Foto de Rouke Nystrom
Rouke Nystrom nível 1
ID: 27939
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  • 08/11/2009

  • Dentro da noite que me cobre.

    Negra como as Profundezas, de um pólo ao outro, agradeço aos deuses, se é que existem, pela minha alma indômita.

    Nas garras ferozes das circunstâncias não me encolhi, nem fiz alarde do meu pranto.

    Golpeado pelo acaso, minha cabeça sangra, mas não se curva.

    Longe deste lugar de ira e lágrimas só assoma o Horror da sombra, ainda assim, a ameaça dos anos me encontra, e me encontrará sempre, destemido.

    Não importa quão estreita seja a porta, quão profusa em punições seja a lista, sou o mestre do meu destino.

    Sou o capitão da minha alma.

    (William Ernest Henley Invictus)

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    Bem não há nada a perder, então agora eu tenho algo a lhes dizer... desde 2009 eu sou conhecido no nyah por Vah, afinal esse sempre foi meu apelido desde quando eu me conheci por gente, mas sei lá, não sei o porque de mudar o meu nick depois de tanto tempo, mas honestamente ser chamado de Pluviophile faz parte do meu ser, parte de mim como pessoal. Já de ante mão digo que pluviophile é uma pessoa que encontra calma e paz de espírito em dias de chuva, e sim, sou um amante incondicional da chuva... sendo honesto, sempre preferi ser chamado de Vah do que pelo meu nome completo, só que como eu já disse, essa palavra pluviophile me defini bem...




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    "Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva” . Clarice Lispector



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    — Escrevo porque essa é uma necessidade que impera no meu ser. Escrevo porque a realidade é sempre ofuscada pelo brilho da minha própria fantasia. Escrevo porque preciso liberar os fantasmas presos na minha alma, escrevo porque sou atormentada por demônios. Escrevo porque ninguém quer que eu o faça e tenho a necessidade de contrariar a todos. Escrevo porque amo o som do lápis deslizando no papel e o cheiro das folhas. Escrevo porque não quero mais viver, porque minha existência se tornou sem significado, mas ao mesmo tempo quero sobreviver à morte. Escrevo porque sei que no fim serei apenas poeira e ossos, mas quero que alguém se lembre de mim de alguma forma. Escrevo porque não quero que as únicas palavras relacionadas à mim no futuro sejam às da minha lápide. Escrevo porque odeio tudo e nunca consegui amar nada e quero entender o motivo. Escrevo porque tenho 1001 perguntas, mas quase nenhuma resposta. Escrevo porque ninguém nunca será capaz de me entender completamente. Escrevo porque tenho a necessidade de passar para um papel tudo o que estou sentindo, porque se não o fizer esses sentimentos me consumirão. Escrevo porque escondo milhares segredos e preciso conta-los mesmo que indiretamente. Escrevo porque vivemos em um mundo horrível e preciso melhorá-lo ou piorá-lo de acordo com o meu humor.Escrevo porque acredito que esse ato pode mudar o mundo de algum jeito. - Irene Adler

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    "Para todas as folhas que caíram diante do céu cinza, eis que lhes ofereço esta suave brisa."

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    "Todo mundo mente, a única variável é sobre o que" - House.

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    O tempo leva tudo. O que você quer e o que não. O tempo leva tudo. O tempo arrasa tudo. E no final, só resta a escuridão. Às vezes, encontramos outros nessa escuridão. E outras vezes, perdemos eles de novo. Stephen King.

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    No final não vá se arrepender de nada do que você, ou deixou de fazer, no final das contas tudo o que você fez, ou deixou de fazer, você fez plenamente consciente do que estava fazendo no momento. — Pluviophile

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    "Nunca me senti só. Gosto de estar comigo mesmo. Sou a melhor forma de entretenimento que posso encontrar." - Charles Bukowski

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    Não olhe pra trás e lamente o passado, por não existir mais. E não se aflita porque o futuro ainda está por vir. Viva no presente, e o torne tão bonito que valerá a pena ser relembrado." - Ida Scott Taylor.

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    "Me diga se você obedece os mandamentos, pois saiba que assim você perde os melhores momentos." - Pedra Letícia.

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    Sou apenas um amorfo tentando encontrar a própria forma diante de tantos polimorfo. — Pluviophile

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    "Eles não são você, e você não é eles."

    — Pensamentos meus quaisquer -

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    "There's someone in my head but it's not me."
    (Há alguém em minha cabeça, mas não sou eu)

    — Pink Floyd -

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    Às vezes, quando se é jovem,você acha que nada pode te machucar. É como ser invencível. Sua vida toda está a sua frente e você tem grandes planos. Grandes planos. Achar seu par perfeito. Aquele que te completa. Mas conforme vai envelhecendo, percebe que nem sempre é tão fácil assim. Só no fim da vida percebe que os planos que fez são só planos. Pois no final, quando olha para trás ao invés de para frente... que você quer acreditar que fez o máximo com o que a vida te deu. Quer acreditar que está deixando algo de bom para trás.Você quer que tudo tenha sido importante. - Lucas Scott.

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    "Bem-vindo meu filho, bem-vindo à máquina. O que você sonhou? Está tudo bem, nós lhe falamos com o quê sonhar." - Pink Floyd -

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    "Minha loucura, minha genialidade!!"

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    It’s a fucked up world
    What do you get?
    Sex and love and guns light a cigarette...

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    — Só queria ter a mesma liberdade que a chuva possui... — Pluviophile

     

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    Home, home again...

     

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    The winter's so cold, summer's over too soon...

     

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    I am the Voice in the fields when the summer's gone,
    the dance of the leaves when the autumn winds blow;
    Ne'er do I sleep throughout all the cold winter long;
    I am the force that in the springtime will grow…

     

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    ... Enquanto a chuva cai constantemente lá fora, eu apenas continuou sentado na janela do meu quarto, admiro a beleza que ela possui, admiro a calma e a paz de espírito que ela sempre me traz... e infinitamente sinto inveja da liberdade que ela possui... afinal a chuva e livre para ir onde quiser, surgir onde melhor lhe convém. Enquanto eu... eu estou apenas trancafiado aqui neste quarto, que fica nessa casa, que se encontra nesta cidade, nesse país... Oh chuva, invejo a sua liberdade, pois no final de tudo, só posso lhe admirar e lhe invejar... — Pluviophile

     

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    A boy with a coin he crammed in his jeans
    Then making a wish he tossed in the sea
    Walked to a town that all of us burn
    When God left the ground to circle the world...

     

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    Que eu possa...


    Que eu possa
    Acusar menos as pessoas e olhar mais para dentro de mim mesmo

    Que eu possa
    Esquecer as mentiras que os outros me contam
    E lembrar as mentiras que conto para mim e aos outros

    Que eu possa
    Ofender-me menos com as falhas alheias
    E me envergonhar mais pela falta de prudência no meu falar e agir

    Das ofensas que recebi e me revolto
    Sejam elas o ensejo de lembrar as que cometo sem perceber
    E as outras que cometo percebendo

    Que eu possa ver claramente
    Que o que alguns chamam de força, é na verdade fraqueza
    E o que outros chamam de fraqueza, é na verdade força

    Que eu possa
    Me desprender dos que me abandonaram pelo caminho
    Que fiquem no passado

    E que meus pensamentos me permitam viver mais feliz,

    Junto daqueles que jamais me abandonam,

    Mesmo quando lhes dou motivos para me deixarem de lado

    Que eu possa
    Ver que a importância que me dou, às vezes é excessiva
    Como excessivo é o sofrimento que isso causa

    Que eu possa, por fim,
    Ao despertar desta escuridão e abrir o olho da mente

    Atravessar as dificuldades desta existência e realizar a meta,

    Feito flecha atravessando a resistência do vento,

    Mas que atinge com precisão seu alvo, mesmo distante

    (Redatorchefe - http://www.redatorchefe.com.br/?p=360#respond )

     

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    Refúgio no silêncio...


    Há quem duvide do valor de uma oração, mas não há o que negar.
    Se pensamentos negativos fulminam o cérebro de muitos, rompem com o peito de outros, fazem os ossos se curvar e, até a pele podem ferir, por dentro e por fora podem atingir e afetar, a oração é a medida de proteção da mente e do corpo. A negatividade é a mente amaldiçoando a si e a tudo:
    Pois é o momento que a raiva recua;
    Que a tristeza desaparece;
    Que o orgulho desmorona;
    Que a mágoa começa a silenciar.

    Ela ensina o recolhimento;
    Ela cria espaço para humildade;
    Reconhece a interdependência;
    É recurso para esvaziamento do Ego.
    A oração nasce quando desistimos de produzir e apoiar o mal que mina nossas vidas

    Nasce quando percebemos nossos limites e percebemos que não somos o centro do universo, mas que com um minuto de silêncio podemos nos entregar a ele.

    A oração também é caminho para o reconhecimento do “Não-Eu”, onde a ilusão de importância pessoal se desfaz . É uma ponte para uma saudável e restauradora conexão com a vida.

     

    (Redator chefe - http://www.redatorchefe.com.br/?p=352 )

     

     

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    Onde está o "tão, o caminho?

    A dança, suave ou frenética, o poema declamado, rimado ou não. O canto, a prece e a oração, a pintura, a escultura, o yoga, o tai chi, o judô ou o kung fu, o olhar, o gesto, a fala ou o silêncio, a solidão ou o envolvimento, o que não seria “caminho”, se não tudo?

     

    Porém, se por, no mínimo, 5 ou 10 minutos por dia não houver um regresso para dentro de mim mesmo, pelas portas da solidão e do silêncio, eu não saberia retornar para fonte de mim mesmo, onde tudo que eu sou surgiu e tomou forma.

    Assim, defendo a utilidade de tudo que, comprovadamente, aprimora uma pessoa, como “caminho” do aperfeiçoamento, mas se o recolhimento é a fonte para a expansão, como do silêncio procede a fala, como do escuro procede o claro e do vazio procede tudo, ir até o Vazio, é retornar à sua fonte, é de lá que se sai renovado e refeito, regenerado e reconstruído em um sentido muito profundo.

    E o “caminho” para ir até o vazio é sentar, solitário e silencioso, isento e imperturbável, desfazer-se de tudo, ainda que por alguns instantes. O nome desse “caminho” é meditação.

    — Redator Chefe.

     

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    "Eu sei que não há como convencê-lo de que isto não é mais um truque deles, mas eu não ligo. Eu sou eu. Meu nome é Valerie. Acho que não vou viver por muito tempo e eu queria contar minha vida pra alguém. Esta é a única autobiografia que eu vou escrever e - Deus - eu estou escrevendo em papel higiênico.

    Eu nasci em Nottingham, em 1985. Não me lembro muito bem da minha infância, mas eu me lembro da chuva. Minha avó tinha uma fazenda em Tottlebrook. Ela dizia que Deus estava na chuva. Eu passei pro segundo grau e fui fazer o normal. Foi na escola em que eu conheci minha primeira namorada. O nome dela era Sarah. As mãos dela me atraíram. Eram lindas. Pensei que nos amaríamos para sempre. Me lembro do professor falando que era uma fase da adolescência e as pessoas superavam. A Sarah superou. Eu não superei. Em 2002, me apaixonei por uma garota chamada Christina. Naquele ano, me abri com os meus pais. Não teria conseguido se a Chris não segurasse minha mão. Meu pai nem olhou para mim. Ele me pediu para sair e nunca mais voltar. Minha mãe não me disse nada. Eu só disse a eles a verdade. Será que foi muito egoísmo? Nossa integridade é vendida por tão pouco, porém ela é o que temos. Ela é o nosso último pedacinho, mas nele, nós somos livres. Eu sempre soube o que queria fazer da minha vida, e em 2015 estrelei meu primeiro filme, Dunas de Sal. Foi o papel mais importante da minha vida, não por causa da minha carreira, mas porque foi lá que conheci a Ruth. Na primeira vez em que nos beijamos, eu soube que nunca mais iria querer beijar outros lábios que não os dela. Nós nos mudamos para um pequeno apartamento em Londres. Ela plantava rosas Scarlet Carson na jardineira da janela e o apartamento sempre tinha cheiro de rosas. Aqueles foram os melhores anos da minha vida. Mas a guerra americana piorava a cada dia e com o tempo chegou a Londres. Depois disso não houve mais rosas... para ninguém. Eu me lembro de quando o significado das palavras começou a mudar. Palavras incomuns como "colateral" e "rendição" ficaram assustadoras, enquanto outras como "Chama Nórdica" e "Artigos da lealdade" ficaram poderosas. Eu me lembro de como diferente virou perigoso. Eu ainda não compreendo por que nos odeiam tanto. Levaram a Ruth quando ela foi comprar comida. Eu nunca chorei tanto na minha vida... Não demorou para virem atrás de mim. Parece estranho que minha vida termine nesse lugar horrível. Mas por três anos houve rosas. E eu não tive que prestar contas a ninguém. Eu vou morrer aqui. Cada pedacinho de mim vai morrer, exceto um: a integridade. Ela é pequena e frágil. E é a única coisa no mundo que ainda vale a pena se ter. Jamais devemos perdê-la, vendê-la e entregá-la, nunca devemos deixar que a tirem de nós. Eu espero que, seja quem for, escape deste lugar. Espero que o mundo mude, que a situação melhore. Mas o que mais quero é que você entenda o que estou dizendo quando falo que, apesar de eu não conhecer você, apesar de talvez nunca me encontrar com você, rir com você, chorar com você ou beijar você. Eu te amo, de todo o meu coração, eu te amo. — Valerie"

     

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    O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

    O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

     

    O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

    O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

    Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

    O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

    O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

    O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

    O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

    O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

    O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

     

    —Descarados do Tendal—

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    Breve introdução à arte do abraço

    O abraço é uma longa conversa que acontece sem palavras. Tudo o que tem de ser dito soletra-se no silêncio

    Diz-se que o nosso corpo tem a forma de um abraço. Talvez por isso a tarefa de abraçar seja tão simples, mesmo quando temos de percorrer um longo caminho. O abraço tem uma incrível força expressiva. Comunica a disponibilidade de entrar em relação com os outros, superando o dualismo, fazendo cair armaduras e motivos, cedendo, nem que seja por instantes, na defesa do espaço individual. Há uma tipologia vastíssima de abraços, e cada uma delas ensina alguma coisa sobre aquilo que um abraço pode ser: acolhimento e despedida, congratulação e luto, reconciliação e embalo, afeto ou paixão. Os abraços são a arquitetura íntima da vida, o seu desenho invisível, mas absolutamente presente; são plenitude consentida ao desejo e memória que revitaliza. Todos nos reconhecemos aí: em abraços quotidianos e extraordinários, abraços dramáticos ou transparentes, abraços alagados de lágrimas ou em puro júbilo, abraços de próximos ou de distantes, abraços fraternos ou enamorados, abraços repetidos ou, porventura, naquele único e idealizado abraço que nunca chegou a acontecer mas a que voltamos interiormente vezes sem conta.


    No princípio era o abraço, se pensarmos no colo que nos nutriu na primeira infância. Essa foi, para a maioria de nós, a primeira e reconfortante forma de comunicação. Mas a necessidade de um abraço acompanha a nossa existência até ao fim. O abraço é uma longa conversa que acontece sem palavras. Tudo o que tem de ser dito soletra-se no silêncio, e ocorre isto que é tão precioso e afinal tão raro: sem defesas, um coração coloca-se à escuta de outro coração. “Em teu abraço eu abraço o que existe,/ a areia, o tempo, a árvore da chuva./ E tudo vive para que eu viva” — garantem os versos de Neruda.

    Calcula-se que um ser humano precise de 1500 abraços por ano para sobreviver. Dá uns quatro abraços por dia. Mas os números podem subir, pois encontram-se instruídos nessa humaníssima ciência chamada abraçoterapia a defender 12. Está também calculado – para quem ache graça à semântica dos números – que a duração média de um abraço entre duas pessoas é de três segundos. Mas há abraços mais demorados. O dos chamados “amantes de Valdaro”, por exemplo, tem pelo menos 6000 anos. Trata-se de dois esqueletos que remontam ao Neolítico, descobertos, há não muito tempo, numa necrópole perto de Mântua. Crê-se que pertenceram a uma mulher e um homem, entre os 18 e os 20 anos. Representam algo de único no mundo, quer pela antiguidade, quer pela posição em que foram encontrados: os corpos vizinhos e cruzados, o braço dele em torno do pescoço dela, numa espécie de abandono que talvez tenha sido o de um amor. Não há sinais de violência e, por isso, exclui-se a hipótese de terem sido mortos. O mais provável é que tenham perecido a uma doença, de fome ou de frio. Há 6000 anos, porém, o seu abraço permanece inalterado.

    Um dos momentos mais extraordinários da arte contemporânea portuguesa é a sequência fotográfica, de Helena Almeida, intitulada “O Abraço”. São sete imagens de grandes dimensões (180 x 100 cm) em que a fotógrafa e o marido se abraçam. Apenas isso. Estão ambos sentados num banco que só dá para uma pessoa e apertam-se, agarram-se, suplicam-se, buscando no outro amarra, como se navegassem numa jangada destinada a um naufrágio irremediável. Por vezes o abraço deles parece uma luta, por vezes um reencontro para sempre. Os corpos dão-se a ver numa fragilidade que dói, num equilíbrio mais do que precário, instáveis e tensos como não se julgaria. Mas são, em todo o tempo, o radical abrigo um do outro, a passagem mais do que a fronteira, o interminável espanto de reconhecer no corpo do outro o nosso, no nosso o do outro.

    José Tolentino Mendonça (25-01-2016)



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    Afinal, quantas pontas soltas suas estão ao contrario, enquanto as pontas presas estão de cabeça para baixo? — Pluviophile.

     

     


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    Feche seus olhos e assim você estará livre da realidade, porém, com os olhos fechados, nós ficamos a mercê do imaginário e do irreal!! — Pluviophile.



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    A história mais engraçada que eu ouvi? Bem... ela foi uma das tantas que eu já ouvi por ai, mas basicamente, é uma outra versão não contada da branca de neve, na qual o dia dela se resumia a brincar com pequenos seres infantis, e a fazer o doce mais gostoso do mundo, o doce mais doce que até mesmo quem não pode comer doce, pode comer sem ter que se preocupar com os males do açúcar. O doce mais doce do mundo, era um bolo de coco, com morango e chocolate, tinha suspiro no bolo, além de haver todas as bolachas recheadas gostosas do mundo, além de brigadeiros e beijinhos espalhados por ele, tinha até geleia de morango com gelatina de uva nesse doce. Esse era o doce mais doce de todos, era o doce favoritos de todos os seres pequenos de aparência infantil.
    Esses seres adoravam brincar de todas as brincadeiras do mundo, gostavam tanto de brincar, que a energia deles vinha de brincadeiras diversas, desde brincar de pega pega por todos os lugares, como soltar bolhas de sabão especiais, estas bolhas de sabão especiais, tinham a incrível habilidade de que quando estouravam na bochecha de alguém, causava o riso instantâneo em quem quer que seja, elas eram mágicas, pois o riso era imediato e contagiante, pois bastava um bolha de sabão estourar na bochecha de alguém, que contagiava a todos a sua volta com os risos mais gostosos de se ouvir.
    Mas existia uma pessoa nessa história que nunca havia dado uma risada, nem forçada nem nada, nem havia experimentando o doce mais doce de todos, para ser sincero, ela não gostava de doces, nem de salgados, ela gosta de quiabo, somente de quiabo, e nada mais. Não tinha tempo para brincar, odiava brincar, tinha que ser sempre séria o tempo todo, alias, era séria até na hora de dormir, não dando espaço para os sonhos divertidos, como ter asas para voar, ou ter uma boca enorme para comer todos os doces do mundo, ou até mesmo ter uma cauda de sereia para se divertir no mar, ou na piscina. Ela sempre dizia que não tinha tempo para essas coisas, pelas quais chamava de perda de tempo.
    Esta pessoa, um dia contaminou o doce mais doce de todos os tempos, apenas contaminando com o quiabo azedo ruim nojento. O doce começou a murchar, assim como a branca de neve. Todos os seres pequenos e infantis tentaram fazer o doce voltar ao normal, assim como a branca de neve, porém o doce mais doce, continuava a virar um quiabo azedo nojento. Uma pequena ser de aparência infantil, soltou uma linda e pequena bolha de sabão, que voou até o nariz da pessoa séria, e estourou ali mesmo...apenas dois, ou três segundos, o doce começou a crescer, assim como um riso que saiu pela primeira vez da boca de uma pessoa que era incrivelmente séria. O doce mais doce voltou ao normal, assim como o ser de aparência séria, ria e ria, e ao mesmo tempo que ria, esta voltava a ser um ser de aparência infantil que um dia havia se esquecido de o que era rir.

    Talvez você não ria dessa história, nem entenda o sentido dela, porém as 15 crianças de 4 a 8 anos, que estavam moldando a história comigo, essas 15 crianças riram da história que elas criaram, apenas com aquilo que elas conheciam. Um adulto não ri disso, mas ouvir quinze crianças rindo de algo, e o som mais gostoso de se ouvir no mundo.... — Pluviophile.



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    “E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indizivelmente pequeno e de grande em tua vida há de retornar, e tudo na mesma ordem e seqüência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio.
    A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!" -

    Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasse assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que responderias: "Tu és um deus, e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse; a pergunta, diante de tudo e de cada coisa:

    "Quero isto ainda uma vez e ainda inúmeras vezes?"

    "Pesaria como o mais pesado dos pesos sobre teu agir! Ou então, como terias de ficar de bem contigo mesmo e com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?" — Nietzsche (A Gaia da ciência)



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    Quando a primeira lágrima cair, após anos, as outras que vierem com ela dirão: "Liberta-nos, Liberta-nos, Liberta-nos". — Pluviophile.

     



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    “A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma.”

    Alice No País Das Maravilhas

     



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    Toda vez que o céu fica cinza e a chuva surge no horizonte, eu ouço a sua canção que diz: "Eu sou livre, eu estou livre, eu serei livre..." — Pluviophile.




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    — Se ao menos uma vez, por uma única e talvez última vez, você pudesse dizer as palavras que sempre foram contidas, que nunca foram ditas, que nem o tempo pode deixar de fluir elas dentro de ti, palavras que tinham ou ainda tem um significado, ou que talvez só agora tu pudestes dizer a alguém, e nessa efêmera última vez, o momento fosse apagado para ambos, ou nunca mais fosse existir, e nunca ser lembrado...vocês as diriam, ou ainda assim as manteriam contidas dentro de si? — Pluviophile.

     


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    Dizem que se um escritor se apaixonar por você, tu nuncas iras morrer para este. Entretanto, penso que se tu fores amigo de um escritor, o laço de amizade que os une ira passar além do papel, ou além da linha do tempo, porém será sentida a cada vez que veres a palavra 'ele é meu amigo' , sendo escrita! — Pluviophile.

     

     


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    Sim, meu caro, um ano e tempo de mais, tempo de mais para refletir, muito tempo para agir, tempo de sobra para aprender algo, tempo suficiente para um perdão chegar, ou quem sabe, tempo o bastante para perdoar e seguir em frente, tempo necessário para dar mais de um milhão de abraços, tempo suficiente para aprender com os erros e os acertos, tempo necessário para se perceber que um ano pode se passar num piscar de olhos, num instante, num momento que apenas tu fechares os olhos para dormir, e abrir no dia seguinte e perceber que um ano já passou e você aprendeu tanto com ele!! — Pluviophile

     



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    Dizem os estudiosos, que o paraíso é o céu. Sabe... o paraíso pode ser um longo abraço de mais de dois minutos, pode ser um ‘eu te perdoo’, ou num ‘eu estava com saudades’, até mesmo num mãe/pai/filho/filha/irmão/irmã eu te amo, o paraíso está num sorriso de uma criança, ou na risada contagiante de um bebê, está no olhar sereno, ou num sinal de afeto de um gato, está numa caminhada de mãos dadas na chuva, está num aperto de mãos de amigos, está numa conversa sincera, está numa cantoria debaixo do chuveiro, está numa xicara de café, num pedaço de bolo de cenoura com chocolate, está acima de você, abaixo de você, dos seus lados, está ao deslumbrar a aurora boreal pela primeira de muitas vezes, ou de brincar na neve, o paraíso é uma brincadeira de esconde, esconde com os seus filhos, está nos primeiros passos de uma criança, no desabrochar de uma flor, na sabedoria do seu avô e da sua avó, está na sua música favorita, está numa reunião de amigos.... o paraíso (...) é você!!!! — Pluviophile

     


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    “Vou dizer-vos as três metamorfoses do espírito: como o espírito se muda em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança.

    Há muitas coisas que parecem pesadas ao espírito, ao espírito robusto e paciente, e todo imbuído de respeito; a sua força reclama fardos pesados, os mais pesados que existam no mundo.

    ‘O que é que há de mais pesado para transportar?’ — pergunta o espírito transformado em besta de carga, e ajoelha-se como o camelo que pede que o carreguem bem.

    ‘Qual é a tarefa mais pesada, ó heróis’ — pergunta o espírito transformado em besta de carga, a fim de a assumir, a fim de gozar com a minha força?

    Não será rebaixarmo-nos, para o nosso orgulho padecer? Deixar refulgir a nossa loucura para zombarmos da nossa sensatez?

    Não será abandonarmos uma causa triunfante? Escalar altas montanhas a fim de tentar o Tentador?

    Não será sustentarmo-nos com bolotas e erva do conhecimento, e obrigar a alma a jejuar por amor da verdade?

    Ou será estar enfermo e despedir os consoladores e estabelecer amizade com os surdos que nunca ouvem o que queremos?

    Ou será submergirmo-nos numa água lodosa, se esta é a água da verdade, e não afastarmos de nós as frias rãs e os abrasados sapos?

    Ou será amar os que nos desprezam e estender a mão ao fantasma que nos procura assustar?

    Mas o espírito transformado em besta de carga toma sobre si todos estes pesados fardos; semelhante ao camelo carregado que se apressa a ganhar o deserto, assim ele se apressa a ganhar o seu deserto.

    E aí, naquela extrema solidão, produz-se a segunda metamorfose; o espírito torna-se leão. Entende conquistar a sua liberdade e ser o rei do seu próprio deserto.

    Procura então o seu último senhor; será o inimigo deste último senhor e do seu último Deus; quer lutar com o grande dragão, e vencê-lo.

    Qual é este grande dragão a que o espírito já não quer chamar nem senhor, nem Deus? O nome do grande dragão é ‘Tu deves’. Mas o espírito do leão diz: ‘Eu quero.’

    O ‘tu deves’ impede-lhe o caminho, rebrilhante de ouro, coberto de escamas; e em cada uma das suas escamas brilham em letras de ouro estas palavras: ‘Tu deves.’

    Valores milenários brilham nessas escamas, e o mais poderoso de todos os dragões fala assim:

    ‘Em mim brilha o valor de todas as coisas. Todos os valores foram já criados no passado, e eu sou a soma de todos os valores criados.’ Na verdade, para o futuro não deve existir o ‘eu quero’. Assim fala o dragão.

    Meus irmãos, para que serve o leão do espírito? Não bastará o animal paciente, resignado e respeitador?

    Criar valores novos é coisa para que o próprio leão não está apto; mas libertar-se a fim de ficar apto a criar valores novos, eis o que pode fazer a força do leão.

    Para conquistar a sua própria liberdade e o direito sagrado de dizer não, mesmo ao dever, para isso meus irmãos, é preciso ser leão.

    Conquistar o direito a valores novos, é a tarefa mais temível para um espírito paciente e laborioso. E decerto vê nisso um acto de rapina e de rapacidade.

    O que ele amava outrora, como bem bem mais sagrado, é o ‘Tu deves’. Precisa agora de descobrir a ilusão e o arbitrário mesmo no fundo do que há de mais sagrado no mundo, a fim de conquistar depois de um rude combate o direito de se libertar deste laço; para exercer semelhante violência, é preciso ser leão.

    Dizei-me, porém, irmãos, que poderá fazer a criança, de que o próprio leão tenha sido incapaz? Para que será preciso que o altivo leão tenha de se mudar ainda em criança?

    É que a criança é inocência e esquecimento, um novo começar, um brinquedo, uma roda que gira por si própria, primeiro móbil, afirmação santa.

    Na verdade, irmãos, para jogar o jogo dos criadores é preciso ser uma santa afirmação; o espírito quer agora a sua própria vontade; tendo perdido o mundo, conquista o seu próprio mundo.

    Disse-vos as três metamorfoses do espírito: como o espírito se mudou em camelo, o camelo em leão, e finalmente o leão em criança.”

    Assim falava Zaratustra, e morava nesse tempo na cidade que se chama Vaca Malhada.

    — Nietzsche —



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    Alguns estão solteiros e felizes. Alguns estão casados e esperaram 10 anos para ter um filho, e outros tiveram um filho depois de um ano de casados.
    Alguns se formaram aos 22 anos, e esperaram 5 anos para conseguir um bom emprego. Outros se formaram aos 27 e encontraram o emprego de seus sonhos imediatamente!
    Alguns se tornaram presidentes de grandes empresas aos 25 e morreram aos 50, enquanto outros se tornaram presidentes aos 50, e viveram até os 90.
    Cada um trabalha com seu próprio “fuso horário”. As pessoas conseguem lidar com situações apenas de acordo com seu próprio tempo. Trabalhe com o seu próprio tempo.
    Seus colegas, amigos, e conhecidos mais jovens podem parecer estar “a frente” de você, e outros podem parecer estar “atrás”.
    Não os inveje nem zombe deles. Estão em seu próprio tempo. E você está no seu!
    Segure firme, seja forte, e seja verdadeiro consigo mesmo. Tudo irá conspirar ao seu favor. Você não está atrasado, nem adiantado, você está exatamente na hora certa!



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    E talvez, naquele mero instante de lucidez....eu me perdi! — Pluviophile



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    "The hope that pieces would take shape
    And we could watch them all fall into place

    Fall into place
           Fall into place
            Fall into place
            Fall into place..."

     

     


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    Um dia pensei que poderia ver o mundo....quando na verdade não via mais nada a minha frente. — Pluviophile.




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    A mais alta forma de inteligência humana é a capacidade de observar sem julgar.
    — Jiddu Krishnamurti




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    "Sinto presente à volta de mim uma artificialidade serena. Um falso sorrir, um abraçar fabricado, um cuidar forjado. Sinto tudo, e nada sinto. Fujo dessas superficialidades, mas eu, humano imperfeito, sou um perfeito artificial, uma cópia falha que deseja se ajeitar. Da minha varanda olho para o céu e desejo seu azul limpo sobre minha alma, e a paz eternamente branca e pueril das nuvens que de tão divinas que são; não envelhecem nunca." — Magno Daniel, em ‘‘Cadernos de um lugar incomum’’’



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    “There is no friend as loyal as a book.” - Ernest Hemingway -





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    “Imagination is more important than knowledge.”- Albert Einstein 




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    O vento não se move. A bandeira não se move.
    É a mente que se move.

    Sentença Zen     



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     Pensar de conhecer tudo de uma pessoa é como acreditar que o mar acabe no horizonte." (provérbio chinês)




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    — Alice: How long is forever?
    — White Rabbit: Sometimes, just one second.



    Alice no país das maravilhas!! ♥





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    “Not how long, but how well you have lived is the main thing.”  - Sêneca 




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    Estágio sobre uma reflexão sobre a zona de conforto.
    E se por um momento, ou por um efêmero momento, tu repousasse num galho de metal, um que nunca quebra, ou que nunca balança diante de uma tormenta, e tu ficasse confiante o suficiente para ficar ali seguro. E num dia, ou numa noite, tu ainda se encontra no galho de metal, e a partir dele, se formasse uma gaiola em torno de ti, e naquele instante, tu veria o mundo através da gaiola, e ela falasse por você, agisse por você,pensa por você, é diz o que tu podes ou não fazer, e em troca, ela lhe garante a segurança que você precisa, e por ela, e pela segurança, tu aceitas a oferta...
    Você ainda vê o céu que um dia tu voou, tu não abres mais as asas, apenas observa o mundo, as pessoas, tudo pela gaiola, e somente pela gaiola.
    A porta dela sempre esteve aberta para tu o corvo voar, entretanto, tu tens medo de perder a segurança e a estabilidade que tens...
    O céu lhe chamas para voar, mas a gaiola lhe diz que tu cairá e você a obedece, apenas para não sofrer...pois a gaiola e o seu refúgio, e o seu dono...


    — Pluviophile -




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    Prólogo da insegurança.
    Todos estamos presos em gaiolas, desejamos nos livrar delas, e ao mesmo tempo, tememos não saber o que fazer sem elas.
    — Pluviophile.



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    O absurdo na beleza da morte e do morrer.
    Ao contrário na vida, na morte há flores num jardim de ninguém.
    Pluviophile



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    O absurdo do amor.
    Todo mundo está contente por amar algo ou alguém, porém dificilmente se encontra alguém que ame a si mesmo e esteja contente consigo mesmo.
    Pluviophile




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    Prólogo do terror.
    Há o terror no mundo com a guerra, a peste, a fome e a morte, mas o maior dos terrores, são as guerras que acontecem dentro da mente de cada um. E nessas guerras internas, as vezes acaba na tragédia do absurdo da morte.
    Pluviophile




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    Prólogo do sofrimento.
    A maior dor que existe no mundo não é a da morte e do morrer, mas o sofrimento de não se aceitar da maneira que você é.
    Pluviophile



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    A beleza na escrita, está em você sentir um misto de emoções e sentimentos que acontecem em determinadas situações na sua história, que por se passar apenas dentro da sua cabeça, ela se torna real para você de alguma maneira. - Pluviophile




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    Prólogo do absurdo.
    Talvez o maior dos absurdos seja o somente existir. - Pluviophile

     



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    “A morte, por si só, é uma piada pronta. Morrer é ridículo.

    Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da 
    tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?

    Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. 
    A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. 
    Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente.

    De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.

    Qual é? Morrer é um cliche.

    Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em 
    casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.

    Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas 
    cuido eu.

    Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e 
    morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. 
    Isso é para ser levado a sério?

    Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. 
    Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.

    Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas.

    Só que esta não tem graça. - Pedro Bial



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    "Estar plenamente atento é estar totalmente presente no que estamos fazendo. Se você está bebendo chá, apenas beba o seu chá. Não beba suas preocupações, seus projetos, seus arrependimentos. Quando você segura sua xícara, você pode apreciar sua respiração, e trazer sua mente de volta ao seu corpo, pare o seu pensamento e torne-se plenamente presente. Nesse momento, você se torna real e a xícara de chá se torna real. Neste estado de verdadeira presença e liberdade desfrute simplesmente de beber o seu chá."

    Thich Nhat Hanh

     

     

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    Seja gentil com você mesmo. Fale com você mesmo com palavras de compaixão, de ternura e amor. Seja tão gentil com você, como você faria com uma criança, pois, na verdade, esta criança inocente vive dentro de você.



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    Prólogo - Além daquilo que te cega.

    Pessoas tem certeza de que deus odeia quem é homossexual, mas elas não sabem que ele ama cada um do jeito que é, a pessoa pode ser transexual, bissexual, homossexual, ele vai amar ela assim mesmo. Dizem que deus está no céu, eu penso que deus está no arroz que tira uma fome, num copo com água que tira a sua cede, deus está na chuva que te refresca, numa bola de futebol que as crianças chutam....mas preferem acreditar que deus está ali as condenados para o inferno.

     

    A pessoa que me disse isso, foi a mesma que me disse, deus está na chuva com você. Talvez eu seja incrédulo de mais para entender isso, ou quem sabe, duvidoso de mais....mas, naquela noite no terraço do hospital, mesmo depois dos gritos, eu entendi que para mim, deus está na chuva....

    — Pluviophile -

     


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    (...) A felicidade e o absurdo são dois filhos da mesma terra. São inseparáveis. O erro seria dizer que a felicidade nasce forçosamente da descoberta absurda. Ocorre do mesmo modo o sentimento do absurdo nascer da felicidade [...] toda a alegria silenciosa de Sísifo está aí. Seu destino lhe pertence. Seu rochedo é sua questão.

    — Albert Camus no ensaio "O Mito de Sísifo" - "Kirílov"

     


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    Pessoas são tão diferentes umas das outras quanto se acham iguais às pessoas a tantas outras, ou quem sabe as pessoas mais próximas a si, alguns podem dizer que tem os mesmos gostos que você, mas a sutil diferença que existe nisso e que cada pessoa por mais singular que seja, possui a maneira própria de aproveitar as coisas que gosta, cada ser vivo nesse planeta sabe desfrutar unicamente de cada momento, cada ação e cada gosto a sua maneira. Sei que existem milhões, ou quem sabe, bilhões de pessoas que apreciam a chuva assim como eu, que veem nela algo fora do comum, algo que talvez pudesse chamar de tranquilidade espontânea, ou quem sabe o alivio que eu sempre assisto cair do céu, ou quem sabe seria a maneira perfeita de eu dizer que quando chove e eu entro em contato com a chuva, sinto como se a calma e a tranquilidade estivessem me abraçando de tal forma, que eu não consigo encontrar as palavras certas para descrever a real sensação que ela me passa, pois pra mim se tornou algo surreal, algo que talvez, e só mesmo talvez eu possa entender, compreender e sentir tudo de uma única e singela vez, e não entender, não compreender e não sentir tudo numa única vez. Eu e a chuva estamos separados por fatores externos, porém quando eu a encontro... Acabo me encontrando perdido em suas finitas gotas de água. Sim, posso dizer sem duvidas, que sou um amante incondicional dela, afinal e nela que em poucos momentos, eu acabo me encontrando pensando em tudo, e com ela me mantendo na linha da serenidade.

    Todo mundo, por mais normal, ou anormal que seja já pegou perguntando a seguinte pergunta... QUEM SOU EU?


    Eu... eu não sou você! E você não é eu, simples não? Ou talvez, não seja tão simples assim descobri quem você é realmente, até porque se leva muito tempo para você descobrir quem realmente é! Até mesmo o nada pode ser tudo num determinado momento, assim como o tudo pode ser o nada em outro, e só uma questão de relatividade. Leva-se anos para se descobrir a si mesmo, para descobrir quais são seus reais gostos e afeições, suas birras e suas mimas, seus amores e seus ódios, enfim leva uma boa parte da sua vida e consequentemente do seu tempo para conseguir se auto definir. A sua própria definição vem com o tempo e com as experiências que nele você vivenciar, afinal não é do segundo pro outro que vamos poder dizer do que não gostamos e do que gostamos, não, pelo contrario, leva-se tempo para isso. Então já usando o termo Carpe Diem... Aproveite o dia, sendo ele única, sendo ele o agora, sendo ele apenas mais um dia alegre de vida, colha dele tudo o que você puder, para que no final dele, você não venha se lamentar de nada. Vivencie cada dia como se fosse único, cada momento dele como se fosse algo singelo, brinque debaixo da chuva, seque-se com o calor do sol, e admire a lua brilhando no céu de cada noite... Viva a vida, afinal nunca se sabe quando ela pode acabar.

    Se eu começar a girar e subir, eu espero que se eu cair, eu espero que possa cair em casa...

    Dizem que a personalidade e igual a pequenos traços de um simples desenho, ou até mesmo aqueles pequenos rabiscos que você faz em algum momento... traços solitários de alguém que se considera um sociofóbico, traços distantes de outros traços, linhas separadas da multidão de outras linhas, uma linha confinada entre quatro linhas e outras tantas linhas confinadas no infinito. Não, não é um defeito isso, e apenas parte de mim, uma parte que eu sempre aprendo, então, não irei considerar essa linha separada, como uma linha colocada nas outras linhas de defeito, mas ela sempre estará na parte das linhas de qualidade e definição! Parte de mim não se separa apenas se junta e forma um indivíduo!!!

    Eis aqui alguém que escreve apenas como forma de passar tudo aquilo que está sentido, ou que talvez ainda esteja sentido de alguma maneira, algo, ou alguma emoção para um punhado de notas, ou blocos de papel... apenas para matar aquilo que me corroí por dentro... ou para quem sabe, ou só talvez quem sabe, uma forma de acalmar os meus demônios internos... Aqui apenas escrevo... para ver onde as coisas vão dar, ou quem sabe, não vão dar no final...

     



    Vah mudou seu nome para Pluviophile12/08/2015
    Pluviophile mudou seu nome para Rouke Nystrom23/05/2018