I Will Never Give Up On You escrita por JTLYNCH


Capítulo 59
Abrigo


Notas iniciais do capítulo

OI GENTE, CAPÍTULOS DE HOJE......



Abro os olhos

 Suspiro

 Minhas costas estão ferradas! Pelo menos consegui dormir.

Desamarro a blusa, pego o travesseiro e desço ate o carrinho colocando as coisas de volta. Minha bexiga esta estourando, preciso ir ao banheiro, mas não tem nada.

Vai ter que ser aqui mesmo.

Vou ate o mato e faço xixi, parece não acabar mais; finalmente acaba e levanto, me arrumando aliviada. Uso um pouco da agua pra lavar minhas mãos e continuo a andar.

 Ouço os barulhos da floresta

Respiro fundo, inalando o ar úmido delicioso da floresta,  que me faz bem e ao meu bebe também.

Ando muito e não encontro nada em que eu possa dormir, me deixando frustrada.

 Acho que eu mesma terei que construir. Preciso achar o lugar perfeito pra isso, que seja alto, mas não muito, pelo frio; nem no chão, pelos bichos.

Caminho por todos os lugares e encontro um lugar alto; fica em cima de uma pequena montanha, difícil de subir mais parece perfeito. Tenho muito problemas pra subir o carinho, então subo as coisas de pouco em pouco, ate conseguir subir tudo.

 Já estou exausta, mas preciso ser rápida antes que escureça.

Pego muitos galhos grandes, tentando fazer uma tenda que não da certo. Então tento de outro jeito; analiso as coisas que tenho, apanho a sacola que a enfermeira me deu e começo a  forçar a costura, que é forte, ate rasgar; abro, deixando maior o pano e o prendo nos galhos.

 Adiciono coisas como barro, pra não cair e fica bom, pequena, mas o suficiente pra eu dormir.

Ponho as coisas dentro e deixo o carrinho na frente da abertura como uma porta.

Abro um pacote de bolachas e como junto com suco. Quando termino pego o travesseiro de peeta e deito bem encolhida pra dormir.

Suspiro

Lembro-me dele e durmo tendo belos sonhos.

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Acordo no dia seguinte morrendo de fome

 Como revezando, mas é difícil, porque o bebe sempre pede mais e não posso dar ou  meu estoque estará zerado em pouco tempo. Acho que posso tentar conseguir minha comida aqui; frutas, alguns peixes, se tiver um lago e ate agua.

 Preciso ser cautelosa!

Um arco! É disso que preciso.

Mas não tenho com o que fazer nada mesmo e acabo desistindo.

 Suspiro

 Deito de novo

Sei que não devia ficar sem fazer nada, mas estou exausta e resolvo dormir mais antes de fazer alguma coisa.

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Acordo horas depois

Ainda está de dia, resolvo ir atrás de agua porque tenho apenas quatro garrafas grandes e vai acabar se esgotando.

Saio da cabana, coloco o carrinho na frente, pego minha arma e desço da montanha pequena.

 Ando ao redor pra não me perder e tenho uma ideia. Agarro uma pedra, faço um x na arvore pra saber onde estou indo  e continuo  a andar. Ouço um barulho, olho pro lado atenta e vejo o mato se mexer.

 Aponto pra ele pronta pra atirar, espero e nada da criatura aparecer; quando sai, vejo que não se passa de um  pássaro machucado.

Aproximo-me dele o pego com cuidado e vejo que sua assa esta machucada.

Suspiro

 O que fazer?

 Ajudo ou sacrifico?

Decido fazer a primeira opção e volto pra cabana.

 Entro com ele em minhas mãos, fecho a cabana, pego uma das fraldas do bebe e uso pra prender o sangue como band-aid.

Noto que ele esta com fome.

 Coloco agua na tampinha e dou pra ele que vai bebendo bem rápido, acho que esta á dias sem beber agua.

Pego uma bolacha sem recheio, quebro em pedaços dando pra ele comer, ele come super rápido e acabo dando um sorriso sem dentes. Apanho minha blusa de frio, faço um tipo de cama pra ele e deito ao seu lado dormindo rapidamente.

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Acordo ouvindo barulho de assas

Abro os olhos avistando o pássaro com medo

 O pego acariciando sua cabeça devagar pra ele se acalmar; o alimento e como também,  morrendo de fome e saio da cabana. Fecho, o deixando lá dentro e começo a andar pela floresta de novo.

Ela é bem verde e bonita, deve ter todo tipo de bicho por aqui e espero não encontra-los.

Ando, marcando as arvores  com x, cada vez indo mais distante e paro pra fazer xixi. Sinto um cheiro estranho de algo queimando, olho pra cima e vejo fumaça.

FUMAÇA!

Quer dizer que tem alguém aqui!

Não sei se fico feliz ou preocupada com isso, mas já é alguma coisa, preciso ir atrás disso agora antes que a fumaça acabe.

Ando desesperada pela floresta marcando as arvores e quando chego bem perto vejo que é um chalé

 Sorrio

 Nossa!

Chego mais perto pra ver quem pode morar aqui, se der, quem sabe posso mata-lo ou tentar ganhar sua amizade.

Olho para o céu quase totalmente escuro e fico em duvida, se devo voltar ou ir falar com quem quer seja.  Aproximo-me mais, vejo uma senhora, vou ate a porta e bato.

 Afasto-me ficando atrás da arvore, me protegendo, pra qualquer coisa que ela for fazer.

Ela abre a porta e olha ao redor.

—QUEM ESTA AI?-diz e não respondo- APAREÇA, NÃO VOU FAZER NADA-diz e mostro apenas minha cabeça, a fazendo olhar em minha direção-QUEM É VOCÊ?

—PRECISO DE AJUDA

—POR QUÊ?

—PRECISO DE UM LUGAR PRA DORMIR

—ORA, ENTÃO APAREÇA. EU NÃO MORDO!-diz, ando devagar ate aparecer e ela sorri-ESTA GRAVIDA!

—SIM

—OHH QUERIDA! PODE ENTRAR-diz e nego

—AINDA NÃO. QUEM ESTA COM VOCÊ?

—APENAS EU  E MEU MARIDO

—QUAL SEU NOME E DO SEU MARIDO?

—MAGGES E BERNARD. E O SEU?

—KATNISS

—É UM PRAZER TE CONHECER KATNISS, MAS ESSAS HORAS COSTUMAM SER PERIGOSAS, ENTÃO SERIA MELHOR-diz gesticulando que eu entre na casa, mas não me movo.

—EU PRECISO PEGAR MINHAS COISAS

—PEGUE AMANHA

—NÃO, PRECISA SER AGORA-digo e ela suspira confirmando.

  Volto pelo caminho de x´s

Entro na cabana, apanho as coisas rapidamente e coloco no carrinho. Pego o passarinho na mão, vejo uma claridade e aponto a arma, soltando o pássaro que voa pra longe.

Olho em direção ao feixe de luz e senhora aparece com uma lanterna.

—vamos-diz e olho pra onde o pássaro foi embora, concordo.

Ela me ajuda a descer com o carrinho e andamos ate sua casa. Fico meio  aflita em aceitar sua ajuda, mas não tenho escolha.

Entramos em sua casa que é bem aconchegante, com cozinha, uma mesa e cadeiras de balanço no canto com as paredes feitas de madeira; um longo corredor na parte direita mais tudo limpo e organizado.

—bom katniss. O que faz aqui?­-diz sorrindo, sentando á mesa e aponta que eu faça o mesmo.

 Sento-me á sua frente.

—estou procurando algo pra me proteger e meu bebe.

—certo e como veio parar aqui?

—eu vim de um lugar longe, deixei meu carro na estrada pra ir ao mercado, mas alguém roubou e tive que andar ate aqui.

—nossa! O mercado fica muito longe

—preciso proteger meu bebe-digo e ela concorda-onde esta seu marido?

—esta trabalhando. Trabalha em uma cidade aqui perto

—CIDADE?!-digo totalmente surpresa -tem uma cidade funcionando?

—é um tipo de fortaleza que algumas pessoas criaram pra se proteger, mas esta crescendo cada vez mais.

—então porque esta aqui?-questiono confusa

—prefiro um lugar onde não tenha monstros e perigo

—monstros? Os zombies?

—os humanos-diz, concordo e ela me serve uma xicara fumegante-pode beber, é chocolate quente.

—há quanto tempo estão aqui?-questiono apenas pegando a bebida, mas não bebendo.

—muito, desde que começou. Meu marido construiu esse lugar com seu amigo e vivemos aqui porque não queremos nos misturar com eles.

—ele faz o que?

—é comandante

—nossa!-digo surpresa

—eu sei, tenho orgulho-diz sorrindo e assinto-bom você deve estar cansada. Porque não dorme?

—posso confiar em você?

—claro que pode querida. Se não puder confiar em mim não vai confiar em ninguém-diz sorridente e assinto.

  Levanto, apanho minhas coisas, sento no canto do chão, pego meu travesseiro indo me deitar e ela vem ate mim.

—o que esta fazendo?

—indo dormir

—no chão?

—sim

—pode dormir no outro quarto querida. Era do meu sobrinho, mas ele sumiu já faz muito tempo.

—por quê?

—não sei, ele queria se aventurar e disse que roubaria um carro. Espero não ter sido o seu

—é eu espero também-digo sorrindo nervosa-estou bem, posso dormir aqui sem problemas, é melhor do vários outros lugares que dormi.

—não querida, você precisa ficar confortável. Esta gravida!-diz me ajudando a levantar e me leva pra um quarto, pequeno de solteiro e me faz deitar-agora descanse, você precisa-diz e concordo.

 Quando ela sai tranco a porta por precaução e deito abraçando o travesseiro de peeta, dormindo imediatamente.



Notas finais do capítulo



—JT.



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