Moonlight escrita por Angel Carol Platt Cullen


Capítulo 44
Capítulo 74


Notas iniciais do capítulo

~~ gosto muito dessa cena em que o Jacob joga o prato na cabeça da Rose
fotos do capítulo 74:
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Capítulo 74

Jacob diz:

— Depois de me explicar quando deveria ser o nascimento do bebê (tenho a impressão que ele iria dizer monstrinho, mas se conteve no último instante. Edward pode ter visto na mente dele o que ele pretendia dizer e não disse em voz alta apenas para não desagradar os sogros e acabar com qualquer chance que ainda tem de namorar Renesmee. Se bem que não importa o que os pais digam ela já está predestinada a ficar com ele e minha sobrinha até parece que gosta do lobo. Apesar de que meus irmãos já devem saber como o futuro genro é, e não esperam outra coisa dele.), Bella adormeceu de repente enquanto conversava comigo. – arremata Jacob logo em seguida ao discurso de minha irmã. – isso não era normal, mas é claro que eu não deveria esperar qualquer outra coisa, nenhuma reação normal àquela altura eu já deveria estar acostumado a esperar o inesperado. Com o perdão da comparação, mas a barriga dela parecia que iria estourar como um balão de ar super-inflado a qualquer momento. E foi mais ou menos isso mesmo que aconteceu dois dias mais tarde.

‘Edward me explicou que ela estava exausta e teria dormido mais cedo, mas esperou que eu viesse. Disse o que Seth havia me dito mais cedo naquele dia e ele confirmou que ela estava com dificuldade para respirar pois a criança tinha mesmo quebrado outra costela dela.

— Me desculpe, mamãe – interveem Renemee.

— Você não podia evitar, querida. – responde Bella para acalmar a filha – Não foi muito pior do que quando James quebrou a minha perna. Doeu menos do que a mudança...

— Ah, Bella. Você disse que não lembrava – diz papai curioso.

—Ah, é verdade. Me desculpe. Eu menti, mas eu não pensei que você precisaria saber disso. Eu não imaginava que iria transformar outra pessoa.

— Você achou que seria a última, Bella? Quanta arrogância – diz Rosalie voltando para a sala e sentando num sofá mais afastado. Emmett vem logo atrás e coloca as mãos nos ombros da esposa. – Claro que não. Carlisle não vai parar até que todos sejamos destruídos pelos Volturi.

Um arrepio percorre minha espinha com a menção de minha irmã aos vampiros italianos.

— Não eu não pensei que ele precisasse saber. Eu iria contar de alguma maneira eu pensei comigo naquele dia em que acordei depois da mudança. Agora ainda mais eu tinha decidido falar com ele porque sei que ele e Esme pretendem transformar Carol também.

— Está com medo? – diz Rose ironicamente olhando para mim. – Você não deveria estar. Você tem que saber como isso pode acabar mal.

— Eu não quero que os Volturi destruam vocês – protesto e começo a chorar.

— Rose! – repreende Esme.

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— Ela não é corajosa para ser uma vampira.

— Nós nem sabemos se você poderia suportar saber de tudo que ela sabe antes da transformação – diz papai.

— Eu não teria escolhido ser uma vampira se eu tivesse alternativa que ela tem e está fazendo a escolha errada.

 - Para mim é a escolha certa Rose – engulo o choro e a encaro decidida. – Quem manda na minha vida sou eu. Você não sabe por que eu quero ser uma vampira. A minha escolha não tem nada a ver com você.

— Eu já expliquei que tem sim.

— Eu não vou ser um fardo para você eternamente.

— Será?

— Você que transforma tudo em fardo, não precisa fazer assim. Você só torna as coisas mais complicadas para você mesma.

— Não venha me dar lição de moral sua fedelha – Rose se levanta e percebendo que ela vem me atacar, Edward levanta também e a detém.

— Rose, não faça isso.

— Eduquem melhor essa pirralha, não quero ter de conviver com isso a eternidade toda – ela diz olhando para Esme e depois para Carlisle. Sobe as escadas e o marido a acompanha.

Eu não acho que eu sou mal-educada. Sou?

— Eu sou mal-educada, mamãe? – pergunto para Esme.

— Não, querida. Mas você não deve afrontar Rosalie. Ao menos não enquanto ainda é humana. Isso não foi muito inteligente da sua parte. E se Edward não estivesse aqui?

Como é? Esme está me chamando de burra?

— Ela não disse isso – responde Edward ao meu pensamento.

[Mesmo quando ele não estava prestando atenção em mim ele podia ouvir claramente o que eu tinha em mente, pois ainda que meu dom não pudesse se manifestar totalmente era perceptível para ele. Precisava de sua ajuda para se manifestar. Embora eu ache que Esme e até Carlisle eram sensíveis ao meu pré-dom ainda que eu não fosse uma vampira. Não acho que era simplesmente coisa de pais que naturalmente adivinham as necessidades dos filhos, acho que era mais.]

Agora Edward sabe, assim como Esme e Carlisle, que eu também tinha um relacionamento complicado com a minha mãe. Também pudera! Ela deixou que meu pai fizesse o que quisesse comigo, quase me matou e ela pouco se importou, se é que se importou. Mas, o que ela poderia fazer? Tudo. Ela poderia ter denunciado a policia, mas ela não teve coragem. Sei que eu apenas comparo Esme com minha mãe por associação as duas são bem diferentes. Esme teve coragem de defender o filho ainda antes mesmo dele nascer e fugiu de casa para evitar sabe se lá o que Charles faria. Isso se ele deixasse que o bebê nascesse. Ela sabia que uma mulher grávida precisa de um ambiente tranquilo e a casa dela em Columbus estava longe disso. Esme não poderia viver sempre com medo por ela e pelo bebê, por isso fugiu. Ela fez o certo, eu não a censuro. Ao contrário até a admiro por isso. Ela foi muito corajosa. Fez tudo o que estava ao seu alcance, mas o destino foi cruel.

— Edward, já disse para não fazer isso! – repreende mamãe.

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— Fazer o quê?

— Invadir a mente dos outros e responder seus pensamentos.

— Não quero tirar minha culpa mãe, mas não posso evitar de ouvir a Carol. Principalmente ela que será uma telepata como eu.

— Eu estaria aqui – diz papai respondendo à suposição de Esme. – Jamais permitiria que Rosalie encostasse um dedo novamente na Carol.

Eu vi que ele também se posicionou para me proteger assim que Rosalie ameaçou avançar.

— Obrigada pai. Sabe você é muito bom Carlisle, meu pai humano era ele mesmo o primeiro a me agredir.

— Você não terá mais que passar por isso, criança. Nunca mais – reafirma papai.

— Às vezes parece que a Rose é mais criança do que você, Carol – diz Alice.

— Carol se acalme - Jasper me diz e me tranquiliza instantaneamente com seu dom peculiar.

— Posso continuar? – pede Jacob. – A loura é mesmo uma psicopata Carol, é melhor não comprar briga com ela.

Reviro os olhos: Olha quem fala. Ele queria brigar comigo antes.

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Jacob prossegue:

— Seria ingenuidade minha imaginar que ninguém tivesse ouvido meu estômago roncar com toda aquela audição aguçada na sala. Então Alice pediu para que Rosalie fosse até a cozinha pegar alguma coisa para mim, mas eu agradeci e recusei dizendo que não gostaria de comer algo em que ela tivesse cuspido. O veneno seria letal para mim, não é como para vocês humanos que os torna praticamente imortais. Para nós transmorfos é letal. – eu quase reviro os olhos ao ouvir isso e ele prontamente acrescenta. - Para vocês é também, mas claro que para nós é mortal não apenas congelante. Para nós é mortal de verdade, fatal.

‘Alice retrucou que Rosalie não constrangeria Esme desse jeito demonstrando tamanha falta de hospitalidade. Eu vi quando Esme revirou os olhos ao escutar seu nome, ela estava tão imóvel sentada no sofá que parecia uma estátua...

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Até mamãe! Então é claro que ela não me repreenderia por isso, ela também faz. Como diz o ditado: tal mãe, tal filha.

— Ela quase nunca demonstra uma emoção tão evidente, embora seja bastante emotiva, eu diria. Eu mesmo quase fiz o mesmo gesto.

‘Rosalie se levantou e foi para a cozinha enquanto dizia que é claro que jamais faria uma coisa dessas. Mas o jeito como ela pronunciou a frase me deixou desconfiado. Pedi para Edward me avisar se ela envenenasse a comida e ele me assegurou. Por alguma razão eu acreditei e nada de mais grave aconteceu.

— Por pouco, muito pouco – ouvimos a voz dela vindo do segundo andar.

— Rosalie não envenenou a comida porque encontrou outra forma de me humilhar. Eu reconheço que também vivia a importunando com piadas de loira, merecia ser tratado daquela forma.

— Todos esses anos e ela não aprendeu a se comportar – diz Esme.

— Talvez o cérebro dela foi congelado no estágio de desenvolvimento em que ela estava. E por isso ela é tão teimosa – diz Edward.

— Como é, Edwin? – Rose adotou esse nome que o pai de Bella usou para meu irmão uma vez e o transformou em ofensa. – Se eu descer...

— Venha – responde Edward.

 Escutamos o rugido de Rosalie e imaginei que ela desceria como um furacão, mas não veio. Talvez Emmett tenha contido ela. Ele é o mais forte da casa, sabe que mesmo se a apertasse ela não ficaria machucada.

— Rosalie voltou trazendo uma tigela para cachorro que colocou na minha frente. Dentro havia um apetitoso hot dog, cachorro-quente, sem dúvida um trocadilho com o fato de minha temperatura ser elevada e eu ser um ‘lobisomem’.

Ouvimos a gargalhada de Rosalie se divertindo com a piada. Tanto tempo passou e ainda tem graça. Ela poderia mesmo ter colocado qualquer outra comida no recipiente, mas de repente teve a ideia, genial, tenho que admitir. Ela não é tão burra quanto as piadas de loira fazem crer que essas mulheres são. Acho que não tem nada a ver com a cor do cabelo. Nunca achei que tivesse. Isso é puro pré-conceito.

— Mas o mais impressionante era que aquela tigela que ela fez para mim, tinha sido uma grande bacia que ela dobrara até que tivesse a forma de um prato para cachorro. Nós ouvimos o guincho do metal vindo da cozinha e protestando contra maus-tratos. Fiquei impressionado também com sua atenção aos detalhes: ela escreveu FIDO na lateral com uma letra impecável.

‘Depois de comer eu me lembrei do que estavam fazendo com Charlie, não era justo fazê-lo acreditar que Bella estava se recuperando e depois simplesmente dizer que ela não havia resistido. Será que eles seriam tão desalmados assim? Eles não tinham coração?

'Eu estava começando a pensar que os Cullen eram diferentes dos outros vampiros, mas parecia que não era tanto assim. Eles deveriam estar preparando ele para quando a filha morresse, mas não estavam fazendo isso. Por que?

‘Edward me disse que isso era vontade de Bella. Ela não suportava a ansiedade do pai e ele não causaria nenhum incomodo desnecessário. Edward era tão antiquado! Ainda acreditava que não deve aborrecer uma mulher grávida. Dane-se!...

— Jacob, espere. Acho que não era tão mal o que eles estavam fazendo com o pai da Bella. Algumas pessoas tem mesmo uma melhora aparente antes de morrerem. Então fazia sentido o que eles estavam fazendo.

— Eu tentei explicar para ele – diz meu irmão. - Tentei fazer com que ele entendesse a ideia de Bella. Ela não acreditava que iria morrer. De certa forma ela confiava mais em mim do que eu mesmo acreditava. Mas nem Carlisle acreditava que ela sobreviveria. O veneno de vampiro não poderia fazer o coração dela bater de novo se ele parasse.

— Eu diria que tinha metade das chances de que isso desse certo e ela conseguisse levar a gestação a termo – diz papai.

— Ela sabia que eu não deixaria que ela morresse. Só eu que não via – diz Edward.

...XXX...



Notas finais do capítulo

- acho o livro Amanhecer o mais denso de todos. parece que estou patinando na historia, mas estou progredindo sim, andando lentamente. então não fiquem zangados/as comigo, tenham paciência por favor.



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