EddieSharp

10/09/2017 às 17:26
Não tenho palavras para descrever o que a sua história me fez sentir. A forma que você quebrou a quarta parede e a metalinguagem...eu me senti TÃO EM CASA. Eu sou um grande fã de metáforas, e isso me aquece no coração ♥.
Não sei porque, a sua expressão de arte na escrita me lembra muito a minha forma de ver o mundo na música. Como se as coisas fossem mais leves do que são, ou que tudo que está ao redor não está lá, ao mesmo tempo em que tudo faz parte só e somente só daquilo que permeia meu subconsciente. (As peças que você indica para a leitura têm me dado um ânimo diferente para ler em horários que eu não costumaria fazer esse tipo de atividade, e eu GOSTEI MUITO!
A reflexão, a imersão, a ansiedade, a mistura de sabores e sensações que ficam no ar e o uso da solidão como um pré-requisito do processo de leitura da obra, tudo isso dá um quê de singularidade que a torna toda especial e insubstituível.
A sensação pós leitura de que a cada passo eu estaria escrevendo uma história que eu mesmo a leria em sequência, mas sem saber o seu destino, e ainda assim se eu a alcançasse, eu repetiria o ciclo. Minha cabeça e meus pensamentos não conseguem cessar, meus neurônios pedem por mais dessa excitação e essa necessidade de serem fomentados com mais informação!
Sobre a sua escrita, eu gostaria de pontuar que estou admirado a respeito da sua meticulosidade para com o português, e que os apostos estão muito bem encaixados, tornando a leitura mais fluida. Tudo o que você escreve tem muita propriedade e a cada parágrafo me interesso mais pelo mundo que transpõe sua imaginação e me dá muita vontade de ser seu amigo.

Me pergunto a todo instante:

“Que incrível! O que será que se passou na cabeça dela nesse trecho, no momento em que ela o escreveu? ”
“ Que tipo construção social ela passou para se tornar quem ela é, e como isso reflete na habilidade de escrita dela? ”
“Qual será a importância da música na vida dela? ”
“Quando começou a escrever, e quais são suas fontes de pesquisa e inspirações? ”
“Quem é seu escritor predileto? ”
“Será que alguém a apoia? E se apoia, QUEM DEVO ABRAÇAR? ”

Se não for lhe pedir demais, eu, quando tenho contato com escritores, costumo pedir (não exigir hahaha) que me digam um pouco sobre a sua experiência com a história, e o quanto aquilo tem valor para eles, e como é a própria visão sobre aquele universo único que saiu de sua cabeça. Me maravilho da espontaneidade do ser humano e da sua capacidade de criar universos dentro de universos.
A arte, mesmo aquela de conteúdo autoexplicativo, é totalmente subjetiva. O que você sente ao escrever é diferente do que sente ao ler, assim como as minhas sensações serão totalmente diferentes das suas, o que se estende às interpretações em certos contextos.

Pineapple Girl

11/10/2017 às 19:12
Durante toda a minha vida, sentia que poderia estar segura próxima a palavras, sejam elas rimadas, cantadas e escritas. Com o tempo, descobri que não eram todas que poderiam passar esta segurança e depois disso, eram poucas que conseguiam e é claro, "O antigo lar das crianças suicidas" fez isso perfeitamente, me prendendo da primeira palavra até a última, sem falhas. Acompanho a autora a não muito tempo e pensei que seria impossível de que Ursula poderia aumentar ainda mais minhas expectativas sobre sua escrita e seus envolventes contos e agora me sinto na obrigação de dizer que estava errada.
O angustiante tempo de espera que nos faz ansiar ainda mais por cada capítulo é compensado ao, mais uma vez, ver que a história foi atualizada e devo dizer, faz cada dia a espera valer a pena não decepcionando a mim, e acredito que a todos os leitores que se deixam por viajar entre as envolventes palavras que nos transporta para um universo completamente diferente a que estamos acostumados.

Anne Claksa

08/12/2018 às 14:06
Mistério, fantasia, lendas ( mesmo que algumas te deem arrepios), tudo isso e muito mais você encontra nesta história. Os relatos te prendem, cada palavra você fica mais curioso e avançando na leitura para saber mais. O Antigo lar das crianças suicidas é tudo isso e um pouco mais, te incentiva a ter curiosidade e a se sentir dentro da história. E cada palavra a torna cada vez mais viciante.