The Shield escrita por MahSpoladorMoreira, Sandy


Capítulo 11
Capítulo 10: Super Pai.


Notas iniciais do capítulo

SURPRESAAA,
Bem, sei que nos vemos todas as sextas e domingos, más como estão sendo legal com agente vamos ser legais com vocês mais um fresquinho que acabou de sair ♥
Beijos ;**
Sandyy

*-*-*-*-*

Hey!
Surpresinha para vocês!
Obrigada por cada review que vocês mandam, esperamos que gostem!
Máh.

P.S: Não morram por antecipação -k




Naquela noite fiquei pensando em como me redimir com meu pai. Pois ele ainda é o meu super herói. Sempre será minha visão de homem exemplar...

(***)

- Vamos Lisa, levantar lindinha.

- Eu não quero ir à escola. É desnecessário.

- Lisinha... Eu te prometo não vai ser ruim.

Foi uma luta quase perdida tirá-la da cama. Também, é segunda feira. Eu acho que segundas feiras não deveriam existir, esse dia é demoníaco cara.

- Eu odeio esse uniforme, odeio minha professora de balé. Odeio levar essa mala, e odeio não ter um pai- ela reclamava enquanto descíamos as escadas. Eu carregava a malinha com a sua roupa de balé

- Lisa essa história de novo?

- Edward, conversa com a minha mão. – como assim ‘conversa com a minha mão’? Onde essa criatura de Deus aprendeu isso? É assim que se fala com as pessoas?

- Elisabeth, é essa a educação que eu lhe dei? –ralhou Bella

(***)

PDV Elisabeth

- Vamos lá meninas, coloquem suas mãozinhas na barra e sigam os movimentos. –ai eu odeio isso, futebol é bem mais interessante.

- E aí Lisa, como vai ser seu pai? Já que você não tem um, pode muito bem escolher um para cada dia. – Disse Patrícia.

- É coitadinha de você deve sentir falta de um. O meu é ótimo, nós passeamos juntos, brincamos tomamos sorvete... - disse Luma

- Não preciso de um pai. Meu babá faz tudo isso comigo. - respondi com vontade de chorar.

- Ai que nojo, um homem? – retrucou Luma de novo

- Eu prefiro meu pai. –Disse Patrícia

- Calem a boca.

- Elisabeth não tem um pai, Elisabeth não tem um pai, Elisabeth não tem um pai, - elas cantavam.

Então eu comecei a chorar, e não vi quando pulei em cima de Patrícia, arrancando seus brinquinhos, e rasgando a meia calça.

Fim PDV Elisabeth

 Nem preciso citar que para ela entrar na escola foi mais uma batalha.

- Bom dia Edward- ai quanto mais eu rezo mais assombração me aparece. Não bastavam só meus enormes deveres da Faculdade tinha ainda a velha virgem.

- Bom dia. –continuei concentrado no sistema nervoso que eu estava estudando.

“triiiiiiiiiim”

- Residência dos Swan... –pelo menos ela serve para atender telefone- Claro, mas o único responsável agora é o babá. Edward?

- Sim?

- É da escola de Lisa. -peguei o telefone assustado.

- Pois não?

- Bem, é que Elisabeth agrediu uma das coleguinhas, e gostaríamos que um responsável viesse à escola, pois ela está machucada, e assustada.

- Eu já chego.

(***)

Filhas da puta de garotinhas infernais que aprontam na vida de crianças descentes. Mas que porra... Elisabeth não era violenta. Provavelmente aquelas mini putas da escola dela haviam pedido uns bons tapas. E se foi merecido, eu estaria orgulhoso de Lisa...

- Com licença? – falei de mau gosto.

- Sim? – uma ruiva oferecida se esfregou no balcão da escola.

- Sou Edward Cullen, quero ver Elisabeth Swan. – pedi.

- Um momento... – com uma piscadela ela se retirou rebolando, e saiu da pequena recepção. É esse o exemplo que as meninas têm nessa escola? – Senhor Cullen, me acompanhe...

Saí atrás da ruiva que por pouco não perdia os quadris a cada passo. Entramos em outra sala, sem bater.

- Ed! – gritou Lisa chorando muito, arranhada, suas roupas antes impecáveis, agora lhe caiam rasgadas pelo corpo.

- Agora é Ed? Vai pedir para eu conversar com a sua mão? – ironizei.

- Ed...  – chorou – Por favor...

Peguei-a no colo, me sentei em uma das cadeiras e acariciei seus cabelos emaranhados e sujos de baba e sangue. Encarei as loirinhas nojentas sentadas a minha frente, também arranhadas, rasgadas e babadas.

- Senhor Cullen?

- Eu mesmo.

- Sou Lauretta, diretora da escola. Elisabeth, Patrícia e Luma tiveram um pequeno desentendimento...

- Pequeno? – falei ironicamente – Isso não parece pequeno... – apontei Elisabeth acuada e machucada em meus braços.

- Aproveito sua presença para conversar com as meninas... – falou a diretora. O nome dela... Lauretta me lembrou punheta... Pára Edward! – pensei.

- E os pais das outras aí? – perguntei.

- As outras aí tem nome senhor... – falou Punheta – Patrícia e Luma.

- Certo, Patrícia e Lumus. – falei. Elisabeth riu baixinho.

- É Luma senhor!

- Lumus, que seja...

- Eles estão trabalhando, não puderam vir. – Punheta terminou minha discussão com a garotinha de nome de feitiço do Harry Potter – Porque brigaram?

- Só falamos a verdade senhora. – falou Patrícia – Que Elisabeth não tem pai. – minhas gracinhas terminaram por aí.

- Como assim? – perguntei embargado.

- Ela não tem pai, só isso senhor. – falou Luma – Só dissemos isso para ela.

- Bateu nelas por isso Elisabeth? – perguntou Lauretta.

- Elas foram ruins comigo, ficaram cantando ‘Elisabeth não tem pai, Elisabeth não tem pai... ’ – vi os olhinhos azuis de Lisa se encher d’água.

- Suas vadias... – falei.

- O que disse senhor Cullen? – perguntou a diretora.

- Nada... – falei de mau gosto.

- As três... – falou Lauretta – Uma semana de suspensão.

- Lisa também?

- Sim, é o certo.

- Certo é a merda. – gritei alto demais – Ela foi agredida verbal, moral e fisicamente por duas garotas!

- Mas foi ela quem começou a agressão física... – falou Lauretta – Se acalme senhor Cullen.

- Escola de merda, alunos de merda, professores de merda, diretora de merda! – gritei exaltado demais. Arrumei Lisa em meu colo, peguei suas coisas e saí da salinha batendo a porta.

- Eu te prometo pequena... – falei baixinho, enquanto a arrumava no carro – Você nunca mais voltará aqui para ser magoada e machucada...

(***)

- Bella? – liguei quando parei em um sinaleiro.

- Edward? Aconteceu alguma coisa? Você nunca liga.

- Bem é que Elisabeth bateu em uma das vadias que estudam com ela, e está a semana suspensa, e pensei que gostaria de conversar com ela...

- Por quê? Ela nunca fez isso...

- Bem que tal você nos encontrar, e conversamos?

- Estou chegando em casa em dez minutos.

- Ok, vamos para lá também.

Abri a porta lentamente, Lisa já estava andando, e subiu direto para o quarto. Fui atrás dela, liguei o chuveiro com uma água morna e a despi com cuidado. Ela estava horrivelmente arranhada, suja e mal cuidada. Aquelas menininhas demoníacas me pagariam...

- Vire. – pedi enquanto pegava seu shampoo e passava delicadamente pelos cabelos até então embaraçados. Enxaguei-os e tirei-a do banho. Ela não poderia adoecer por frio...

- Quer comer algo?

- Não. – murmurou.

Descemos para a sala, onde ela se sentou em meu colo novamente. Parecia um bebê assustado, ficou me encarando e passando as mãos em meu rosto. O que só me fez sentir pior ainda...

Bella chegou, ouviu tudo o que eu tinha pra dizer. Ouviu o que houve entre Lisa e as vadias, e também fui sincero. Contei tudo o que eu fiz e disse na escola. E contei de minha promessa para Lisa. Bella revezava entre olhares raivosos e indignados entre mim e Elisabeth.

- Elisabeth, isso não é motivo para bater em sua amiguinha.

- Ela não é minha amiguinha nada. É uma chata. Eu disse que não queria estudar naquela escola.

- Elisabeth, por favor...

- Quer saber? Mamãe eu não tenho culpa de não ter um pai. Então eu não vou pra escola nenhuma porque sempre será assim. E você Edward me prometeu que não seria ruim. – meus olhos arderam por suas palavras, e também por me chamar de Edward, já havia me acostumado com Edzinho- Agora eu sei que estou o resto da semana de castigo. Vou subir. – e realmente subiu.

Os olhos de Bella estavam cheios de lágrimas ouvindo tudo que Lisa falou. Assim que ela subiu, ela deixou que as lágrimas escorressem afoitas.

- E a culpa é toda minha.

- Bella, não diz isso, ela só é muito pequena.

- Pode ser pequena, mas está sofrendo por ter uma mãe burra como eu. – Bella chorava ainda mais – Pensa que essa rebeldia é somente gracinha dela? Não é. É raiva, ódio. Ela sente falta de um pai.

- Case-se com Jake.

- Jake não é um bom pai! Eu não quero me casar com ele! – gritou alto demais, e depois andou em círculos pela sala – Culpa minha, só minha...

- Eu prometi para ela quê seria bom... – falei – É minha culpa também.

- Você só quis ajudá-la. – falou ela, olhando diretamente em meus olhos, e ali, eu vi dor, remorso, tristeza, raiva, tudo junto. – Edward... – falou baixo.

- Sim Bella.

- Seja o pai que ela precisa, seja... O que ela quer...

- Eu não... – fui interrompido.

- Por ela Edward... Por ela. – falou se sentando no sofá. – Ela te ama, ela te quer como pai. Seja isso, por favor. Acabe com essa dor, essa falha...

- Será que eu sou a pessoa certa? – perguntei – Isso pode ser um erro!

- Só me diga uma coisa. – ela se levantou e agarrou minha camiseta – Você a ama? – ela me pegou de guarda baixa. Não teria como mentir.

- Amo. Demais.

- Então seu coração sabe o que você fará agora. – e então, ela saiu.

Sentei no sofá e chorei por bons minutos... Sem saber o que fazer. Gritei mentalmente para Deus, perguntando o porquê de me colocar numa situação dessas. Obviamente, não recebi resposta, mas, sozinho já sabia o que fazer...

- Lisa? – chamei da porta, nenhuma resposta.

Entrei lentamente no quarto, e encostei a porta. Fui diretamente ao banheiro, onde uma fraca luz rosa brilhava. Lá estava ela, empoleirada no canto da enorme banheira vazia. Se algo podia trucidar meu coração, foi aquela cena. Eu poderia morrer só por saber que aquele sofrimento havia sido causado por mim. Eu que jamais imaginei isso, me vi indo aos prantos até ela, abraçando-a e ficando lá, até que ambos se acalmassem depois de longo choro. Sem nenhuma palavra dita, eu a peguei no colo pela ‘milésima’ vez no dia, e me deitei na cama, onde ela continuou agarrada a mim.

- Serei seu pai Lisa. – falei beijando seus cabelos – Não precisa mais chorar pequena...

- Eu te amo Ed... Meu Edzinho... – vi ali a minha menininha de cinco anos, que havia sumido há algumas semanas por pura rebeldia.

- E eu amo mais...

Acho que acabei dormindo ali com ela. E isso também não importa...