Maybe we can try again season 1 escrita por Evil Swan Regal


Capítulo 65
Our last christmas




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A Detetive chegou à porta de Zelena. Eram as duas da madrugada começava a fazer frio na cidade de Boston. Swan tocou a campainha e nada, logo bateu na porta, Zelena e Regina que estavam dormindo juntas acordaram assustadas com a insistência.

Z: A polícia continua lá fora, não é?

R: Suponho que sim – sentou-se devagar na cama fazendo uma cara de desconforto

Z: Eu vou lá ver – levantou-se

Ao chegar na sala ouviu as batidas novamente.

Z: Quem é? – perguntou temerosa

E: Sou eu…!

No mesmo instante Zelena abriu a porta ao reconhecer a voz da cunhada.

Z: Entra! Uh está frio lá fora.

E: Sim!

Z: Está tudo bem? – reparou na cara cansada da loira.

E: Sim, conseguimos capturar o criminoso - nesse mesmo momento Regina apareceu na sala – Oi amor – sorriu levemente ao ver a sua morena ali parada.

R: Oi.

Z: Que bom Swan que está tudo bem, bom deixo você com a sua mulher, eu vou voltar para cama. Fiquem à vontade! – tocou o braço da irmã quando passou por ela. 

E: Como vocês estão? – chegou mais perto.

R: Esse menino não para – suspirou colocando a mão na barriga, Emma riu de leve tocando a mão dela que estava repousando na barriga – Você está bem?

E: Salvamos uma menininha hoje – falou baixinho olhando para a barriga de Regina.

R: Sim?

E: Uhum… cinco anos… - e Emma não precisou dizer mais nada, os olhos de Regina se manifestaram com um carinho reconfortante, e no mesmo instante Regina a puxou para um abraço, a loira não se conteve e chorou.

E: Desculpa… - tentou enxugar as lagrimas, sua respiração começava a se agitar.

R: Emma… - encarou os olhos verdes vendo a respiração da loira

E: Ah… - começou a andar de um lado para o outro mexendo as mãos – Acho que estou tendo um ataque de pânico.

R: Ok… - chegou perto – Emma… olha para mim! – pegou o rosto de Emma entre as suas mãos – Respira… é só uma crise, eu estou aqui, olha pra mim, respira...

Emma tentou acompanhar a respiração de Regina, para normalizar a sua.

E: Desculpa... Des ... cul... pa... – sua fala saía cortada pelo esforço

R: Emma! Está tudo bem!

[…]

Mais algumas semanas se passaram e Regina estava completamente atenta as novas crises que Emma tinha começado a desenvolver, sabia da pressão que envolvia o seu trabalho, e também sabia que fazia muitos meses que Emma não colocava nenhuma gota de álcool na boca, ela estava fazendo tudo sozinha, pela sua família, mas Regina sabia que não era assim que se resolvia a questão da adição, sabia que sua mulher teria que procurar ajuda e reuniões para comparecer, mas ela se negava a dar esse passo, pois por mais que soubesse que tinha problemas com o álcool, ainda não tinha assumido que era alcoólica.

As crises tinham se sucedido em outras ocasiões, em casa e no trabalho, mas as vezes que Regina não estava por perto, nem ficava sabendo do ocorrido.

[FLASHBACK ON ]

Regina e Emma acordaram com alguém pulando na cama acordando-as.

L: Mamães! Mamães! Acordem! Temos que ir para a casa do vovô hoje, o Papai Noel vai passar hoje lá!!!! – falava agitada sem deixar de pular na cama.

E: Calma filha, vem aqui – estendeu a mão para ela pegar, mas ela continuava a pular

L: Vamos mamães! A gente tem que chegar logo!

R: Meu amor, já falamos que o Papai Noel vem de noite quando você estiver dormindo.

L: Mas...

E: Mas nada, vem aqui – Emma levantou um pouco o corpo abraçando a filha caindo com ela logo na cama, fazendo a menina soltar uma gargalhada gostosa, que Regina e Emma acompanharam.

R: Você não vai dizer para gente o que colocou na cartinha?

L: Não!

E: Cadê essa cartinha?

L: Está na arvore do vovô! Lembra? Mamãe mandou! Por isso que a gente precisa ir logo para lá!

E: Você mandou? – olhou para Regina

R: Sim, pelo pombo correio chamado Zelena! – Emma riu – Ok, mas primeiro, Lucy me ouve – a menina olhou atenta com os olhinhos verdes para a mãe – Temos que tomar café da manhã e depois banho e depois...

L: Não! É muita coisa! – olhou emburrada fazendo um biquinho adorável para Regina.

R: Ok, eu não posso lidar com isso – olhou para Emma levantando-se da cama.

E: Aonde você está indo?

R: Preparar o café... – falou saindo do quarto – Não demorem!

E: Você ainda vai enlouquecer a sua mãe, não vai? – Emma riu fazendo cócegas na menina, que gargalhava se contorcendo mandando-a parar.

Depois de fazer a sua higiene matinal e descer para o preparar o café, Regina viu Emma e Lucy entrando na cozinha.

R: O café está na mesa!

E: Obrigada amor! – foi até ela abraçando-a por trás depositando um beijo na sua face – O que você está fazendo? – viu que Regina ainda preparava alguma coisa.

R: A minha torta de maçã.

E: Aquela torta de maçã?

R: Sim, aquela torta de maçã que meu pai ama!

E: Todo mundo ama! Zelena vai também?

R: Sim, Zelena também vai.

E: Isso é bom!

R: Sim, eu acho que sim. Essa torta tem que ficar perfeita, porque Cora estará lá e mesmo que a torta não seja especificamente para ela, ela sempre arranja um jeito de colocar defeito, e você sabe, Zelena vai fazer a torta dela de abobora que por sinal minha mãe ama, e depois ela fica comentando o quão deliciosa a torta da Zelena é e o quão boa na cozinha minha irmã é, e... – falou rápido

E: Ei amor! – acarinhou o braço dela beijando o ombro – Sua torta é perfeita! Todo mundo diz isso! E você sabe que é verdade!

R: Desculpe... Sei que isso não é nada divertido para um natal...

E: Você está brincando? Ouvir as indiretas da sua mãe, ter que aturar mais um novo namorado da sua irmã? Qual é mesmo o nome desse?

R: Eu não sei... – Regina sorriu

E: Você não sabe? – Emma riu

R: Não eu não sei... – balançou a cabeça rindo

E: Bom da vez passada ao menos era um musico, até que gostei da conversa dele, mesmo ele tendo se gabado por quase três horas sobre o CD que tinha acabado de lançar. Isso é a definição de diversão pra mim Babe!

R: Emma! – sorriu olhando para a loira

E: Sempre achei que quando tivesse a minha família não precisaria passar natal na casa dos outros, mas tudo bem... Você sabe, com nossas próprias tradições de natal...

R: Isso porque você é ingênua se achou que iria ser só nós... Temos família, e bagagens antes de nós...  E eu não queria ir, você sabe disso, mas meu pai pediu ...

E: Eu sei, você não pode dizer não a ele, eu sei!

R: E o ano passado a gente passou o natal com a sua mãe!

E: Ok... Mas você tem que confessar que ela é mais fácil de conviver que a sua mãe?

R: Eu não vou ter essa conversação agora Emma!

E: Você tem que admitir!

R: Ok, talvez ela seja, mas ela nem gosta de mim...

E: Oh qual é!

R: Eu posso ver isso! – ergueu as sobrancelhas, dando um beijo no rosto da loira se afastando para colocar a torta no forno.

Elas finalmente tomaram o café juntas, depois de finalizar Lucy subiu para buscar os brinquedos que ela levaria, Regina tinha acabado sua torta de maçã, e Emma juntou as coisas do café colocando para lavar.

Regina já tinha a sua torta em um prato de vidro pronta para levá-la e esse era o plano se não fosse pela pequena Lucy entrar correndo na cozinha enquanto Regina tinha o prato nas mãos, esbarrando na mãe que devido o golpe deixou o prato cair ao chão, Emma que estava do outro lado levou um susto, se aproximando rapidamente.

R: Ai meu deus!

L: Ops! – falou com a roupa toda suja de torta de maçã

R: Você se machucou bebê? – olhou para a pequena que tinha os olhos arregalados pelo susto

L: Não... – falou baixinho olhando para o chão e depois para a sua roupa.

E: Ok, ok... Cuidado com os vidros – se aproximou – Filha sobe pra trocar de roupa eu já vou te ajudar.

L: Ok... Desculpa Mamãe! – lançou um olhar triste para Regina

R: Está tudo bem meu amor... Está tudo bem, ok!

E: Amor? – olhou para a morena que tinha os olhos na torta espalhada no chão

R: Não vai dar tempo de fazer outra!

E: Ok... Nós podemos... Nós podemos comprar alguma coisa pronta pra levar...

R: Ok... Ahm eu vou limpar isso, vá ajudar ela a trocar de roupa...

Emma subiu deixando Regina limpando o estrago da sua torta de maça pelo chão todo da cozinha, chegando no quarto Lucy já tinha trocado de roupa sozinha.

E: Lucy! Por que não me esperou?

L: Eu tenho cinco anos mãe! Posso fazer as coisas sozinhas já!

E: Oh sério? – chegou perto abraçando e beijando a filha

L: Pare, mãe! – ria – Você tá me apertando!

E: Você não gosta? – apertava mais – Você não gosta? – continuou gargalhando até que de repente ela parou, Emma olhou para ela se sentando com ela na cama – O que aconteceu?

L: Você acha que a mamãe vai ficar brava comigo?

E: Não! Por que você está perguntando isso?

L: Porque eu arruinei a torta de maçã...

E: Foi um acidente! Você pediu desculpas, isso é bom. Acidentes acontecem o tempo todo, você não sabia que ela estava com a torta na mão quando entrou correndo na cozinha... Vamos comprar outra torta.

L: Mas não vai ser a torta de maçã da mamãe... Não vai ser tão boa...

E: Você está certa, mas não quer dizer que vai ser ruim.

Ouviram passos se aproximando, Regina apareceu logo em seguida na porta.

R: Como estamos indo por aqui?

E: Muito bem, ela tem cinco anos e consegue fazer coisas sozinha, você consegue acreditar nisso?

R: Serio? Wow! Isso é incrível – Lucy sorria

L: Podemos ir agora?

Emma olhou para Regina que assentiu

R: Eu só preciso me arrumar

L: Aaaah não! Mamãe você está linda assim!

R: Awn obrigada meu amor – chegou mais perto agarrando a face da menina com as duas mãos depositando um beijo estalado ali – Apenas vou trocar de roupa, vai ser rápido!

L: Você nunca é rápida!

E: Você nunca é rápida – repetiu rindo Regina balançou a cabeça revirando os olhos.

Emma saiu do quarto indo ao seu encontrando Regina em um vestido tubinho impecável cor de vinho, que deixava as suas curvas mais desenhadas do que o normal. Ao entrar viu a esposa ajeitando os cabelos em frente ao espelho.

E: Meu Deus essa criança é tão estressada quanto você! – Regina lançou um olhar sério para ela que não pôde evitar de rir.

 R: Você está pronta?

E: Claro! – Olhou para Emma mordendo o lábio e sorrindo, em suas costumeiras roupas simples de sempre – O quê?

R: Nada! – sorriu mais uma vez

E: Quer que eu mude de roupas? – Emma olhou para suas roupas

R: Não!

E: Eu posso mudar se você quiser!

R: Eu não quero! Apenas estava pensando que minha mãe vai amar a suas roupas – falou irônica

E: É claro que ela vai! – sorriu indo abraçar a morena, logo beijando os seus lábios.

Com tudo no carro Emma deu partida para a casa dos pais de Regina que esperavam por elas, a viagem foi rápida, nada mais do que duas horas até uma das fazendas dos Mills, com Lucy perguntando a cada 10 segundos se faltava muito para chegar.
Assim que o carro estacionou, Henry saiu com Zelena para recebê-las, Lucy saiu correndo ao encontro do avô e da tia com um sorriso.

Z: Minha pequena!!!

L: Tia! – pulou no colo de Zelena

H: Minha filha! – abriu os braços para receber uma Regina sorrindo também

Emma cumprimentou Zelena, depois o sogro e todos entraram para dentro do casarão, nada de Cora, ninguém comentou nada, nem viram ela quando entraram o que era estranho.

L: Tia Zel! Tia Zel! – puxava o vestido da ruiva

E: Lucy! – repreendeu vendo que Zelena estava falando por telefone

L: Eu quero ir ver os cavalos! – choramingou

E: Ok, mas a sua tia está no telefone agora, espere um segundo

R: O que está acontecendo? – Regina se aproximou

L: Eu quero ir ver os cavalos!

R: OK, podemos ir – olhou para Emma que assentiu – Vamos!

Lucy pegou com uma mãozinha a mão de Emma e com a outra a de Regina e o casal com a filha caminharam até os estábulos.
De repente Henry se juntou a elas.

H: Achou o seu cavalo já Querida?

L: Não, cadê ele?

H: Ele está logo ali na frente, vem comigo que eu lhe mostro! – pegou a mãozinha da criança guiando-a.

E: Então nada de namorado dessa vez? – Emma olhou para trás seguida de Regina, vendo Zelena se aproximando

Z: Não aqui ao menos – abriu os braços – Achei que vocês fossem chegar mais tarde.

R: Lucy estava ansiosa... Você conseguiu trazer os presentes?

Z: Tudo certinho sis! Cadê a sua famosa torta de maça?

R: Arhg! Não consegui trazer...

Z: O que aconteceu? – viu que Emma estava rindo

E: Apenas um acidente chamado Lucy!

R: Ela estava correndo, esbarrou em mim e tudo foi ao chão!

Z: Oh isso é trágico!

E você?

Z: Ah eu também não...

R: Por que não?

Z: Eu estava muito ocupada...

R: Com o que?

Z: Sexo, sis... – Regina fechou os olhos e Emma sorriu mais uma vez – Sexo...

R: Enfim... – falou mais alto para mudar de assunto – Cadê Cora?

Z: Eu não sei, ela não estava aqui quando cheguei, Papai evitou falar quando perguntei... Então achei melhor ficar na minha.

R: Sério?

Z: Sim... 

R: Será que aconteceu alguma coisa?

Z: Com Cora sempre é alguma coisa!

O dia foi divertido repleto de passeios, risadas, Lucy adorava demais o ar livre e ter um espaço desse tamanho para correr a fez muito feliz, Emma e Regina brincaram com ela, até Zelena e Henry se juntaram ao jogo de basquete com o aro que Emma improvisou para ela, quem fizesse mais cestas ganhava, a menina se empolgou, Emma estava ganhando essa disputa. De repente um carro preto entra na fazenda, os adultos param de jogar, levando os olhos ao veículo que estacionou logo a seguir.
Depois de desligado, a porta se abriu revelando a figura de Cora em sua postura superior saindo dele.

Z: OK, mamãe está aqui... – comentou baixinho

A passos lentos a mulher mais velha foi se aproximando a eles, assim que a menina a viu, saiu correndo em sua direção.

L: Vovó! Vovó!

Cora a abraçou sem muito contato físico, algo meio frio, Regina ao perceber isso bufou.

C: Boa tarde! – cumprimentou – Como estão indo as coisas?

H: Tudo está indo muito bem!

C: Fico feliz, vou entrar para tomar um banho, já encontro com vocês de novo – passou por eles rapidamente

L: Posso ir com a vovó? – perguntou olhando para Regina

R: Não, você fica aqui com a gente, ok?

L: Mas eu quero ir com ela, quero mostrar o meu novo livro a ela!

R: Você não quer mais brincar com a cesta que sua mãe fez pra você?

L: Eu não quero brincar mais – falou baixando a cabeça

Z: Por que você não mostra para mim o seu novo livro?

L: Você quer ver?

Z: Eu adoraria ver!

L: OK, eu posso te mostrar... – estendeu a mãozinha pegando a de Zelena, guiando-a para dentro da casa.

Regina agradeceu Zelena com o olhar, era notável que Lucy queria agradar a Cora, mesmo ela sendo apenas uma criança e era notável o quanto Cora tentava esquivar, evitar qualquer momento com a menina.

H: Eu vou lá dentro ver como estão os preparativos para a ceia de natal.

R: OK, Papai!

O mais velho se afastou, Regina sentou em um banco de madeira artesanal que tinha ali, passando a mãos nos cabelos.

E: Ei – tocou o ombro dela, Regina olhou para cima encontrando os olhos da sua loira

R: Sempre é a mesma coisa Emma! Sempre é a mesma...

E: Eu sei! – sentou do lado dela, passando a mãos na perna da mulher.

R: Às vezes eu me sinto mal de que fazemos as coisas e não incluímos ela, sabe? Mas, como incluir uma pessoa que não ajuda você a querer ela por perto. Ela é minha mãe e tal, mas as vezes, a maior parte delas, as atitudes que ela tem, me faz nunca mais querer olhar na cara dela... Não é apenas uma briga entre mãe e filha, é mais do que isso... Você viu o jeito que ela abraçou a Lucy?

E: Não abraçou você quis dizer...

R: Sim...

E: É difícil pra ela, quero dizer... Não era o que ela queria pra você...

R: Mas é minha vida agora e ela deveria aceitar! Não tratar uma criança desse jeito!

E: Eu sei...

R: Como a sua mãe! Sua mãe é perfeita com a Lucy, ela pode não gostar de mim, mas com a Lucy ela é perfeita!

E: Você tem que parar de dizer isso. Você sabe que ela gosta de você! Do jeito dela.

R: Eu sei... Desculpe.

Nesse momento o celular de Emma avisou uma nova mensagem, ela tira do bolso abrindo, era de Ruby, uma foto dela com Graham com seus gorros de natal, Emma sorriu.

R: O quê?

E: Olha – mostrou para Regina que sorriu também

R: Você queria estar lá não é?

E: Eu estou bem aqui!

R: Não minta para mim! Eu queria estar lá! – Emma deixou escapar um sorriso

De repente o olhar de Regina cai no carro de Cora que começava a deixar a fazenda lentamente

R: Podemos ir?

E: O quê?

R: Podemos ir para casa ou para a casa da Ruby, apenas ir! Podemos?

E: Mas, você disse que...

R: Eu sei...

E: E o seu pai, e Zelena?

R: Eles podem ir com a gente, não é?

E: Mas está tudo quase pronto...

R: Tenho certeza de que todas as pessoas que trabalham aqui terão uma boa ceia de natal esse ano...

E: Você enlouqueceu?

R: Eu só quero sair daqui... Cora não estará aqui, então eu não vejo problema para Papai não querer ir... Você pode ligar para a Ruby e perguntar se está tudo bem com a gente invadir a ceia de natal dela...?

E: Claro que está bem! Mas, eu vou ligar para ela mesmo assim...

R: Ok, eu vou lá dentro comunicar que estamos voltando para Boston! – deu um selinho em Emma antes de levantar-se do banco e ir em direção a casa.

Emma ligou para Ruby a morena de mechas vermelhas ficou animada de que não seriam apenas ela e Graham para ceia de natal, a loira avisou que talvez chegasse um pouco tarde, mas Ruby respondeu que não teria nenhum problema que esperaria por elas.

Henry e Zelena também gostaram da ideia, o homem avisou aos criados que eles aproveitassem todos os preparados porque eles iriam viajar até Boston.
Lucy ficou incomodada pois o Papai Noel viria deixar os presentes e ela não estaria ali na manhã seguinte para abri-los, mas Regina e Emma conseguiram convencê-la, falando que deixariam o novo endereço na arvore e ele iria depois para lá deixar os presentes. Regina pediu para Zelena que escondesse os presentes no carro dela.

Algumas horas mais de viagem e logo elas estavam batendo na porta de Ruby, a amiga de Emma os recebeu de braços abertos junto com o namorado. Todos se cumprimentaram e logo foram guiados e servidos de bebidas, enquanto Graham conversava com Henry, que se sentiu feliz ao saber que não seria mais apenas o único homem entre tantas mulheres, Regina chegou perto de Ruby que estava na cozinha.

R: Obrigada por nos receber!

RL: Não precisa me agradecer, somos uma família, lembra?

R: Sim – sorriu

Emma entrou na cozinha acompanhada da Ruiva

E: Teremos mais duas convidadas!

R: Quem?

Z: Eu invitei a suas amigas! – arregalou os olhos claros

RL: Oh perfeito! Eu fiz tanta comida que não sabia se iriamos ser capazes de comer tudo...

Na sala Graham conversava com Lucy agora

G: Você gosta de dinossauros?

L: Eu não sei...

G: Você não sabe se gosta deles? – levantou as sobrancelhas

L: Não...

G: Quando eu era do seu tamanho eu amava dinossauros, eu ainda amo, mas eu era muito obcecado com eles na sua idade... Eu acho que você também vai gostar! Deixa eu te mostrar, vem aqui! – Graham sentou ela no colo com o celular na mão procurando imagens de dinossauros para mostrar a ela.

L: Oh você não pode mostrar isso para a mamãe! – falou baixinho

G: Por que não?

L: Porque ela acha que isso é assustador! – falou baixinho

G: Você acha assustador? – perguntou no mesmo tom

L: Eu não estou com medo

G: Isso porque você é corajosa!

L: Como a mãe que enfrenta caras do mal?

G: Sim!

As mulheres voltaram todas rindo da cozinha, Regina viu Lucy e Graham cochichando

R: O que vocês estão vendo no celular?

L: Princesas! – Graham não aguentou e riu

R: Você não gosta de princesas! – franziu rindo

L: Sim, eu gosto!

G: Eu estou mostrando outro tipo de princesas para ela... – Regina semicerrou os olhos analisando o homem.

A campainha chamou, e logo Belle e Kat estavam fazendo parte do grupo de amigos.
Emma sentou do lado de Graham admirando o quão mais animada Regina estava, sorrindo e contando suas novidades, Zelena vez ou outra soltava uma das suas gargalhadas engraçadas.

Emma olhou para o lado para ver o que Graham e Lucy tanto estavam olhando no celular

E: Você não pode mostrar isso a ela!

G: Por que não?

E: Porque ela sonha depois, Graham!

L: Eu gosto mãe... – falou concentrada sem tirar os olhos do aparelho, Emma revirou os olhos

E: Trate de não deixar a Regina ver isso!

G: Pode deixar, já temos outra aba com princesas caso ela chegue perto!

E foi a hora da ceia de natal, a mesa estava repleta, muito bem organizada, Ruby levava jeito para a cozinha, com a ajuda de todos a mesa foi posta.
Com uma variedade de sabores, carne assada ao forno com batatas e cenouras de um lado, cebola e pimentões coloridos do outro, saladas, peru e um arroz à grega. Com vinhos, cerveja, suco e refrigerante.
A conversa entre todos era animada, o momento era feliz, estar perto de amigos e família era bom demais.

Regina ajudava Lucy a comer, enquanto ela também comia o seu prato, a pequena já estava quase caindo de sono.

H: Sua comida está deliciosa senhorita Ruby!

RL: Apenas Ruby – sorriu – Fico feliz que tenha gostado senhor!

H: Então você é uma policial também?

RL: Eu sou

H: Vocês tem uma unidade muito bonita! – todos riram – Olha pra vocês dois! – falou se referindo a Ruby e Graham – E por outro lado temos a minha nora ali que também não fica atrás!

E: Obrigada Henry! – piscou para ele

L: Eu não quero mais... – falou para Regina fazendo uma carinha para comida.

R: Não quer mais?

L: Não... – bocejou

R: Está cansada Baby?

L: Sim... – esfregou os olhos com o dorso da mão.

R: Emma! – chamou a atenção da loira que estava ainda conversando com Graham e Henry

E: Sim amor?

R: Pode colocar ela na cama?

E: Claro que sim! Vem aqui meu amor! – pegou a menina no colo que recostou a cabeça no ombro da loira fechando os olhinhos, lá fora os primeiros fogos de artificio começavam a iluminar o céu – Você quer ver Baby antes de dormir?

L: Sim – levantou a cabeça sonolenta

E: Vamos lá fora... – levantou-se com Lucy no colo – Amor! – chamou – Regina!

R: Oi?

E: Vamos! Vamos ver os fogos de artificio!

Todos levantaram da mesa com suas taças de vinho e copos de cerveja saindo para ver os fogos de artificio. Regina enlaçou seu braço no da loira, enquanto o céu era lindamente iluminado por diversas cores, até o sono de Lucy tinha passado e o encantamento tomado conta.

Com o relógio marcando meia noite Graham gritou “FELIZ NATAL” abrindo um espumante, beijando os lábios de Ruby a seguir.

R: Feliz natal amor da minha vida! – juntou seus lábios aos da loira – Eu te amo!

L: Eu também te amo – falou ainda olhando para o céu fazendo o casal quebrar o beijo achando graça.

E: Eu também te amo – sussurrou contra os lábios da morena – E eu amo você – deu um beijo estalado na bochecha da loirinha – Muito, muito! – chegando mais perto para Regina fazer o mesmo.

R: Obrigada por estar comigo!

L: Onde mais a mãe estaria? – olhou para Regina

E: Não é! Sua mãe as vezes fala cada coisa!

L: Sim... – voltou a olhar para o céu

Regina rindo deu um tapinha de leve no braço da loira e Emma aproximou o rosto para mais um beijo sussurrando

E: Eu sempre vou estar com você!


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