A filha de Pã escrita por Cor das palavras


Capítulo 3
Bem Vindos ao...


Notas iniciais do capítulo

Bem- vindos ao ...



Acordei sentindo minha cabeça latejar. Eu estava deitada no chão. Conseguia ouvir claramente um barulho de alguma coisa sendo afiada, uma faca talvez.  Ainda não tinha tido coragem de abrir os olhos. Porém quando os abrisse, colocaria em prática tudo que aprendi nos meus 6 anos de luta livre. E foi o que fiz.

Abri os olhos e vi um garoto de costas atiçando o fogo. Por que diabos ele havia feito uma fogueira? Não tive tempo para pensar nisso.

   Passei um dos braços pelo pescoço dele e o enforquei. No segundo seguinte senti uma mão forte segurar debaixo do meu braço e me puxar para frente. O impulso me fez passar por cima do ombro do garoto e eu acabei caindo a sua frente. Depois disso, foram socos, chutes e ele imobilizado embaixo de mim.

  Eu estava com o anti braço em cima de seu pescoço fazendo pressão para que ele não se soltasse, quando senti uma coisa espetar minha barriga. Abaixei o olhar rapidamente para ver o que era, e dei de cara com uma faca que o garoto segurava. Sabia que se não o soltasse ele iria me machucar. Afrouxei o braço. Ele não perdeu tempo. Me empurrou para trás e me imobilizou.

Não sei como ele conseguiu, mas enquanto me mantinha imobilizada, me amarrar em uma árvore. O que estava acontecendo comigo? Claro que não consegui terminar meus pensamentos. Ele havia me dado uma facada envenenada! É nessa hora que eu apago.

                        *    *    *

Quando acordei eu estava em cima de algo, um cavalo  talvez. Consegui sentir seu lombo, mas não sentia seu galope. Abri os olhos e olhei para baixo. Eu estava a metros do chão! Meu olhar logo foi atraída para uma longa asa, o que era aquilo? Penas? Plumas? Porém foi só depois que consegui enxergar o seu inteiro. Era um cavalo! Com asas! Um Pégaso! Nunca tinha visto um tão de perto... É lindo. Olhei para trás. Não tão lindo assim. O garoto estava sentado atrás de mim com as mãos nas rédeas do animal.

Pensei em começar a brigar, mas minha razão falou mais alto. Estávamos muito alto, se caíssemos, quer dizer, se eu caísse, seria morte na certa. Então, fingi dormir.

O problema, foi que eu acabei dormindo de verdade. Sendo acordada um pouco depois por altos gritos, e uma forte de dor no braço. Abri os olhos para dar de cara com um bando de aves bem transtornadas. Elas bicavam, doía e sangrava. Mas esse não era o pior problema. O Pégaso deve ter se assustado, pois descíamos a toda velocidade. Vi algumas árvores se aproximando cada vez mais. Um grande pinheiro, e o impacto.

O que posso dizer sobre o que aconteceu depois? Um milagre. Acabei caindo em cima de um arbusto. Não havia me machucado tanto, porém minha perna que já estava ruim antes, agora estava pior. Ela estava retorcida em um ângulo não muito bonito. E doía. Doía muito.

Porém o fato de eu estar sentindo uma dor muito forte não impediu que pessoas que saíram sabe-se lá de onde chegassem e começassem a me observar.

Elas falavam uma língua completamente alheia ao mundo. Provavelmente inglês. Fora o fato de eles falarem uma língua estranha estava indo tudo bem. Mas aí um abusado colocou a mão em minha perna. Isso eu não admitia.

Me levantei e lhe dei um soco. Isso acabo chamando a atenção de outros, que vieram. Eu estava simplesmente furiosa. Então com facilidade, consegui derrubar todos eles. Até alguns que estavam com espadas na mão eu conseguia tirar da jogada. No meio deles, percebi que posso ter dado umas porradas em umas meninas, e no garoto que havia me sequestrado também. Melhor ainda.

Durante meu momento de fúria, acabei notando um lago e também tinha um grande pinheiro. Havia tipo uma áurea azul bem clara envolvendo o perímetro.

Meu pensamento foi cortado por um dor bem forte no meu braço. Tinha algo como um dardo que imobiliza animais fincada nele. Já entendi. Boa noite mundo.



Notas finais do capítulo

Esse foi um pouco mais longo. mas espero que tenha ficado bom mesmo assim:)



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