dizia, aumentando o tom de voz.

–Mas... – ela interrompeu novamente.

–Quer saber? Sai daqui! – ela disse e seu tom parecia MUITO irritado. – Sai da minha casa, Justin!

Não resisti e tive que ir até a porta da sala. Entreabri só uma pequena fresta e comecei a espiar. Eles estavam em pé, um em frente ao outro. Minha mãe chorava muito e Justin tinha os olhos vermelhos, como se estivesse segurando as lágrimas.

Depois tudo aconteceu muito rápido e eu fiquei pasma, com os olhos arregalados.

Caralho, Justin é muito foda!

Porque do jeito que ele agarrou minha mãe com força e a beijou brutalmente, enquanto a jogava no sofá e a tocava inteira, com certeza a fez esquecer o motivo pelo qual estava tão brava.

Eles se agarravam, se comiam e estavam quase iniciando uma sessão de sexo-na-sala, quando minha mãe o afastou. Mas fez isso de um modo delicado, como se toda a raiva já tivesse passado.

–Ainda quer que eu vá embora? – ele sussurrou com o rosto colado ao dela.

–Quero... – ela disse firme. – Quero que vá embora direto pra minha cama. – sorriu, dando um tapa na bunda de Justin. Ele soltou um gemido baixinho muito sexy.

Eu quase morri de tesão e de nojo ao mesmo tempo.

Tesão porque aquele gemido foi muito excitante, e nojo porque ele tinha gemido não pra mim, mas pra minha mãe.

Eles voltaram a se beijar e eu senti meus olhos arderem pelas lágrimas que se formavam.

Era ridículo eu pensar que Justin algum dia daria bola para uma adolescente sem graça como eu, quando tinha alguém como a minha mãe ao lado dele. Quer dizer, ela era linda. Não havia nem comparação.

Era rica, dona do próprio nariz, e como ele mesmo disse: experiente.

Por que ele trocaria alguém que realizava as suas fantasias e taras mais loucas por uma viagenzinha que mal aprendeu a beijar direito?

E só agora, olhando aquela cena que parecia me mutilar por dentro, era que eu entendia que nunca seria boa o bastante para tê-lo. Nunca seria bonita como a minha mãe, ou interessante como ela.

{...} – uma hora depois:

–Faça a configuração eletrônica dos átomos abaixo: Lítio, Rádio, Boro, Magnésio, Cálcio, Polônio e Xenônio. – Mica falou, enquanto lia o seu caderno. – Está escrevendo o que eu disse? – ela perguntou me olhando irritada.

Estávamos sentadas no chão do meu quarto, sobre o meu tapete, enquanto comíamos brigadeiro e fazíamos o tal trabalho de química. E Chris? Onde estaria? Provavelmente sem fazer nada, deitado em casa enquanto assistia TV.

Aquele imprestável arrumou uma desculpa qualquer para faltar, e ainda teve a cara de pau de mandar a gente colocar o nome dele no trabalho também. É mole???

–Sim, estou. – respondi, enquanto digitava tudo no notebook do Justin, que estava no meu colo. E aí você me pergunta: “por que no notebook do Justin?”. Simples.

Porque o meu computador resolveu não funcionar hoje, e minha mãe estava ocupada demais transando no andar de cima pra me passar a senha do dela. Foi um pouco – ou melhor, MUITO – constrangedor quando eu subi as escadas e bati na porta do quarto, e Justin atendeu só com uma toalha enrolada da cintura.

Ele estava todo molhado, ofegante e todo vermelhinho.

–A minha mãe tá aí? – perguntei sem graça, encarando o chão.

–Ela tá no banho. – respondeu. E pelo seu estado, acho que até poucos segundos atrás ele estava lá com ela. Fazendo você-sabe-o-quê. – O que você quer?

–E-eu... – suspirei envergonhada. – Eu precisava da senha do notebook dela, porque o meu não está funcionando e eu tenho que fazer o trabalho de química, mas... – Justin me interrompeu.

–Ah, tá. – falou indiferente, entrando no quarto e caminhando até o armário. – Olha aqui, usa o meu. – ele disse, entregando em minhas mãos. – Não tem senha.

–Obrigada... – antes que eu terminasse de agradecer, ele já tinha fechado a porta com toda a força na minha cara.

Uma lágrima involuntária escorreu pelo meu rosto e eu senti meu coração se apertar no peito. Eu me lembrei do nosso beijo no carro, e de como era sentir a boca dele encaixada perfeitamente na minha.

Aquele beijo mexeu muito comigo, mas, pelo que parece, não significou nada para ele.

–Lola? – Mica me chamou, e eu balancei a cabeça, afastando aquelas lembranças.

–Sim? – perguntei, fingindo que estava concentrada na tela do computador.

–Já copiou a parte dos Íons? – ela insistiu, apontando um parágrafo, que ela provavelmente tinha acabado de ditar e eu não tinha ouvido absolutamente nada.

–Ah... – fiz uma carinha sem graça, como se estivesse me desculpando. – Desculpe... – pedi. – Olha, por que você não copia um pouco? – perguntei. – Tanto brigadeiro me deixou com sede.

Ela rolou os olhos e esticou as mãos para pegar o computador. Eu entreguei pra ela e depois sai do quarto, descendo as escadas em direção á cozinha.

Podia ver minhas mãos tremularem, e sentir meu estômago contraído, enjoado. De uns tempos pra cá parece que as coisas estão saindo do controle.

Eu só podia estar ficando louca ou paranoica, porque podia jurar que Justin sentia o mesmo por mim. Se não, por que ele sentia ciúme? Ou por que andava atrás de mim o tempo todo e parecia querer me proteger de tudo?

E depois de me iludir durante noites e mais noites, finalmente ele me beija pela primeira vez, e eu pensava ter tido finalmente a confirmação de que aquele sentimento era reciproco e que ele também gostava de mim.

Não poderia estar mais feliz. Principalmente quando chegamos em casa e eles brigaram.

É claro que eu não gostava de ver minha mãe chorar... Mas...

Pensar que talvez eles pudessem se separar, e que Justin estaria livre fazia meu coração acelerar.

E aí de repente tudo pareceu desmoronar, como se o meu mundo fosse levado á baixo, transformado em destroços, quando eu o vi agarrando-a daquele jeito. E piorou ainda mais quando ele mal olhou na minha cara ao falar comigo.

–LOLA MACKENZIE! – Mica berrou e aquele grito ensurdecedor ecoou por toda a cozinha. – LOLA, SOBE AQUI AGORA! – continuou gritando.

Rolei os olhos, bufando.

–Grita mais alto, o condomínio não ouviu você ainda. – falei entrando no quarto.

–Você não vai acreditar nisso! Nem eu acredito! – ela disse, e pude ver seus olhos brilharem.

–O que foi? – perguntei confusa, me sentando ao seu lado. Ela virou a tela do computador para o outro lado, sem deixar eu ver, enquanto sorria sugestivamente.

–Você disse que esse computador é do Justin, né? – perguntou, e eu assenti, concordando.

–E daí? – perguntei, ainda sem entender.

–Só pra confirmar... – ela sorriu e soltou um gritinho, virando a tela para mim. Estava aberta em uma pasta privada, salva nos Documentos Particulares. Franzi o cenho.

–O que tem? – insisti.

–Você vai cair de costas! – ela gargalhou, clicando para que o conteúdo fosse passado em slides.

E ela tinha razão. Eu quase caí de costas ao ver aquilo.



Justin tinha uma pasta com mais de duzentas fotos... MINHAS!

Eram fotos que eu tinha nas minhas redes sociais, Orkut, Facebook ou Twitter, e que ele tinha se dado ao trabalho de escolher e salvar no computador!

–Como você achou isso? – arregalei os olhos.

–Estava entre as pastas com acessos mais frequentes. – ela disse sorrindo abertamente. – Sabe o que isso quer dizer, né?

–Que ele vê as minhas fotos muitas vezes. – falei, quase sem acreditar.

–Exatamente! – ela sorriu, piscando.




Notas finais do capítulo

Oieeeeeeee! É a Thá aqui de novo *-*
Então, é uma passadinha híper-rapida, só pra postar e agradecer os reviews lindos do capítulo passado!
Não respondi ainda porque não tive tempo, mas vou responder todinhos agora mesmo!
E aí? O que estão achando?
By: Thá♥