Under the Same Sky escrita por Lady Luna Riddle


Capítulo 1
Capítulo Único


Notas iniciais do capítulo

Hello pessoinhas, eis-me aqui postando uma one-shot que era parte da fic que deletei " Running" porque estava tendo muita dificuldade de entrelaçar momentos tendo em conta que a Classica tem grave falha quanto a arcos perdidos x.x , dai decidi postar one-shots sobre essa fic que deletei...fazendo com que ainda hajam mais umas quantas, que irão sabendo conforme for postando. :3

Obs 0: Para se situarem bem, passa-se após "Maridos de River Song" e o "Retorno do Doutor Mistério" e antes do episodio 10x01, The Pilot.

Obs 1: Susan é a neta do Doctor, quase todo mundo sabe...mas Arkytior é o nome que se especula que ela tenha em Gallifrey e em Gallifreyano, supõe-se que seja esse o nome ...'-' sem certezas.

Obs 2: O que acontece com o filho de Susan, Alex Campbell conforme irão ver na fic, realmente aconteceu mas não na série, mas naquela série de audiobooks da big finish.

Obs 3: Espero que não me xinguem ou matem pela fic 3.3 mas realmente não é bem felizinha mesmo.



" (...) Vejam o seu coração, The Doctor, nunca olha para trás, porque sente imensa vergonha..." Davros para 10th Doctor

***

Acidentalmente, ele calhara ali, não era suposto ele estar ali naquele local específico da Terra e naquele exato lugar, naquele tempo exato, como ele havia ido ali parar? E pior, porque?

Ele havia prometido guardar o cofre, que podia ser equiparado a Caixa de Pandora com todo o mal dentro, mas esse paralelo fizera-o lembrar-se de outra companion que ele não desejava de todo recordar no momento.

Ele conhecia aquela grama, aquele local, com todo o detalhe e perguntava-se mais uma amaldiçoada vez, porque ali estava?

Voltara seu olhar á TARDIS bem atrás de si, ainda com a mão na maçaneta da porta, semicerrara os olhos, como questionando-se mentalmente que ela queria dizer com aquilo ou que pretendia, trazendo-o ali.

Quando tentara entrar novamente, sentira Nardole fechar-lhe a porta por dentro, ao que ele irritara-se ao notar que a TARDIS ajudava-o e ele ouvira lá de dentro.

—Vá explorar…antes de irmos para a Universidade, no século XXI… conforme prometeu…não é culpa de ninguém que não tenha ido para o local que queria…

Ele sabia ser irritante quando queria, tentando coloca-lo no caminho certo, ele tinha mais de dois mil anos, não é como se isso fosse acontecer.

Ele afastara-se da TARDIS, cortando uma esquina e vendo definitivamente que ele estava onde desejara nunca mais estar.

Ele olhava uma casa bem pacata e típica de Londres, meados do século XXII, bem cuidada, na sequência de outras tantas, com vários balões dirigíveis no ar, ele havia jurado á cerca de três regenerações atrás que ele ali não voltaria, mas que ele havia feito?

Ele ali estava, não por sua culpa, mas por culpa da TARDIS, que ela pretendia fazê-lo vir ali, ele já tinha a sua cabeça cheia com o vazio que ele não compreendia e só sabia o nome, por mais ridículo que fosse, Clara.

E ainda havia River que tinha acabado de deixar, mais uma vez o coração quebrado e mais uma vez, ele tinha que seguir em frente.

Ele estava cansado, imensamente cansado de tudo, mas tinha que seguir em frente, sempre em frente, com que objectivo?

Para estar ali novamente, diante um de seus piores pecados, que ele não se atrevia nem a dizer para si próprio entre seus inúmeros pesadelos, com todas as mortes que presenciara ou causara, com os horrores da Guerra na sua cabeça lhe tilintando e relembrando que ele teria que continuar a viver e continuar fazendo o que sempre fazia, num modo de auto punição e de salvação do que sobrava de sua alma.

Vira a porta da imponente casa ser aberta, por ela saia alguém que ele conhecia de cor, de curtos cabelos, com olhos amendoados e cálidos, com um vestido rodado e parecendo incrivelmente bem -disposta, olhando seu ventre avolumado, ele via…

—Susan…? Entre, querida… você não pode se cansar…

Bem, atrás dela vinha o rapaz que lhe havia roubado o coração, David Campbell, era realmente um bom homem pelo que ele constatara com o tempo. Trazia consigo pendurado no pescoço, uma máquina fotográfica, ao que ele segurava nas mãos e tirava fotos dela discretamente, sem que ela notasse.

—Eu estou bem, David…só vim ver o céu e as estrelas…

—Sério? Ou será que veio ver o sinal de alguma caixa azul?

Isso fizera o coração do Doctor palpitar conforme ele ouvia a conversa de forma indevidamente, mas realmente não se importava, ele só via a expressão pesarosa e triste de Susan, a sua neta, conforme ela falava.

—Será que ele me esqueceu, David?- Ela já começava a chorar ao acabar de dizer isso, ao que David dizia que era os hormônios falando mais alto, vira ele tirar mais uma foto, ao que reclamara e quando batia-lhe no ombro ainda fungando,  dizia que queria bolo de chocolate, ao que o marido apressava a atender seus desejos e ela olhava em volta, até que embatera com os olhos nele, fazendo uma expressão confusa.

—Ei…está perdido?

—Pode dizer-se assim…

Susan sorrira, aproximando-se do velho homem, que tinha cabelos cinzas, olhos azulados e uma incríveis sobrancelhas, pareciam que tinham vida, mas ela optara por não ser deselegante e desviara o olhar, voltando a encará-lo.

—Deseja que lhe dê um mapa ou informe a policia, pode ser-lhe útil…

—Não é necessário…- O Doctor mal conseguia falar, á medida que olhava o ventre dela e sentia a culpa estrangular-lhe a garganta e cortar-lhe a voz, ao que ela olhava-o preocupado, não que tivesse notado que ele sentia em seu interior, porque o súbito silêncio a preocupara.

—É um menino…- Fora o que lhe discorrera, ao que o Doctor olhara para seu rosto, ele estava sorridente e feliz, será que ela estaria do mesmo jeito se soubesse o futuro e o que aconteceria com esse filho?- Quer tocar?

Fora ai que ele ficara paralisado, á medida que via a sua mão mover-se involuntária, ele tocara o ventre de Susan sem ter o mínimo direito a isso, acreditava ele.

Afinal, no futuro que ainda viria para ela, Alex morreria por sua culpa, quando ele estava sob seus cuidados, como ele podia ser digno de tocar o ventre da mãe que ainda ao gerava naquele momento.

— Incrível, a vida não é…como ela começa…de forma tão singela e simbólica…- Dissera-lhe ela de modo sábio e divagando, olhando para o céu, conforme o Doctor olhava seu rosto de forma tão brilhante e doce, ela vibrava vida, era incrível como nunca lhe deixava de surpreender.

—Mas a morte não é um evento devastador?

Susan retirara seu olhar do brilhante manto estrelado, voltando a encará-lo e dissera sabiamente.

—Mas sem a morte, como apreciar verdadeiramente a vida? Devemos aceitar a morte, como aceitamos a vida mesma… eu acredito nisso…

E ele sabia que ela acreditava, sabia que Susan sempre fora desse jeito, nunca quisera regenerar e nunca quisera verdadeiramente viver uma vida incrivelmente longa, por isso e outros motivos, ela nunca encaixara em Gallifrey como ele, ela sempre quisera um lar verdadeiro e não uma vida de eterno trabalho como a esperava por lá.

— É um bom pensamento…

—Eu também acredito…

E novamente, o olhar dela desviara para o céu, conforme o Doctor focava nela e no seu rosto arredondado, falando novamente.

—Procurando alguém?

—Não…

Ele sentira seus corações abrandarem, não tinha percebido que batiam de modo frenético aquele tempo todo. E ela continuara.

—Não preciso…estou olhando o mesmo céu e sei que a pessoa que busco está nele…então, se olhamos o mesmo céu…estamos sempre conectados, não importa onde ele esteja…desde que esteja bem…

E o Doctor tivera que conter o seu ímpeto de chorar, perante o que ouvira porque isso era uma grata memória de tempos que ele sentia com mais peso do que nunca mais voltariam.

“ Ela corria e corria como nunca, ele ouvia os gritos de seu filho no hall, olhava Verity sua mãe sorrir de leve e olhá-lo.

—Arktyior ( Rose em Gallifreyan e curiosamente, o nome que especulam que seja o de Susan em Gallifrey, nada confirmado)…

Ele limitara-se a assentir, sorrindo e vendo uma pequena mocinha de cabelos castanho escuros, curtos correr na sua direcção chorosa, não tinha mais de oito anos, abraçava as pernas de seu avô que alisara os cabelos dela, mantendo no entanto a expressão séria e severa.

—Que é isso, minha criança…que gritaria e choro é esse?

—N-Não quero…ir vovó…para a Aca-demia…não…que-ro deixar o senhor…

O Doctor olhava a neta, com uma expressão mais branda agora, alisando seus cabelos com carinho, pegara-a no colo e sentara-se com ela á janela, olhando o céu, ao que ela acalmava-se, fungando e limpando os olhos.

—Vês o céu recheado de estrelas, Arkytior?

Vira ela assentir, olhando ainda na direcção.

— Então, enquanto o céu brilhar e enquanto olharmos o mesmo céu…sempre estaremos juntos e conectados, minha criança…mesmo que não me possas ver…

A pequena olhara para o avó, quando o ouvira acabar de falar e quando o pai entrara e começara a dizer que tinha que ir e que não era para chorar mais, ela assentira, abraçando o avó e dizendo no seu ouvido: “Vou olhar para o céu , esta noite vovô…” e ele sorrira minimamente á medida que a via ir. “

Ele sentia aquele vazio opressor que ele sempre evitava com as despedidas, as saudades do que nunca voltaria, sentia seus dois corações baterem de uma saudade que ele cria que estava enterrada ao tempo e amortecida.

Saudades de um tempo que não voltava mais, saudades de um futuro que não mais viveria por sua culpa.

Nesse momento, sairá da casa, David trazendo consigo um prato com bolo de chocolate, ao que ele olhara para os dois e memorizara em sua mente, aquela imagem e aquele momento, aquele segundo perfeito.

— Foi um prazer falar-vos…

David ficara vendo o estranho sair de perto deles, olhara interrogativamente para a esposa que olhava o homem afastar-se para longe e depois voltara o olhar para ele, ao notar que era observada e vendo a expressão de seu marido, dissera.

—Não faço ideia…mas foi uma conversa muito interessante…

Ela caminhara para dentro de casa, ao que o marido acompanhara-a na retaguarda.

E o Doctor continuara andando sem nunca olhar para trás, ele não podia, não podia permitir-se nem por um segundo, estalando os dedos, abrira a porta da TARDIS e programara para onde ela deveria ir, na Universidade, onde iria passar-se por professor Universitário e onde teria que guardar o cofre.

Mas, antes ele devia algo ainda…e á medida que acabava de programar a sua TARDIS, puxara a alavanca, fazendo o seu conhecido barulho de desaparatação.

Susan ficara ainda parada no centro da sua sala, deixando cair o seu bolo de chocolate sob o olhar de espanto de David que reclamava que iria limpar o carpete da sala novamente, mas ela não escutava seu olhar fora na direcção da rua e do céu, no exato momento que ela via uma conhecida caixa azul girar na brilhante céu estrelado e sumir da sua frente em fracção de segundos e sussurrara bem baixinho.

—Continue, vovô…



Notas finais do capítulo

Vale tudo,menos me esganar 3o3 sim? ou matar? sim?? E.E



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