Convivência Por Contrato escrita por cellisia


Capítulo 3
Capítulo 3 - Primeira Noite, Discussões e Confusões




—E então Sakura? Está feliz agora? - O moreno perguntou encarando-a severamente - Seu "maravilhoso" plano está saindo de acordo com as suas expectativas? Ou quem sabe você não o deixa melhor ainda? Se quiser uma ideia, você pode dizer que está grávida. Até mesmo Tsunade-sama irá acreditar! - O ódio e o sarcasmo eram palpáveis em sua voz.

"Ain... Não era nada disso que eu tinha mente. Pra começo de conversa, eu nem tinha planejado isso!" — Não aja como se a culpa fosse minha, Sasuke-kun! Foi você quem saiu todo desesperado me arrastando pela vila. Eu nem sabia o que você pretendia fazer. Pra mim foi uma surpresa termos acabado aqui na casa da Tsunade-sama! - A rosada aumentou o tom da voz - Sabe, estou aqui pensando... Ela tem razão. Você parece muito mais disposto à essa aposta do que eu. Tem certeza de que isso não passa de uma desculpa para esconder seus sentimentos por mim? - Ela sorriu com deboche - Pode me dizer. Eu não vou contar pra ninguém. Até porque, agora eu sou a sua "esposa", certo? Marido e mulher não têm segredos.

Num movimento repentino e violento, Sasuke a empurrou, prensando-a contra a porta de Tsunade. Uma de suas pernas entre as dela, e ambos os pulsos segurados acima de sua cabeça.

—Sa-Sasuke-kun?! - Ela arregalou os olhos assustada.

—Nunca mais, Sakura, nunca mais repita isso! Se você dá um pingo de valor à esta sua vidinha miserável e desprezível, mantenha sua boca fechada. - Apesar de calma, sua voz era perigosamente ameaçadora - Hipoteticamente eu não posso te matar, mas juro que faço da sua vida um inferno - Ele se aproximou mais, sussurrando e roçando seus lábios na orelha dela.

Isso fez com que ela estremecesse e perdesse a linha do raciocínio. Somente quando ele voltou a encará-la foi que ela voltou a si.

—Sabia que eu quase acreditei? - Ela gargalhou debochadamente.

—Quem brinca com fogo, pode se queimar - Ele advertiu e a soltou.

—Considere dado o seu recado, Sasuke-kun, mas nós, os Haruno, adoramos viver a vida perigosamente.

O moreno a olhou com desprezo e virou-se, afastando dali.

—Você sabe o caminho para o Distrito Uchiha, não sabe? - Ele perguntou por sobre os ombros.

Sakura suspirou. Talvez cansada, chateada ou arrependida. Mas de uma coisa ela tinha certeza: Não daria o braço a torcer e não perderia para Uchiha Sasuke.

Rapidamente ela correu até ele, acompanhando-o até o lugar que ela passaria a chamar de casa pelo próximo mês.

O trajeto fora longo e silencioso, porém nenhum dos dois se preocupou em conversar ou brigar. Os pensamentos de ambos voam longe. Eles caminhavam automaticamente, pois sua mente estava em outro lugar...

 

Era o primeiro dia de aula. Todas as mães estavam paradas à frente da escola enquanto viam seus pequeninos correndo para o grande prédio.

Algumas choravam, algumas sorriam, algumas apenas os deixavam na entrada e iam embora logo em seguida, e havia ainda algumas que não queriam soltá-los, dizendo que iriam morrer de saudade.

—Tá bom. Eu já entendi! - O pequeno Uchiha reclamava impaciente.

—Entendeu mesmo, Sasuke-kun? Nada de arrumar encrenca, ok?! Faça muitos amigos. - Uchiha Mikoto chorava e o abraçava - Ai, meu menininho está crescendo...

—Para, mãe! Você está me envergonhado! - Ele tentava se livrar dos braços da morena.

—Oh! Você tem vergonha da sua mãe?!

—Não, mas... É que eu tenho que ir agora.

—E o que eu vou fazer enquanto você estiver na escola?

—Você tem o nii-san. Não se preocupe!

Mikoto limpou as lágrimas e lhe deu um beijo.

—Tudo bem. Estude bastante meu amor. Eu amo você!

—Eu também, mãe - Dizendo isso ele correu pra dentro.

Sasuke estava feliz. Era seu primeiro dia na escola, seu primeiro dia sem a mãe. Ele estava se sentindo importante e responsável.

A empolgação era tanta que nem viu uma garota à sua frente. Só se deu conta quando ambos caíram no chão. Um em cima do outro e os materiais espalhados por todo lado.

—Me desculpe! - Ele pediu sorridente e envergonhado - Deixa que eu te ajudo. A culpa é minha mesmo...

Ele, que caíra sobre ela, levantou-se rapidamente e a ajudou também.

A garota era bonitinha, possuía cabelos rosados na altura dos ombros com um grande laço de fita vermelha, olhos verdes e uma testa enorme.

—Obrigada - Ela falou baixinho, corando logo em seguida.

Sasuke riu e começou a juntar as coisas.

—Eu sou Uchiha Sasuke! - Ele anunciou orgulhoso enquanto lhe entregava seu material - E você?

—Anh... Eu sou... Eu sou Haruno Sakura - Ela respondeu timidamente e apertou os cadernos contra o peito.

—É um prazer, Sakura! Quem sabe não damos a sorte de ficar na mesma sala? Poderemos ser amigos.

—É... É uma ideia bem legal.

Antes que Sasuke dissesse mais alguma coisa, ele fora interrompido:

—Sakura! Ei, Sakura! - Uma garota de curtos cabelos loiros e intensos olhos azuis a chamou - Vem! Nós vamos nos atrasar!

Sasuke reconheceu a loira. Era Yamanaka Ino, a filha de Yamanaka Inoichi, o dono da floricultura.

—Sim! - A rosada gritou para a amiga, depois se virou para o moreno - Eu tenho que ir. Até mais, Sasuke-kun.

—Tudo bem. Até.

Sakura saiu correndo, mas tropeçou nos próprios pés e caiu novamente no chão.

—Sakura! - Ino reclamou - Nossa, você é muito desastrada!

—Desculpa, Ino-chan... - Ela levantou-se completamente envergonhada. Parecia que ia chorar a qualquer momento.

—Você não tem que se desculpar comigo só porque caiu. Apenas seja mais atenta - A loira revirou os olhos.

—Me desculpa... - Sakura murmurou com a voz trêmula - Quero dizer, é claro.

A pequena Yamanaka riu e pegou na mão da amiga, puxando-a dali.

 

A atenção de ambos só foi despertada quando pararam em frente ao grande portão de entrada.

—Já chegamos? - A rosada assustou-se - Foi tão rápido...

Ele a ignorou e continuou andando em silêncio. Após terem passado da área comercial do Distrito, as casas começaram a ser vistas.

—Eu moro na casa principal do clã, mas como eu não quero te ver por lá nem pintada, vamos ficar em outra. - Sasuke disse com indiferença - Como eu sou um cara legal, vou deixá-la escolher em qual casa nós vamos morar durante esse mês. Escolha qualquer uma, estão todas abandonadas mesmo. Só tenha a certeza de que haja bastantes fantasmas por lá. Assim eles poderão puxar seu pé e me livrar de você!

A rosada rangeu os dentes e apertou os punhos com força.

—Uchiha Sasuke...! - Ela rosnou furiosa.

Ele revirou os olhos e enfiou as mãos nos bolsos, esperando.

—Ah, pra mim tanto faz! - Sakura falou irritada - Eu só quero acabar logo com isso! Aquela ali serve - Ela apontou para uma casa em particular.

A casa era pequena e isolada das demais, porém bonita no seu clássico estilo japonês. Era rodeada por um pequeno e simples jardim, algumas cerejeiras, e nos fundos corria um riacho cristalino.

—Hum, por que eu não estou surpreso? - Ele disse olhando para as árvores rosadas.

Sakura bufou e dirigiu-se à sua nova e provisória casa.

 

***

 

Após a morte de seu clã, Sasuke nunca mais entrara nas outras casas. A dor que as memórias traziam eram muito grandes.

Devido esse fato, havia bagunça, sujeira, insetos e coisas nojentas em todos os lugares visíveis.

—Amanhã você vai ter que limpar isso - Ele disse apertando o interruptor de luz da sala.

—O quê?!

—Você acha que somos animais pra vivermos nessa nojeira?

—E quem disse que sou quem tem que limpar as coisas por aqui? A casa também é sua, então se a quiser limpa e arrumada, você vai ajudar! - Sakura pressionou o dedo indicador contra o peito dele.

—É papel da mulher fazer o trabalho doméstico - Ele revirou os olhos como se aquilo fosse óbvio.

—Ah, seu machista arrogante! - Ela gritou - Pode ir tirando essa ideia errada da cabeça! É verdade que as mulheres fazem tudo melhor que os homens, mas vocês também têm que ajudar!

—Vai falando, Sakura... E eu finjo que escuto.

—Argh! - A rosada deu um soco na parede - Me diga onde eu vou dormir de uma vez! Quero que esse dia termine logo!

—No quarto.

—O quê?!

—Você perguntou onde irá dormir. No quarto. Ou então em qualquer lugar que queira. Não me importo.

O sangue então lhe subiu a cabeça, e Sakura agarrou a gola da camisa dele.

—Não é segredo pra ninguém o fato de eu gostar de você, Sasuke-kun, por isso eu aguento seu desprezo e suas humilhações. Mas hoje não. Não brinque comigo e nem me provoque hoje! Não terei piedade no momento em que meu punho voar na sua cara!

Num rápido movimento, ele se desvencilhou das mãos dela, passando um de seus braços ao redor de seu pescoço e segurando uma de suas mãos atrás das costas.

—Então você gosta do perigo, não é? - Ele falava calmamente, roçando os lábios levemente no pescoço dela, fazendo-a estremecer e suspirar - Eu já disse para você não me irritar, Sakura. Em um pequeno movimento eu poderia quebrar seu pescoço. Isso não te assusta?

—Você... Você não teria coragem... Sa... - Ela ofegou - Sasuke...-kun...

Sasuke bufou, e após alguns segundos simplesmente a soltou.

—Os quartos ficam no andar de cima, mas você sabe como as coisas estão por aqui - Ele disse e começou a subir as escadas.

Assim que se recompôs, ela o seguiu até o segundo andar.

Como já era de se esperar, o estado era deplorável. De completo desleixo. Era um quarto mais sujo e empoeirado que o outro. O que estava em melhores condições era o quarto de casal.

Sakura estava muito irritada e muito desnorteada pra perceber sua "sorte", mas Sasuke não.

"Não acredito que vou ter que dormir no mesmo quarto que ela. Não! Eu me recuso! Vou dormir lá em baixo, na sala. Ah! Mas está tão imundo quanto aqui. O que eu faço? O que eu faço? Pense Sasuke... Pense!" — O moreno pensava com seus botões.

—Bem, parece que este é o quarto mais limpo da casa, então vou ficar com ele. - A rosada disse com indiferença - E você Sasuke-kun? Em qual vai ficar?

—E ainda dizem que eu sou o arrogante... - Ele bufou e revirou os olhos - Caso não tenha percebido, hime, este é o único quarto "relativamente limpo". Vamos ter que passar essa noite juntos, infelizmente...

Sakura ficou vermelha como um pimentão. Ela nunca havia dormido com um homem. Exceto quando era pequena e tinha pesadelos, ia para o quarto dos pais. Mas seu pai não contava, certo?

—... Ou a menos que você se disponha a dormir lá fora - O moreno concluiu.

A rosada, que antes estava vermelha de vergonha, de repente assumiu uma expressão estranha. Era quase que... Pervertida.

—O que foi Sasuke-kun? Está com medo de não conseguir refrear seus instintos? Por isso me quer longe de você? Ah, mas é um cavalheiro mesmo... - Ela debochou - Mas, hipoteticamente, agora sou a sua "esposa". Você não precisa se preocupar. Eu deixo você me tocar. "Deus! Por que eu falei isso? O que está acontecendo hoje?".

Sasuke a encarou, mal acreditando no que acabara de ouvir.

—Garota, qual é o seu problema!? Você se tem em muita alta conta pra achar que eu sinto alguma atração por você. Você me irrita tanto, que na verdade o que eu sinto é nojo! Só de olhar pra sua cara tenho vontade de vomitar! - Ele já estava com a voz alterada - Se algum dia eu chegar a te tocar, acredite, não será para me deitar com você!

Sakura estava com os olhos arregalados. Afinal, o que mais ela poderia fazer? Fora ela quem começou falando abobrinha.

—Sasuke-kun... - Ela o chamou envergonhada - Go-Gomen... Eu não sei o que está me acontecendo hoje. Eu... Eu só quero dormir pra que esse dia termine logo - A vergonha era tanta que ela sequer o olhava.

O moreno a encarou por mais alguns segundos, até que bufou.

—Sakura, vai dormir.

Dizendo isso, ele andou até a porta, mas antes de sair, acrescentou:

—As coisas que você pode vir a precisar estão no armário, mas logicamente também estão empoeiradas, então faça como quiser. Mas se você for alérgica, nem mexa com isso! Não sou obrigado a aturar seus espirros irritantes.

Assim que a porta fechou-se atrás dele, Sakura gritou furiosa e começou a socar a parede violentamente.

—Ah! Mas esse garoto arrogante...! - Ela rugiu - Por que eu gosto tanto dele? Ele só me despreza! Por que Deus? Por quê? Acho que sou masoquista. É, deve ser isso!

Após algum tempo, quando sua raiva diminuiu, a rosada olhou em volta com desaprovação. Não havia outro jeito: Ela teria que fazer uma pequena e rápida limpeza se quisesse dormir com o mínimo de conforto.

Sakura então prendeu o cabelo num rabo de cavalo e desceu até o primeiro andar. Pegou todo material de limpeza que encontrou e subiu novamente.

Ela varreu e passou pano no chão, guardou as coisas que estavam fora de seus lugares, limpou os móveis, abriu as portas do armário, permitindo que o ar entrasse, e por último tirou todo o jogo de cama.

—Tsc... Que droga esse Sasuke-kun. Nem pra me ajudar... - Ela reclamou enquanto corria a porta que dava para uma pequena varanda.

A rosada ia começar a tirar a poeira dos lençóis, quando sua atenção foi desviada para a casa principal. Para o telhado, mais especificamente.

Sasuke estava sentado lá em cima, olhando para o nada com um ar distante e indiferente. Ele parecia pensar seriamente em algo, ou então estava apenas passando o tempo.

Ao vê-lo ali, tão calmo e tão sereno, Sakura esqueceu sua raiva e sentiu vontade de abraçá-lo e beijá-lo.

De repente ele virou-se para ela. A rosada, pega de surpresa, ficou mais vermelha que um tomate.

Ela acenou e sorriu timidamente. Sasuke, porém, lhe lançou um olhar duro e cheio de desprezo.

Novamente Sakura se sentiu humilhada, mas para não deixar transparecer, ela bufou e virou a cara.

Sem lhe dirigir o olhar mais nenhuma vez, ela tirou a poeira dos lençóis e entrou.

O quarto não estava cem por cento, mas para uma limpeza que fora feita de última hora, era mais do que suficiente.

—Agora banho e... Cama! - A rosada foi ao armário procurar toalhas e alguma roupa pra dormir - Esse garoto é de mais! "Sakura, a sua cara me dá nojo! Vá dormir e me deixe em paz!". É o que ele diz. - Ela resmungava enquanto examinava as roupas que haviam ali - "Se quiser dormir, use o que está dentro do armário, mas se for alérgica, desista!". Ou seja: Ele me manda dormir para que eu pare de irritá-lo, mas ao mesmo tempo ele não quer que eu faça isso porque posso vir a perturbá-lo futuramente. Quem é que entende esse tipo de coisa? Tsc! Eu deveria ouvir a Tsunade-sama e parar com esse fascínio doentio. Largar ele pra lá e...

Antes que completasse a frase, Sakura teve uma ideia.

Como nenhuma daquelas roupas lhe agradou - pois eram muito indecentes, muito velhas, muito feias ou com qualquer outro defeito -, ela escolheu uma blusa masculina, larga e grande, que batia nos joelhos, e recolheu e escondeu todas as demais, deixando apenas as roupas femininas.

—É uma coisa bem idiota e infantil de se fazer, mas se o Sasuke-kun quer guerra, é o que ele terá. Que vença o melhor!

Dizendo isso, ela pegou uma toalha, tirou a poeira e entrou no banheiro.

Após o banho, ela penteou o cabelo, vestiu a enorme blusa e entrou debaixo das cobertas.

—Hahaha! - Ela ria maldosamente - Agora, se ele quiser, vai ter que vestir as roupas de mulher! Eu... Eu... Sou demais...

 

***

 

Por volta das 08:00h do dia seguinte, Sakura acordou. O canto suave dos pássaros e os raios de sol que aqueciam o quarto eram tão aconchegantes que a fizeram sorrir.

Vagarosamente ela entreabriu os olhos e ficou encarando o teto.

"Espera... Esse não é o teto do meu quarto."

Ela olhou em volta assustada.

"Definitivamente esse não é o meu quarto! Onde eu...?"

A rosada sentou-se repentinamente ereta na cama. Sua respiração estava descompassada e seus olhos quase saltando das órbitas.

No momento em que ela sentou, a coberta escorregou, deixando parte de seu corpo a mostra.

"O-O quê!? Que blusa é essa? Por que eu estou sem short? Cadê meu camisola florido?! Ai meu Deus...!" — Sakura já estava começando se desesperar, quando ouviu um ressonar suave.

Ela respirou profundamente tentando se acalmar, contou até cinco e, vagarosamente virou a cabeça em direção ao barulho.

Tal foi seu espanto e desespero em ver, ao seu lado, um Uchiha Sasuke dormindo tranquilamente e sem camisa.

—Ah...! Ah...! - Ela começou a gaguejar com a voz trêmula e a respiração entrecortada - "A-Agora tudo se encaixa! O Sasuke-kun sem camisa, eu usando uma roupa masculina, dele provavelmente, nós dois na mesma cama... Deus! O que nós fizemos ontem a noite?! Eu... Eu... Será que nós... Não...!".

—Bom dia, esposa — Sasuke disse com deboche e desprezo, tirando-a de seus devaneios e pensamentos pervertidos.

—E-Esposa?! AAAAAAH!!!! - Sakura soltou um berro desesperado e desmaiou.



Notas finais do capítulo

Gostaria de agradecer a ladyorochi por ter recomendado a fic mesmo ela tendo, por enquanto, apenas dois capítulos. Obrigada por acreditar em mim viu? ♥
Bem, bem... Taí minha gente. Espero que gostem. Obrigada a todos os outros reviews lindos que vocês deixaram. Até mais