Maybe we can try again season 1 escrita por Evil Swan Regal


Capítulo 1
Lucille


Notas iniciais do capítulo

Olá gente! TO repostando por que eu postei no sprint e mudei e coloquei episodios ineditos, entao queria que aqui tambem registrasse sem excluir a outra.



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Emma desceu do carro, o dia estava triste, nublado, uma chuva leve caía sobre os ombros da mulher, seu olhar percorreu o enorme espaço ao ar livre, a alguns metros avistou a figura tão conhecida, a que ela seria capaz de reconhecer até na mais profunda escuridão, lá estava sua ex esposa, a mulher que tinha tirado o seu suspiro por diversas vezes e que agora apenas permanecia na lembrança.

Ali estava ela de pé com o guarda chuva em frente a lapide cinza que continha o nome da pessoa que elas mais tinham amado na vida, e ainda amavam.

Andou devagar pelo gramado, tentando achar coragem e força de estar tão perto novamente, seus pês não pareciam estar usando suas tipicas botas de couro, e sim botas de cimento, o caminho foi lento e pesado, parando ao lado da morena , olhou disfarçadamente para Regina, vendo que ela tinha o olhar congelado nas letras que jaziam ali.

R: Você veio...

E: Você achou que eu não viria...?

R: Tinha minhas duvidas, você trabalha tanto – ironizou

E: Regina... – suspirou olhando para ela que ainda não tinha quebrado o contato com as letras na pedra gelada – Como você está?

R: Estou ótima – o seu tom de voz era frio

E: Estou perguntando de verdade!

R: Como você acha que eu estou Emma? – pela primeira vez desviou o olhar e encarou a loira, os olhos castanhos estavam frios, duros, mais escuros do que o normal, piscou lentamente desenhando uma curva fraca nos lábios – Eu estou ótima! E você?

E: Eu ainda estou tentando ficar bem...

A morena deixou de olhar para ela e seu olhar se perdeu, Emma então colocou a rosa branca que tinha nas mãos do lado da pedra, secando uma lagrima que escapava, Regina observou o gesto.

R: Ela gosta de rosas – sorriu fraco.

E: Eu sei

R: Sinto falta dela... – sua voz estava quebrada agora.

E: Eu sei, eu também sinto muito a falta dela – voltou para o seu lugar parando do lado da morena novamente, sua mão roçou a de Regina, em um impulso talvez, sem importar, ela entrelaçou seus dedos nos da morena. Regina sentiu sua respiração falhar por um segundo, mas não retirou sua mão da de Swan. Estava frio e sentir o toque quente da loira aqueceu um pouco seu coração.

O celular da loira começou a chamar, ela bufou de leve

E: Desculpa – soltou a mão da morena para pegar o aparelho no bolso da jaqueta – É do trabalho, com licença.

Regina balançou a cabeça com um sorriso incomodado nos lábios “tem coisas que não mudam mesmo” falou para si mesma.

Beijou a sua mão e depositou o beijo na pedra gelada

R: Eu amo você! – falou antes de dar meia volta e sair andando a passos largos.

Emma ainda no telefone a viu passar por ela rápido sem dizer uma palavra.

E: Só um segundo – falou para a pessoa no telefone – Regina espera!

Mas a morena não respondeu, nem olhou para trás.

E: Droga! Posso te ligar daqui a pouco? Estou no meio de algo importante aqui! Ok, até mais!

A loira olhou para trás, para onde sua rosa estava, onde a pedra ocupava, onde as letras desenhavam, onde o seu amor descansava...

Voltou olhar para frente em busca de Regina que já estava bem adiantada, Emma então saiu correndo atrás dela.

E: Regina! – sentia sua respiração agitar cada vez mais com o peso frio do ar em seus pulmões, mas a morena em nenhum momento parou – Gina espera!

Foi então que em súbito a morena parou de andar...

R: Eu disse pra você...

E: Eu sei! Desculpe, mas você... – parou do lado dela mais uma vez.

R: Você nem desligou o celular – falou baixinho apertando os dentes

E: O que?

R: Esse era o momento dela e VOCÊ NEM DESLIGOU A DROGA DO CELULAR! – olhou furiosa para ela, Emma olhou ao redor, mas não tinha ninguém ali para logo encarar a morena.

E: Desculpe!

R: Pare de dizer isso! – empurrou a loira com força – Você pode fazer isso?

E: Regina...

R: Eu fiz uma pergunta! – sua voz estava por um fio agora e ela continuava empurrando a loira – Você pode ao menos fazer isso?

E: Regina... – Emma tentou esquivar os golpes, o que foi um pouco difícil, mas conseguiu chegar tão perto novamente e com seus braços envolveu o corpo da morena, fazendo o guarda chuva ir ao chão e a chuva cair direto sobre elas.

A morena não conseguindo se conter mais um soluço saiu do seus lábios, abaixou a cabeça encostando sua testa nos lábios da loira, que depositou um beijo ali, enquanto com as duas mãos Regina pegava cada lado da jaqueta de Emma, apertando o couro com toda sua força.

E: Nós deveríamos sair daqui – ouviu Regina fungar – Quer que eu te leve pra casa? Sua casa...

R: Não – separou rapidamente do abraço limpando as lagrimas – Eu pego um taxi – levantou o guarda chuva do chão.

E: Eu estou de carro, posso te levar...

Mas antes que a morena pudesse sequer responder o celular de Swan voltou a chamar...

R: Não precisa – suspirou cansada – O seu trabalho te chama, eu posso perfeitamente ir de Taxi.

Emma viu a morena se afastar dela os passos lentos dessa vez, não atendeu a ligação, já sabia que era da delegacia, apenas seguiu para o seu carro, entrou no seu velho e bom fusca, colocou as mãos no volante olhando o céu escuro.

De súbito sentiu seus sentidos à tracionarem, uma terrível tristeza e saudade tomaram conta do seu ser, saudade de uma vida que ela jamais voltaria a ter, saudade de momentos quentes e felizes, saudades do amor presente em cada minuto, não tinha como escapar apenas se deixou vencer pelos sentimentos, lagrimas brotaram em seus olhos, e ela simplesmente se permitiu, soluçando fechou os olhos, e a única imagem que consegui ver era o nome naquela maldita lapide, nenhuma outra imagem vinha agora, nenhum outro momento, apenas aquele nome, aquela pedra, aquele lugar, socou o volante uma e outra vez, mas mesmo assim não adiantou, abriu os olhos, e ainda estava lá, aquilo não era um sonho, não era um pesadelo que ela pudesse acordar e simplesmente acabar, não, aquilo era a sua realidade, sua mais triste e pura realidade, tudo tinha mudado, nada voltaria a ser como antes, nada, nunca, mais.

Ela tinha ido, ela tinha sido arrancada delas, ela não voltaria mais. Nunca mais ouviria o som daquela risada, nem brincariam com ela, nem contariam historia para ela dormir...

Tudo tinha acabado.

A vida delas tinha acabado.

A pequena “Lucille Swan Mills” tinha voado ao encontro dos anjos e levado toda a alegria que preenchia cada uma daquelas mulheres.

Não tinha restado nada, tudo tinha se desvanecido.

Se alguma coisa restava ali, elas não souberam como salvar, elas não conseguiram ver, apenas escuridão, dor e perda...


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