Os Cinco Marotos escrita por Cassandra_Liars


Capítulo 73
Capítulo 8 - Minha Querida Comensal


Notas iniciais do capítulo

Eu sei que eu demorei um pouco para escrever esse capítulo e ele ficou um pouco pequeno, mas eu vou viajar amanhã e não sei se vou poder postar lá, e não podia deixar vocês esperando por tanto tempo.

Obrigada as leitoras novas (que leram a fic em dois e três dias O.O) pelo carinho e obrigada aos leitores antigos que me acompanham desde sempre e por quem eu tenho um carinho especial. Vocês são demais! Eu amo vocês! De verdade, sem vocês essa fic não seria nada. Obrigada mesmo. Vocês são os melhores leitores de todos, juro. As coisas fofas que escreveram nos comentáros... Nem tenho como agradecer, obrigada mesmo!



James respirou fundo enquanto andava devagar em direção a Lily. Podia tê-la beijado e ter saído com ela, mas a relação não se concretizaria se ela não aceitasse sair em um segundo encontro com ele, como a mesma tinha lembrado quando ele tentou beijá-la no dia anterior. Então, se ele pedisse para ela sair com ele e Lily aceitasse, o mais novo namoro de Hogwarts estaria concretizado.

Aquele era o momento mais sublime da relação deles. Podiam dar um passo a frente definitivamente e começar a sair, ou podiam começar a ser como estranhos, já que James prometera a ela que se ela saísse uma vez com ele e não quisesse mais, ele não a perturbaria.

Ela tinha provocado tudo aquilo e nem imaginava como era torturante para James saber que todo o seu futuro amoroso dependia de uma resposta positiva por parte da garota.

Tinha decidido que ia fazer algo realmente grande para ela. James e os amigos tinham usado muito dos fogos de artificio quando estavam no primeiro ano, mas depois de um tempo começara a usar coisas diferentes para fazer suas marotagens.

O plano de James? Pegar alguns fogos de artificio e os amarrar no próximo corpo, ir até um lugar que todos pudessem ver e fazer os fotos estourarem, escrevendo no ar: "Te amo", então ir até Lily e pedi-la em namoro depois de uma declaração fofa, arrancando suspiros das garotas aos redor que ficariam com ciúmes porque seus respectivos namoros nunca tinham feito nada parecido.

Mais perfeito do que isso? James achava que não tinha como. Podia até imaginar o rosto de sua ruiva sorrindo para ele e aceitando ser sua namorada. Não achava que ela teria como recusar. Com certeza coisas como essas só acontecem uma vez na vida, não é?

Nenhum dos amigos tinham a mínima ideia do que ele pretendia fazer, mas James não achava que eles fossem entender se contasse, então pouco importava.

Na verdade, nunca fora muito bom em formar planos, normalmente deixava essa tarefa para Sirius e Pam e no fim apenas fazia o que eles falavam e ficava com os boa parte dos créditos pela marotagem e sempre esteve tudo bem para ele. Mas agora que tinha planejado aquele pedido de namoro que com certeza entraria para a história (ele podia até imaginar no jornal: "James Potter faz pedido de namoro que surpreende comunidade bruxa"), estava se sentindo completamente confiante e a prova de falhas.

Esperou até o intervalo depois do almoço que eles tinham, colocou insígnia que indicava que era monitor-chefe para parecer mais responsável, se posicionou em um pequeno monte que havia no jardim da parte de fora do castelo e onde ele era bem visível, e por fim disse:

_Senhoritas, senhores, criaturas mágicas e professores. - começou, a voz magicamente ampliada. - Será que eu poderia ter a atenção de vocês por um segundo? Obrigado. - ele disse quando viu que a maioria dos alunos e professores presentes tinha parado de fazer o que estava fazendo e agora olhava para ele. - Bom, como a maioria sabe, eu sou James Charlus Potter, o monitor-chefe e o Pontas dos Marotos. - ele acrescentou ao ver as caras espantadas e divertidas dos amigos. - Mas hoje eu não estou aqui para falar sobre os Marotos ou sobre ser monitor-chefe. Estou aqui hoje para falar de uma coisa mais importante. Estou aqui para falar de amor. - ele disse, por fim, encontrando o rosto de Lily na multidão. A ruiva sorria para ele, esperando seu próximo passo, e talvez considerando se devia ou não interferir. Ele respirou fundo antes que pudesse continuar. - E isso é tudo para você, Lily. Só para você, minha ruivinha, isso porque eu…

Ele puxou a cordinha que devia estourar os fogos de artificio. A intenção era deixar deixar que os fogos completassem suas palavras com um "Eu te amo", mas não foi exatamente o que aconteceu.

A principio ele ouviu os gritos das pessoas ao seu redor, sem saber exatamente o que estava acontecendo, seu sorriso morrendo aos poucos imaginando se tinha feito alguma coisa errada.

A última coisa que viu foi Lily correndo em sua direção, preocupada, antes de perceber que estava pegando fogo.

Os fogos não tinham funcionado do jeito que pretendia e ao invés disso estava pegando fogo.

Estava ficando cada vez mais quente e ele começou a correr para qualquer lugar, sem se lembrar que o lado estava bem ao lado dele. Via o pânico das pessoas tentando fazer alguma coisa, mas não eram elas a sentir o fogo em sua pele como James sentia. Ele ainda chegou a sentir a mão de Lily em seu ombro e viu seus olhos verdes esmeralda olhando preocupados para ele antes de por fim se entregar a escuridão.


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Sirius pressionou o corpo pequeno de Lucinda contra a parede. Quando o armário de vassouras tinha se tornado demasiado tedioso, eles tinham começado a procurar novos lugares para suas aventuras sexuais.

Noite passada tinham ido até a Sala de Astronomia. Naquela noite estavam na Sala de Troféus. E quem sabe no dia seguinte não iriam até o Banheiro da Murta Que Geme…

_Sirius! Oh, céus! - ela gritou.

Ele tinha os dedos nos cabelos dela enquanto a segurava em seus braços. Logo ele começou a descer, mordiscando seu pescoço e ela começou a gemer.

Claro que Sirius não falara nada para ela sobre a Srta. Moore, e nem pretendia atormentá-la com coisas bestas. No momento ele só tinha olhos para Lucinda. E para seu corpo, é claro.

Sirius sabia também que James tinha sido estúpido ao fazer aquilo para Lily e sabia que nunca fazia aquilo para ninguém, além de nunca ser burro o bastante para prender fogos de artificio no próprio corpo, como o amigo tinha feito. Agora ele estava na enfermaria por causa de uma besteira tão idiota que Sirius se surpreendia com o fato de que James tinha um cérebro.

Continuou beijando Lucinda, de qualquer jeito. Era bom ficar ali com a garota e não queria pensar em mais nada.

Porém, foi estranho que quando ele segurou os braços dela contra a parede, ela tenha puxado o braço para perto do corpo, murmurando um "ai" baixo.

_Algum problema? - ele perguntou, confuso. - Eu te machuquei?

_Não. - ela continuou, parecendo ligeiramente atordoada. - Está tudo bem, eu só preciso ir.

_Lucinda! Espere! O que está acontecendo? - ele segurou o braço dela quando a sonserina tentou ir embora.

A garota soltou uma exclamação alta, abraçado o braço direito e saindo da Sala de Troféus o mais rápido que pôde, deixando um Sirius confuso, que não sabia o que tinha feito de errado.

Ficou imaginando que poderia ter acontecido com a garoto. Imaginou que talvez tivesse se queimado como James antes, mas que tinha feito algo que Madame Pomfrey não podia saber então ela não podia ir a enfermaria se cuidar, o que quer que fosse, Sirius não estava na obrigação de dizer a ela o que devia fazer, o relacionamento deles funcionava assim, um não se metia na vida particular do outro, mesmo que ele quisesse muito.

Então, sem forças para continuar discutindo com seu subconsciente por causa de Lucinda, ele simplesmente saiu da Sala de Troféus e caminhou em passos lentos em direção a Sala Comunal da Grifinória.

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Sua cabeça estava em chamas quando acordou, mas o resto de seu corpo estava gelado como se tivesse acabado de sair de um lago congelado. Por um momento James não se lembrou do que tinha acontecido antes, mas ao abrir os olhos e perceber que estava na enfermaria, ele se lembrou de tudo como em um flash.

Lily, pensou. Estava preocupado com ela. Ele estava bem, muito obrigado, mas ela estava ao lado dele quando começou a pegar fogo, então sim, estava preocupado com ela, muito mais do que com ele próprio.

_James? Ah, céus, que bom que você acordou! - e o garoto sentiu um peso sobre o seu corpo. - Eles falaram que eu podia ir embora, mas eu queria estar aqui quando você acordasse e acabou dando certo, não é mesmo?

E por fim James conseguiu identificar os cabelos acaju de Lily e abraçou-a, sem nem ligar que estava sem seus óculos e sua visão estava embaçada, enfiando o rosto nos dela cabelos que tinham um cheiro que pertencia somente a ruiva.

_Nunca mais me deixe tão preocupada. - ela disse, se afastando dele, agora séria.

_Não foi nada demais…

_Não foi nada de mais? Você quase se matou! Onde estava com a cabeça quando resolveu colocar fogos de artificio no seu próprio corpo? Nunca mais machuque com fogo! Teve sorte de que eu cheguei a tempo e apaguei o fogo e que a Pam conhece uns feitiços para queimadura bem úteis, a Madame Pomfrey disse que se não fosse por isso os danos seriam bem mais sérios! James, seu maluco. Me prometa que nunca mais vai brincar com fogo! É tão perigoso! Você me deixou tão preocupada!

_Está tudo bem, eu juro. Não tem mais com que se preocupar… - ele disse, sorrindo ao perceber que tinha mesmo preocupado a ruiva, e começando a tatear em busca de seus óculos.

_Me prometa! - ela pediu, os olhos verdes implorando. - Me prometa que nunca mais vai brincar com fogo.

Ele segurou a haste dos óculos e os colocou no rosto, conseguindo finalmente ver Lily claramente.

_Está tudo bem. - ele repetiu, bobamente, ainda com o sorriso tonto no rosto.

_Prometa, James! - Lily pediu mais uma vez.

_Mas, e se eu gostar de brincar com fogo?

_O quê? - Lily continuou olhando para ele confusa, sem saber o que dizer ou fazer.

_Vem aqui, foguinho.

E James a puxou para um beijo, fazendo-a cair em seu colo e então beijando seus lábios como eles mereciam ser beijados. Desta vez não foi um beijo casto, foi um beijo quente, como o momento merecia.

_Eu te amo. - ele disse, enquanto sentia os óculos entortando no rosto conforme os beijos e abraços iam se aprofundando.

_Eu te amo também. - ela disse, sorrindo.

_Então namore comigo.

Lily pareceu pensar um pouco antes de beijar James mais uma vez, e aquele gesto foi muito melhor do que um "sim".

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Os Marotos andavam pelos corredores de Hogwarts durante o intervalo entre uma aula de outra. Fazia uma semana que James tinha deixado a enfermaria e os seus dedos entrelaçados com os de Lily confirmavam o mais novo namoro de Hogwarts.

Naquele momento eles iriam se separar. Pam, Sirius e Remus tinham aula de Feitiços naquele momento, enquanto Peter tinha aula de Estudo dos Trouxas, e Lily e James tinham aquele horário livre, então a intenção era ir até biblioteca estudar Defesa Contra as Artes das Trevas, mas a verdade era que todos sabiam que aquilo era mentira, apesar de estarem disfarçando muito bem.

_Então. - disse James, para os amigos. - Vejo vocês depois, gente.

Pam e Sirius trocaram sorrisos maliciosos.

_Como você quiser, Jay. - Pam disse, parecendo animada. - Vamos - ela disse, para Remus e depois para Sirius e os três continuaram andando.

_Eu também já vou. - Peter disse. - Nos vemos no almoço.

E ele foi embora também, deixando James e Lily sozinhos. O casal se entreolhou.

_Para a biblioteca? - ele perguntou.

_Para a biblioteca. - ela concordou sorrindo.

E os dois partiram para lá, andando lado a lado, e no caminho Lily soltou a mão dele e abraçou-se ao seu braço, feliz por estar com alguém como James. Devia ter feito isso desde o começo, mas, se tivesse feito, não estaria tão feliz como agora e nem teria uma James tão responsável e maduro. Fora melhor esperar e ser mais feliz agora, do que apressar tudo e estragar o que poderia ser perfeito.

E aquilo era perfeito. O começo de um romance que já durava alguns anos. Tudo estava começando entrar nos seus conformes. Lily tinha grandes sonhos, como conseguir um bom emprego, casar, ter filhos, destruir Você-Sabe-Quem. Mas, queria começar com algo pequeno, como ir ao baile de formatura com James.

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James tinha deixado que Lily o levasse para entre as prateleiras da biblioteca e então, quando ela começou a beijá-lo, não fez nada para impedi-la. Eles se afastavam toda da vez que alguém se aproximava, mas a biblioteca era o lugar perfeito para eles se beijarem sem que ninguém os atrapalhassem e ao mesmo tempo não levantar muitas suspeitas.

Sim, achava que estavam indo um pouquinho rápido demais, mas já tinha esperado tanto tempo que não fez nada para impedir uma louca Lily de beijá-lo toda a vez que ela parecia ter vontade. E a amava, que mal podia haver nisso?

_Eu te amo, Lils. - disse James, segurando a cintura da garota.

Ela sorriu para ele. Nunca tinha gostado do apelido, mas agora, na voz de James soava tão bem que ela não disse nada. Na verdade, gostava do jeito que ela dizia o apelido.

_Eu também te amo, Jay. - ela disse, dando-lhe um selinho. - Para sempre.

Eles voltaram a se beijar, e no momento aparecia que não havia nada errado. Eram apenas adolescentes e mereciam se divertir um pouco.

E James achava que nunca tinha gostado tanto da biblioteca como quando estava lá com Lily.

O que ele não sabia, era que certo sonserino estava os observando, apertando o livro de Artes das Trevas com força e odiando James com todo o seu ser.

Ah, o que Severus Snape não daria naquele momento para poder matar James! Quem ele pensava que era para beijar Lily? Quem ele pensava que era para beijar sua garota?

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Alice e Frank estava sentados e abraçados na cama dele vendo enquanto Remus, Peter, James e Sirius jogavam Snap Explosivo. Foi quando Lily entrou no dormitório masculino, ladeada por Lene e Dory. Desde que Lily e James tinham começado a namorar, os Marotos, Frank e as garotas do ano deles estavam se dando bem, e até algumas amizades estavam surgindo e amores sendo reativados, já que Dory voltara a sentir aquele frio na barriga toda a vez que olhava para Remus, apesar de parecer que ele não queria nada com ela.

_James… - disse Lily, se ajoelhando para ficar na altura do namorado sentado no chão e poder beijar seu pescoço algumas vezes, fazendo se arrepiar. - Eu não veio a Pam faz séculos, será que você poderia dar uma olhada no seu Mapa do Maroto onde ela está?

_C-claro… - ele murmurou, fechando os olhos.

_Sabe de uma coisa? - disse Sirius, franzindo o cenho. - A Lily está certa. Não vejo a Pam desde o almoço. Onde será que ela se meteu?

_Não sei… - murmurou Remus, parecendo preocupado. - Talvez seja melhor mesmo darmos uma olhada.

E desta vez os quatro marotos abandonaram o jogo e se levantaram ao mesmo tempo, indo até o malão de James, pegando o Mapa do Maroto e murmurando "Juro solenemente não fazer nada de bom" enquanto Alice, Frank, Lily, Lene e Dory os observavam, fascinados com o mapa.

De repente todos estavam procurando o pontinho intitulado Pamela Porter, mas parecia que ela não estava em lugar algum. Foi Remus que finalmente a encontrou.

_Aqui. - ele disse, apontando para o pontinho onde estava escrito o nome da amiga, que se encontrava no meio da floresta.

_Mas quem são esses ao redor dela? - James perguntou, observando que ela estava rodearia nomes estranhos.

Um entre os nomes se sobressaia, por não fazer parte do círculo ao redor de Pam, e sim por estar dentro do círculo, junto ela.

_Anastacia Bennet… - Lily apertou os olhos e leu o nome em voz alta. Então seus olhos se arregalaram ao reconhecer o nome. - Essa não é…

_Uma Comensal da Morte! - exclamou Alice, levando a mão a boca, e saltando um gritinho.

Logo ficou claro que Pam estava em maus lençóis e sem pensar duas vezes, todos estavam correndo escada a baixo do dormitório, sabendo que não daria tempo de avisar ninguém, e correndo para a floresta, salvar Pam de qualquer mal que aquele bando de comensais estavam fazendo a ela.

Nossa Pam, Sirius pensava, preocupado, o que você fez essa vez? Acho que está realmente ferrada agora…