Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 16
16. Falta


Notas iniciais do capítulo

Ó capítulo novinho chegando. ♥
Espero que gostem!




CAPÍTULO 16

E a vida faz o amor parecer difícil.

Taylor Swift - Ours

 

   Eu olhei para Eve. Eve olhou para mim.

   Não estava sendo fácil convencê-la a convencer a si mesma de que:

— Você não engana ninguém, Eve! – lamuriei novamente. – Só aceita que você é louca pelo Jack e dê outra chance a ele!

— Você é maluca. – ela revirou os olhos.

— Você sempre diz isso.

— Por que será?

   Bufei impaciente. Eve me ignorou, enquanto dava mais uma mordida em sua maçã e olhava o pátio ao redor com desinteresse. O sol havia se escondido e dado lugar a algumas nuvens e um vento gelado, por isso eu me encolhi dentro do meu casaco, sentindo frio.

— Por que você tem tanto medo? – perguntei, minutos depois. – Por que fica na defensiva quando falamos de sentimentos?

   Ela não respondeu. Apenas me olhou por alguns segundos, pensativa, e deu de ombros no fim. Continuei observando-a.

— Eu não sei. – ela disse. – Eu gosto do Jack. Bastante, até. Mas não acho que daria certo algo entre nós dois.

— Mas sempre deu certo. – eu estava confusa. – Só acabou porque, de repente, você terminou.

   Eve mordeu o lábio inferior, suspirando. O sinal indicando o fim do intervalo soou e eu suspirei, derrotada. Eu só queria que Eve derrubasse aqueles muros ao redor dela. Ela sempre foi tão reclusa, nunca deixou as pessoas se aproximarem direito. Eu sou bem seleta para amizades, mas quando deixo as pessoas entrarem na minha vida eu faço de tudo por elas. Já Eve, nem considera deixar alguém entrar.

   Acho que ela só deixou eu me aproximar porque éramos pequenas demais para ela ter todas essas opiniões formadas; crescemos juntas, então nossa amizade é algo quase natural. É como se fôssemos amigas desde que realmente nos entendemos por gente. Mas ver o modo como ela quer que Jack se aproxime, mas não possibilita isso, me entristece.

   Pegamos nossas coisas e fomos para nossas aulas separadamente. Entrei na sala junto com o professor de matemática e percebi que Daniel não havia chegado. Ele também não apareceu no intervalo. Enquanto o Sr. Kyle arrumava suas coisas sobre a mesa, eu digitei uma mensagem para Dan, perguntando se ele estava bem.

   Ele respondeu rapidamente.

   “Treino intensivo durante essa semana para o torneio de sábado. Vou perder algumas aulas.”

   “Isso não vai te prejudicar?”

   “Querida, não me subestime. Quem te dá aulas particulares mesmo?”

   Revirei os olhos. Daniel conseguia ser tão convencido às vezes. O professor começou a escrever a matéria no quadro e eu guardei o celular para me concentrar no que devia. Mas dispersei em diversos momentos, imaginando como estaria o treino. Eu poderia passar lá no fim das aulas... Faz algum tempo que eu não assisto os Lions jogando. Queria ir ao torneio do fim de semana em San Mateo, na cidade vizinha, mas acho que não vai dar. Tenho uma matéria do jornal para entregar ao Sr. Harris na segunda-feira, e durante o fim de semana terei de ir às ruas de São Francisco para entrevistar algumas pessoas. Talvez eu chame Eve, ela com certeza irá me fazer companhia se eu prometer pagar um hambúrguer para ela depois.

   O restante das aulas correu tranquilamente, mas eu não parava de pensar em Daniel. Meu Deus, que agonia. Comecei a pensar em bolos, tortas, biscoitos, pudins e todo tipo de doces possíveis enquanto andava pelo corredor, para ver se a imagem de Daniel sumia da minha mente. Isso era muito, muito esquisito. E quando eu comecei a pensar em como seria bom comer um daqueles cookies com gotas de chocolate após o colégio, e finalmente havia dispersado a imagem do meu namorado-de-mentira-mas-com-benefícios da minha mente, ele se materializou na minha frente.

— Oi, menina. – ele sorriu ao me ver, todo de uniforme de basquete azul encostado no meu armário, como quem não quer nada. – Você está bem? Sua cara está esquisita.

   Engoli em seco, enquanto desviava o olhar para a porta do meu armário e ele saía da frente para me dar espaço. Agora a imagem de Daniel de uniforme vai tomar minha mente.

— É a cara que eu tenho. – falei, dando de ombros. – Como foi o treino?

— Cansativo, e ainda tem mais. – ele suspirou, cruzando os braços e me olhando atentamente, como se me avaliasse. – Você está bem mesmo? Parece perturbada com algo.

   Virei a cabeça para olhá-lo, mas meu olhar caiu sobre seus braços desnudos próximos ao meu rosto. Fui subindo o olhar devagar, passando pelos seus ombros fortes, sem conseguir pensar direito no que fazia, até que nossos olhares se encontraram e eu vi que ele prendia um riso.

   Idiota. É você quem me deixa perturbada.

— Estou ótima. – falei rapidamente, jogando todos os livros dentro do armário de qualquer jeito.

   Daniel riu e segurou um dos meus pulsos. Olhei-o confusa, e ele me virou, fazendo-me ficar encostada nos armários. Seu corpo se aproximou do meu, enquanto suas mãos iam para a minha cintura e seu rosto se aproximava cada vez mais.

— Posso verificar? – ele perguntou baixinho, com os lábios encostando nos meus levemente.

   Fechei os olhos, desnorteada. Seus lábios encostaram nos meus e eu senti aquela coisa esquisita se apossar do meu corpo. Todos aqueles arrepios, choques e mãos afoitas. E quando eu ia aprofundar o beijo, nossa brincadeira acabou rapidamente, porque a voz de Benjamin soou no corredor feito uma trovoada.

— Que casal apaixonado! – ele disse, fazendo eu e Daniel congelarmos onde estávamos. Nós nos separamos sentindo que todo o clima havia sido arrancado de nós.

— Eu vou matá-lo. – Daniel murmurou, com os olhos fechados, mordendo o lábio inferior em seguida.

   Benjamin se aproximou se nós com um sorriso de orelha a orelha, com um ar divertido, enquanto Daniel o olhava como se fosse trucidá-lo. Ben jogou um braço sobre o ombro do primo, outra vez, enquanto me olhava.

— Como vai, Ally? – ele perguntou. – Está linda hoje. Não é a toa que meu irmãozinho fugiu do ginásio durante o descanso, hein?

— Eu já estava voltando. – Daniel resmungou, saindo dos braços de Ben.

— Aliás, o que acha que nos acompanhar ao torneio nesse fim de semana? – ele o ignorou, enquanto continuava com a atenção sobre mim. – As meninas também vão conosco.

— Que meninas? – perguntei, me sentindo levemente incomodada.

— As líderes de torcida. – Ben explicou, animado. – Mia, Jane, Yui... Estarão todas lá.

   Forcei um sorriso, como se achasse aquela idéia divina— você sabe: eu, Mia, Yui e Jane no mesmo local, juntinhas, torcendo pelos nossos belos Lions – e balancei a cabeça negativamente.

Infelizmente não vai dar para eu ir. – falei, fingindo tristeza. – Mas podemos deixar para a próxima. Eu tenho um compromisso nesse fim de semana, então...

— É uma pena. – Ben disse me olhando de uma forma estranha. – Seria bom ter você lá.

   Daniel semicerrou os olhos para Ben, mas o ignorou, voltando-se para mim.

— Que compromisso é esse? – ele perguntou.

— Coisas do jornal. – dei de ombros.

   Daniel colocou as mãos no bolsos, assentindo levemente e parecendo meio aliviado. O olhei sem entender, e Ben deu uma risadinha.

— Hora de ir, irmão. Ainda temos muito suor para derramar hoje.

   Daniel suspirou. Ele parecia bem cansado. Sorri para encorajá-lo e o beijei rapidamente, surpreendendo-o. Logo os dois voltaram para o ginásio e eu fechei meu armário, pronta para ir à procura de Eve. Mas não precisei dar nem dois passos para encontrá-la, pois ela já virava a esquina do corredor... Com Jack.

   Eles pareciam tranqüilos. Ela conversava normalmente com ele, mas eu percebi a cara dela olhando-o enquanto ele falava animadamente sobre algo. Eve era louca por ele. Mas sua expressão suave e abobalhada desmanchou ao perceber que eu os olhava. Ela engoliu em seco, disfarçando, enquanto eu tentava conter um sorriso ao vê-los vindo em minha direção.

— Estávamos te procurando. – Eve disse. – Quer ir lanchar? Jack falou que abriu um lugar novo no Píer 39.

— Ah... – mordi o lábio inferior, olhando para eles dois. – Não, eu quero descansar um pouco para ir estudar com Daniel mais tarde. Outro dia eu vou com vocês, pode ser?

   Eve semicerrou os olhos para mim, desconfiada, mas concordou. Eu os acompanhei até o estacionamento e os abracei antes de ir para o meu carro. Fiquei olhando os dois caminharem até o carro de Jack e sorri, esperançosa. Joguei minha bolsa no banco de passageiro e dirigi para casa. Como Daniel ainda estava treinando, talvez eu tivesse cerca de duas horas até nossas aulas particulares.

   Aproveitei para passar no mercado para finalmente fazer compras. Eu não sei por que tenho enrolado tanto para fazer isso direito, porque sempre adorei ir ao mercado, desde que era criança. Um dos meus momentos favoritos com a minha mãe era fazer compras juntas. Sorri ao lembrar dela e peguei o celular, enquanto empurrava o carrinho do mercado calmamente em direção a um dos corredores. Tirei uma foto mostrando o carrinho e o ambiente ao redor e enviei para Danielle Jones. Ela respondeu rapidamente com vários corações.

   “Sinto tanta falta de ter esses momentos com você, meu amor. Logo estarei aí.”

   Logo? Quando seria esse logo? Senti a ansiedade tomar conta de mim e digitei uma resposta rapidamente, dedos frenéticos.

   “Quando???”

   “Ainda não sei ao certo, mas talvez no fim desse mês. Vou conseguir alguns dias de folga.”

   Sorri, animada, e mandei vários corações. E então, ela mandou vários corações de volta para mim. Adoramos enviar corações.

   Resolvi focar nas compras e guardei o celular na bolsa novamente. Como eu não tinha quase nada em casa, apenas as coisas básicas que Daniel havia comprado quando dormiu lá, eu peguei um pouco de tudo. Frutas, verduras, legumes, meus biscoitos e iogurtes e mais um monte de baboseiras. Consegui encher o carrinho até a metade, e isso era bom. Paguei por tudo e voltei para o carro.

   Quando guardei as coisas e sentei atrás do volante, senti meu celular vibrar na bolsa. Era uma mensagem de Daniel.

   “Ally, cheguei em casa agora e estou exausto. Podemos continuar com as aulas a partir de segunda-feira? Porque nessa semana vai ser complicado.”

   Suspirei, sentindo uma pontada de decepção. Mas eu não podia ir contra isso, afinal, ele passou quase o dia inteiro treinando. O treinador deles levava os jogos muito a sério, e exigia o máximo dos meninos. Principalmente quando eles se preparavam para alguma competição.

   Apenas concordei com seu pedido e dirigi para casa. Pensei em ligar para Eve, mas ela provavelmente ainda estava com Jack e eu não queria atrapalhá-los. Então, fiquei reclusa em meu casulo. Arrumei as compras na geladeira e armários, tomei um banho, coloquei meu pijama quentinho e sentei na frente da TV com um pote de macarrão instantâneo nas mãos. Zapeei pelos canais, à procura de um filme bom, mas adivinhem! Eu já havia visto todos. Até que, finalmente, achei um filme que queria ver há tempos e estava bem no comecinho.

   Deixei o controle remoto de lado e comecei a comer, enquanto mantinha os olhos na TV. Seria uma longa noite sozinha.

(...)

   Quando vi, já era sexta-feira.

   Fui para a casa de Eve após o colégio, pois passaria o fim de semana lá. Hoje eu não teria aula particular com Daniel novamente. Nós nos vimos apenas duas vezes hoje – uma vez na aula de matemática e outra no corredor. Mas como ele e os meninos viajarão amanhã bem cedo, foi bem corrido. Tentei ignorar a sensação esquisita que eu sentia, mas estava difícil.

   Estranhamente, eu sentia falta de Daniel. Praticamente não nos vimos durante esses dias, considerando que antes estávamos sempre juntos.

   Remexi lentamente o meu chá com a colher, pensativa, enquanto olhava pela janela da cozinha as árvores balançando na frente da casa da família Walker. Ouvi meu nome ser chamado e saí do meu transe, olhando para Vanessa à minha frente, no outro lado do balcão, me olhando curiosamente.

— Quer conversar, querida? – ela perguntou. – Você não está normal.

— E quando é que estou? – murmurei, sorrindo levemente. – Está tudo bem.

— Sente falta do Daniel? – ela jogou na lata, bebendo um gole de seu chá. – Eve me contou que nesse fim de semana os Lions vão para San Mateo e que eles treinaram bastante a semana inteira.

   Suspirei, dando de ombros. Vanessa sorriu afetuosamente para mim e segurou minha mão sobre o balcão, acariciando-a de leve. Era a forma dela de mostrar que mesmo que eu não quisesse falar sobre algo, ela estaria ali para mim da mesma forma.

   Eve entrou na cozinha amarrando seus cabelos loiros em um rabo de cavalo. Eu pensei que ela vestiria seu pijama, já que subiu pra seu quarto reclamando de estar muito cansada, mas ela havia tomado banho e trocado de roupa. Estava até muito arrumada para quem planejava ver filmes e comer besteiras a noite inteira.

— Pensei que hoje iríamos nos esbaldar em comida e filmes de adolescentes. – arqueei as sobrancelhas, avaliando-a. – Vamos ter companhia?

— Quê? – ela me olhou confusa, enquanto abria a geladeira. – Ah, não. Eu só não quis vestir o pijama agora.

   Eu e Vanessa nos olhamos, desconfiadas e com um sorrisinho contido no rosto. Eve pegou leite e a caixa de cereal e sentou ao meu lado, começando a comer. Ela não gostava de misturar o cereal com leite, preferia comer o cereal puro e beber o leite por cima. Segundo ela, era mais gostoso porque assim o cereal não ficava amolecido e parecendo papa.

   Eve e suas manias.

— Eu não sei como vocês conseguem beber isso. – ela fez cara de nojinho para o chá que eu e Vanessa bebíamos. – Parece água suja.

— Mais respeito com o alimento, filha. – Vanessa puxou sua orelha. – Chá limpa a nossa alma e nos deixa revigorados.

   Eve revirou os olhos e concordou com deboche. Ouvimos uma buzina e em seguida um carro estacionou na calçada. Eve esticou o pescoço para olhar pela janela e pulou do banco alto rapidamente, largando o cereal e o leite na bancada e saindo de casa. Eu e Vanessa nos olhamos, confusas, e nos aproximamos mais da janela para ver o que acontecia.

   Vimos Eve andando rapidamente até o carro estacionado e, do banco do motorista, saía ninguém menos que Jack Smith. Wow. As coisas tem mudado por aqui, não? Sorri ao vê-los se cumprimentarem com um abraço rápido e ele lhe entregando algo. Pareciam livros ou algo assim.

— Eu realmente gosto desse menino. – Vanessa disse, pensativa, com um leve sorriso nos lábios. – Eles são muito diferentes, mas ele faz bem a ela.

— Sim. – concordei, voltando a beber meu chá. – O problema é que Eve é muito fechada. Quando eles ficam bem próximos, ela se fecha e o afasta.

   Vanessa suspirou, a feição mudando de feliz para preocupada em um milésimo de segundo. Ela franziu o cenho, segurando a xícara em suas mãos com firmeza.

— Eu desconfio que seja por causa do pai dela. – ela disse baixinho, desviando o olhar da janela para mim. – George era o porto seguro dela, Ally. Eu já tentei conversar com Eve, mas ela nunca se abre comigo. Passei todos esses anos com medo de que a morte dele a tenha prejudicado de alguma forma.

   Suspirei, lembrando dos “tempos sombrios”. Quando tínhamos seis anos de idade o pai de Eve faleceu de ataque fulminante, enquanto fazia uma de suas caminhadas matinais pelo bairro. Eu lembro até hoje da expressão da minha mãe quando nos buscou na escola. Fomos direto para a casa de Eve, sem entender o que acontecia. A notícia veio como um tiro – éramos muito pequenas, mas não foi preciso muita explicação para entendermos.

   Eve ficou arrasada. Permaneceu calada por alguns dias, não dizia absolutamente nada. Mas eu permaneci ao seu lado. Aos poucos ela voltou a falar novamente e, de repente, era como se nada tivesse acontecido. Não acho que isso tenha prejudicado ela de uma forma irreparável, mas acredito que esse jeito mais fechado e seleto dela era, sim, por causa da morte de George.

— Eve é uma garota incrível. – falei para Vanessa. – E tem pessoas que a amam muito por perto. Acredito que ela vai melhorar nesse aspecto. Sinceramente, acho que já tem melhorado muito, e Jack é causador disso.

   Vanessa assentiu, parecendo se sentir melhor com as minhas palavras. Voltamos a olhar pela janela e vimos que ele já estava dentro do carro novamente, se preparando para ir embora. Eve permaneceu parada na calçada com os livros nas mãos, olhando o carro dele se afastar na rua. Logo voltou para casa e eu percebi um sorrisinho em seus lábios.

— Por que não o convidou para entrar? – perguntei assim que ela sentou ao meu lado novamente, deixando os livros sobre a bancada.

— Porque hoje é a nossa noite de meninas. – ela disse como se fosse óbvio, com um brilho nos olhos. – E ele tem que ajudar os pais com alguma coisa que eu não quis saber.

   Eu ri um pouco e voltamos a conversar sobre banalidades.

   Talvez eu não precisasse mexer um músculo para ajudar Jack a reconquistar Eve. Porque conquistada ela sempre esteve; restava abrir a porta e permitir que ele fizesse parte da vida dela e a amasse como ela devia ser amada. Ela merecia isso.

(...)

   Era onze e meia da noite.

   O sábado foi corrido para eu e Eve. Ela me acompanhou por São Francisco para a minha matéria do jornal. Eu tinha que fotografar e entrevistar algumas pessoas para montar um artigo sobre o estilo de vida dos moradores daqui. Ficamos a tarde inteira de um lado para o outro, e no fim estávamos mortas de cansaço. Compensei Eve com um hambúrguer e batatas fritas, mas quando chegamos em casa tomamos banho e caímos na cama.

   Eve adormeceu rapidamente, e eu apenas cochilei. Acordei desnorteada e peguei o celular, vendo que Daniel não havia mandado mensagens. Resolvi tomar a iniciativa e perguntei como havia sido o jogo. Logo fui ler as mensagens que minha mãe e meu pai haviam me mandado. Leonard me mandou fotos das crianças – Lucas e Valentina brincando em um parque – e pediu para que eu fosse passar mais dias com eles. E minha mãe me avisou que no fim desse mês, daqui a cerca duas semanas, ela estaria voltando para casa para passar uma semana.

   Respondi os dois e vendo que Daniel nem havia visualizado minha mensagem, eu virei para o lado e adormeci novamente. Eu esperava vê-lo logo.



Notas finais do capítulo

Já podem começar a se tremer aí, porque a partir do próximo capítulo O NEGÓCIO VAI PEGAR FOGO!!!!
Mentira, não vai pegar fogo. Vai ser mais uma chama pequenininha. Que pode evoluir pra uma coisa maior. E aí se vai incendiar tudo, eu não sei... Hehe. Me digam o que vocês preferem, hahahaha. Mas, falando sério, a partir do próximo capítulo teremos mais um probleminha entre nosso casal DanAlly, hahahaha. Vamos ver se o #TeamDaniel vai permanecer forte mesmo. ♥
Comentem, digam o que acharam do capítulo e o que esperam nos próximos! ♥
Prometo não demorar com o próximo, porque tô tão ansiosa quanto vocês, hahahaha.
Bjbjbjbjbjbj

P.S: Gente, minha melhor amiga (FINALMENTE) tomou coragem de mostrar a fic dela para o mundo, e eu ficaria felizona se vocês fossem lá ler e dizer suas opiniões! Significa muito pra ela (e a história é maravilhosa, garanto, porque já li quase toda! hahahaha). Corram lá:
https://fanfiction.com.br/historia/696872/Defenceless/



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