Os Cinco Marotos escrita por Cassandra_Liars


Capítulo 71
Capítulo 6 - Casais Trocados


Notas iniciais do capítulo

Feliz Natal!
Feliz Ano-Novo!
Tudo de bom para vocês!
Espero que gostem. E como eu prometi, estou de volta! Eba! Bom, o próximo capítulo eu posto daí uma hora, mais ou menos, ok? Ainda estou escrevendo ele. Mas vou querer comentários nos dois capítulo, ok?



Tédio.

Se Sirius tivesse que descrever o que sentia no momento, teria usado aquela palavra. Não sentia nada ali de um tédio profundo enquanto estava nas aulas de Transfiguração. A cabeça escorregou da mão e Sirius teve certeza de que se continuasse ali, ouvindo coisas sobre animagos que ele já sabia, iria dormir ou morrer, ou os dois.

Por fim teve uma ideia. Naquele dia tinha se sentado em uma carteira do fundo junto com James e bem ao lado da janela. Talvez, se fosse cuidadoso… Olhou para lado, olhou para James e então para tia Minnie, como chama a McGonagall já fazia algum tempo, mas nunca na frente dela.

De um modo geral, achava que iria conseguir e estaria seguro.

Esperou impacientemente que ela se virasse em direção ao quadro, escrevendo alguma coisa lá, e então sussurrou seu plano para James, antes de colocá-lo em prática.

Tentando ao máximo que pôde não fazer barulho, para nem mesmo chamar a atenção dos estudantes, ele logo percebeu que era impossível. Michael e uma menina sardenta ao lado dele viram Sirius, mas o garoto pediu silêncio e, parecendo contrariados, eles não fizeram nada.

Certo, uma perna, depois a outra…

E pronto, estava para fora da janela, apoiando os pés nas pedras que formavam o castelo.

_Não se esqueça. – James sorriu para ele. – Aresto Momentum.

_ Certo. – Sirius disse, repetindo o feitiço mentalmente. – Não vou esquecer.

E Sirius começou a descer, um pé depois do outro, agarrando-se à pedras e tentando inclinar seu corpo para frente, evitando cair.

Era uma descida de cinco andares, mas ele achava que conseguia. Continuou indo e, já estava quase no primeiro andar, quando seu pé escorregou e as mãos doídas não conseguiram se segurar no pequeno pedaço da pedra.

Ele começou a cair, e teria se machucado seriamente, se não tivesse a varinha guardada em um lugar tão fácil de pegar, e gritado o feitiço, enquanto fazia um movimento anti-horário com a mão.

_Aresto Momentum!

E Sirius parou, um minuto antes de alcançar o chão. E, depois de alguns momentos, terminou de cair os últimos centímetros que o separava do chão.

_Sr. Black? – ele ouviu uma voz e se colocou de pé o mais rápido possível. – O que estava fazendo?

Sirius fechou os olhos, maldiçoando tudo que conseguiu se lembrar. A Srta. Moore, a professora de Defesa Contra as Artes das Trevas daquele ano, estava parada bem na frente dele, o olhando com uma mescla de curiosidade e irritação.

_O que eu estava fazendo? – ele repetiu, odiava quando era pego no ato e não tinha nenhuma desculpa combinada com os amigos. – Eu estava… Estava limpando a parte de fora do castelo. – ele disse, sem convencer.

_ Limpando a parte de fora do castelo? – ela repetiu, descrente, e olhou de cima à baixo, o avaliando. – Suponho que você estava matando aula, não é? Está no horário das aulas… Temo ter que lhe dar uma detenção, Sr. Black.

Sirius não disse nada. Ter uma detenção não era tão ruim quanto perder pontos e a professora não parecia ter se lembrando que tinha o segundo poder. Então estava tudo bem.

_Me encontre sábado, às nove da noite, na minha sala. – disse a Srta. Moore – E você vai ter sua detenção…

Para Sirius parecia tudo bem. Só uma detenção, mas nada? Ela nem mesmo tinha o obrigado à voltar para a aula de Transfigurações…


Sorriu, até que os danos não tinham sido tão terríveis.

~~*~~*~~*~~*~~

Era sexta à noite. Todos já tinham ido para seus dormitórios. Todos, menos Lily, James e Sirius, que continuavam na Sala Comunal. Lily e James dividindo a mesma poltrona enquanto ela estudava e ele fingia prestar atenção; Sirius sentado na poltrona ao lado, observando o casal e sorrindo.

_Lily? – uma voz pôde ser ouvida, era Dory acompanhada por Lene, que tinham acabado de descer as escadas. – Você não vem dormir?

_Já to indo. – ela disse, sem prestar muita atenção às amigas. Mas, ao contrário do que ela disse, não parecia “estar indo”.

Lene e Dory se entreolharam, concordando silenciosamente e sentando no sofá em frente à eles.

_Então vamos esperar você. – Lene disse.

Os minutos se arrastaram, até que Frank e Remus também tinham descido dos seus dormitórios.

_Oi, garotos! – Dory cumprimentou-os. – Algum problema?

_Só o Peter, roncando. Não conseguimos dormir com ele. – Respondeu Remus.

_Cadê a Lice? – perguntou Frank.

_Lá em cima. – Lene respondeu, casualmente.

_Posso chamá-la, se quiser… - disse Dory, maliciosa.

_Não, Dory, não tem motivo para…

Porém, a loira não estava ouvindo mais. Tinha subido a escada com tanta rapidez, que foi impossível pará-la.

Não demorou muito para que Pam e uma sonolenta Alice descessem na companhia de Dory, embrulhadas cada uma em um roupão vermelho.

_O que tá acontecendo? – perguntou Pam, vendo que quase estavam ali, exceto por Peter.

_Nada… - Remus disse.

_Ei, eu tive uma ideia! – Sirius exclamou de repente, saltando da poltrona. – Esperam aqui, eu já volto. – ele disparou para o dormitório dele.

Pam ocupou a poltrona que antes Sirius estava sentado, enquanto Dory e Alice se sentando ao lado de Lene no sofá. Remus e Frank ficaram em pé, já que não tinha mais lugar para eles se sentarem.

Não demorou muito para que Sirius voltar junto com Peter e uma garrafa de uísque de fogo vazia na mão.

_Para que é isso? – perguntou Lene, franzindo a testa.

_Vamos jogar um jogo. Mas todo mundo tem que concordar em jogar, se não fica chato.

_O que é que você quer jogar, Sirius? – perguntou James, falando pela primeira vez.

_Um jogo trouxa. Chama Verdade ou Desafio.

E logo os dez amigos estavam sentados em um círculo no chão da Sala Comunal, as poltronas e sofás afastados para ter espaço para eles fazerem isso.

Sirius explicou a brincadeira para quem não conhecia e girou a garrafa primeiro. Caiu em Lily e quando ela pediu verdade, todos já sabiam o que Sirius iria perguntar.

_É verdade que você gosta do James? Você não pode mentir!

Vermelhíssima, Lily assentiu, fazendo todos caírem na risada e os olhos de James brilharem.

Mas, depois disso, as pergunta começaram a ficar sem graça e nenhum dos desafios foi engraçado, na verdade a maioria não tinha ideia do que perguntar ou pedir.

_Que tédio! – exclamou Sirius. – Vamos mudar um pouco esse jogo, tudo bem? – ele perguntou, mas não esperou uma resposta. – Vamos fazer assim. Alguém gira a garrafa e em quem a garrafa cair, os dois tem que se beijar.

As garotas, Remus e Frank não pareciam nada animados no começo, mas Sirius insistiu e por fim, Alice e Frank anunciaram que dariam um passeio e Remus abandonou o jogo, voltando para o dormitório. Mas Lily, Lene, Dory e Pam acabaram concordando em ficar e o jogo continuou. Porém, nesse ponto, Sirius e James tinham subido para o dormitório para buscar bebidas e em pouquíssimo tempo a maioria já estava bêbada.

A primeira pessoa a rodar a garrafa foi Sirius e a garrafa caiu apontada para Dory. Os dois se levantaram e começaram a se beijar, mas não um selinho bobo, como poderiam ter feito, mas sim um beijo mesmo.

Houve varias urras para eles.

Finalmente os dois voltaram a se sentar e Dory girou a garrafa, que caiu apontada para Peter, a garota quase não conseguiu esconder sua aversão, mas se aproximou do outro e lhe deu um selinho rápido, mais comemorações.

Peter girou a garrafa e quando ela caiu apontada para James e os dois se recusaram terminantemente a se beijar, alegando que quando cai apontada para uma pessoa do mesmo sexo não valia, e as outras pessoas ficaram desapontadíssimas, principalmente Sirius.

_Lá vou eu, então. – disse James, girando a garrafa e desta vez ela apontou para Pam.

Beijar Pam era o mesmo que beijar uma irmã e eles apenas trocaram um selinho rápido e bobo. Ela girou a garrafa e esta apontou mais uma vez para James e desta vez ela deu um beijo demorado em sua bochecha, o que desapontou a todos, mas ela disse que já tinha feito uma fez e não faria de novo.

James girou a garrafa e desta vez ela parou em Sirius. Não houve beijos desta vez e Sirius girou a garrafa pela segunda vez, sorrindo com malicia.

E, a garrafa desta vez apontava para Lily.

Os dois se levantaram, sobre comemorações de todos, menos de James e Pam. Porém, ao contrário do selinho que esperavam, Sirius e Lily se beijaram de verdade

Dory e Lene, as mais bêbadas entre todos, aplaudiram enquanto observava os dois aos amassos, mas logo os terminaram.

Porém, James mal esperou que Lily se sentasse para se levantar, ir até a Mulher Gorda com raiva e sair da Sala Comunal, irritado, sendo seguido por Pam logo em seguida.

_Está tudo bem. – ela disse. – Foi só um jogo. Não foi de verdade. E o Sirius e a Lily estão bêbados, nem sabem o que estão fazendo.

_Mas ele é meu melhor amigo. E eu gosto dela. Ele não devia ter feito isso comigo, não devia… - James dizia, abraçando o próprio corpo.

_Ele está bêbado. Aposto que nem lembra que você gosta da Lily. E Lily nem deve saber o que está fazendo ou acha que ele é você. Você viu como ela ficou vermelha ao confessar que gostava de você! Pare de ser idiota, James!

Ele olhou para ela. Entre os sete no Salão Comunal, os dois eram os únicos que ainda estavam mais ou menos sóbrios.

_Não é justo. – James disse.

_Está tudo bem. – ela o consolou, abraçando-o. – Foi só um jogo, ela gosta você, pode ter certeza…

E James se deixou consolar por Pam. Quando os dois voltaram para o Salão Comunal, o jogo já tinha acabado e a maioria já tinha subido para os seus dormitórios, menos Sirius, que continuava esperando os dois voltarem, parecendo menos bêbado que antes.

_Me desculpe. – ele disse para James. – Eu não devia… Sei que não devia… Não sei porque eu fiz isso… Você é meu melhor amigo, é quase um irmão… E eu fui um idiota, eu…

_Está tudo bem. – James disse, abraçando Sirius. – Só não faça isso de novo.

Sirius sorriu enquanto o outro se afastava.

_Nem que eu estiver completamente bêbado. – ele disse, sorrindo.

Pam sorriu também.

_Mas, não ache que vou deixar assim. Ainda vou ter minha pequena vingança. – James sorriu.

_Desde que eu não morra… - Sirius continuou e então os dois amigos subiram para o seu dormitório, logo depois de se despedirem de Pam, que subiu pela outra escada.

E tudo pareceu ficar bem.

~~*~~*~~*~~*~~*~~

Eram nove da noite e o horário em que Sirius devia encontrar a Srta. Moore na sala dela. Partiu para lá logo depois de avisar para os amigos onde estaria. Bateu na porta e a mulher pediu para ele entrar.

A Srta. Moore era bem mais nova do que o resto dos outros professores. Tinha no máximo vinte e cinco anos, cabelos castanhos que estavam sempre presos com uma presilha, estava usando óculos de leitura no momento e até que era bonita.

_Entre, Sr. Black. – disse ela e quando Sirius entrou, viu que ela estava de costas para ele, arrumando alguma coisa em uma mesinha.

_Oi, Srta. Moore. – disse Sirius, sentando na cadeira na frente da mesa dela e deixando a mochila cair no chão ao seu lado. – O que eu vou ter que fazer?

_Um favorzinho para mim… - disse ela, fechando a cortina da única janela que tinha no aposento. – Ouvi dizer que nenhuma garota resiste aos seus encantos… - ela continuou agora com certa malicia.

_O que a senhorita quer dizer? – perguntou Sirius, agora um pouco assustado.

_Quero dizer, Sr. Black. – ela disse, voltando o cabelo e jogando a cabeça de lado o outro. – Que sua tarefa hoje é fazer o que faz de melhor.

Ela tirou os óculos e agora ele estava começando realmente a ficar preocupado. O que ela pretendia fazer.

_Você tem dezessete anos, não tem? É maior de idade, certo?

_Na verdade eu tenho dezoito…

_Melhor ainda. – ela disse, voltando a sorrir. – Levante.

Sirius obedeceu, assustado.

_Srta. Moore, o que você…?

_Eu vou ser bem clara, Sr. Black. – ela disse, se aproximando dele e desabotoando a capa dele, que logo caiu no chão. – Eu estou procurando um homem, forte, bonito, sexual… E você pode ser meu homem… - ela disse, claramente se atirando para cima dele.

Ela jogou a cabeça para trás e agora seus lábios estavam próximos dos dele.

_Professora, eu não posso… - ele começou.

_Qual o problema? Se sente intimidado por uma mulher? – ela perguntou, rindo como uma criança e se afastando dele. – Que fofo!

Sirius engoliu em seco. Não era porque ela era mais velha, já tinha ficado com garotas mais velhas, mas porque ela era uma professora! E Sirius realmente não conseguia se imaginar com uma professora. Ainda mais uma louca como a Srta. Moore estava se mostrando ser.

_Eu tenho que ir. – ele disse, aproveitando que ela estava um pouco mais distante para pegar a mochila e a capa no chão, saindo rapidamente da sala, ligeiramente traumatizado.

Quando voltou para o dormitório, viu Remus saindo e lhe contou tudo o que tinha acontecido, que lhe aconselhou a contar tudo para Dumbledore, mas Sirius disse que não podia, pois sabia que ela negaria tudo se falasse isso e tudo iriam acreditar nela, não nele. E podia até ser que ela se fizesse de vítima. Conhecia aquele tipo de mulher.

E, pelo que percebera, estava em uma terrível encrenca.

E estava tão preocupado com isso que nem percebeu que Remus não devia estar saindo do dormitório aquele horário.





Notas finais do capítulo

E então? O que acharam? Ficou bom? E a Srta. Moore? kkk Que doída!
BBK,
Cassie